sábado, outubro 18, 2014

Sábado (e o fim de uma era...)



Nossa casa da praia foi vendida essa semana.

Uma parte muito significativa da minha vida passei lá, nos verões com a Turma do Muro.

Outra hora escrevo mais.

Até.

quinta-feira, outubro 02, 2014

O Futuro do Brasil

Já faz algum tempo que faço isso.

Pessoas discutindo os atos do governo federal - qual seja: mais médicos, aparelhamento do estado, escândalos os mais variados, etc - e eu entro na conversa. Logo que posso, digo - sério, em tom grave - "Há uma revolução em curso. Eu já comprei uma arma e estou estocando comida". E saio. No início parecia apenas uma brincadeira, humor negro. Cada vez mais, contudo, começa a parecer que tenho razão.

Lamentavelmente.

Mas não é disso que quero falar.

Agora que se aproximam as eleições, cada vez se discute mais o que queremos para o país. E cada vez mais parecem afastar-se umas das outras as ideias de como deve ser o futuro. E nuvens negras parecem pairar sobre esse futuro. De novo, infelizmente.

Conversando com duas pessoas diferentes em locais totalmente distintos, ontem e hoje, ouvi o mesmo depoimento que é exatamente o meu pensamento: as pessoas que acreditaram - lá nos anos 90 e até a eleição do Lula - que o PT poderia ser e fazer diferente, que era real o patrimônio ético que diziam possuir, sente-se traído por tudo o que aconteceu depois. Fui (fomos) enganados. Eu acreditei num outro mundo possível. Estava errado, era tudo ilusão.

Ou parte de um plano maior, de tomada de poder e sua manutenção. De se locupletar do poder vendendo a ideia de que se está fazendo isso pelo povo, para melhoria da vida das pessoas, e que - afinal - os fins justificam os meios. Enganando as pessoas, comprando sua obediência. Rindo de todos nós, que realmente trabalhamos. Fomos enganados, temos que admitir.

Convidamos o vampiro para entrar em nossa casa. 

O governo Dilma é o PIOR governo da história do Brasil desde a redemocratização.

Está destruindo o Brasil.

Os petistas, vejo agora, são como gafanhotos. Estão consumindo o que temos de melhor no país, nos levando a uma grave crise econômica e de credibilidade. A política externa é uma vergonha, com o apoio  regimes ditatoriais e sanguinários. Estamos em um processo de Venezualização, estamos indo pelo mesmo caminho da Argentina da Cristina. Somos um navio afundando (eu dizia isso do RS, mas parece que exportamos o nosso modelo derrotado das últimas décadas).

 Confesso, uma vez mais, que tive esperança que a atual presidente, com sua fama de gestora, de "gerentona", pudesse administrar o país com seriedade e alguma competência. Não tinha votado nela, mas já que havia ganho, era hora de torcer pelo Brasil. Deu tudo errado.

Mas isso é passado.

Domingo tem eleição, e espero que vá para o segundo turno e que a disputa fique entre a atual mandatária e o Aécio Neves, porque se for com a Marina será a escolha entre "um tiro na nuca e uma roleta russo". Se for o caso, terei que optar pela Marina Roleta Russa Silva.

Se por acaso o PT ganhar a eleição para Presidente, mesmo assim talvez nem tudo esteja perdido. Temos algumas opções de ação...

1. Continuar trabalhando como sempre fizemos, e fazer uma verdadeira oposição ao governo, fiscalizando de perto e "brigando" contra tudo o que for prejudicial para o país;
2. Aeroporto e tchau...
3. A mais eficiente de todas, que certamente exterminaria o PT e seus associados: torcer para que o câncer que dizem que ela teve (ou outro, afinal tem tantos por aí) recidivasse e ela não conseguisse conseguir governando o país, deixando para o seu vice, Michel Temer, do PMDB. Com o PMDB presidindo o país, o PT certamente morreria de inanição, pois todos os cargos, todos os ministérios, fundações, autarquias e todos os CCs seriam ocupados por peemedebistas, e o PT ficaria a ver navios.

Seria como controle de pragas: joga no meio infestado um ser com grande capacidade de reprodução, que tome conta e sufoque a praga.

Quem diria que a esperança do Brasil pode estar nas mãos do PMDB...

Até e bom voto!

sábado, setembro 06, 2014

sábado, agosto 23, 2014

Sábado (ainda lembro os primeiros dias no norte)

Da série "Há 10 anos fui para o norte"...

Cheguei em Toronto numa sexta-feira pela manhã.

O propósito era resolver os (imaginava) pequenos entraves burocráticos no dia da chegada e aproveitar o final de semana para procurar um apartamento para morar. Tudo planejado, nada funcionou como o esperado.

Após fazer o checkin no hostel onde eu ficaria hospedado durante a primeira semana no Canadá, na verdade um dormitório da U of T que era usado como albergue nas férias de verão, deixei minha "mudança" no quarto e fui para o hospital procurar o meu orientador e mentor da minha ida ao Canadá, Noé Zamel, gaúcho radicado em Toronto há quase (na epóca) quarenta anos. Fui direto ao Mont Sinai Hospital e - depois de perguntar a algumas pessoas - o encontrei.

Foi extremamente receptivo, me abraçou disse que após um longa espera (outra história) finalmente eu chegara, e disse que me levaria ao meu cicerone nos primeiros dias no Canadá, outro fellow, de nome Carlos, colombiano. Atravessamos a University Avenue para ir até o Toronto General Hospital, onde ficava o Respiratory Research Lab (onde eu trabalharia) para eu conhecê-lo e poder dar início ao desembaraço das coisas burocráticas. Chegando lá, a notícia. Ele estava de folga, em viagem, e só voltava na segunda-feira: eu não poderia fazer nada antes de depois do final de semana.

O Zamel disse que tudo bem, segunda-feira faríamos o que deveria ser feito.

(antes disso, nada)

Todo o meu plano fora por água abaixo. Às 10h da manhã do dia da chegada me despedi dele e fiquei sem nada a fazer por todo o final de semana.

Fui, no sábado, conhecer um pouco da cidade onde moraria pelos próximos dois anos.






Até.

quarta-feira, agosto 20, 2014

Há dez anos

O tempo passa.

Exatamente em 20 de agosto de 2004, há uma década, chegava em Toronto para ficar por um período que poderia ser de até três anos, e que acabou sendo de dois. O início não foi simples, longe de todos (já escrevi sobre isso, a sensação de estar sem referências, sozinho, como se invisível).

Mas foi uma fase muito proveitosa, como experiência de vida e - claro - profissionalmente.

Foi o grande impulso profissional.

Fiz amigos que são para sempre, vi que poderia viver em qualquer lugar do mundo, mas gosto de onde estão minhas raízes.

Foi muito bom e importante, e mudou o rumo de muitas coisas.

Em resumo, valeu.

Até.