sexta-feira, abril 04, 2025

O que quero para mim?

Essa é a pergunta que serve de norte para todas as opções que faço em minha vida diária, é a base para as minhas ações. Tento, mas nem sempre consigo, me manter fiel às minhas metas de vida.

 

Que não são estáticas, pétreas. Ao contrário vão se transformando durante a caminhada, à medida que as situações vão se apresentando para mim. Tenho princípios claros, evidentemente, dos quais não posso e nem quero fugir, e por isso vou me adaptando ao que me acontece com base nesses mesmos princípios. 

 

Sei o que quero fazer e onde quero chegar.

 

Nunca esquecendo que não sou sozinho no mundo, e sempre lembrando que existem pessoas que estão comigo no caminho e que ele, o caminho, e estar com elas, é tão ou mais importante que o destino, que o ponto de chegada.

 

Pensamentos de uma sexta-feira de sol e um pouco de frio.

 

Até.

 

quinta-feira, abril 03, 2025

Nublado, talvez chova

Desacelerar.

 

Um ano antes de iniciar a pandemia, entrei em período que chamei de ‘sabático’ porque, ao invés de múltiplas atividades diárias, me dediquei apenas ao consultório, aos meus pacientes. O final desse período coincidiu com o início da pandemia e toda aquela loucura que foi o mundo por aqueles dias, com distanciamentos, fechamentos, pacientes ‘desaparecendo’ do consultório no começo e depois superlotando consultórios, hospitais e tudo o que (ainda) lembramos bem. Durante a pandemia, além do consultório, acabei voltando ao mundo acadêmico, como professor novamente. 

 

Foi legal.

 

Com o tempo, então, fui novamente e aos poucos assumindo mais e mais funções em termos profissionais, tanto falando em medicina (coordenador de um serviço de pneumologia e de um laboratório de função pulmonar) como empreendedor, agora sócio de uma escola de música. Voltei a escrever, publiquei um livro, fui cocriador e apresentador de um podcast. Voltei a ter uma rotina corrida, com diferentes atividades em diferentes lugares da cidade, muitas vezes no mesmo dia. Não sou mais funcionário, não tenho emprego.

 

E está bem legal. Porém...

 

Talvez esteja chegando a hora de reduzir um pouco o ritmo. Tirar um pouco o pé do acelerador. Simplificar. Retirar do meu ombro algumas tarefas que talvez não façam mais sentido, nas quais não estou conseguindo me dedicar como eu gostaria, e deixar para pessoas que estão atualmente em melhores condições de exercer essas funções do que eu, para que elas possam desenvolver seu potencial e eu possa me dedicar a projetos aos quais eu possa dar uma maior contribuição.

 

Pensando em voz alta em uma manhã plúmbea de outono...


Até. 

quarta-feira, abril 02, 2025

Zamel

Uma história.


Há pouco mais de vinte anos, quando cheguei no Canadá para o meu pós-doutorado, em um sexta-feira de manhã, do aeroporto fui direto para o alojamento da University of Toronto, onde eu ficaria em minha primeira semana até encontrar um apartamento para alugar, e – após deixar minhas malas lá – fui direto para o Mount Sinai Hospital para encontrar o responsável pela minha ida: Dr. Noé Zamel.

 

Gaúcho de Rio Grande, após se formar em Medicina em Porto Alegre havia ido para os Estados Unidos ainda nos anos setenta e depois se radicado no Canadá, em Toronto, onde foi médico, pesquisador e algo como um Embaixador nosso por lá. Fomos inúmeros médicos gaúchos e de outros estados brasileiros que passamos algum tempo em Toronto por sua intermediação. 

 

Logo na minha chegada, ao encontrá-lo pessoalmente pela primeira vez, me abraçou e disse que “finalmente” eu chegara. Foi reconfortante ser bem recebido, e ele sempre me tratou com afeto e consideração. Isso era agosto de 2004.

 

Em abril de 2005, fizemos uma festa de setenta anos para ele, nós que trabalhávamos no Respiratory Research Lab, do Toronto Western Hospital. Em algum momento ele sugeriu que eu ficasse mais do que os dois anos por lá, mas eu tinha que voltar para casa, para o meu mundo.

 

Muitas histórias dele, que faria hoje, dois de abril de dois mil e vinte e cinco, noventa anos. Ele faleceu em outubro de dois mil e vinte. 

 

Foi um grande cara, e uma honra para mim ter podido conviver com ele.

 

Até.

terça-feira, abril 01, 2025

Abril

Sobrevivi a mais um mês de março. 

Me obrigo a falar disso, mesmo sabendo que não existe nenhuma base científica ou racional para esse fato que não é um fato, mas um acaso, uma coincidência, não mais que isso. Falo da lenda (que eu mesmo criei) de que o mês de março é perigoso para minha saúde.

 

Sim, é acaso que por três anos seguidos eu passei por situações de saúde significativas, digamos assim, sempre nesse mês. De dois mil e vinte e um – quando tive uma queda à noite com trauma de crânio sem perda de consciência, mas que evoluiu com uma arritmia que me levou a fazer um estudo eletrofisiológico que foi normal e tudo ficou bem – passando por dois mil e vinte e dois – em que fiz uma hérnia de disco cervical constatada após ter passado quinze dias de férias dirigindo com dores violentíssimas, mas que foi de tratamento conservador – chegando a 2023 - hérnia de disco lombar com cirurgia de urgência por compressão nervosa. Sempre março, parecia maldição.

 

Até que quebrei o encanto.

 

E o braço junto, ao cair de bicicleta em outubro do mesmo ano. Nova cirurgia, colocação de placa no punho direito. Duas cirurgias traumatológicas/ortopédicas no mesmo ano. Sem intercorrências.

 

Apesar de não acreditar em bruxas, passei março do ano passado atento para ver se seria repetida a “maldição”. Não foi e, depois dos cinquenta anos de idade, eu não era (não sou) mais ‘um cara que cai’. Mudei o discurso, mudei a narrativa, mudei a realidade. Quase tão simples quanto parece ao falar.

 

O mesmo aconteceu em outras dimensões da vida. Me aprendi alguém disciplinado, que se dedica ao que se propõe, que ‘dá a cara à tapa’, que – agora e finalmente – não apenas sonha ou deseja ou planeja.

 

Sou (me tornei) alguém que faz.

 

Até.

segunda-feira, março 31, 2025

Está tudo bem

Está tudo bem comigo.

 

Não aconteceu nada. Por enquanto.

 

Isso porque, sim, sabemos que estamos eternamente caminhando sobre uma fina camada de gelo e que – a qualquer momento – um passo em falso pode quebrá-la e afundaremos em águas profundas e frias. Sabendo disso ou não, conscientemente ou não, vivemos andando em um corda bamba.

 

E estamos certos em viver como se isso não fosse uma realidade, ou possibilidade. Se tornássemos essa noção do risco de viver algo presente em nossas vidas, paralisaríamos. Ficaríamos quietos em nosso canto, em posição fetal, incapazes de sair da cama.

 

Talvez não aconteça nada, ou talvez já tenha acontecido, não importa. Independente de qualquer coisa, seguimos, projetamos, esperamos e fazemos acontecer. Não há alternativa. É o que a vida espera de nós: coragem, que não é a ausência de medo.

 

É seguir em frente apesar do medo.

 

Até.

domingo, março 30, 2025

A Sopa

Sigo em minha jornada.

 

A busca que tenho feito nos últimos tempos é pela simplicidade das coisas, a simplicidade da vida. Tento, mas nem sempre consigo, não complicar o que não precisa ser ou não é complicado. Não é uma tarefa fácil.

 

Ser alguém simples, no sentido em que penso e procuro me tornar, é ser uma pessoa fácil de conviver, para quem as coisas são claras, objetivas no sentido da não necessidade do uso de subterfúgios e jeitinhos nos relacionamentos diversos. Não criar dramas onde não há drama. Ser honesto com as pessoas sempre. Dizer não quando é preciso dizer não. Não tenho mais paciência com pessoas hipócritas, e não faço mais questão de esconder isso.  

 

Sei que isso dá trabalho. Paciência.

 

Apesar de saber que é muito difícil, quero conviver apenas (ou principalmente) com pessoas que tenham a ver comigo. Que não haja necessidade de fazer força para agradar. 

 

Que criemos boas histórias juntos.

 

Da mesma forma, continuo trabalhando mentalmente para não me preocupar com o que outros pensam (de mim). Porque eu sei que as pessoas não estão preocupadas com o que eu faço, corretamente preocupadas que estão com suas próprias vidas. Nesse quesito, tenho melhorado, me orgulho de dizer. Ainda posso melhorar, como sempre, mas já avancei.

 

Em frente, então.

 

Até. 

sábado, março 29, 2025

Sábado (e como estávamos há 5 anos)

Encontros Virtuais
 

Dos tempos do início da pandemia do COVID.
Final de março de 2020.

Bom sábado a todos.

Até.