terça-feira, março 25, 2014

Continuo sem saber muita coisa

Tempos estranhos, esses.

Já devo ter começado mais de um texto/crônica dessa forma no passado. Quero dizer que ainda me admiro com o mundo, com as coisas (apesar de que "os que se julgam espertos acham que a admiração é um alarmante sintoma de ignorância, e por isso afirmam que só os tolos se admiram..."). Tento - e nem sempre consigo, óbvio - ver o mundo com algum senso de perspectiva. A insignificância da praia perante a grandiosidade do oceano, mais um tema recorrente de antigos escritos.

Ando particularmente impressionado com a necessidade que todos tem de ter opinião sobre qualquer assunto, qualquer fato. Todos viraram especialistas em tudo, e fazem questão de manifestar todas as suas opiniões em público, para que todos ouçam, mesmo que não queiram ou não se interessem em ouvir. As redes sociais são um campo livre para isso, e lá vão as pessoas se posicionar sobre a Criméia, o avião que caiu no Índico, Venezuela, Petrobrás e por aí vai.

Pois é.

O prezador leitor pode perguntar se não é isso o que faço, esse texto sendo um exemplo disso.

Pois é, de novo.

Sim, até o é, mas com um atenuante: eu não estou obrigando ninguém a ler, vem até aqui quem tiver vontade, ou curiosidade. Ao abrir o seu facebook você não dará com a minha opinião em letras garrafais em sua timeline. Pode ser que não faça diferença mesmo.

Pois é, uma vez mais.

O que quero dizer é que não tenho opinião sobre tudo, e cada vez tenho menos certeza das coisas que achava que eu sabia bem. Começo a ter a impressão de que tenho pouco conhecimento (pouca informação sobre os fatos) para ter uma opinião formada. Tudo que sei é que cada vez mais nada sei.

Princípios.

Isso eu tenho.

Acho que basta.

Até.


terça-feira, fevereiro 25, 2014

Ele

O silêncio, que parece ausência.

Ou omissão.

Nada disso: reflexão.

O mundo anda tão complicado. Esse é um tempo de opiniões extremadas, de violência e barbárie, e que vem de todos os lados. Os tiros vem de todos os lados.

O melhor é ficar quieto, pensar, tentar entender o que se passa com o mundo e com as pessoas.

Mas não por muito tempo, não por muito tempo.

Até.

sábado, fevereiro 01, 2014

Sábado (e é verão)



Uma foto antiga enquanto fico aqui protegido do calor extremo no ar condicionado...

Bom sábado a todos.

Até.

domingo, janeiro 26, 2014

Um domingo

Assim é o tempo.

Vai passando, e passa muito rápido quando olhamos para trás, quando pensamos no que foi e no que aconteceu. Ou, melhor, em quem fomos e no que fizemos até aqui.

Pensei nisso ontem à noite ao assistir o filme 'Somos Tão Jovens', que conta a história do Renato Russo e do início da Legião Urbana. Parênteses. Houve um tempo em que parei de ouvir Legião. Como se - em algum momento - houvesse ficado "saturado" e precisasse dar um tempo, pegar outros ares. Isso faz alguns anos. Vinha já em processo de reaproximação, de reconhecimento, quase como fazendo as pazes (comigo mesmo?). Fecha parênteses.

O título, 'Somos Tão Jovens', inspirada na e referência à música 'Tempo Perdido', remeteu-me a outra, 'Sapatos em Copacabana', do Vitor Ramil, ambas mais ou menos da mesma época (final dos anos oitenta) e que diz "Sei que não tenho idade / Sei que não tenho nome / Só minha juventude / O que não é nada mal". A mensagem das duas músicas, aliás. a forma que eu interpretava as duas e as tornava - podemos dizer - minhas, fez com que fossem marcantes. Partes da minha própria trilha sonora.

Lembrei, então, do longo caminho percorrido e de que já não sou tão jovem.

Antes de dormir, passei no quarto da Marina, e a olhei dormindo, profunda e tranquilamente.

Não foi tempo perdido.

Até.