sábado, março 28, 2026

Sábado (e Por Aí, New York)

Central Park


Manhã, início de primavera.
Março/2026.

Bom sábado a todos.

Até.

 

quinta-feira, março 26, 2026

Do Aeroporto

Aguardo o red eye.

 

Esse é o voo que sai de Los Angeles às dez para as onze horas da noite, tem uma duração de cinco horas e meia e chega às sete horas da manhã em Nova York. O fuso horário, claro, é a razão disso. São três horas de diferença. Independente do que dormirmos no voo, o dia será longo e de caminhadas.

 

Temos pouco tempo, então vamos fazer valer.

 

Além, é claro, de ficar junto com a família, curtir minha cunhada e sobrinha (meu irmão não, infelizmente, pois está trabalhando literalmente do outro lado do mundo).

 

Quinta, sexta e parte de sábado.

 

Aí voltamos.

 

Direto para o School Day, lá na School of Rock Benjamin, domingo (29/03) das 13h às 20h.

 

Aparece por lá.


Até. 

quarta-feira, março 25, 2026

Quarta-feira (e por aí, dinossauros)

Jurassic World


Universal Studios.
Los Angeles
, Califórnia.
Março/2026.

 

Direto da Califórnia

Ouvimos Beatles, enquanto a Jacque prepara nosso jantar e escrevo essa atualização de viagem. Estamos em Garden Grove, na parte norte de Orange County, Califórnia. Chegamos aqui domingo porque ontem foi o dia de parques da Disney, uma maratona que começou antes das oito da manhã e terminou após o show de fogos das 21h30, com mais de vinte e cinco mil passos no dia. 

 

O dia começou lento, após toda intensidade de ontem.

 

Comprei pão em um supermercado próximo para o café de todos. Enquanto o pessoal que voltava hoje para o Brasil ajeitava suas coisas, fomos – Thiago e eu – na Guitar Center aqui perto. Almoçamos, então, em Newport Beach. Após o almoço, por volta das 16h, nos separamos: o grupo que volta agora à noite para o Brasil e nós – Jacque, Marina e eu – que ainda ficamos hoje e amanhã à noite vamos para o leste, para uma rápida passagem por Nova York.

 

Os dias foram intensos até aqui. 

 

Houve a convenção da School of Rock, motivo principal da viagem, a jam na House of Blues, em San Diego. Viagem em grupo. Parques.

 

Depois escrevo sobre tudo isso.

 

Hoje, enquanto ouvimos Beatles, a Jacque prepara nosso jantar e tomamos um vinho, faço um descanso de um noite em meio à viagem, que termina logo ali.


Até. 

quarta-feira, março 18, 2026

Voltei

Dois mil e vinte e seis começou confuso.

 

Começou devagar, mais devagar do seria esperado para um verão de um pneumologista no Sul do Mundo, ao menos para mim, claro. As tradicionais férias de verão do começo de fevereiro, nossa rotina de muitos anos, não aconteceu, ao mesmo tempo em que a Hermione, nossa gata, adoeceu, foi internada, foi para UTI, e – tristeza – não resistiu. Foram dias difíceis, confesso. 

 

Houve um momento em que tive crises de ansiedade, com muitos pensamentos intrusivos e a sensação de todo peso do mundo em minhas costas. Foram poucos dias assim, de sono agitado e despertares de madrugada com fantasmas me rondando. Respirava fundo para tentar voltar à superfície, sair do pântano, da areia movediça imaginária em que estava.

 

Durou uns três dias.

 

Uma noite, saímos -a Jacque e eu – para jantar e contei a ela o que estava sentindo. Que eu sabia que estava ‘preso’ em uma crise imaginária, que não estava conseguindo sair e que a forma pela qual eu usualmente lidava com isso era conversando, era falando, e ela sabia disso. Sempre fora assim comigo, desde que me conheço, ou desde que fiz terapia, no começo dos anos noventa, depois do meu acidente.

 

Foi como tirar com a mão.

 

Jantamos, conversamos, voltamos para casa caminhando. Dormi melhor, acordei tranquilo. A nuvem que pairava sobre minha cabeça se dissipou. Os fantasmas se foram.

 

Voltei.


Até. 

terça-feira, março 17, 2026

Let it Go and Let Them

Nunca fui de guardar rancores.

 

Sempre tive, contudo, uma memória muito boa, e um mantra: “Perdoar é uma coisa, esquecer é outra. Eu não esqueço nada, nunca”. E vivi muito bem (sob minha própria ótica, com toda parcialidade a meu favor) desse jeito.

 

Fui, também, ao longo do tempo, progressivamente deixando de dar importância ao quê e a quem não justificasse ou não merecesse o meu tempo e o meu afeto. Mesmo com recaídas, com energia gasta de maneira desnecessária com assuntos e pessoas que não são, ou tornaram-se não importantes, fui (venho) melhorando nesse aspecto.

 

É um longo caminho, esse, de abrir mão daquilo e de quem abriu mão de ti, de aprender a deixar para lá, a renunciar e seguir a vida, porque essa não espera por ninguém.

 

Até 

segunda-feira, março 16, 2026

Ir e Voltar

 Viajar é – para mim, para mim – sempre uma forma de me reinventar. Clichê dos clichês, nunca voltamos iguais de uma viagem. Não é exatamente isso a que me refiro, mas sim a intencionalmente ser diferente ao completar uma viagem.

 

Como se sumisse por um tempo e voltasse diferente.

 

Não como Robert Johnson, lá nos primeiros anos do século passado, que era um músico medíocre que implorava para tocar no intervalo de outros shows era vaiado e expulso dos lugares, e que sumiu por um ano e meio e, retornar ao convívio das gentes, havia se tornado um exímio músico, de técnica refinadíssima. Por isso, a lenda de que havia feito um pacto com o diabo. O que aconteceu realmente, segundo contam, é que ele passou esse tempo tendo aulas e praticando, muitas vezes em cemitérios, onde era mais calmo. Morreu envenenado por um marido ciumento aos 27 anos. Havia se tornado ele mesmo uma lenda.

 

Não é desse tipo de mudança que falo, mas até que seria bom passar uns dias fora e voltar um músico virtuoso. Quero dizer que os dias de viagem, mesmo que relativamente poucos e intensos em atividades, servem para – com o distanciamento da vida diária – repensar algumas coisas e planejar o que será colocado em prática na volta, em breve.

 

Até.