segunda-feira, março 09, 2026

Mais Um


 

Começo de semana lento após uma noite de pouco sono.

 

Mais um show de temporada, mais um uma vez no palco, ainda a mesma satisfação e realização. Esses momentos servem para reafirmar a permanência no caminho certo, aquele que escolhi também percorrer.

 

Já escrevi e ainda vou escrever sobre isso.

 

Agora não, porque ainda estou cansado da noite pouco dormida.

 

Até.

domingo, março 08, 2026

A Sopa

Dirijo por Porto Alegre às três horas da manhã, buscando a Marina e uma amiga em festa e – antes de voltar – deixar essa amiga em sua casa. Quase não falo, e torço para que não falem no carro pois, apesar de acordado, não quero ficar acordado a ponto de ter dificuldade de dormir quando voltar para casa.

 

Não funciona.

 

Ao me deitar novamente com a intenção de logo dormir, não consigo. Ausência de sono, apenas.  Sem pensamentos intrusivos, sem ansiedade. Talvez com fome, apesar de estar sem dor de cabeça (já falei isso, sempre que tenho dor de cabeça acho que é fome). Três e pouco da manhã e sem sono. Vou dormir em breve, sei, mas se não fizer nada naquele momento, o meu domingo estará comprometido.

 

Já está, afinal de contas.

 

Está estabelecido que não vou pedalar logo cedo para não correr o risco de estar cansado e me colocar em risco. É o momento em que decido tomar um remédio para induzir o sono. Durmo até por volta das oito horas.

 

Acordo lentamente, e começo o domingo, que será longo.

 

É dia de show. 

 

Sgt. Peppers Pub. Tudo começa às 17h. Mais um show de temporada, o meu décimo primeiro desde 2022, se não engano. É sempre uma experiência memorável, essa de estar no palco, entre amigos, em comunidade. É o espírito que me fez mergulhar de cabeça e me tornar inclusive sócio da School. É o pertencer, o fazer parte.

 

E isso não tem preço.


Até. 

sábado, março 07, 2026

Sábado (e ainda mais estudo)

 

Continua não sendo bossa nova



Amanhã, no Sgt Pepper's.

Vai ser bem legal, mais uma vez.

Bom sábado a todos.

Até.

sexta-feira, março 06, 2026

Quando Nos Tornamos Quem Somos?

Quando foi que você parou de fazer coisas para provar algo aos outros? Ou para parecer ser algo ou alguém? E para ser aceito?

 

Sempre gostei o trecho da música da Legião Urbana que diz “quantas chances desperdicei / quando o que eu mais queria / era provar para todo mundo, que eu não precisava provar nada para ninguém”. É mais ou menos isso: durante um bom tempo em nossas vidas, nosso comportamento é consciente ou inconscientemente moldado para a aceitação do grupo do qual fazemos ou queremos fazer parte. Para que possamos pertencer a algo maior que nós.

 

Até o dia em que decidimos ser ‘apenas’ o que realmente somos. É libertador assim como assustador. É um processo mais ou menos longo, é um caminho que devemos percorrer por nós mesmos, esse do autoconhecimento. 

 

Vale a caminhada.


Até. 

quinta-feira, março 05, 2026

Como dormem?

Tenho por princípio fundamental do meu modo de vida o respeito às pessoas e à lei. Se cada um vivesse dessa mesma forma, tudo seria bem mais tranquilo, mas essa não é uma discussão que eu acho que deve iniciar agora.

 

O que (não) me surpreende, na verdade, é o fato de existirem pessoas por aí que insistem em seguir suas vidas, e falo em termos pessoais e de atividades profissionais, à margem da lei, sem estarem em dia com as obrigações mínimas necessárias para isso. Grandes devedores, de impostos ou não, por exemplo, que – consciente e voluntariamente - deixam de honrar seus compromissos.

 

Pessoas que dirigem sob efeito de álcool. Ou que tratam de maneira indelicada pessoas que as servem.

 

Isso é a ausência de superego? Ou desvio de caráter? Como conseguem dormir?

 

Não sou ingênuo a ponto de ficar realmente surpreso com isso, com esse tipo de comportamento. Só acho que esses têm de ser expostos em sua hipocrisia. Todos têm de saber quem são para poder evitá-los, manter distância.

 

Até.

quarta-feira, março 04, 2026

Violência

Dizem que a masculinidade está em crise. 

Falem por vocês, eu estou bem tranquilo aqui no meu canto. 


Não incomodo ninguém, e não quero que me incomodem. Observo o que acontece pelo mundo, observo as pessoas. Confesso que algumas vezes me irrito com os exageros de uma lado e outro, quando ninguém está certo.

 

Não acredito que piadas possam ofender as pessoas. Para mim, não faz sentido isso. Se minhas convicções são fortes, não há piada que vá abalar isso. Posso não gostar, é meu direito, mas não posso me ofender e muito menos querer restringir o direito de quem quer que seja de fazê-la.

 

Sou casado há trinta anos (em agosto, em agosto) e pai de menina. Sou ‘minoria’ em casa, e está tudo bem. Aprendo todos os dias com elas. Só melhora.

 

Por isso, por essa minha experiência doméstica, que não entendo, não aceito e não tolero violência contra a mulher. Por isso que os feminicídios são (ainda mais) revoltantes. 

 

E voltamos à masculinidade em crise. A (necessária, óbvia) autonomia feminina, a perda da ‘força masculina’, o fato de o homem não ser mais necessariamente o provedor, a insegurança criada a partir disso, tudo isso leva, ou pode levar, ao que chamam de masculinidade tóxica, em que a violência é uma forma (abjeta) de autoafirmação.

 

O maior loser é o cara que – ao final de um relacionamento – parte para a violência. O ser mais desprezível é o que comete violência contra a mulher.

 

Para esse, não há perdão.


Até.

terça-feira, março 03, 2026

O Que Ouvimos

Estudos científicos evidenciam que nosso gosto musical, apesar de evoluir ao longo dos anos, basicamente é formado com o que ouvimos entre os doze e os vinte e dois anos de idade. São essas músicas que serão nossas preferidas ao longo de toda vida, por algumas interessantes razões.

 

Em primeiro lugar, é uma fase de alta plasticidade do cérebro, ainda em formação, absorve muito, e quando as emoções são intensas. Associamos, então, aquilo que ouvimos a alguns momentos marcantes de nosso desenvolvimento pessoal. Eventos que, nesse período da vida, potencialmente viram grandes histórias. O ouvir música, nessa fase da vida, está associado a uma grande liberação de dopamina, o que ajuda a fixar essas memórias permanentemente. 

 

É o que nos faz lembrar e cantar músicas muito antigas como se ainda as ouvíssemos diariamente, as “desencavamos” do fundo de nosso baú de lembranças, de memórias. Não só isso, e aí falo de mim, de algo que ocorre comigo de maneira muito intensa, que é a nítida sensação de voltar no tempo e estar vivendo o(s) momento(s) em que determinada música esteve presente de forma importante na minha vida. Uma máquina do tempo, que ainda hoje me impressiona e fascina.

 

Também a música como identidade pessoal e como forma de identificação e aceitação em grupos de convívio. Nosso gosto musical também é moldado pelos nossos grupos de convívio, grupos dos quais fazemos parte. Se, por um lado, a música serve para afirmarmos nossa individualidade, ela serve da mesma forma para (nos) reconhecermos (n)os iguais. É uma forma de agregar, aglutinar os semelhantes (em gosto musical, ao menos).

 

O gosto musical, então, desenvolvido nesses anos de formação, é de extrema importância, porque define muitas nossas relações sociais e locais de convívio. Uma música errada ouvida nessa época da vida pode determinar um futuro não promissor. Por isso que – minha opinião - temos que cuidar aquilo que apresentamos a nossos filhos, aquilo que ouvimos em casa.

 

O futuro deles também depende disso.


Até.