sábado, setembro 30, 2023

Sábado (e um lugar legal)

Geração Coca-Cola


                                 Pastel com Borda.
                                 Cristovão Colombo, 245.
                                 Às vezes estamos lá.

                                Bom final de semana a todos.

                                Até. 

domingo, setembro 24, 2023

A Sopa

O Tempo. 

Esse é um espaço em que, volta e meia, eu falo sobre a passagem do tempo. É claramente um assunto recorrente por aqui. De certa forma, contar estórias, ofício a que me proponho e que praticamente me define, é registrar a passagem do tempo, registrar a vida. 

 

Como o tolo do texto do Barão de Itararé musicado pelo Vitor Ramil (“... os que se julgam espertos acham que a admiração é um alarmante sintoma de ignorância e, por isso, afirmam que só os tolos se admiram. Os que se maravilham de qualquer coisa, por sua vez, se surpreendem também da impassibilidade dos sabidos, aos quais consideram lamentáveis cegos e inconscientes...”) ainda me admiro e me maravilho com a passagem do tempo, e tudo que isso representa. A vida, basicamente. 

 

Quanto mais passado tenho, e cada dia tenho mais, e pode-se dizer que tenho um menor caminho pela frente, mais no presente tento estar e, a partir do hoje, tento projetar um futuro, porém cada dia com menor ansiedade quanto a ele. Olho em frente, mas respeito o que passou, e quem esteve comigo no caminho.  

 

Pronto. Era isso. Era o que queria dizer.

Aos cinquenta e um anos continuo me sentindo bem jovem, em termos mentais e físicos, mesmo que mais ou menos uma vez por ano o meu corpo faça questão de me lembrar de minha idade real, de maneira até meio agressiva, podemos dizer. Hérnia de disco cervical em um ano, síncope com trauma de crânio e arritmia em outro, e hérnia de disco lombar com cirurgia nesse, há seis meses.  Apesar dessas intercorrências, que modestamente tenho superado de forma até que bem-humorada, como eu disse, me sinto jovem e ainda com muito a aprender.  E projetos e desafios.

 

E pessoas.

 

De forma, podemos dizer, surpreendente, conhecendo pessoas com as quais estamos criando novas, importantes e fortes conexões, como se ainda fôssemos adolescentes, como se fôssemos tão jovens. Diferente de alguns anos atrás, quando sentenciei que a minha cota de pessoas no mundo estava esgotada, e – a partir daquele momento – só entrariam novas pessoas em minha vida quando morresse alguém que já estivesse no meu mundo. Assim, também, como quando eu disse que parara de usar óculos porque não queria mais ver as pessoas... Não era verdade, claro, mas...

 

Pensamentos soltos num bom momento de vida.

 

Até.

sábado, setembro 23, 2023

Sábado (e um novo momento)



                Estamos aí...

                Bom sábado a todos.

                Até.
 

domingo, setembro 17, 2023

A Sopa

Histórias de vida.

 

Um exercício interessante que eventualmente deveríamos fazer é analisar nossa própria vida, nossa trajetória, com uma visão de perspectiva. Olhar de fora, de longe.

 

Uma forma de fazer isso é tentar contar a nossa história de maneira resumida a alguém não a conhece, não a viveu junto conosco. Ordenar os acontecimentos, selecionar o que foi realmente significativo, que é “digno de nota”, nos obriga a tirar os olhos do próximo passo a ser dado, do curto prazo, daquilo que está ao alcance da mão. Olhar para o horizonte, para o oceano, e não apenas a praia em frente. O exercício de criar uma narrativa coerente – mesmo que a vida nem sempre seja ou pareça – conectando acontecimentos, situações e pessoas. 

 

Como eu disse, não é uma situação comum, essa de fazermos isso, fora do consultório de um analista, por exemplo. Principalmente porque quase nunca há tempo, na correria dos dias. E porque em boa parte das vezes as pessoas não querem saber e realmente não tem o tempo necessário para ouvir, não por mal, claro, afinal todos temos com o que nos preocupar, e o que fazer.

 

Tive essa chance, esses dias.

 

Num (relativamente) longo trajeto de carro por uma estrada difícil, após um pneu furado, e com o ridículo estepe que não permite rodar rápido, e sem onde parar para consertá-lo por mais de hora, fomos, um amigo e eu, conversando sobre a vida. Em determinado momento, perguntou-me sobre como havia chegado até aqui, e falava da medicina.

 

Foi quando tive essa oportunidade não comum de contar a minha história, desde antes de escolher a profissão, o processo de escolha, com as dúvidas inerentes, e a caminhada que me trouxe até o presente. Enquanto contava, conectando os fatos, os acontecimentos, contando uma história que – sim – fazia sentido para quem a estava ouvindo e, mais importante, para mim, que estava contando. Não foi, mas poderia ter sido uma experiência de sair do corpo e me olhar de fora.

 

De certa forma, foi isso mesmo: enquanto falava, me ouvia, e o discurso fazia sentido e era coerente. Foi quando tive a sensação, ao me ouvir, que toda minha trajetória – da qual muitas vezes tive dúvidas e questionamentos e inseguranças – houvesse sido deliberadamente planejada (o que não foi, evidentemente), e que eu sempre soubera o que estava fazendo (o que não sabia, claro).

 

Foi uma sensação boa, essa.

 

Também porque agora eu realmente sei por onde ando e para onde quero ir, e tenho dado alguns passos importantes nos últimos tempos. Dos quais estou realmente muito feliz, com a sensação de realização.

 

A sensação de que tudo o que fiz até aqui foi a preparação para o que está vindo. 

 

Até.

 

 

sábado, setembro 16, 2023

Sábado (e o registro de uma epifania)

 

Fevereiro/2022


O momento em que, ainda que eu não soubesse em que intensidade, percebi que o mundo, o meu mundo, de certa forma mudaria.


Bom sábado a todos.

Até.

sábado, setembro 02, 2023

Sábado (e lá se vão 27 anos)


 

            Completamos 27 anos de casados na quinta-feira, 31/08.
            A vida tem sido boa...

            Bom sábado a todos.

            Até.