Enquanto ando ocupado resolvendo assuntos que priorizam minha atenção, mantemos a programação musical.
“Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito
Isto de ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber"
Escrevo algo amanhã ou sábado.
Até.
Crônicas e depoimentos sobre a vida em geral. Antes o exílio; depois, a espera. Agora, o encantamento. A vida, afinal de contas, não é muito mais do que estórias para contar.
sexta-feira, janeiro 27, 2006
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Pensando na Vida
"Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima de um muro
De hipocrisia
Que insiste em nos rodear
Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão
Eu quero crer no amor numa boa
Que isto valha pra qualquer pessoa
Que realizar
A força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim do que não
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir"
Até.
Eu vejo isso por cima de um muro
De hipocrisia
Que insiste em nos rodear
Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão
Eu quero crer no amor numa boa
Que isto valha pra qualquer pessoa
Que realizar
A força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim do que não
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir"
Até.
terça-feira, janeiro 24, 2006
Elections Canada

© by John Fewings
Venceram os conservadores, como esperado.
Só posso dizer que - depois disso - não fico por aqui mais do que cinco meses e meio...
:-)
Até.
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Uma sensação
O sentimento, por mais que já se tenha experimentado, é sempre o mesmo. Aquela sensação vaga de mal estar, um certo desconforto impreciso, algumas vezes até um aperto no peito. O pensamento dá voltas e voltas e acaba sempre no mesmo ponto.
Ansiedade, meus amigos, é como chamamos esse sentimento.
É o nosso organismo se preparando para lutar ou correr, não importa, o que vale é sobreviver. As mão úmidas, as pupilas contraem, o coração acelera: a postos para o perigo iminente. Milhares de anos de evolução humana, mas ali está você, o selvagem pronto para a caça, pronto para enfrentar a natureza hostil. Como foi desde o primeiro homem a deixar a caverna em busca de comida.
O que acontece, hoje, é que não há mais as feras contra as quais lutar.
Logo, sempre em que ela surge, a ansiedade, inevitavelmente o problema não vai ser tão complicado quanto inicialmente parece.
É tranquilizador saber disso.
Até.
Ansiedade, meus amigos, é como chamamos esse sentimento.
É o nosso organismo se preparando para lutar ou correr, não importa, o que vale é sobreviver. As mão úmidas, as pupilas contraem, o coração acelera: a postos para o perigo iminente. Milhares de anos de evolução humana, mas ali está você, o selvagem pronto para a caça, pronto para enfrentar a natureza hostil. Como foi desde o primeiro homem a deixar a caverna em busca de comida.
O que acontece, hoje, é que não há mais as feras contra as quais lutar.
Logo, sempre em que ela surge, a ansiedade, inevitavelmente o problema não vai ser tão complicado quanto inicialmente parece.
É tranquilizador saber disso.
Até.
domingo, janeiro 22, 2006
A Sopa 05/27
Inacreditavelmente, acordo às 9h.
(Digo inacreditavelmente porque nunca durmo tanto. Nove horas! Não lembro a última vez que dormi tanto. Talvez há um ano e meio atrás, logo que cheguei aqui, naquele primeiro e doloroso final de semana sozinho nesta cidade que era estranha e misteriosa, mas que agora é minha casa também. Naquele vez, dormi muito na tentativa de fazer o tempo passar mais rápido, e também para não pensar em nada. Nada mesmo. Mas agora é diferente...)
Levanto da cama e abro a cortina: vento e gelo/neve por tudo. Mentalmente, reviso os meus planos para o sábado em que o inverno parece ter voltado, e decido suspendê-los. Tomo o café da manhã olhando para o cenário predominantemente branco da rua. Silêncio.
(Tenho pensado demais. Não que isso seja ruim, ao contrário, mas tem seu preço. Essa semana, perdido em pensamentos paralelos, cheguei – assim, como se fosse comum, parte de todos os dias – na finitude humana, na morte. Mais específico, no que acontece após a morte. E fiquei angustiado por alguns instantes. Há vida após a morte, ou tudo acaba? Pensei na não-existência, na negação do ser, na ausência de tudo. Sacudo a cabeça de um lado para outro, como se para recolocar as peças no lugar, para afastar pensamentos inúteis por que sem resposta.)
Preparo o chimarrão. Espero a água chiar (porque não pode ferver) e inicio o ritual solitário de matear enquanto leio o jornal, neste caso online. Ao mesmo tempo, cuido de pequenos afazeres domésticos, necessários ao bom funcionamento dos próximos dias.
(O silêncio me agrada. Em meio a tanto ruído vindo do mundo exterior, às vezes é bom sentar e observar o tempo passar. Se fores bem atento, concentrado, ouvirás o tempo passando, como os sons que vêm desde a criação do universo, que talvez sejam a fonte de todos os outros sons. Vê? Consegues ouvir a música que vem no ar?)
Assim passa a manhã, e a tarde avança em direção à noite. Desta forma, os dias viram semanas, que viram meses, e esses, anos.
(Nos é permitido isso, parar para ver o tempo que passar? Será que não perderemos o rumo ao não acompanhar o cortejo que insiste em que o sigamos? Saberemos o caminho, se tivermos que andar sozinhos?)
Não sei vocês, mas eu sei onde quero chegar.
Até.
(Digo inacreditavelmente porque nunca durmo tanto. Nove horas! Não lembro a última vez que dormi tanto. Talvez há um ano e meio atrás, logo que cheguei aqui, naquele primeiro e doloroso final de semana sozinho nesta cidade que era estranha e misteriosa, mas que agora é minha casa também. Naquele vez, dormi muito na tentativa de fazer o tempo passar mais rápido, e também para não pensar em nada. Nada mesmo. Mas agora é diferente...)
Levanto da cama e abro a cortina: vento e gelo/neve por tudo. Mentalmente, reviso os meus planos para o sábado em que o inverno parece ter voltado, e decido suspendê-los. Tomo o café da manhã olhando para o cenário predominantemente branco da rua. Silêncio.
(Tenho pensado demais. Não que isso seja ruim, ao contrário, mas tem seu preço. Essa semana, perdido em pensamentos paralelos, cheguei – assim, como se fosse comum, parte de todos os dias – na finitude humana, na morte. Mais específico, no que acontece após a morte. E fiquei angustiado por alguns instantes. Há vida após a morte, ou tudo acaba? Pensei na não-existência, na negação do ser, na ausência de tudo. Sacudo a cabeça de um lado para outro, como se para recolocar as peças no lugar, para afastar pensamentos inúteis por que sem resposta.)
Preparo o chimarrão. Espero a água chiar (porque não pode ferver) e inicio o ritual solitário de matear enquanto leio o jornal, neste caso online. Ao mesmo tempo, cuido de pequenos afazeres domésticos, necessários ao bom funcionamento dos próximos dias.
(O silêncio me agrada. Em meio a tanto ruído vindo do mundo exterior, às vezes é bom sentar e observar o tempo passar. Se fores bem atento, concentrado, ouvirás o tempo passando, como os sons que vêm desde a criação do universo, que talvez sejam a fonte de todos os outros sons. Vê? Consegues ouvir a música que vem no ar?)
Assim passa a manhã, e a tarde avança em direção à noite. Desta forma, os dias viram semanas, que viram meses, e esses, anos.
(Nos é permitido isso, parar para ver o tempo que passar? Será que não perderemos o rumo ao não acompanhar o cortejo que insiste em que o sigamos? Saberemos o caminho, se tivermos que andar sozinhos?)
Não sei vocês, mas eu sei onde quero chegar.
Até.
sábado, janeiro 21, 2006
Aqui tem muito mais
Em Londres é notícia.
Aqui em Toronto é tão comum ver andando nas ruas que ninguém nem dá bola para isso, quanto mais tentar salvá-las...
Aqui em Toronto é tão comum ver andando nas ruas que ninguém nem dá bola para isso, quanto mais tentar salvá-las...
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Coisas
Final de tarde em silêncio e tomando chimarrão em frente ao computador. Primeiro cuidado: não derramar essa água verde quente e amarga, da qual a maioria dos gaúchos não consegue ficar longe muito tempo, em cima do laptop. Seria incomodação demais (e acho que a garantia não cobre).
Só um pouquinho…
Pronto. Música.
”Deixei a velha querência
Saí de lá mui novinho
Com tabuleta ao focinho
E a marca já descascada
Ponta da cola aparada
Sinal de laço ao machinho
Por estes campos afora
Deste Rio Grande infinito
De pago em pago ao tranquito
Repontando o meu destino
Do campo grosso pro fino
Fui me criando solito
Angico, Mariano Pinto
Picada onde me criei
Por tudo ali eu andei
Bebendo e jogando a tava
Bem montado sempre andava
Corri carreira e dancei
Cruzei picadas escuras
Prum baile ou jogo de prenda
Derrubei porta de venda
Pra tomá um trago de canha
E esporeei boi na picanha
Em tudo que foi fazenda
O que viesse eu topava
Serviço, festa ou peleia
Cortei muita cara feia
De indiozito retovado
E amancei muito aporreado
Com pé-de-amigo e maneia
Um dia me deu saudades
E eu fui rever o meu pago
Sentir da china o afago
E o vento frio do pampeiro
No coração caborteiro
Do meu peito de índio vago
O tempo passou, lá se foi
E eu não queria que fosse
Tudo pra mim terminou-se
Nem eu sou mais o que era
A estância virou tapera
E o que era xucro amansou-se
E hoje só o que me resta
É o pingo, o laço e o pala
Pistola, só com uma bala
E a estrada pra bater casco
No cano da bota um frasco
E um fiambrezito na mala!”
Pensando muito nas coisas.
Que foram, que são e nas que serão.
Até.
Só um pouquinho…
Pronto. Música.
”Deixei a velha querência
Saí de lá mui novinho
Com tabuleta ao focinho
E a marca já descascada
Ponta da cola aparada
Sinal de laço ao machinho
Por estes campos afora
Deste Rio Grande infinito
De pago em pago ao tranquito
Repontando o meu destino
Do campo grosso pro fino
Fui me criando solito
Angico, Mariano Pinto
Picada onde me criei
Por tudo ali eu andei
Bebendo e jogando a tava
Bem montado sempre andava
Corri carreira e dancei
Cruzei picadas escuras
Prum baile ou jogo de prenda
Derrubei porta de venda
Pra tomá um trago de canha
E esporeei boi na picanha
Em tudo que foi fazenda
O que viesse eu topava
Serviço, festa ou peleia
Cortei muita cara feia
De indiozito retovado
E amancei muito aporreado
Com pé-de-amigo e maneia
Um dia me deu saudades
E eu fui rever o meu pago
Sentir da china o afago
E o vento frio do pampeiro
No coração caborteiro
Do meu peito de índio vago
O tempo passou, lá se foi
E eu não queria que fosse
Tudo pra mim terminou-se
Nem eu sou mais o que era
A estância virou tapera
E o que era xucro amansou-se
E hoje só o que me resta
É o pingo, o laço e o pala
Pistola, só com uma bala
E a estrada pra bater casco
No cano da bota um frasco
E um fiambrezito na mala!”
Pensando muito nas coisas.
Que foram, que são e nas que serão.
Até.
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