sexta-feira, março 13, 2026

Uma Dúvida

Falando da vida em geral, aquela do dia a dia, em que estamos em contato com diferentes ambientes e diferentes pessoas, algumas vezes me pergunto sobre onde traçar a linha demarcatória, sobre onde colocar um limite. E falo aqui da fronteira civilizatória (exagero, eu sei).

 

Respeito.

 

Em que momento, ou situações, em que devemos – independente de potenciais consequências – dar um basta, não permitir que sejamos desrespeitados? Claro que esse é um conceito muito pessoal. Somos nós quem definimos esses limites, e cada um tem o seu.

 

Meus limites vêm se tornando cada vez menores, cada vez tolero menos aquilo que considero desrespeitoso. Melhor dizendo, a linha está cada vez mais clara.

 

É só não cruzá-la que tudo fica bem.

 

Até.


OBS – não, isso não é um recado ou indireta a ninguém... 

quinta-feira, março 12, 2026

Eu falo, e Escrevo

Se você não se importa, se está tranquilo com isso, consegue conviver sem maiores problemas, tudo bem. Eu me importo, e – mais – me irrito com o fato.

 

Comunicação.

 

Um dos pilares da vida em sociedade é a comunicação entre as pessoas, a forma com a qual interagimos. É fundamental em todos os aspectos. Dependemos da comunicação para nossa sobrevivência, em todos os níveis. E, para nos comunicarmos bem, precisamos – antes de tudo – estarmos dispostos a isso.

 

A primeira premissa é ouvir o que o teu interlocutor tem a dizer. Deixar o outro falar, e ouvir para entender, para ponderar, e não para responder, para retrucar. Isso é cada vez mais difícil e raro nesses tempos de verdades absolutas, posicionamentos políticos radicais e falsos moralismos. A opinião do outro é tomada como uma agressão a quem ouve, não se tolera o contraditório, o diferente.

 

Não se aceita o pensar, o que é triste e desanimador.

 

Mas não era nem isso o que eu queria falar.

 

O que me irrita mesmo é a escrita ruim.

 

Quem, por desconhecimento (ausência de letramento) ou desleixo, escreve mal. Pontuação, concordâncias nominal ou verbal, acentuação, abreviaturas. Não se respeita mais nada mesmo. A língua falada é diferente da escrita, devemos lembrar sempre. Podem achar que não, mas faz diferença saber escrever. Espero que faça, ou pelo menos deveria fazer.


Até. 

quarta-feira, março 11, 2026

Sobre Ser Feliz

Felicidade.

 

Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro, diz a canção, lançada em 2004 no álbum ‘Paraquedas do Coração’ do Wander Wildner. Um dos, podemos dizer, clássicos do rock gaúcho. Não consigo estar feliz o tempo todo, e talvez realmente não devesse, assim como você.

 

Aliás, ninguém quer isso, por mais que esse seja um ‘objetivo’ do mundo moderno. Assim como ninguém gostaria de viver em um local onde o tempo, no sentido meteorológico, fosse sempre o mesmo, sem variações, sem oscilações. Em um estado permanente de felicidade, a vida perderia a graça.

 

Porque estar feliz não é um condição por isso só, não existe em si mesma. Estava lendo esses dias sobre isso. É a comparação com algo, com um estado anterior próprio, ou uma situação e/ou uma sensação prévia que não era tão boa. É essa variação, de um estado de menos para mais energia, o que dá a sensação que chamamos de felicidade.

 

É a diferença entre um momento que não é como queremos, ou desejamos, com um em que nos sentimos em sintonia com o Universo, em que nos sentimos parte, pertencemos. Uma vida sem essas variações não tem graça, podemos dizer.

 

E é uma forma de também aceitarmos aquilo que acontece conosco e que não temos controle. 

 

Até.

 

terça-feira, março 10, 2026

Entre Temporadas

Domingo foi o show de temporada da School of Rock Benjamin, no Sgt. Peppers. Foi um dia longo e especial, como são todos quando temos shows. Muitas pessoas, correria, encontros, música. É também o que faz valer à pena.

 

Ontem, segunda-feira, ao menos para mim, foi o dia entre temporadas, como diz o título desse texto. Terminou a temporada de Latin Rock, hoje começa a próxima. 

 

Foi um dia, então, basicamente de silêncio. 

 

A rotina normal, mais cansado, não consegui fazer a atividade física regular das segundas-feiras. Paciência, eventualmente acontece. Hoje já me sinto mais em condições...

 

O final do dia de ontem foi – como toda segunda-feira – de dar carona de ida e volta para a Marina, Ana e Theo em seu curso de teatro musical. Ao ir buscá-los, perto das 21h, dirigi ouvindo Tom Jobim ‘Inédito’ uma coletânea de 2007, com algumas das suas principais canções. Noite, pelas ruas de Porto Alegre e, entre outras, ‘Samba do Avião’ e ‘Retrato em Petro e Branco’. 

 

Foi bom, foi bom.

 

Hoje, começa tudo de novo.

 

Até.

segunda-feira, março 09, 2026

Mais Um


 

Começo de semana lento após uma noite de pouco sono.

 

Mais um show de temporada, mais um uma vez no palco, ainda a mesma satisfação e realização. Esses momentos servem para reafirmar a permanência no caminho certo, aquele que escolhi também percorrer.

 

Já escrevi e ainda vou escrever sobre isso.

 

Agora não, porque ainda estou cansado da noite pouco dormida.

 

Até.

domingo, março 08, 2026

A Sopa

Dirijo por Porto Alegre às três horas da manhã, buscando a Marina e uma amiga em festa e – antes de voltar – deixar essa amiga em sua casa. Quase não falo, e torço para que não falem no carro pois, apesar de acordado, não quero ficar acordado a ponto de ter dificuldade de dormir quando voltar para casa.

 

Não funciona.

 

Ao me deitar novamente com a intenção de logo dormir, não consigo. Ausência de sono, apenas.  Sem pensamentos intrusivos, sem ansiedade. Talvez com fome, apesar de estar sem dor de cabeça (já falei isso, sempre que tenho dor de cabeça acho que é fome). Três e pouco da manhã e sem sono. Vou dormir em breve, sei, mas se não fizer nada naquele momento, o meu domingo estará comprometido.

 

Já está, afinal de contas.

 

Está estabelecido que não vou pedalar logo cedo para não correr o risco de estar cansado e me colocar em risco. É o momento em que decido tomar um remédio para induzir o sono. Durmo até por volta das oito horas.

 

Acordo lentamente, e começo o domingo, que será longo.

 

É dia de show. 

 

Sgt. Peppers Pub. Tudo começa às 17h. Mais um show de temporada, o meu décimo primeiro desde 2022, se não engano. É sempre uma experiência memorável, essa de estar no palco, entre amigos, em comunidade. É o espírito que me fez mergulhar de cabeça e me tornar inclusive sócio da School. É o pertencer, o fazer parte.

 

E isso não tem preço.


Até. 

sábado, março 07, 2026

Sábado (e ainda mais estudo)

 

Continua não sendo bossa nova



Amanhã, no Sgt Pepper's.

Vai ser bem legal, mais uma vez.

Bom sábado a todos.

Até.