sábado, outubro 31, 2026

Sábado (e é Halloween de novo)

2025


Vai ter show e evento esse ano, mais uma vez.
 E será em casa! 

2º Halloween POA

A partir das 11h30 na School of Rock Benjamin
Rua Benjamin Flores, 57.

Bora?

Bom final de semana (e feriado) a todos.

Até.

 

sexta-feira, outubro 30, 2026

Atualidades

Eu tinha a ingênua esperança de que, passado o domingo de eleições, poderíamos seguir em frente a vida, livres das alucinadas teorias conspiratórias da direita e sem o histerismo escatológico (escatologia, ramo da filosofia que estuda os eventos finais da história da humanidade, do mundo e do universo) e – sim – intolerância ao pensamento diferente do seu da esquerda. Que poderíamos nos preocupar com e discutir assuntos mais relevantes, fossem eles quais fossem.

 

Ledo engano.

 

Talvez tenha piorado, quando comparado aos últimos dias anteriores ao segundo turno, e o candidato derrotado está colaborando com esse clima. A fuga para os Estados Unidos (eu espero) é o encerramento da história dos Bolsonaros na política brasileira. Em 2030, sem Lula e sem Bolsonaro na disputa, talvez – eu tenho alguma esperança – consigamos discutir ideias e projetos de pais. Até lá, serão quatro anos difíceis, economicamente falando.

 

O que eu penso das eleições que passaram?

 

Não que eu ache que alguém tenha algum interesse, ou mesmo queira ouvir o que penso sobre política no quadro atual, mas falarei mesmo assim, apesar de tudo. 

 

As eleições, então...

 

Foram – para mim – como assistir um jogo de futebol entre Flamengo e Corinthians: gostaria que ambos perdessem... Como isso não era possível, fiquei feliz que o Flávio perdeu e triste que o Lula ganhou. Quem acredita que as eleições foram fraudadas não consegue olhar o mundo além de sua bolha. Se esse fosse um país sério, a chapa de situação teria sido impugnada crime eleitoral por abuso de poder econômico por todas as medidas eleitoreiras nas semanas que antecederam a eleição. De novo, não houve fraude. A mobilização da esquerda foi impressionante. Estender em duas horas o período de votação foi coisa de coisa de republiqueta, mas não mudou em nada o resultado. Eu torço para o que lado que venceu esteja certo em sua escolha, assim como torceria se quem tivesse ganho fosse quem perdeu. Nem todo mundo (quase ninguém, aliás) que votou no Flávio é fascista, golpista, homofóbico, racista ou o que quer seja. Essa agressividade na adjetivação de quem pensa diferente gerou mais votos para o Flávio do que ele próprio dizendo o que pensava e o que pretendia fazer. 

 

O que eu quero, de verdade?

 

Poder trabalhar em paz, fazer por mim.

 

E não brigar por causa de política.


Até. 

quarta-feira, outubro 28, 2026

Viajando por Aí

Viajar amplia nossa visão de mundo.

 

Ter, ou criar, a oportunidade de conhecer lugares diferentes, países, cidades, pessoas, deveria sempre nos tornar mais tolerantes, mais abertos à diversidade, seja de pensamento, de cultura, de modo de vida. Que cada um tem o direito de viver da forma que entende ser a melhor possível para si, e ninguém tem direito de determinar como o outro deve viver. Simples assim, na teoria. Quanto à prática, bom, deixa para lá.

 

Como eu já contei, a primeira vez em que saí do país foi aos vinte e três anos de idade, já médico e namorando a pessoa com quem estou casado até hoje, mais de trinta anos depois. A partir dessa primeira vez, organizamos nossa vida à época priorizando as viagens muito mais que bens materiais. Tivemos o benefício de ter moradia própria desde que nos casamos, então direcionamos muito a vida em poder visitar lugares diversos e revisitar aqueles mais queridos.

 

Todas as viagens foram especiais, claro, umas mais e outras menos, mas sempre nos deixaram com ótimas lembranças, momentos e situações realmente memoráveis. Assim como a vida, não existe uma fórmula única de como melhor viajar.

 

Viajamos muito em grupos de amigos, em família, Jacque, Marina e eu, e apenas a Jacque e eu, de avião, de carro, mas ainda não de navio, infelizmente. Até morei fora do Brasil um tempo. Todas foram boas – não existe viagem ruim, até que se prove em contrário – de sua maneira. Em toda viagem, acredito que voltei um pouco diferente de quando saí, mas nunca perdi o encantamento do processo, da experiência.

 

Talvez isso seja o importante: por mais comum que seja, por mais habituado estejamos com tudo isso, não podemos perder esse encantamento quase infantil (e isso é um elogio) de conhecer um pouquinho mais das pessoas, do mundo.

 

Lembro sempre que, há alguns anos, quase dez, na verdade, estava viajando a trabalho para um congresso na França (era especialista médico de um laboratório da indústria farmacêutica). Estava saindo três dias antes do habitual porque encontraria a Jacque, a Marina e a Karina (minha cunhada) em Paris, onde elas ficariam de férias enquanto eu estaria trabalhando. Saí sozinho de Porto Alegre, com conexões no Rio e em Amsterdam antes de pousar em Paris. Voava de executiva, benefício de se trabalhar no mundo corporativo.

 

Durante a escala em Amsterdam, enquanto circulava pelo terminal do aeroporto de Schiphol em direção ao portão de embarque do voo AMS – CDG, parei por um momento, olhei em volta, de onde eu estava, e sorri. Pensei em minha história, em onde estava naquele momento de vida e em quem eu iria encontrar em Paris antes de começar o trabalho. O que eu já tinha visto, o que eu ainda tinha para ver e as pessoas que eu ainda conheceria.

 

Tinha valido à pena. E tem valido até hoje.

 

Até.

terça-feira, outubro 27, 2026

Ainda o Inferno

Ainda sobre minha primeira viagem para fora do Brasil.

 

Foi em 1995, para os Estados Unidos, no tempo em que os vistos para entrar nesse país eram – ao menos no nosso caso – de três meses, e o Consulado Americano era no Centro Histórico de Porto Alegre quando ainda não o chamavam de Centro Histórico, algum tempo antes de o consulado fechar e permanecer assim por vários anos, tanto é que tive que ir à São Paulo quando precisei de visto na mesma época em que fui morar no Canadá. Minha primeira viagem internacional, meu primeira experiência de voar.

 

Lembro que entramos nos Estados Unidos por Miami, onde ficamos uns dois ou três dias antes de seguirmos para Orlando e seus parques. Ficamos em um hotel em Miami Beach, e logo no primeiro dia fomos à praia e alugamos um jet-ski, também minha primeira vez (e única?). Saímos da praia e ficamos um tempo na piscina com hidromassagem... me sentia um privilegiado...

 

Depois desses talvez dois dias em Miami, seguimos para Orlando pela Florida Turnpike, pedagiada. Eu era o que melhor falava inglês ou, ao menos, eu era quem tinha a ‘cara de pau’ de falar, de interagir, conversar com as pessoas, principalmente em hotéis e restaurantes, meio que uma tradição que continuou por muitos anos em diferentes países e diferentes idiomas, mesmo eu não falando a maioria deles, até ser “substituído” pela Roberta, minha afilhada, no Uruguai em 2022...

 

Na estrada, entre Miami e Orlando, em um tempo antes dos pedágios automáticos, tínhamos que parar para pagar a tarifa (quando não apenas jogar as moedas em um coletor). Em uma dessas paradas, enquanto fazíamos o pagamento, aproveitamos para perguntar sobre uma direção que tínhamos que seguir, e a resposta que entendi na hora foi um estranho ‘Go to Hell’, o que não gerou uma resposta nossa qualquer, exceto estranhamento e seguirmos em frente.

 

Foi só depois que nos demos conta que a resposta havia sido ‘Go ahead’, siga em frente, e a confusão havia sido pelo sotaque de quem falou... 

 

Meu inglês melhorou muito desde então...


Até. 

segunda-feira, outubro 26, 2026

A Sopa

A primeira vez que entrei em um avião, em que fiz minha primeira viagem aérea, foi em 1995. Éramos, a Jacque e eu, namorados há pouco tempo, e tiramos quinze dias de férias juntos em junho daquele ano. Fomos para os Estados Unidos, primeiro para a Flórida, Miami, Orlando com parques, e depois para Nova York, Filadélfia, Washington e de volta à Nova York, de onde voltei ao Brasil, pois minhas férias terminavam, e a Jacque, com a Karina e o Paulo (cunhado dela à época), seguiram por mais alguns dias entre EUA e Canadá.

 

O voo, saindo de Porto Alegre, fez escala (ou conexão, não lembro) no Rio de Janeiro, e lembro de chegar (ou sair) à noite, vendo as luzes da cidade, e cantarolar – eu, com meus botões - Tom Jobim, ‘Samba do Avião’, e lembro de uma sensação de estranheza, de irrealidade, isso de viagens aéreas. Era a primeira vez, entendo, e tornou-se habitual, principalmente quando eu viajava semanalmente a trabalho.

 

Mas queira contar outra história.

 

Em Nova York pela primeira vez, lembro do ‘espanto’ com os edifícios muito altos, as sirenes soando constantemente, uma sessão de cinema ao ar livre sentados na grama do Bryant Park, na 6th Ave com 42nd St, logo atrás da New York Public Library. Obviamente caminhamos muito, como sempre acontece em viagens.

 

Foi nessa primeira vez que subimos no Empire State Building, visita completa, até o mirante do 86º andar (não tenho certeza se fomos até o 102º). Nessa viagem, não visitamos as Torres Gêmeas, ainda de pé, e deixamos para um próxima vez, o que nunca ocorreu, pois voltei para lá apenas somente em 2004, quase três anos depois do 11/09.

 

Na volta ao Brasil, lembro que algum de nós havia comprado um jogo de computador chamado Hell’s Cab, que se passava em Nova York. O jogo incluía uma entrada no Empire State, e cheios de conhecimento, afinal estivéramos ali pouquíssimo tempo antes, entramos (no jogo) nele e certos do que fazíamos, cheios de razão, confiantes, ‘caímos’ no inferno em TODAS as tentativas que fizemos de circular pelo ponto turístico em questão. Todas mesmo. Não sei se foi por isso, mas NUNCA mais tentei subir no Empire State...

 

Lembrei disso ao assistir um vídeo no You Tube de uma brasileira que caminhou por toda Manhatan em um dia, e incluiu o Empire Sate no seu passeio. 

 

Até.

sábado, outubro 24, 2026

Sábado (e Por aí, Porto Alegre)

 

Um sábado qualquer...


Um noite de sábado, em que não chovia, no Viaduto da Borges.

Bom final de semana a todos... 

E  juízo!

Até.


quinta-feira, outubro 22, 2026

Muito Barulho por Nada

O problema do mundo são as minorias barulhentas.

 

E não estou falando (apenas) de política.

 

Não tenho nenhuma dúvida que essa sensação ruim que temos com relação às pessoas, esse mal-estar coletivo, ele decorre apenas como reação às minorias barulhentas, que – com suas pautas diversas, que não vem ao caso – acabam dominando o ambiente. Quem grita mais alto ganha mais atenção, pensam. 

 

Só que a maioria não é assim.

 

Nós, a maioria, nós somos quem respeita os outros, que aceita que as pessoas vivam suas vidas conforme suas crenças pessoais, conforme suas opções, nós que estamos presentes, e sempre no horário marcado, que mantemos a palavra e os compromisso assumidos, nós que respeitamos contratos firmados, nós que não tentamos nos aproveitar da boa vontade das pessoas, nós que pregamos que a liberdade individual é um princípio básico da existência. Somos nós que fazemos o mundo funcionar.

 

Os que gritam demais, brigam demais, aqueles que tentam levar vantagens pessoais em tudo que fazem, mesmo ou principalmente em detrimento de outros, aqueles que não estão no jogo para todos ganharem, esses – apesar de parecerem ser muitos – não predominam. 

 

Nós, a maioria silenciosa, é quem tornamos a vida boa.

 

Muitas vezes, corremos o risco de generalizar e pensar que é a maioria que está gritando, e que as pessoas são assim, ruins. 


Não é, não são.


Até.