Não vou falar sobre vinhos.
Convivo com um inimigo na trincheira.
Alguém que está volta e meia rondando, esperando qualquer potencial vacilo, qualquer revés, para logo dizer “eu avisei...”. Como se estivesse torcendo contra mim o tempo todo. Um chato. Cansativo.
Até lhe dei um apelido, ‘Sabotador’.
Já conseguiu me tirar o sono, atrapalhar minha rotina, me irritar. Sou, contudo, obrigado a conviver com ele, não tenho como fugir, infelizmente. Por outro lado, admito que tenho partido para o conflito aberto, o tenho encarado de frente. Dizer seu nome, olhar no olho, mostrar quem está com a razão, ser racional. É um forma de lidar com essa situação.
É uma forma de lidar comigo mesmo.
Sim, eu muitas vezes sou meu próprio inimigo, aquele que tenta me botar para baixo, quem duvida do meu próprio potencial. Aquele que acha que as coisas não vão dar certo, que olha para o próprio umbigo e pode esquecer de olhar o todo, de perceber o caminho percorrido e a ser percorrido.
Minha sorte é que ele (o eu negativo) não está (mais) presente tão frequentemente, e – por esses dias – quando ele surge eu rapidamente reconheço e estou melhor nos meios de anular seus efeitos.
Seguimos.
Até.
