quinta-feira, abril 02, 2026

Havia um coach no meio do caminho

Estava eu assistindo a uma sessão durante a convenção da School of Rock, em San Diego, há pouco mais de uma semana, quando – durante a apresentação – o speaker falou em intuitive fence. A imagem apresentada era de um círculo, em cujo centro esta o chamado ‘possível’, e – à medida que se afastasse do centro, em direção aos limites do círculo, que tinha outros dois círculos externos a esse inicial, passava-se pelo ‘menos possível’ até, fora do círculo inicial, chegar-se na círculo mais externo onde estava o ‘impossível’. 

 

Deveríamos fazer esse caminho, do possível e seguro, em direção ao menos possível até – quem sabe – o impossível. Percebi, naquele momento, que estava assistindo a um coach (já sabia, na verdade, pois havia se apresentado assim, ele um ator de cinema), e aquele nome bonito, ‘intuitive fence’, era na verdade a famosa zona de conforto. Estava pregando que saíssemos da zona de conforto.

 

Não.

 

Não me levantei e sai da sala como gostaria, e nem questionei o apresentador, como talvez devesse ter feito. Não quis criar polêmica. Sou um cara tranquilo, da paz. Não costumo entrar em polêmicas. Mentira, mas não vem ao caso.

 

Deixem a (minha) zona de conforto em paz, por favor.

 

É uma questão conceitual, eu sei, e a esmagadora maioria das pessoas vê isso de forma diferente, mas vou sempre reafirmar que é a partir da zona de conforto que vamos progredir. É de onde partirmos para evoluir.

 

Crescer, se desenvolver, é alargar, ampliar nossa zona de conforto. Tornar maior nossa bolha.

 

É o que tento fazer.

 

Até.

quarta-feira, abril 01, 2026

Novo Momento

Como eu havia antecipado antes de viajar, voltaria de diferente da viagem que encerrou no último domingo, da qual ainda estamos correndo atrás para ‘recuperar’ o tempo perdido. Voltei. Diferente sim, no mínimo por descansado.

 

Conheci lugares os quais eu nunca havia visitado, revisitei lugares em que já estive várias vezes. Houve encontro viagem em grupo, e encontro de família. Caminhei MUITO, até perdi peso. Foi um baita passeio.

 

Um dos principais pontos foi, sem dúvida, o descanso mental, a fuga da rotina (que é importante, a rotina, mas que pode crescer como planta e engolir metade do caminho). A relatividade da percepção do tempo evidenciada: foi como se estivéssemos viajando por MUITO tempo, enquanto para quem ficou foi muito rápido.

 

Algumas ideias e resoluções.

 

Plano para pôr em prática.

 

Quem sabe o que vem por aí?


Eu não.


Até. 

terça-feira, março 31, 2026

O Belo da Vida

A vida corriqueira, o dia a dia, continuam enquanto viajamos, evidentemente, e nossa ausência em eventos e acontecimentos muitas vezes nos deixam em ‘desvantagem’ em comparação a se estivéssemos presentes. Perdemos direito de escolha, perdemos o direito de opinar. É o (mais um) preço que pagamos pelos dias de viagem. Paciência, é da vida.

 

A volta, então, é de retomada e reconquista de espaço, do espaço perdido, de correr atrás das tarefas que ficaram para trás e estão acumuladas. Corremos agora porque paramos alguns dias, porque saímos da rotina. Como disse, tudo certo, valeu à pena.

 

E as voltas são muitas, além da física, além da nossa presença. Por mais que sejamos os mesmos, voltamos diferentes, da mesma forma que somos diferentes a cada dia que passa, após cada interação que temos com outras pessoas.

 

O mundo muda todos os dias, nós mudamos todos os dias.

 

Isso é o belo da vida.


Até. 

segunda-feira, março 30, 2026

A Sopa

Sobre voltar.

 

Como repetidas vezes dito (por mim, por mim), voltar é parte importante de uma viagem, tão importante quanto a preparação e a viagem em si. Se não voltássemos, não seria viagem: seríamos nômades. O retorno para casa, para o lar, para o mundo de todos os dias, para a rotina, é que faz tudo ter sentido.

 

Na virada do século e milênio passados, no último mês do século vinte, dezembro de dois mil, viajamos. Chamamos a viagem de ‘Natal na Neve’, pois esse era o objetivo principal da viagem, ter uma experiência de passar o Natal em um lugar frio, onde houvesse neve. O lugar escolhido foi o norte da Itália, quase fronteira com a Áustria. Ainda não havia telefones com internet, então utilizávamos mapas físicos para nos guiar pela estradas nos Alpes. Tínhamos reservado os hotéis da chegada (em Roma), do Natal (em Rasun di Sopra, uma grata surpresa, que reservamos pensando ser em Brunico) e para a última semana, em Paris. Fizemos todo esse trajeto de carro, incluindo a passagem pelos Alpes entre a Itália e a Áustria, pela passagem de Brenner.

 

Foi uma longa viagem, trinta dias, e – nos últimos dias – já sonhava com a volta para casa, por melhor que estivessem esses dias de férias. Depois, acho que nunca mais fizemos alguma viagem tão longa, por diferentes razões.

 

Chegamos de volta de viagem ontem, quinze intensos e divertidos dias (entre trabalho e férias) depois de sairmos, fisicamente cansados pelo maratona de aeroportos e noite mal dormida no avião, mas mentalmente descansados e prontos para o restante do ano. Confesso que a vontade de voltar já era grande, já sentia falta da rotina.

 

Como se estivesse há bem mais tempo longe de casa.

 

Viajar é MUITO bom, mas voltar para casa é ainda melhor.


Até. 

sábado, março 28, 2026

Sábado (e Por Aí, New York)

Central Park


Manhã, início de primavera.
Março/2026.

Bom sábado a todos.

Até.

 

quinta-feira, março 26, 2026

Do Aeroporto

Aguardo o red eye.

 

Esse é o voo que sai de Los Angeles às dez para as onze horas da noite, tem uma duração de cinco horas e meia e chega às sete horas da manhã em Nova York. O fuso horário, claro, é a razão disso. São três horas de diferença. Independente do que dormirmos no voo, o dia será longo e de caminhadas.

 

Temos pouco tempo, então vamos fazer valer.

 

Além, é claro, de ficar junto com a família, curtir minha cunhada e sobrinha (meu irmão não, infelizmente, pois está trabalhando literalmente do outro lado do mundo).

 

Quinta, sexta e parte de sábado.

 

Aí voltamos.

 

Direto para o School Day, lá na School of Rock Benjamin, domingo (29/03) das 13h às 20h.

 

Aparece por lá.


Até. 

quarta-feira, março 25, 2026