domingo, agosto 02, 2026

A Sopa

Assim como os astecas e os maias, ou uma forma de se perceber a mudança do mundo em um sábado à noite. Do sofá de casa, em família.

 

Por um rara conjunção de astros, estávamos, a Marina, a Jacque e eu em casa em uma noite de sábado. Sem programas, sem festas, sem compromissos. Apenas jantamos e então paramos em frente à televisão. 

 

Depois de muito tempo, decidimos “zapear” pelos canais da tevê a cabo ao invés de buscar algo no streaming. Olhando sem muito interesse em nada do que estava passando, acabamos nos deparando com uma maratona de filmes do Harry Potter. Paramos para assistir.

 

Temos história com os filmes e livros do Harry Potter. Apresentamos à Marina quando ela tinha sete anos de idade, nós com receio de que – pela idade – se assustasse (o primeiro que vimos foi o segundo filme, “Harry Potter e a Câmara Secreta”). Nem um pouco. Aliás, virou, à época, meio que uma obsessão. Assistimos juntos a todos os filmes diversas vezes, virou um lance nosso. Temos em casa todos os DVDs e todos os livros, e de tempos em tempos. Teve até um aniversário temático, além de algumas idas aos parques da Universal em Orlando (e até Los Angeles, em março passado).

 

Com o tempo, claro, isso ficou para trás.

 

Quando, ao assistir televisão em um sábado à noite, nos deparamos com uma maratona de filmes do Harry Potter, decidimos assistir. Já estava no sexto filme, já mais da metade, e ainda faltariam dois filmes na sequência. Cogitamos a possibilidade de ir até o fim, mas algo aconteceu.

 

Os comerciais.

 

O filme era interrompido de tempos em tempos por intervalos comerciais, que eram sempre os mesmos, panelas ‘Red alguma coisa’, entre outros (Red Silver, pesquisamos). Malditas panelas que cortavam o filme. Malditos comerciais.

 

Lembrei então de como era a vida quando não havia outra opção além da televisão aberta e os poucos canais disponíveis, o dois, o quatro, o cinco, o dez e o doze. Dirão os saudosistas que era outros tempos, melhores, e associarão isso a doces memórias de tempos vividos.

 

Não eram.

 

A vida, o mundo, são muito melhores agora.

 

Até.

sábado, agosto 01, 2026

Sábado (e minha voz...)

Extensão, tessitura, e...



Avaliação da minha voz.
Julho/2026.

Bom final de semana a todos.

Até.

quarta-feira, julho 29, 2026

Estóico?

Um forma prudente de viver com menos ansiedade é aceitar que nada, nunca, vai ser exatamente o quê e como imaginamos. Quanto menos expectativas de que algo saia da forma que gostaríamos, menor a potencial frustração quando as coisas saírem de uma maneira diversa.

 

E não estou falando que nada vai dar certo ou que será ruim, não estou aqui sendo um urubu sobrevoando, esperando tudo virar carniça para – do alto de algo, arrogância, talvez – sorrir irônico. É exatamente o oposto.

 

O fato de nada sair exatamente como pensamos é apenas a constatação de que não devemos ficar fixos em uma ideia. Temos que ser capazes de nos adaptar às circunstâncias, ser flexíveis e tolerantes. Acredito que – se agirmos assim, encararmos a vida dessa forma – tudo sairá até melhor do que imaginávamos. Não sem dificuldades, ou sem percalços, não sem algum sofrimento, mas (ainda) acredito que tudo se resolve.

 

Então, quando tudo parece desmoronar, ou ir em direção oposta ao que imaginávamos, nunca é tão grave como possa parecer e talvez o desfecho que esperávamos não era o melhor. 

 

Sei lá.

 

Pensamento perdidos em uma manhã sem sol.


Até. 

terça-feira, julho 28, 2026

Vamos nos permitir

Olhando para trás, o tempo passa muito rápido, como um piscar de olhos, como em um bater de asas. Descobri isso após os primeiros três meses morando sozinho no Canadá, que foram bem longos, e – ao chegar aqui – foi como se nunca tivesse saído. Da mesma forma quando voltei, após dois anos.

 

Então quarenta anos se passaram desde 1986, quando iniciei o ensino médio (segundo grau), trinta anos desde que nos casamos, a Jacque e eu – mês que vem, mês que vem – vinte anos desde que voltei ao Brasil, justamente do Canadá. Assim, esse tempo passou voando. E temos vivido.

 

Pra que chorar?’, perguntou Cazuza, ‘a vida é bela e cruel despida, tão desprevenida e exata, que um dia acaba’. Importa o que fazemos, o quanto não esperamos, o quanto não deixamos de viver na expectativa de um dia que talvez nunca chegue. 

 

Temos que viver tudo o que há para viver.


Até. 

domingo, julho 26, 2026

A Sopa

Assim, aparentemente do nada, houve dois momentos nos últimos dias em que o tema de conversas em que participei esteve relacionado à aposentadoria e a vida após. É possível que pensem que isso tem relação com a minha idade e a faixa etária das pessoas com as quais convivo. 

 

Sim e não.

 

É uma discussão um pouco mais ampla, na verdade. Tenho amigos que já se aposentaram e outros que estão se aproximando disso, mas não é essa a razão do assunto ser esse. A primeira foi a partir de um caso de um paciente de um colega que tinha um emprego bom e estável, bem remunerado, e se programou financeiramente para ‘aproveitar a vida’ quando da aposentadoria.

 

Tudo certo, exceto pelo fato que adoeceu, e ficou cego antes disso...

 

A segunda conversa foi mais próxima, com um amigo de mais de quarenta anos, e discutimos isso, o problema de quem ‘espera’ para viver, ou aproveitar – independente do que isso signifique para cada um, entre desejos e possibilidades - a vida. Em resumo, o que – ou como – vivemos nossas vidas.

 

Tenho por objetivo próprio, pessoal, ser e fazer exatamente isso: não esperar um possível futuro, que não existe, e viver intensamente dentro das minhas verdades, do que considere o importante e o melhor para mim. Experiências muito mais do que bens materiais. É um processo, um caminho, esse que percorro.

 

Tento me desapegar para apenas ser.


Até. 

sábado, julho 25, 2026

Sábado (e uma banda)

Final de show


Final de show referente ao Dia do Rock.
Grezz, 12/07/2026.

Bom final de semana a todos.

Até.

 

terça-feira, julho 21, 2026

Inverno e a Luz

Dias de chuva por aqui, no Sul do Mundo.

 

Inverno, tempo de introspecção, de silêncios, de recolhimento. Ao longo dos anos, mudei minha percepção ou, melhor, minha preferência sobre as estações do ano, se é que faz algum sentido ter preferência sobre algo que não temos controle ou influência.

 

Eu gosto (mais) do verão.

 

Dos dias mais longos, de usar camisetas, de estar ao ar livre. É evidente que os extremos não são bons. Muito calor ou muito frio, excesso de umidade, tempo seco demais, nada disso é bom. A virtude está no meio termo, aprendi ao longo do tempo. 

 

Ainda assim, os dias mais leves que associo às temperaturas mais amenas, às manhãs de sol (sábados!), e à promessa de vida no meu coração, mesmo não sendo março e suas águas, como cantaram Elis e Tom, ainda assim tendo a preferir o verão, a luz, o sol (mesmo que fuja da exposição exagerada a ele). O que não quer dizer que o inverno não tenho seu valor. 

 

Tento (mesmo que nem sempre consiga, ou queira, para ser sincero) ser solar, ser luz, ser energia positiva. E acho que isso tem tudo a ver com os dias claros, longos e quentes.


Sei lá.


Até.