Natal de 2013, Bryant Park, New York, NY
Bom dia de Natal a todos.
Até.
Crônicas e depoimentos sobre a vida em geral. Antes o exílio; depois, a espera. Agora, o encantamento. A vida, afinal de contas, não é muito mais do que estórias para contar.
Ortisei, Trentino-Alto Adige, Italy
Bom Natal a todos!
Até.
Relacionamentos.
Tudo, na vida, se resume a relacionamentos. Família, amigos, trabalho, tudo o que fazemos em todas as nossas atividades se resume a nos relacionarmos com outras pessoas. E nossa qualidade de vida está diretamente associada ao quão bons e satisfatórios são nossos relacionamentos. E muitas vezes as pessoas e as corporações parecem não perceber essa verdade básica.
E é também por isso que a pandemia, com o distanciamento e o isolamento impostos pela situação sanitária, além das consequências econômicas e dos mortos, nos afetou tanto. Somos seres sociais, temos a necessidade de interação com outras pessoas. Eu tenho a necessidade de encontrar pessoas, conviver com pessoas. O que fica, no final das contas, são as amizades, os relacionamentos criados, as pontes construídas. E as histórias para contar, afinal a vida não é muito mais que isso, histórias (estórias) para contar.
Lembrei disso ao falar por telefone com um amigo que vive em São Paulo e que foi colega de empresa durante o período em que trabalhamos como especialistas médicos numa multinacional do setor farmacêutico. Do mundo corporativo, o que restou – para mim, ao menos – foram as amizades criadas, que persistem mesmo à distância. Como falei, são pontes que criamos e que permanecem lá, para quem sabe um dia serem cruzadas novamente.
Eu queria tocar piano.
De verdade, mas não talvez o bastante para fazer aulas e me dedicar como deveria para realmente aprender. Concluo que o que faltou foi um grau maior de comprometimento.
Havia um piano na casa dos meus pais, piano esse que era da minha mãe que – quando estudante – aprendeu por imposição familiar na época. Ela tocava pouco, e – quando comecei a aprender um instrumento musical – e apesar da disponibilidade em casa, optei pelo violão, mas que no final também acabei não me dedicando o bastante para ser um bom músico, mesmo que amador.
É um dos arrependimentos que tenho na vida, esse de não ter aprendido piano. Sempre há tempo, podem dizer, mas não será a mesma coisa. E lembro a famosa música My Way, versão em língua inglesa da canção francesa Comme d'habitude, de Claude François, lançada em 1967, na França, adaptada por Paul Anka e gravada por Frank Sinatra, e é um de seus maiores clássicos. A letra diz:
“Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exemption
I planned each chartered course
Each careful step along the byway
But more, much more than this
I did it my way”
Lembrei disso porque hoje cedo, conversávamos no hospital e um colega e amigo lembrou dela, e me fez lembrar da versão gravada pelo Camisa de Vênus, banda de rock nacional que teve seu auge nos anos 80/90, cuja letra é impublicável. De qualquer forma, não é a minha preferida na voz no velho Frank, assim como não o é New York, New York.
A minha música preferida na voz do verdadeiro The Voice, é Fly me to the Moon...
Fly me to the moon
Let me play among the stars
Let me see what spring is like on
A-Jupiter and Mars
In other words, hold my hand
In other words, baby, kiss me
Fill my heart with song and let me sing forevermore
You are all I long for
All I worship and adore
In other words, please be true
In other words, I love you
Fill my heart with song
Let me sing forevermore
You are all I long for, all I worship and adore
In other words, please be true
In other words
In other words
I love you
Até.