quarta-feira, agosto 12, 2026

Ainda sobre minha bolha (e zona de conforto)

Entre leituras que tenho feito por esses dias, li um texto que dizia que devemos ‘abandonar os locais que nos causam desconforto’. Onde não nos sentimos à vontade, onde não nos sentimos parte do todo. 

 

Contrasta com aqueles que dizem que devemos ‘sair de nossa zona de conforto’, pois estão nos orientando a – justamente – migrar de um lugar onde estamos bem, tranquilos, para um que nos deixa desconfortáveis. Seguindo as duas orientações, estaremos sempre de um lado a outro, do conforto para o desconforto, e vice e versa, num ciclo infinito, em um movimento constante, pendular, entre nos sentirmos em casa e nos sentirmos fora de nosso lugar.

 

Não sei.

 

Eu gosto da minha zona de conforto. É bom, confortável, como o nome diz. Por isso a ideia de sair voluntariamente dela me é estranha. Por que eu sairia de onde estou bem para um lugar que não é bom ou, no mínimo, não é confortável? Prefiro ficar no conforto da minha casa, obrigado.

 

O que não significa estagnação e tédio.

 

Como já escrevi antes, é da minha zona de conforto que vou crescer, vou progredir. Não vou sair da minha bolha, vou ampliá-la para incluir todos aqueles que eu considero significativos e importantes. Se eles não quiserem, paciência. A perda será deles...

 

Até.

 

segunda-feira, agosto 10, 2026

A Sopa

Que estar e querer ficar em nossa zona de conforto é uma atitude inteligente, além de saudável, porque é a partir dela que vamos progredir, evoluir, e que quem pensa diferente – um direito de cada um – está errado, já ficou bem estabelecido, ao menos para mim. Podemos avançar e desmascarar outras desserviços que as pessoas tem difundido por aí.


Não vou falar do café com ou em açúcar ou adoçante. 


Quero, isso sim, levantar a voz contra todos aqueles que pregam por aí os benefícios do banho frio. Aqueles que promovem o que chamam de desafio dos trinta dias para ‘resetar’ a vida, para que nos tornemos ‘irreconhecíveis’ e incluem na lista de afazeres um banho gelado todas as manhãs.

 

Por quê?!

 

Perderam a razão?

 

Está errado, não é bom. Passar um mês tomando banho frio no inverno gaúcho só vai tornar alguém irreconhecível através do mau humor e da perda da vontade de viver. No verão, e apenas no verão, tudo bem, é realmente bom. Fora isso, NÃO. Não tem porque. A menos que seja para começar o dia tão mal que qualquer coisa que aconteça depois vai ser melhor que um banho frio logo ao acordar.

 

Algo do tipo, ‘tive problemas no trabalho, ou em casa?, pelo menos não é o banho frio que tomei hoje mais cedo”... Talvez seja isso, seja terapêutico no sentido de que a pior coisa que poderia acontecer no teu dia foi logo ao acordar, com um banho gelado. Nada será pior que isso. Depois de um banho frio logo de manhã, até um café puro sem adoçar é bom, ou pelo menos aceitável...

 

Vamos acabar com essa bobagem de que banho frio (quando não estamos no verão) é bom.

 

Não é.

 

Até.

sexta-feira, agosto 07, 2026

Sábado (e é dia de trabalho...)

 

Encontro dos Pneumologistas do RS


Em Bento Gonçalves, para o encontro com colegas e atualização científica.

Saiu sexta porque me passei...

Bom final de semana a todos...

Até.

quinta-feira, agosto 06, 2026

Dinâmica

Ainda sobre o pertencimento.


Uma questão que não é só minha, mas humana e ancestral, é – por mais que nem todos reconheçam – a necessidade de, justamente, pertencer a algo maior que si mesmo. Pode ser um grupo de amigos ou semelhantes, um partido político, uma ideologia ou religião, o participar é um imperativo humano. Com suas exceções, evidentemente.

 

Li ou ouvi, esses tempos, alguém dizendo que “se estivermos sempre procurando razões para não pertencer, sempre vamos encontrá-las”.  O que fez todo o sentido para mim, olhando para o meu próprio umbigo, refletindo sobre mim, sobre quem e como sou. O - não sei se realmente o é - paradoxo entre querer fazer parte e a necessidade reafirmar a individualidade, de seguir o próprio caminho individual, eventualmente se afastando do que seria esperado pelo tal grupo de que se faz parte.

 

Tergiverso, eu sei.

 

Estava apenas pensando que essa sensação de pertencer pode ser, e é, algo dinâmico, que pode mudar com o tempo, e nos sentimos mais ou menos parte de determinados grupos e/ou lugares com o passar do tempo. Talvez seja um balanço, talvez haja um equilíbrio: quando, por qualquer razão, nos sentimos menos parte de um grupo, acabamos nos sentindo mais parte de outro, mais acolhidos por outros grupos.

 

É da vida.

Até.

domingo, agosto 02, 2026

A Sopa

Assim como os astecas e os maias, ou uma forma de se perceber a mudança do mundo em um sábado à noite. Do sofá de casa, em família.

 

Por um rara conjunção de astros, estávamos, a Marina, a Jacque e eu em casa em uma noite de sábado. Sem programas, sem festas, sem compromissos. Apenas jantamos e então paramos em frente à televisão. 

 

Depois de muito tempo, decidimos “zapear” pelos canais da tevê a cabo ao invés de buscar algo no streaming. Olhando sem muito interesse em nada do que estava passando, acabamos nos deparando com uma maratona de filmes do Harry Potter. Paramos para assistir.

 

Temos história com os filmes e livros do Harry Potter. Apresentamos à Marina quando ela tinha sete anos de idade, nós com receio de que – pela idade – se assustasse (o primeiro que vimos foi o segundo filme, “Harry Potter e a Câmara Secreta”). Nem um pouco. Aliás, virou, à época, meio que uma obsessão. Assistimos juntos a todos os filmes diversas vezes, virou um lance nosso. Temos em casa todos os DVDs e todos os livros, e de tempos em tempos. Teve até um aniversário temático, além de algumas idas aos parques da Universal em Orlando (e até Los Angeles, em março passado).

 

Com o tempo, claro, isso ficou para trás.

 

Quando, ao assistir televisão em um sábado à noite, nos deparamos com uma maratona de filmes do Harry Potter, decidimos assistir. Já estava no sexto filme, já mais da metade, e ainda faltariam dois filmes na sequência. Cogitamos a possibilidade de ir até o fim, mas algo aconteceu.

 

Os comerciais.

 

O filme era interrompido de tempos em tempos por intervalos comerciais, que eram sempre os mesmos, panelas ‘Red alguma coisa’, entre outros (Red Silver, pesquisamos). Malditas panelas que cortavam o filme. Malditos comerciais.

 

Lembrei então de como era a vida quando não havia outra opção além da televisão aberta e os poucos canais disponíveis, o dois, o quatro, o cinco, o dez e o doze. Dirão os saudosistas que era outros tempos, melhores, e associarão isso a doces memórias de tempos vividos.

 

Não eram.

 

A vida, o mundo, são muito melhores agora.

 

Até.

sábado, agosto 01, 2026

Sábado (e minha voz...)

Extensão, tessitura, e...



Avaliação da minha voz.
Julho/2026.

Bom final de semana a todos.

Até.

quarta-feira, julho 29, 2026

Estóico?

Um forma prudente de viver com menos ansiedade é aceitar que nada, nunca, vai ser exatamente o quê e como imaginamos. Quanto menos expectativas de que algo saia da forma que gostaríamos, menor a potencial frustração quando as coisas saírem de uma maneira diversa.

 

E não estou falando que nada vai dar certo ou que será ruim, não estou aqui sendo um urubu sobrevoando, esperando tudo virar carniça para – do alto de algo, arrogância, talvez – sorrir irônico. É exatamente o oposto.

 

O fato de nada sair exatamente como pensamos é apenas a constatação de que não devemos ficar fixos em uma ideia. Temos que ser capazes de nos adaptar às circunstâncias, ser flexíveis e tolerantes. Acredito que – se agirmos assim, encararmos a vida dessa forma – tudo sairá até melhor do que imaginávamos. Não sem dificuldades, ou sem percalços, não sem algum sofrimento, mas (ainda) acredito que tudo se resolve.

 

Então, quando tudo parece desmoronar, ou ir em direção oposta ao que imaginávamos, nunca é tão grave como possa parecer e talvez o desfecho que esperávamos não era o melhor. 

 

Sei lá.

 

Pensamento perdidos em uma manhã sem sol.


Até.