Há muito tempo, provavelmente bem no início dos anos dois mil, eu costumava dizer que ‘enquanto as pessoas podem ter suas opiniões, meu compromisso era com a verdade’. Em algum momento até acho que foi o slogan de algum jornal, mas não vem ao caso. Era brincadeira, claro, mas até ali. Eu tinha o objetivo pessoal de falar a verdade.
A minha verdade.
E podemos entrar em uma discussão filosófica sobre o que é a verdade, ou A Verdade, aquela em escrita com letra maiúscula, única, definitiva, peremptória. Ela existe, realmente? Como a encontramos? Precisamos, queremos encontrá-la?
Aliás, alguém pensa nisso, em encontrar A Verdade?
Já pensei, não penso mais.
Sigo o fluxo da vida, vivendo as minhas verdades e procurando ser tolerante com e respeitar as verdades dos outros. Se cada um vivesse a sua vida, a sua verdade, sem querer interferir, sem “se atravessar” nas verdades e nas vidas dos outros, tudo seria mais fácil. O mesmo com a liberdade. A tua acaba quando começa a minha.
Respeitar os limites do outros.
Não é difícil.
Até.