terça-feira, novembro 30, 2021

De vez em quando

O que teria sido.

 

Impossível não pensar – vez que outra – no que poderia ter sido caso tivesse feito isso ou aquilo, seguido esse ou aquele caminho, agido de maneira diferente em determinada situação. Onde estaria hoje e quem seria eu. 

 

Exercício inútil, mas - às vezes – enquanto dirijo de um lugar a outro da cidade ou mesmo da região metropolitana de Porto Alegre, mesmo sem querer, mesmo que por poucos instantes, me pego pensando nesses possíveis e fictícios cenários. Logo, contudo, volto ao meu foco, que é o hoje, o aqui e o agora.

 

As decisões que tomei, mesmo aquelas tomadas por impulso, ou por intuição, se é que isso existe, me trouxeram – como eu já disso outra vez – até aqui e me fizeram quem eu sou. Não faria diferente, não tomaria caminhos diversos dos que tomei, porque confesso que não gostaria de não estar e não ser que eu sou ou onde estou.

 

Pequenos aperfeiçoamentos, faria, claro, mas sempre com o cuidado de garantir que eu continuaria sendo eu como sou, mas – quem sabe – só um pouco melhor.

 

Modestamente, claro.


Até. 

domingo, novembro 28, 2021

A Sopa

A pandemia não acabou, eu sei. 


Por outro lado, a redução dos casos, das internações e das mortes agora vistas aqui no Sul do Mundo, quando o verão se aproxima, conscientemente ignorando o recrudescimento da mesma que ocorre na Europa (além da incerteza com relação à nova variante), e contando com a vacinação maciça das pessoas por aqui, tudo isso faz prever um verão mais leve, e mais social. Ninguém aguenta mais viver afastado das pessoas.

 

Apesar de não podermos baixar totalmente a guarda ainda, com relação ao uso de máscaras – principalmente em locais fechados – e às aglomerações (fujamos delas), já podemos retomar em parte nossas vidas sociais. E temos (tenho) feito.

 

Reencontrar pessoas que há muito não encontramos tem sido momentos de extrema felicidade. E essas semanas que antecedem o final do ano, que normalmente são de reuniões sociais, têm sido mais ocupadas que o habitual. Churrascos – muitos e com diferentes grupos de amigos – e outras celebrações têm mantido a agenda cheia e as manhãs mais difíceis de sair da cama...

 

A semana que termina hoje foi de reencontro e despedida, no mesmo evento. O nosso grupo de churrasco, que começou para assistirmos as finais da Libertadores da América de futebol, lá por 2013, e que não se reunia desde o início da pandemia, fez o churrasco de despedida de um dos participantes que vai se mudar para os Estados Unidos por – ao menos – um ano. A parrilla trabalhou muito, e foi uma noite regada a vinhos bons e muitas risadas.   

 

E tem outros marcados com outros amigos, e mais aqueles que nem conseguimos marcar ainda, os encontros familiares, e até um campeonato de futebol com churrasco. Com cuidados e vacinados, retomamos a vida. Tudo volta, todos voltaremos. O inverno do coronavírus foi mais longo que desejávamos, mas a primavera vem chegando (devemos cuidar para não haver uma recaída).

 

Lembrei disso no almoço de quinta-feira quando – pela primeira vez desde o início de março do ano passado – o grupo esteve praticamente completo, e de novo contamos histórias e rimos, como fazíamos antes de tudo começar. 

 

A vida em grupo é muito mais leve, definitivamente.

 

Até.

 

sábado, novembro 27, 2021

Sábado (Por aí, Porto Alegre)

 

                               

                             Um sábado qualquer de manhã, o melhor momento da semana.

                              Até.

domingo, novembro 21, 2021

A Sopa

 O tempo.

 

Vinha eu caminhando perto de casa, em direção a um mercado/café/bar aqui próximo, na quinta-feira final do dia, após ter passado por uma reunião de condomínio para registrar presença e me desculpar por não poder ficar até o final e que acabou com a minha eleição para vice síndico feita a minha revelia, mas que não vem ao caso porque seguia eu, de máscara e só, em direção ao local marcado com dois grandes e velhos amigos, para um reencontro após mais de dois anos, quando uma música me tomou e desci a rua cantarolando Elis Regina e Belchior, depende da versão que quiserem, ‘Nossos ídolos ainda são os mesmos / E as aparências não enganam, não /

Você diz que depois deles / Não apareceu mais ninguém’. Eu estava feliz, confesso.

 

Não havia nenhuma mensagem subliminar, nenhum manifesto, nenhuma intenção específica inconsciente (mas como saber, se não temos acesso fácil ao inconsciente?) com a escolha da música, devo dizer. Sim, a letra diz muito sobre o tempo, tem em mim aquele tradicional efeito máquina do tempo, de trazer sensações de muitos anos passados, mas também é uma maravilha poética da língua portuguesa. Tem versos belíssimos do gênio que foi o Belchior, como aquele que diz ‘Na parede da memória / Essa lembrança é o quadro que dói mais’.

 

Sou um apaixonado pela língua portuguesa.

 

Por isso sempre gostei de ler e li muito, hábito certamente prejudicado pelo tempo passado em frente às telas, mas ainda tento melhorar. Assim como escrever, aspiração antiga, sonho não abandonado de todo. Em período recém-encerrado de Feira do Livro de Porto Alegre, sempre lembro do desejo/objetivo de autografar um livro na feira. Quem sabe um dia, quem sabe um dia.

 

Dizia eu que desci caminhando e cantando até o café/bar/mercado próximo de casa para encontrar esses amigos, uma reunião que há muito não fazíamos. A pandemia, as correrias da vida, filhos, tudo havia conspirado contra o encontro, que afinal de contas e pensando bem, não é tão complicado de fazer, mas que boa parte das vezes deixamos de fazer por acomodação.

 

Sentamos os três, todos ao redor dos cinquenta anos, já tendo percorrido boa parte de nossas existências, cada um com sua história própria, vidas que de tempos em tempos se cruzam em volta de uma mesa de bar/mercado/café para botar o papo em dia, lembrar de histórias, contar novas, rir muito e alto, e fazer alguns planos, talvez até envolvendo música.

 

Quem sabe?

 

Até.

sábado, novembro 20, 2021

Sábado (e a Sindrome do Impostor)

 

                    Quem nunca?

                    Bom sábado a todos.

                    Até.

                          

sábado, novembro 13, 2021

Sábado (e a kombi)

                            É isso aí.

                            Bom feriado a todos.

                            Até.


 

segunda-feira, novembro 08, 2021

A Sopa

Não sabemos como será o futuro.

E daí?

 

Nada, claro.

 

Nunca tivemos como prever o futuro com precisão, fato da vida. O que podemos fazer, e usualmente fazemos, é tentar moldar – digamos assim – o que virá a partir de nossos atos no momento presente. A vida é basicamente isso, além de estórias para contar: vamos andando pelo mundo por caminhos que vamos criando – a partir de nossas decisões e/ou atos - enquanto andamos.

 

Sempre penso nas consequências de nossos atos diários, mas não como se fosse algo relacionado ao karma ou algo assim. Vejo como a imagem da pedra atirada no lago: ela produz uma onda que produz uma onda que produz uma onda, assim quase ao infinito. Depois de um tempo, essa onda que vemos tem pouco ou nada a ver com a onda original, onde tudo começou. Pode levar tempo, mas invariavelmente assistimos às consequências de nossos atos.

 

Futebol.

 

Não falo usualmente de futebol por aqui, porque sou o pior tipo de torcedor (@PiorTorcedor, Twitter) que existe, porque futebol para mim é uma experiência solitária, silenciosa. Não sou e nunca fui entusiasta de piadas e gozações relacionadas a isso. Quando meu time ganha, fico feliz, mas na minha. Quando perde, fico irritado, mas na minha, quieto no meu canto.

 

Principalmente porque não gosto de levar flauta, das brincadeiras e gozações quando o meu time perde. Então, não incomodo ninguém para não ser incomodado. Não dou a liberdade a ninguém de me zoar. Por isso, não fico zoando ninguém. Sei que se eu entrar na chuva, vou me molhar, que a banca paga e a banca recebe. Simples.

 

Qualquer pessoa de bom senso sabe que – se tive a chance de tocar flauta em ti porque meu time ganhou – quando o meu time perder serei eu a vítima da flauta. É do jogo, justo. Sempre foi assim.

 

Por isso torna-se incompreensível a atitude de alguns jogadores do Grêmio de quererem briga com um jogador do Inter que passava pelo campo com um caixão estilizado representando o Grêmio caindo para a série B. Criaram uma confusão, briga, esquecendo que pouco tempo antes eram eles que faziam essas brincadeiras por aqui, sem nunca ter havido nenhuma confusão por isso. Se não quer ouvir a flauta, não toca primeiro.

 

Eu não teria feito a brincadeira, mas eu sou o @OPiorTorcedor.

 

É legítimo quem foi vítima da brincadeira seja agora que a faz, e é ridículo quem até ontem debochava do outro agora ficar ofendido ao debocharem dele. Simples assim.

 

Se não quer brincar, não desce para o play...

 

Até.

sábado, novembro 06, 2021

Sábado (e as nuvens)

                            Sábado de manhã, mesmo nublado.
                            O melhor momento da semana.

                            Até.