quarta-feira, julho 08, 2026

Sobre as Ideias

As ideias, as inspirações, estão por aí, etéreas, no ar, esperando para serem transformadas em realidade. Não adianta absolutamente nada ser a pessoa mais criativa do mundo se isso não for traduzido em algo do mundo real, concreto. 

 

Vale para ideias de negócios, vale para a arte, vale para o que imaginarmos... Ideias não postas no papel e não executadas não servem de nada. Não só isso, se demorarmos muito para executá-las, alguém pode ter a mesma ideia e seguir em frente. É da vida.

 

Voltei a pensar nisso ao assistir – nos últimos dias – em dois momentos diferentes, falada por dois grandes nomes do standup brasileiro, a mesma coisa que falo há anos sobre a ‘Zona de Conforto’. Sobre como é bom estar na chamada zona de conforto e a pergunta sobre qual a razão para sair dela. A mesma abordagem. Fui pesquisar e descobri um texto meu publicado no blog em 2022 falando disso, com esse enfoque.

 

Não estou dizendo que sou o autor original e nem que copiaram ou plagiaram uma ideia minha. Claro que não. Até porque – se pensarmos um pouco – essa ideia parece óbvia. 

 

Vejo como justamente aquela coisa de que a ideia está aí, no ar, esperando que alguém a coloque no papel, e a divulgue.

 

Isso é o legal da arte, da vida.


Até. 

segunda-feira, julho 06, 2026

A Sopa

Julho de 2012.

 

Estou no Aeroporto de Carrasco, em Montevideo, aguardando o voo da GOL que me levaria direto para Porto Alegre após o Congresso da ALAT, Associação Latino-Americana de Tórax. Naqueles dias, a PLUNA, companhia aérea uruguaia havia decretado falência (ou algo assim) e muitos colegas que tinha ido para o congresso por essa companhia estavam tendo dificuldades em coordenar sua volta. Eu, não, afinal estava – como falei - voando GOL. 

 

Após realizar o checkin, estava aguardando o momento de embarcar quando vi, comprando um lanche, eu acho, em sua cadeira de rodas, músico Herbert Viana, guitarrista e vocalista dos Paralamas do Sucesso, uma das bandas que escreveu a trilha sonora de minha vida. Ali, muito próximo de onde eu estava. Lembrei que havia lido que eles haviam feito um show em Punta del Este, e certamente esse era o momento da volta.

 

Queria dar um alô, quem sabe tirar uma foto, mas – confesso – fiquei constrangido em parecer muito fã (o que eu realmente era). Então cheguei ao lado, e perguntei para ele, como se fosse um velho conhecido, “Como foi o show em Punta?”, no que ele respondeu que havia sido bom, e acabou ali a conversa. Saí frustrado comigo mesmo, pelo que eu considerei depois uma abordagem ridícula. Nunca mais faria isso.

 

Um tempo depois, não sei quanto, estava na Santa Casa, no Laboratório de Função Pulmonar, quando percebi que quem estava fazendo exame era o Humberto Gessinger, de quem também sou fã e quem também escreveu parte da trilha sonora da minha vida, com os Engenheiros do Hawaii e depois em carreira solo. Dessa vez, agi diferente. Me apresentei a ele e disse o que eu precisava dizer: obrigado por tudo. Só isso, simples assim. Essa, a mensagem.

 

Passa mais um bom tempo, e chegamos ao final de semana dos dias 26 e 27/06 de 2026. Show do Barão Vermelho em Porto Alegre, com a formação original (com o Frejat nos vocais e guitarra). Através de um querido amigo, ganhei dois ingressos cortesia com acesso ao backstage após o show, e fomos a Jacque e eu. Show maravilhoso, e – no final – ficamos lá para conversar (mesmo que por breves instantes) com a banda.

 

A fila terminava no Frejat, quem mais tirava fotos. Enquanto esperávamos, pude conversar rapidamente e tirar foto com o Dé, o baixista, e depois com o Frejat. O que disse a eles, o que precisava dizer a eles? O que eu devia ter dito para o Herbert e disse para o Humberto. “Obrigado, a vida seria menor sem a música de vocês”.

 

Esse é o poder da música, ele torna a vida maior e o mundo melhor.


Até.    

sábado, julho 04, 2026

Sábado (e Por Aí, Porto Alegre)

 

Praça da Alfândega


Era sábado, era manhã, e tinha sol...

Bom final de semana a todos.

Até.

quarta-feira, julho 01, 2026

Julho

Assumi.

 

Semestre novo, vida nova.

 

Vai ser assim, a partir de agora. Vou dividir o meu ano em duas partes que serão bem divididas, vou zerar o meu calendário de projetos e expectativas a cada seis meses. Não decidi até agora se vou fazer algum tipo de celebração da passagem de semestre, da mesma forma que não sei se celebrarei um aniversário a cada novo ciclo. Aumentar minha idade duas vezes por ano não parece a melhor estratégia...

 

Por outro lado, o meu foco atual é outro. Preciso, quero, cada vez mais, viver o presente, estar presente. Há um tempo, superei viver do ou viver no passado (menos quanto ao café, que alterno entre o passado e o espresso). A questão é aprender a viver em um balanço adequado entre o presente e o futuro. Como falei, estar presente, aproveitar o presente, ao invés de antecipar as angústias de um possível futuro. Planejá-lo, sim, projetá-lo, mas o que for feito agora é o que determinará o que virá.

 

Preparando o futuro, mas vivendo muito o agora.


Até. 

domingo, junho 28, 2026

A Sopa

Essa não é uma crônica motivacional.

 

Poderia ser, contudo. Tenho, por vezes, essa coisa meio, assim, coach. Acontece quando tenho algum tipo de epifania e percebo, ou me dou conta, de algo que pode mudar o forma que vejo as coisas, a forma como encaro o mundo, ou a vida.

 

Todo final e todo início de ano eu tenho a ideia de recomeço, de zerar as coisas, “recomeçar do zero”. Novo ano, vida nova. Deixar para lá o que precisa ser deixado para trás, começar um novo momento, um novo eu. Sei que não sou o único, que isso não é inédito, e está tudo bem.

 

Pois bem.

 

Está terminando o primeiro semestre de dois mil e vinte seis. Tem sido um ano desafiador, confesso. Chegando em sua metade, me vi semana passada olhando para a segunda parte do ano e vendo como uma folha em branca cheia de possibilidades. Por que então não zerar o cronômetro após meio ano? Iniciar julho como se fosse um novo momento de vida. Ou mesmo a cada início de mês? Ou – extremo – ver cada manhã, cada dia que começa como um novo mundo de probabilidades em frente?

 

Não...

 

Essa não é uma crônica motivacional.

 

Até. 

sábado, junho 27, 2026

Sábado (e dividindo o palco)

 

Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar...


Trem das Onze.
Aniversário do amigo Alexandre Losekan.
Encouraçado Butikin, Porto Alegre.

Bom final de semana a todos.

Até.

quarta-feira, junho 24, 2026

Ser ou Não Ser

Uma pergunta que é feita com frequência, não necessariamente para mim, é sobre o que eu (ou quem quer que seja) faria na vida se dinheiro não fosse uma variável a ser considerada. Algo como, “se não precisasse de dinheiro para sobreviver, o que você faria, quem você seria?”. Isso diz muito sobre como vai a vida (de cada um).

 

Essa questão, ou dilema, é da mesma natureza daquela relacionada a uma hipotética volta ao passado para mudar algo feito, dito, ou não feito, não dito. Sempre foi tranquilo para mim: eu não mudaria nada no passado para não correr o risco de não estar onde estou e com quem estou na vida. Não mudaria o passado para não afetar o presente, não correria o risco de uma realidade paralela diferente da que vivo. Entendo que não é exatamente a mesma coisa.

 

Porém...

 

Não consigo não pensar nisso quando a pergunta aparece, e mesmo que a questão financeira seja primordial, básica e urgente para todos, ou a maioria de nós, pensar em que eu seria, ou o que eu faria se tirássemos o dinheiro da equação, me deixa tranquilo perceber que eu seria quem sou, faria o que faço e viveria como vivo.

 

Humildemente, sigo.


Até.