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segunda-feira, dezembro 08, 2025

Não É Segunda

Esse não é um espaço em que falo de futebol.

 

Aliás, não falo de futebol. Não brinco, não faço piadas, não toco flauta em ninguém. Tento mudar de assunto quando ele surge. Não compactuo com “disputas” entre torcedores de um e outro time. Não incomodo ninguém, porque não quero ser incomodado.

 

Já afirmei mais de uma vez: sou O Pior Torcedor.

 

Nem gosto de futebol, para ser sincero. Torço para o meu time. Quieto, só, em silêncio, se possível em um quarto escuro em uma noite chuvosa longe da humanidade. Eu e meus botões. Eu e minhas convicções e idiossincrasias. Eu, eu, eu. Não me interessa compartilhar isso com ninguém.

 

Como a vida, na maior parte das vezes o que realmente importa é a jornada, não necessariamente o destino, o final da jornada. Um ano é um longo período, apesar de não ser um século (referência musical para poucos), e tudo o que passamos durante a caminhada importa, tanto quanto o resultado último, mesmo que o que vai na estatística seja a última impressão, seja o destino. 

 

Dito isso, posso dizer que começo a semana aliviado. Agora é – literalmente – bola ao centro e ano que vem tem mais.

 

Para o bem e para o mal.


Até. 

domingo, setembro 28, 2025

A Sopa

Futebol. Ou não. Ou por pouco tempo.

 

Em casa, sou minoria. São duas mulheres e eu. Então, quando existem votações para alguma decisão, posso ser facilmente derrotado por elas. E está bem, faz parte. Nossa dinâmica familiar funciona muito bem.

 

Existe, porém, uma situação em que eu – mesmo minoria – tenho a preferência, a prioridade. Ocorre uma, às vezes duas vezes na semana. E é quando digo uma frase que causa desâmino nas duas: ‘Hoje tem Inter”. É o momento em que tenho o direito de ter a televisão para mim por duas horas, mais ou menos o tempo que dura um jogo de futebol. Só que...

 

Eu não gosto de futebol.

 

Eu torço para o Inter, o que é diferente, no sentido em que usualmente eu não paro em frente à televisão para olhar jogos de outros times, ou dispenda um tempo grande com minha atenção focada nisso, principalmente se são jogos de outros times nacionais. Prefiro fazer outras coisas.

 

E com relação ao torcer pelo Inter, e isso vale para o futebol em geral, à medida que fui amadurecendo, percebi que isso não poderia ser um condicionante do meu humor. Não poderia (ou deveria) basear meu humor ou mesmo – exagero – felicidade em resultados de jogos em que não tenho a menor ingerência ou controle. O futebol deveria ser apenas diversão.

 

De ser ‘O Pior Torcedor’ (aquele que não incomoda os torcedores de outros times porque não quer ser incomodado) passei a uma atitude diferente, caracterizada por dois pontos principais: em primeiro lugar, mesmo sendo fundamental a vitória e o ganhar títulos, objetivo máximo, percebi que a jornada valia muito. Foram grandes jogos, momento bons, mas no final perdeu o campeonato, paciência, me diverti na jornada. Não está tudo ruim, no final das contas. Segunda característica, então, é que futebol deve ser diversão. Se está bem, ganhando, ótimo. Se não está bem (como a fase atual, por exemplo), está bem também, não vai afetar minha vida, não vai estragar meus dias. Se estou assistindo um jogo e não está jogando bem, começa a perder, paro de assistir e vou fazer outra coisa. Nesse caso, a negação é a melhor estratégia. Não leio, não ouço e não vejo sobre futebol. Largo de mão, de forma bem tranquila. Até o começo do próximo ano, quando “zera o cronômetro” e começamos de novo. 

 

Por isso, aqui em casa, quando digo que ‘Hoje tem Inter’, elas já sabem que é provável que aquelas duas horas se tornem bem menos tempo. Se é um jogo noturno, então, é bem possível que elas possam assistir ao seu seriado preferido e eu vá ler alguma coisa.

 

E tenho lido muito por esses dias...


Até. 

terça-feira, março 11, 2025

Realidade Paralela

Cada vez mais tenho a noção de que as pessoas vivem em suas próprias realidades paralelas, em seus mundinhos, em suas – vamos lá – bolhas. Algumas vezes essa realidade em que vivem se choca com o mundo real e nós, quando testemunhamos esses eventos, ficamos surpresos, embasbacados, pode-se dizer.

 

Você pode argumentar que eu falo isso de dentro da minha própria realidade, do meu mundinho, e terá razão ao dizer isso. Não podemos deixar de interpretar o mundo a partir do que vivemos no momento e, também, de nossas experiências prévias. Porém, não deveríamos ficar cegos à possibilidade de interpretações diferentes de acontecimentos que avaliamos de determinada maneira, que vimos de um jeito.

 

Não podemos, então, deixar de reconhecer ou, ao menos, considerar outros pontos de vista sobre os fatos, mesmo – e principalmente – que questionem nossas crenças. É saudável. O pensamento crítico, e o estar aberto a ouvir de verdade, são pontos fundamentais para o crescimento. 

 

O que não quer dizer aceitar qualquer coisa que dizem como verdade. Devemos ser críticos com relação a opiniões tendenciosas e enviesadas.

 

Falo de futebol, claro.


Até. 

segunda-feira, novembro 08, 2021

A Sopa

Não sabemos como será o futuro.

E daí?

 

Nada, claro.

 

Nunca tivemos como prever o futuro com precisão, fato da vida. O que podemos fazer, e usualmente fazemos, é tentar moldar – digamos assim – o que virá a partir de nossos atos no momento presente. A vida é basicamente isso, além de estórias para contar: vamos andando pelo mundo por caminhos que vamos criando – a partir de nossas decisões e/ou atos - enquanto andamos.

 

Sempre penso nas consequências de nossos atos diários, mas não como se fosse algo relacionado ao karma ou algo assim. Vejo como a imagem da pedra atirada no lago: ela produz uma onda que produz uma onda que produz uma onda, assim quase ao infinito. Depois de um tempo, essa onda que vemos tem pouco ou nada a ver com a onda original, onde tudo começou. Pode levar tempo, mas invariavelmente assistimos às consequências de nossos atos.

 

Futebol.

 

Não falo usualmente de futebol por aqui, porque sou o pior tipo de torcedor (@PiorTorcedor, Twitter) que existe, porque futebol para mim é uma experiência solitária, silenciosa. Não sou e nunca fui entusiasta de piadas e gozações relacionadas a isso. Quando meu time ganha, fico feliz, mas na minha. Quando perde, fico irritado, mas na minha, quieto no meu canto.

 

Principalmente porque não gosto de levar flauta, das brincadeiras e gozações quando o meu time perde. Então, não incomodo ninguém para não ser incomodado. Não dou a liberdade a ninguém de me zoar. Por isso, não fico zoando ninguém. Sei que se eu entrar na chuva, vou me molhar, que a banca paga e a banca recebe. Simples.

 

Qualquer pessoa de bom senso sabe que – se tive a chance de tocar flauta em ti porque meu time ganhou – quando o meu time perder serei eu a vítima da flauta. É do jogo, justo. Sempre foi assim.

 

Por isso torna-se incompreensível a atitude de alguns jogadores do Grêmio de quererem briga com um jogador do Inter que passava pelo campo com um caixão estilizado representando o Grêmio caindo para a série B. Criaram uma confusão, briga, esquecendo que pouco tempo antes eram eles que faziam essas brincadeiras por aqui, sem nunca ter havido nenhuma confusão por isso. Se não quer ouvir a flauta, não toca primeiro.

 

Eu não teria feito a brincadeira, mas eu sou o @OPiorTorcedor.

 

É legítimo quem foi vítima da brincadeira seja agora que a faz, e é ridículo quem até ontem debochava do outro agora ficar ofendido ao debocharem dele. Simples assim.

 

Se não quer brincar, não desce para o play...

 

Até.

sexta-feira, maio 11, 2012

Futebol

Não deu, paciência.

É do jogo.

Ano que vem tem mais libertadores (assim espero).

Perder o sono? Nem pensar...

Até.

domingo, janeiro 01, 2012

No meio deles

(ou um pouco de rivalidade grenal para começar o ano)

Passei o ano novo com um grupo formado quase que exclusivamente de gremistas (a família pelo lado da Jacque). Nada demais, obviamente. Em determinado momento da festa, ainda antes da meia-noite, enquanto cantávamos diferentes músicas embalados pelo Pedro (primo) tocando violão, todos os gremistas começaram a cantar o hino do time deles. Provocação, claro.

Em silêncio, ouvi.

Ao final, não pude deixar de comentar:

"Proponho logo um brinde, afinal essa vai ser a primeira e única vez que vocês vão levantar uma taça em 2011...".

:-)
 
Até.

domingo, dezembro 04, 2011

Muito tenso

A tarde futebolística foi muito tensa.

Mas terminou bem...

Me sinto um pouco mais perto das férias.

Quase lá, quase lá...

Até.

quinta-feira, outubro 06, 2011

A Copa do Mundo e a Soberania Nacional





Há uma grita geral por causa da Copa do Mundo de 2014, principalmente porque a FIFA estaria  "impondo suas regras" ao país, ferindo nosso orgulho e nossa soberania. A Lei Geral da Copa seria uma constituição temporária ao Brasil, dando soberania à FIFA. 


Só pode ser piada.

Em primeiro lugar, quando quiseram fazer a Copa no Brasil, não sabiam que era assim? Se candidataram e depois assinaram um contrato sem ler seu conteúdo? Que é assim em todos os países que sediam a Copa?  Quer dizer que foi tudo na empolgação do ex-presidente se achando "o Cara" e no espírito "Pra Frente Brasil, vamos ver o que dá"?

Vamos crescer, por favor.

Não tenho nada a favor da FIFA, tenho tudo contra a CBF e seus dirigentes, mas não dá para tapar o sol com a peneira: assumiu um compromisso, assinou um contrato, tem é que cumprir. Paciência. Antes não tivesse inventado esse papo de copa no Brasil. Agora, Inês é morta.

Por outro lado, uma Copa do Mundo num país sempre traz benefícios que duram depois da competição, como obras de infra-estrututura, entre outras. Pelo menos eu quero crer nisso...

Tem mais é que se preocupar em controlar os gastos, evitar desperdícios, combater a corrupção, para que pelo menos sobre algo para a saúde, por exemplo.

Até.