Estava eu assistindo a uma sessão durante a convenção da School of Rock, em San Diego, há pouco mais de uma semana, quando – durante a apresentação – o speaker falou em intuitive fence. A imagem apresentada era de um círculo, em cujo centro esta o chamado ‘possível’, e – à medida que se afastasse do centro, em direção aos limites do círculo, que tinha outros dois círculos externos a esse inicial, passava-se pelo ‘menos possível’ até, fora do círculo inicial, chegar-se na círculo mais externo onde estava o ‘impossível’.
Deveríamos fazer esse caminho, do possível e seguro, em direção ao menos possível até – quem sabe – o impossível. Percebi, naquele momento, que estava assistindo a um coach (já sabia, na verdade, pois havia se apresentado assim, ele um ator de cinema), e aquele nome bonito, ‘intuitive fence’, era na verdade a famosa zona de conforto. Estava pregando que saíssemos da zona de conforto.
Não.
Não me levantei e sai da sala como gostaria, e nem questionei o apresentador, como talvez devesse ter feito. Não quis criar polêmica. Sou um cara tranquilo, da paz. Não costumo entrar em polêmicas. Mentira, mas não vem ao caso.
Deixem a (minha) zona de conforto em paz, por favor.
É uma questão conceitual, eu sei, e a esmagadora maioria das pessoas vê isso de forma diferente, mas vou sempre reafirmar que é a partir da zona de conforto que vamos progredir. É de onde partirmos para evoluir.
Crescer, se desenvolver, é alargar, ampliar nossa zona de conforto. Tornar maior nossa bolha.
É o que tento fazer.
Até.