terça-feira, outubro 06, 2026

Da Turma

Um dos problemas de se viver em uma grande bolha, que engloba pessoas muito diferentes, com opiniões e posições políticas opostas, o que é diferente do que normalmente viver em uma bolha significa, é muitas vezes ‘pisar em ovos’ para evitar incomodações, principalmente em termos de política e em dias atuais. Ainda mais que admiro, e sou amigo, de pessoas que pensam de maneira diversa, que inclusive se posicionam de maneira diferente da minha.

 

E tudo bem. Somos amigos, não é um time de futebol ou partido político que vai nos separar, causar brigas. A conversa será olho no olho, e tudo deve ficar tranquilo. 

 

O problema são as redes sociais.

 

Porque se eu compartilhar alguma coisa que acho pertinente, que reflete de alguma forma o que penso, certamente vai ter alguém que, à distância, vai ler, provavelmente interpretar de maneira equivocada, tirar conclusões definitivas sobre mim e me rotular como isso ou aquilo. Em resumo, vai ser um saco.

 

Se realmente quiserem saber, me perguntem pessoalmente. Até porque a maioria das pessoas não quer saber o que penso desse ou daquele candidato ou partido político. Querem mesmo é saber de que lado estou, se a favor ou contra suas posições, se sou da sua turma e contra a outra ou não. E mesmo sendo um entusiasta de turmas e de fazer parte, desse tipo de associações eu não quero fazer parte... 

Até. 

segunda-feira, outubro 05, 2026

A Sopa

Antes que perguntem, a resposta é não.

 

Não houve peixes pescados por mim, apesar de um ter sido fisgado e escapado e outro – grande, supomos – fez a linha estourar, na pescaria em que estive semana passada. Certamente o comentário a ser feito por quem convive comigo é “não sabia que eras pescador”. Pois é.

 

Não sou. Ou não era, ao menos.

 

Depois de muito tempo e uma pandemia, finalmente consegui – por questões logísticas – participar do grupo de pesca que incluiu alguns dos parceiros de hospital, em especial dos que almoçamos juntos ao menos três vezes por semana no restaurante aqui ao lado do hospital. Vinham insistindo que eu fosse junto há bastante tempo e, lá em 2019, havia me programado e iniciado a pagar a pescaria que seria em agosto ou setembro de 2020, mas aí houve o COVID e ficou em suspenso. Esse ano, tudo se encaixou e pude, finalmente, ir.

 

Saímos na terça-feira à noite de ônibus leito e fomos até Esquina, Argentina, às margens do rio Paraná para três dias de pescaria, que acabaram sendo dois porque no sábado choveu (muito) e decidimos – minha dupla de barco e eu – ficar no hotel. Valeu muito, como já disse.

 

Ao final das contas, e sinceramente não racionalizando por não ter pegado nada, pescar – no fundo - era o de menos. O importante era – tema recorrente em meus escritos – a turma, o grupo, o fazer parte, o pertencimento. A convivência no ônibus, as refeições juntos, as histórias, os risos, os vinhos (que nem tomo tanto assim). Os assados (churrasco, outro tema recorrente meu). Também os momentos de silêncio e reflexão no barco, o ruído da água, a quase meditação. As memórias de infância, quando velejávamos e pescávamos e eu era o mais novo junto com meu pai e seus amigos, e lembro das histórias ouvidas à noite em torno da fogueira (‘e aí aproximei meu esqueleto do cadáver dela, e ela toda melosa, toda babosa...’).

 

Voltando ao presente, o companheiro de quarto de barco e de quarto, que foi meu professor, quase com idade para ser meu pai, dividiu comigo esses silêncios, mas também conversamos sobre o passar do tempo, religião, morte, e o que se leva da vida, que são esses momentos, a convivência.

 

Estórias para contar.

 

Até.

sexta-feira, outubro 02, 2026

Dos rolês aleatórios

Estou aqui, em Esquina, na Argentina, com um grupo de amigos em uma pescaria. Quem poderia imaginar, não?

Nem eu, nem eu…

Está MUITO legal!

Domingo, publico foto.

Até.




domingo, setembro 27, 2026

A Sopa

Hoje é sobre política. 

 

Por isso, já se sabe que é um crônica datada.

 

Não, não interessa o que eu penso sobre isso e muito menos em quem vou votar. Quem quiser conversar sobre isso, que fale pessoalmente comigo. Posso ouvir suas razões e posso mostrar meus argumentos, assim, de boa. Ou não, se seu clima for meio bélico quanto a isso.

 

Bom, estamos a uma semana das eleições no Brasil e, no fundo, ninguém tem certeza do que vai acontecer, qual será o resultado, para qual lado vai pender a balança dessa vez. Ambos os lados estão com os nervos a flor da pele que até beijo de novela os faz chorar (referência musical em meio a um assunto sério) e procuram (e até encontram) razões para justificar uma possível derrota.

 

Todos têm a certeza do apocalipse caso a sua linha de pensamento saia derrotada no final do processo, que terá dois turnos. Todos têm a certeza de que a única saída possível é o seu candidato vencer, independente do que o outro lado fale dele, de quem sejam seus aliados, ou cúmplices, se foi condenado ou não, se foi beneficiado por esse ou aquele esquema. Se está do mesmo lado que eu, ignoro tudo que me convém ignorar. Em meio a todo esse debate intenso, às diversas bolhas que não se tocam, uma coisa me impressiona.

 

É ver pessoas extremamente inteligentes, cultas, centradas, que têm minha admiração, com bons e fortes argumentos defendendo suas posições, se posicionarem de um lado e outro do espectro político com convicção admirável, com certezas definitivas. Terem para si a certeza de que sua linha, digamos, ideológica é a única saída possível.

 

E eu, o que penso?

 

Que a “minha bolha” é ampla o bastante para abrigar pessoas e pensamentos muito variados, e que me faz pensar e ver o mundo sob diferentes ângulos no momento de decidir. O que é muito bom, devo dizer.

 

E, se me estressar, vou pescar...


Até. 

sábado, setembro 26, 2026

Sábado (e eles no palco)

 

It's only rockn'roll and I like it...


House Band School of Rock Benjamin.
Sábado passado no Sette Gastropub.

Bom final de semana a todos.

Até.

segunda-feira, setembro 21, 2026

A Sopa

Não é sobre política, mais uma vez.

 

Sou um cara conservador, já devem imaginar. Tenho, para comprovar isso, um apreço especial por hábitos e tradições, principalmente aquelas próximas, familiares. Sou um entusiasta dessas.

 

Falando de hábitos, de conservadorismo e de quase terceira idade, virei alguém que faz as palavras cruzadas do jornal. Não lembro exatamente quando foi que aconteceu, mas já é definidamente um hábito, um ritual. Começa que somos dos poucos que ainda assinam jornal impresso, que é entregue em nossa porta todos os dias por volta da seis e pouco da manhã. Acordo cedo, e tomo o café da manhã lendo o jornal e aproveito para fazer as palavras cruzadas do dia. No sábado, em que a edição é para os dois dias, as faço dos dois dias, e “folgo” no domingo...

 

Outra tradição que remonta a minha infância são os almoços de domingo em família. Lembro claramente os domingos na casa de meus avós maternos, em Montenegro, quando todos se reuniam para o almoço, meus avós, meus pais e meus tios. O cardápio era mais ou menos o mesmo, e sempre começava pela sopa, canja de galinha. A sopa antes da comida era uma tradição, ou hábito, do meu avô.

 

Depois, a tradição virou o almoço na casa de meus pais, e durante muitos anos foi assim, todo o domingo almoçávamos na casa deles. Depois que meu pai morreu, em 2022, esses almoços na casa da mãe ficaram mais eventuais, começamos a almoçar em restaurantes, até para não dar tanto trabalho assim para ela, mas continuamos almoçando juntos aos domingos.

 

De um tempo para cá, percebi que era hora de retomar (recriar, estabelecer) essa tradição, mas em uma versão mais atual. Chegara a minha (nossa, da Jacque e minha) vez de estabelecermos, de nos responsabilizarmos pelos encontros de domingo. Decidi, então, que os almoços de domingo serão – sempre que possível – lá em casa, e vou serei eu o cozinheiro. Não precisa ser algo super elaborado ou sofisticado. Precisamos apenas estar juntos, conviver. Agora, a coisa é comigo.

 

Até que chegue a hora do próximo(a) assumir esse posto.


Até. 

sábado, setembro 19, 2026

Sábado (e foi legal...)

 

Eu, escritor


Lançamento e sessão de autógrafos do meu terceiro livro, realizada na quinta-feira dia 17/09. Foram amigos, e foi legal...

Bom final de semana a todos.

Até.