sexta-feira, julho 30, 2021

A Sopa

COVID.

 

Papo chato, esse, depois de quase um ano e meio, mas ainda indispensável, assim como todas as medidas e cuidados. Mesmo com tudo, todos os cuidados e a vacina, é possível se infectar e adoecer, sabemos disso.

 

Ninguém nunca disse que a vacina vai evitar em 100% as infecções, apesar de muitos por aí, numa prova de analfabetismo imunológico, pensarem isso. A vacina reduz, sim, a chance de infecção, mas – muito mais importante – reduz a gravidade da doença caso aconteça, reduzindo internações, internações em UTI e – claro – mortalidade. E assim seguimos.

 

Estou em casa essa semana, em quarentena.

 

Isso porque as meninas, justo no dia em que iriam viajar para São Paulo para uns dias de férias, tiveram um teste positivo. A Jacque vinha há alguns dias com um quadro de IVAS, nada demais, mas quando – no dia da viagem de manhã – a Marina acordou com um pouco de dor de cabeça e febrícula, decidiram fazer o teste. Bingo: as duas estão em isolamento. Eu, por outro lado, mesmo assintomático, fiz o teste: negativo.

 

Por ser contato de casos, após conversar com o Dr. Fabiano Ramos, infectologista, investigador principal da pesquisa da Coronavac no Rio Grande do Sul, da qual fui voluntário em setembro passado, para ter certeza do que fazer, vim para casa fazer quarentena. Estamos todos em casa, dormindo em quartos separados e, quando no mesmo ambiente, distantes uns dos outros e usando máscaras. No início da semana que vem, faço novo teste.

 

Como estamos?

 

Muito bem. Elas praticamente assintomáticas e eu assintomático, apenas meio “dolorido” de ficar muito tempo sentado e/ou deitado. Ontem ainda atendi uns pacientes online, hoje participei de uma reunião virtual. Havia pensado em aproveitar para estudar mais, organizar as coisas por aqui, mas...

 

Não estou muito afim.


Mais uns dias e tudo volta ao normal.

 

Até.

  

sábado, julho 24, 2021

Sábado (e uma saudade)


                  O bom é que é aqui perto de casa...

                   Bom sábado a todos.

                   Até.

quinta-feira, julho 22, 2021

A Sopa

 Amenidades. Ou não.

 

Esses dias, ao chegar na academia para minha atividade física diária, ao deixar o carro no estacionamento, parei rapidamente no café junto a ele para comprar uma água e comer algo rápido antes de iniciar a atividade propriamente dita, e conversei rapidamente com a dona do café e uma das professoras da academia. A Lu, uma das donas do café, comentou que admirava minha dedicação e disciplina, e perguntou quantas vezes por semana eu fazia atividade física.

 

Sete ou oito vezes por semana, comentei.

 

De segunda a sexta na academia, aos finais de semana de bicicleta (a meta – modesta – de 60km por semana) e algumas quartas-feiras também de pedal. “De novo, admiro tua disciplina”, disse ela. Falei que não era tudo isso. O pedal dos finais de semana era diversão, e que ir para a academia diariamente era questão de não pensar.

 

Isso, não pensar.

 

Uma rotina, algo automático, natural. Assim como acordo diariamente e vou trabalhar, ocorre o mesmo com a atividade física. Se tenho algum mérito (tenho, eu sei) é pelo fato ter conseguido – depois de muitos e anos tentando – encaixar a atividade física na minha rotina. Nunca anteriormente havia conseguido manter a regularidade de frequentar academia por tanto tempo consecutivo.  São dois anos, que completo agora em agosto. Durante a pandemia, mesmo com a academia fechada, segui com a rotina dos exercícios em casa. 

 

A questão da disciplina é bem importante nesse contexto. O fato de me provar mais disciplinado do que fui em qualquer momento da minha vida pregressa tem efeitos significativos em outros aspectos da vida em geral, como nos estudos, e leituras até (que ainda tento melhorar, diminuindo o tempo de telas).

 

Está sendo bem bom, em termos de saúde – o motivo principal – e de melhora da autoestima, um efeito colateral muito bem-vindo...

 

Até.

sábado, julho 17, 2021

Sábado (e a passagem do tempo)


                        2014 vs 2021

                        Bom sábado a todos.

                        Até.

                   

segunda-feira, julho 12, 2021

A Sopa

 Parei de contar os dias de pandemia.

 

Estamos no segundo ano, e aqui no Sul do Mundo, após o inferno que foi o mês de março de 2021, com o grande pico de infecções e internações, com o quase colapso do sistema de saúde, vivemos agora um momento mais tranquilo. À medida que a vacinação avança, a situação melhora, mesmo que lentamente.

 

Não podemos baixar a guarda, contudo.

 

Todos os cuidados que tínhamos, devem ser mantidos, para que tudo possa terminar o quanto antes. Máscaras, distanciamento, evitar aglomerações, tudo faz parte do que temos que seguir fazendo para que possamos avançar. E seguir as recomendações que são baseadas em evidências científicas, que são embasadas em estudos realizados, e bem realizados.

 

Temos visto, neste cerca de um ano e meio de pandemia, que muitos, por mais preparados que sejam, por mais estudados que sejam, no momento em que estamos frente a um desafio gigante (o que tem sido esse tempo) portam-se como o marinheiro que – ao ver um problema na embarcação -  sai correndo de um lado a outro gritando “vamos morrer, vamos morrer”, quando o que ele deveria fazer era se utilizar de seu conhecimento e de seu treinamento para propor soluções, para ajudar. Já falei disso: entendo a angústia, mas, antes de mais nada, não podemos prejudicar aqueles que buscam nossa ajuda prescrevendo tratamentos sem comprovação, ou – pior – que podem causar mais mal que bem.

 

E tem se visto coisa, posso dizer.

 

De qualquer forma, devemos tentar manter o juízo crítico e o bom senso em meio a dias confusos.

 

De novo, vai passar

 

#

 

Não só isso: parece, em determinados casos, que voltamos no tempo, quando tínhamos pouco conhecimento sobre o mundo. A ciência avançou muito nos últimos anos, e a descoberto/criação de vacinas em tão pouco tempo é uma prova disso. Nunca estivemos tão preparados – por paradoxal que possa parecer – para lidar com uma situação dessas como agora. Por isso a minha convicção de que vamos superar isso em breve. E vem desse fato também a minha surpresa com ter ouvido colegas comentarem – há quase um ano, ao saber que eu havia sido voluntário para o estudo de uma das vacinas – que esperariam “porque a vacina foi criada em muito pouco tempo...”, como se estivéssemos em 1950!

 

Fingi que não ouvi, não valia a pena discutir.

 

Quem sabe procurassem um pajé naquele momento.

 

Vai saber.

 

Até.

terça-feira, julho 06, 2021

A Sopa

Final de semana.

 

Eu sei que estamos numa terça, ou quarta-feira, não importa o dia da semana em que estou publicando essa crônica, mas quero falar um pouco sobre o final de semana. Sobre como se tornaram melhores os finais de semana novamente.

 

Sim, novamente.

 

Porque uma das consequências da pandemia e do distanciamento social decorrente dela foi que, em primeiro lugar, os dias ficaram mais ou menos iguais durante grande parte do ano passado, como se vivêssemos – e sei que já falei isso – o clássico filme ‘O Feitiço do Tempo’ (Groundhog Day, 1993), condenados a reviver o mesmo dia eternamente. Não havia muita diferença entre quarta-feira e sábado, ou terça, o que era um crime, porque o melhor momento da semana, como todos sabem (ou deveriam saber) é o sábado de manhã, de sol. 

 

Tergiverso, eu sei.

 

Outra razão para que os finais de semana tivessem perdido a graça foi que as socializações foram interrompidas. Estivemos distantes (com razão) fisicamente de familiares e amigos desde o início da pandemia, com raríssimos encontros cheios de cuidados e sem aglomerações. E isso – ainda – não voltou a normal, claro.

 

Como médico, e pneumologista em especial, desde o último trimestre do ano passado, tenho trabalhado intensamente, atendendo inicial e preponderantemente pacientes com e pós-COVID-19, online e presencialmente, e depois pacientes pneumológicos em geral, que retornaram aos consultórios porque suas condições não desapareceram pelo coronavírus. O trabalho tem sido grande e gratificante. Nunca fui tão médico quanto agora, tenho a impressão.

 

Mas falava dos finais de semana.

 

Como não há possibilidade de trabalho remoto, de home office, a rotina de trabalho voltou, e acrescida de novas atribuições surgidas durante o ano passado. A semana de trabalho tem sido cheia novamente, e a chegada dos finais de semana tem representado realmente uma parada e momentos de descanso. E têm sido leves, agradáveis.  

 

Como sempre devem ser.

 

Até.