sexta-feira, maio 01, 2026

Chuva à Tarde

Chove nesse final de sexta-feira Dia do Trabalhador. Ou é Dia do Trabalho? Não importa, é feriado e é sexta-feira. Um terço de dois mil e vinte e seis já passou. Logo é Copa do Mundo. Depois, eleições. E o ano terminou. Mais um na conta, e menos um restante. Seguimos.

 

E chove... Uma goteira, fora,

Como alguém que canta de mágoa,

Canta monótona e sonora

A balada do pingo d'água.

(Chovia quando foste embora...)

 

Sempre que chove, e paro para ouvir o som da rua, não consigo não lembrar desse poema, que conheci (li e decorei) em 1987, em uma aula de literatura no segundo ano do ensino médio, na Escola Técnica de Comércio da UFGRS, nos fundos da Faculdade de Economia, Centro Histórico de Porto Alegre, curso de Técnico Operador de Computador Manhã. O professor de português e literatura acabou sendo o paraninfo da turma que se formou em dezembro de 1988 em uma cerimônia no Salão de Atos da UFRGS, e o grupo do ‘Fundinho’, do qual eu fazia parte, decidiu não ficar com todos os formandos no palco, como protesto por não sei o quê, mas eu não participei com eles, fiquei com a maioria em cima do palco como deveria ser. O meu ato de rebeldia foi não ir com o grupo como o esperado. Fazer parte do sistema foi ser alternativo... Qual significado disso? 

 

Absolutamente nenhum.

 

Apenas cheguei aqui em uma série de pensamentos paralelos que começaram com o som da chuva lá fora.


Até.