O fim está próximo, e isso é bom.
Do período eleitoral, do mês, do ano. A sensação que tenho ou, talvez, a vontade, seja de apenas colocar o carro em ponto morto (do tempo em que carros automáticos eram raros) e seguir ‘na ponta dos dedos’ (outra referência automobilística) até o final de dezembro. Terminar logo dois mil e vinte e seis.
Esse foi, até aqui, um ano difícil.
E agora amplio o meu olhar para pensar sobre o que significa um ano difícil e o que esse tem de diferente dos outros para que possamos afirmar com convicção o maior grau de dificuldade do atual. Todos os anos são, de um jeito ou outro, difíceis, desafiadores. E isso aqui não é uma retrospectiva antecipada. É que parei um pouco para pensar.
Por que dois mil e vinte e seis foi complicado? Aliás, e volto a falar disso, quais critérios uso (usamos) para avaliar a vida? Fatores econômicos, políticos, os relacionamentos, as pessoas que entram e saem de nossas vidas, os medos que surgem no caminho, as ansiedades que se abatem em maior ou menor grau? Aquilo que fizemos, o que vivemos, e aquilo que deixamos de fazer, as palavras não ditas, para o bem e para o mal? As epifanias que tivemos, as conversas que tivemos e as que não temos como ter novamente?
Os livros lidos, as músicas ouvidas (e aquelas tocadas), os filmes que não vimos? As comidas que fizemos e as refeições que compartilhamos? Os inimigos reais e os imaginários? Quem nos ajudou e quem ajudamos? Cada um tem seus critérios e suas aspirações. Eu?
Sigo em busca da simplicidade.
Até.