segunda-feira, junho 08, 2026

A Sopa

A virtude está no meio termo.

 

Segundo a ética Aristotélica, a virtude moral é o ponto de equilíbrio entre dois extremos viciosos: o excesso e a falta, ou deficiência. In medio stat virtus, doutrina que foca na moderação e no equilíbrio. E, com o passar dos anos, aprendemos isso na prática. Temos que evitar os extremos.

 

Como com a prática de atividade física.

 

É sabido por todos que o sedentarismo é claro fator de risco para doenças crônicas e mortalidade precoce. Mais, as atividades de força, de reforço muscular, são fundamentais para qualidade de vida no futuro de todos nós. Por outro lado, o exagero nelas também não é saudável.

 

Eu, por exemplo. Em virtude de circunstâncias da vida, migrei de alguém extremamente ativo para o sedentarismo ao longo do tempo. Trabalho, basicamente, era responsável pela falta de tempo. Uma clara desorganização contribuía para esse fato, também. Até chegar ao ápice do meu maior peso, do percentual de gordura corporal, do sedentarismo e do estresse. Como escrevi em algum momento, eu era o cara que iria morrer.

 

Mudei isso aos poucos, porém com intensidade crescente. Cheguei a fazer atividade física diariamente, entre musculação e ciclismo, sete dias por semana, por quase seis meses. Depois, fui moderando. Atualmente, faço cerca de três a quatro vezes por semana, e me sinto bem. O problema é que abusei, por esses dias.

 

Como não consegui ir à academia, há umas duas semanas, decidi fazer um treino em casa, como muito fiz durante o auge da pandemia, quando as academias estavam fechadas. Acho que forcei demais. Desde então, venho com dores na minha cervical, de certa forma parecidas com as que tive quando fiz uma hérnia de disco cervical há 4 anos. 

 

Associadas a um resfriado em atividade, passei a noite entre tossir e dor ao me mexer na cama. Hoje cedo, colar cervical para controle de dor e ‘repouso’ da coluna, como foi em 2022.

 

Faltou moderação, faltou moderação.


Até. 

sábado, junho 06, 2026

Sábado (e uma manhã de um feriado)

Na Orla do Guaiba...
 

Nem muito rápido, nem muito devagar...

Bom sábado a todos.

Até.

sexta-feira, junho 05, 2026

O Que Importa

Estava pensando.


Não devemos perder a perspectiva do que realmente é importante para cada um de nós, e sei que essa é uma questão completamente individual, pessoal, íntima. Não importa aquilo que desejas, o que te parece fundamental, essencial, não importa mesmo, só não perca a noção disso. Não fuja do que te motiva, não esqueça dos teus porquês. 

 

Em meio às pequenas (ou nem tanto) questões do dia a dia, sobrecarregados pelos problemas, pelos obstáculos que surgem na caminhada, corremos o risco de perder de vista o que faz sentido para nós, o que está em sintonia com nosso mundo. Temos que – de todas as formas – evitar isso. Evitar que esqueçamos o sentido de tudo, o sentido da vida.

 

As pessoas, as relações.

 

Até. 

quarta-feira, junho 03, 2026

Velho

Quando começa o declínio?

 

Podemos ver a (nossa) vida como uma jornada em que evoluímos ao longo do tempo, física e emocionalmente. Como uma civilização, surgimos e nos desenvolvemos até atingirmos nosso ápice (independente do critério que utilizamos para definir isso), vivemos esse auge e, em determinado momento, iniciamos uma curva descendente, em direção ao inevitável final.

 

Então me pergunto, e antecipadamente sei que isso é individual, qual o momento em que inicia essa descendente. Quais os fatores que determinam o início do fim?

 

Domenico de Masi, escritor italiano do ‘Ócio Criativo’, escreveu que ficamos velhos cerca de dois ou três anos antes de morrermos. Que ficar velho seriam os últimos instantes da vida. O que nos deixa velhos, então?

 

Eu penso que a perda de sentido, de propósito.

 

Pode ser aposentadoria para quem viveu o trabalho como o ponto central de sua existência, como sua identidade, e, ao parar de trabalhar, não sabe mais quem é. Pode ser a perda de relacionamentos, sejam eles familiares ou não. Pode ser a limitação física, ou o mundo que fica menor porque nos isolamos. 

 

Esse é uma das razões pelas quais me preparo diariamente, tanto com a manutenção de atividade física, e todas as formas de criar e manter conexões com as pessoas que busco no meu dia a dia.

 

É para não envelhecer, independente do que o calendário insiste em querer me dizer.

 

Até. 

terça-feira, junho 02, 2026

A Sopa

Terça-feira.

 

Essa é uma Sopa inédita. Nunca na história desse blog eu publiquei uma Sopa em um terça-feira. Há mais de vinte anos, quando ela iniciou, primeiro em segundas-feiras e depois em seu dia habitual, domingo. Nunca em uma terça-feira. Qual o significado isso?

 

Nenhum.

 

Posso dizer que me atrapalhei no domingo, após pedalar de manhã, depois fazer o almoço de família que teve como convidada minha mãe, e uma tarde sonolenta, passou o domingo. E a segunda, da mesma forma, passou correndo entre trabalho e aula de música e ensaio à noite. Aconteceu.

 

Também não houve uma urgência literária, modo de dizer, algo que se impusesse como assunto a ser discutido e pensado nessas minhas crônicas que já foram diárias e que agora tem tido fluxo e frequência variáveis. Ficou tudo, A Sopa, quero dizer, para uma terça-feira em que os primeiros pacientes da manhã de consultório desmarcaram.

 

Estive, entretanto, por esses dias com minhas atenções voltadas para a vida digital e seus potenciais problemas. Tive minha conta da Microsoft.com invadida e meu One Drive sequestrado por um usuário com e-mail de origem russa (.ru). Apesar de todas as minhas tentativas de recuperação com a própria Microsoft, não consegui. E dou como perdidos os meus arquivos de backup que estavam contidos nesse drive. 

 

Sim, perdi acesso ao meu drive de backup, com fotos, documentos, entre outros. Fiz boletim de ocorrência na polícia tentar me proteger de um eventual uso de informações contidas nesses documentos e bola para a frente. Eu tinha outro(s) backup(s) de tudo – e até bem mais atualizados – em outra(s) nuvem.  Troquei minhas senhas, configurei os acessos aos sites em duas etapas, bloquei meu cartão de crédito. 

 

Como eu disse, bola para frente.

 

O chato disso é que tirou o meu foco de projetos que eu gostaria de ter tocado desde a semana passada, e que vou tentar dar continuidade essa semana. Como escrever essa Sopa, por exemplo.


Até. 

sábado, maio 30, 2026

Sábado (e trabalhei)

 

Em São Paulo


Depois de muito tempo, um sábado de manhã de trabalho (como médico).
Foi legal.

Até.

segunda-feira, maio 25, 2026

A Sopa

Última semana de maio e estou com todas as pendências que potencialmente me tiravam o sono resolvidas. Imposto de renda, recadastramento em convênio e colonoscopia feitos e entregues. Agora é só esperar pelo Natal.

 

Brinco, claro.

 

Mas, sim, essas pendências tinham o poder de (eu permitia isso) me incomodar, mesmo sendo rotineiras e parte de vida, e me tirar o foco daquilo que é realmente importante. Sei que não deveria ser assim, mas esse ano não consegui evitar. Independente de tudo, seguimos.

 

Após resolver as questões mundanas referidas previamente, pude (posso) voltar minha atenção ao que acho que preciso, que é pensar (fugindo do que chamam de overthinking) a vida como um todo. Refletir, analisar, ponderar quem tenho sido, se estou sendo quem eu deveria ou gostaria de ser.  Mais do que isso, mais do que pensar, planejar a vida, o foco é estar presente, viver o momento.

 

Conversava com um grande amigo esses dias, e uma verdade que rondava nossa conversa era de que – seja lá o que estejas fazendo, ou passando, ou vestindo – não importa nada disso, pois as pessoas não estão nem aí para nós, no sentido de que cada um está focado em sua vida e em seus problemas. Nada do que parece tão grave e importante na verdade o é, e nos preocupamos muito mais com o que poderia acontecer do que com o que realmente acontece.

 

A mensagem que sempre vem para mim é ‘Fica na tua’.

 

Não importa nada disso.

 

Fica na tua.

 

Até.