Deputados aprovam projeto de lei antifumo em SP
O Plenário da Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou, nesta noite, por 69 votos a 18, o Projeto de Lei 577/2008, de autoria do governador José Serra, que proíbe o fumo em locais fechados no Estado, como bares e restaurantes.
Leia mais aqui.
Crônicas e depoimentos sobre a vida em geral. Antes o exílio; depois, a espera. Agora, o encantamento. A vida, afinal de contas, não é muito mais do que estórias para contar.
quarta-feira, abril 08, 2009
terça-feira, abril 07, 2009
L'Aquila
Não conheço L'Aquila, a cidade onde foi o epicentro do terremoto que atingiu a Itália nesse começo de semana, apesar de ter estado lá por duas vezes. Nunca pudemos visitar a cidade.
Não que a cidade tenha sido objetivo de viagem, mas em duas viagens serviu como ponto de passagem em direção ao nosso destino, ao norte ou ao sul. E nas duas tentativas de visitá-la, não conseguimo fazê-lo.
A primeira vez, em dezembro de 2000, nos estertores do século XX, fomos à Europa para passar o "Natal na Neve". Com esse objetivo, escolhemos Rasun di Sopra (Oberassen) - Alpes italianos, próxima à fronteira com a Áustria - como destino para a noite de Natal e Paris para passar a virada do século. Chegamos por Roma, onde ficamos quatro dias, e saímos de carro (Renault Laguna, leasing) para passear pela Itália até chegar nos alpes, alguns dias depois. Logo após o Natal, continuaríamos de carro até Paris.
A idéia era ir uma semana antes do natal, fazer um passeio rápido e chegar em Oberassen na antevéspera de natal. Ao pesquisar as passagens, descobrimos que - em virtude da alta temporada - se fôssemos alguns dias antes pagaríamos muito menos pelas mesmas (algo em torno de quinhentos dólares a menos, na época). Decidimos ir antes, claro.
Saímos do Brasil no dia 08 de dezembro de 2000.
Chegamos em Roma, ficamos quatro dias, e pegamos o carro.
Nossa primeira parada foi em Sorrento, Costiera Amalfitana, seguido de Positano (onde nos hospedamos, hotel legal com preço promocional de baixa temporada) e Amalfi, onde jantamos num restaurante aos pés da Catedral de San Andrea, um ótimo spaguetti a frutti di mare. O dia seguinte foi em Amalfi pela manhã e um longo caminho em direção ao centro da Itália.
Abruzzo, região cuja capital é L'Aquila, tem um grande parque nacional, o qual atravessamos de carro. A noite, em dezembro, inverno, começava pelas 16h, e foi por essa hora que passamos atravessamos a 'passagem do diabo'. Chegamos em L'Aquila noite fechada, cidade lotada, feira de Natal, único hotel com vagas com estacionamento pago a duas quadras do hotel, as malas deveria ficar no carro e a chave com um sujeito com um jeito não muito confiável (não era do hotel).
Confesso que levei medo.
Decidimos seguir adiante e L'Aquila ficou para trás.
Começou aí a fama de difícil dessa cidade.
A segunda "tentativa" de ficar lá foi em 2005, quando íamos na direção oposta, saídos de Milão e rumando ao sul, para a Sicília, nosso objetivo de viagem. Novamente chegamos em L'Aquila em uma noite de outubro. Foi entrar na cidade e começar a chover torrencialmente a ponto de desistirmos de tentar ficar num hotel na cidade e acabarmo num hotel junto a um posto de gasolina na saída da cidade, o que reforçou a idéia de que L'Aquila não nos queria por lá...
Lamento muito o ocorrido, as mortes, a destruição do patrimônio histórico, tudo.
Mas lamento mais ainda que até hoje não tenha conseguido visitar L'Aquila.
Até.
Não que a cidade tenha sido objetivo de viagem, mas em duas viagens serviu como ponto de passagem em direção ao nosso destino, ao norte ou ao sul. E nas duas tentativas de visitá-la, não conseguimo fazê-lo.
A primeira vez, em dezembro de 2000, nos estertores do século XX, fomos à Europa para passar o "Natal na Neve". Com esse objetivo, escolhemos Rasun di Sopra (Oberassen) - Alpes italianos, próxima à fronteira com a Áustria - como destino para a noite de Natal e Paris para passar a virada do século. Chegamos por Roma, onde ficamos quatro dias, e saímos de carro (Renault Laguna, leasing) para passear pela Itália até chegar nos alpes, alguns dias depois. Logo após o Natal, continuaríamos de carro até Paris.
A idéia era ir uma semana antes do natal, fazer um passeio rápido e chegar em Oberassen na antevéspera de natal. Ao pesquisar as passagens, descobrimos que - em virtude da alta temporada - se fôssemos alguns dias antes pagaríamos muito menos pelas mesmas (algo em torno de quinhentos dólares a menos, na época). Decidimos ir antes, claro.
Saímos do Brasil no dia 08 de dezembro de 2000.
Chegamos em Roma, ficamos quatro dias, e pegamos o carro.
Nossa primeira parada foi em Sorrento, Costiera Amalfitana, seguido de Positano (onde nos hospedamos, hotel legal com preço promocional de baixa temporada) e Amalfi, onde jantamos num restaurante aos pés da Catedral de San Andrea, um ótimo spaguetti a frutti di mare. O dia seguinte foi em Amalfi pela manhã e um longo caminho em direção ao centro da Itália.
Abruzzo, região cuja capital é L'Aquila, tem um grande parque nacional, o qual atravessamos de carro. A noite, em dezembro, inverno, começava pelas 16h, e foi por essa hora que passamos atravessamos a 'passagem do diabo'. Chegamos em L'Aquila noite fechada, cidade lotada, feira de Natal, único hotel com vagas com estacionamento pago a duas quadras do hotel, as malas deveria ficar no carro e a chave com um sujeito com um jeito não muito confiável (não era do hotel).
Confesso que levei medo.
Decidimos seguir adiante e L'Aquila ficou para trás.
Começou aí a fama de difícil dessa cidade.
A segunda "tentativa" de ficar lá foi em 2005, quando íamos na direção oposta, saídos de Milão e rumando ao sul, para a Sicília, nosso objetivo de viagem. Novamente chegamos em L'Aquila em uma noite de outubro. Foi entrar na cidade e começar a chover torrencialmente a ponto de desistirmos de tentar ficar num hotel na cidade e acabarmo num hotel junto a um posto de gasolina na saída da cidade, o que reforçou a idéia de que L'Aquila não nos queria por lá...
Lamento muito o ocorrido, as mortes, a destruição do patrimônio histórico, tudo.
Mas lamento mais ainda que até hoje não tenha conseguido visitar L'Aquila.
Até.
segunda-feira, abril 06, 2009
Segunda-feira
Há um tempo atrás, decidi que nas segundas-feiras escreveria sobre futebol. Claro que nem sempre consigo (ou tenho paciência ou vontade). Hoje seria um dia perfeito para fazer isso, afinal de contas o final de semana foi colorado. Sábado, a festa do centenário do Internacional e, ontem o GRENAL vencido pelo Inter, de virada.
Mas não é disso que quero falar.
Nem tocar flauta no co-irmão em crise, tendo recém demitido o seu treinador, Celso Roth.
Até porque o ex-treinador gremista é o menor dos culpados pelos problemas gremistas. Sistematicamente, desde mil novecentos e noventa sete - por aí - direções incompetentes (algumas mal-intencionadas) vem fazendo o Grêmio se afundar mais e mais, e ninguém diz isso alto e em bom som.
Da mesma forma deveríamos acabar com essa farsa de que a "voz do povo é a voz de deus": não se pode ouvir a opinião de torcedor, porque torcedor torce, não entende nada de futebol.
Mas pior que torcedor que acha que entende de futebol são aqueles idiotas que vão nos sites de notícias esportivas comentar notícias sobre o time adversário. Aliás, mais sem ter o que fazer do quem escreve um blog só mesmo que comenta notícias do time adversário.
Em breve, numa segunda-feira qualquer: 'porque a imprensa esportiva age como uma tia velha fofoqueira'; e 'mitos a serem derrubados: porque, apesar da grande torcida, o Corinthians não passa de um clube médio, medíocre, ainda a procura de glória`.
Até.
Mas não é disso que quero falar.
Nem tocar flauta no co-irmão em crise, tendo recém demitido o seu treinador, Celso Roth.
Até porque o ex-treinador gremista é o menor dos culpados pelos problemas gremistas. Sistematicamente, desde mil novecentos e noventa sete - por aí - direções incompetentes (algumas mal-intencionadas) vem fazendo o Grêmio se afundar mais e mais, e ninguém diz isso alto e em bom som.
Da mesma forma deveríamos acabar com essa farsa de que a "voz do povo é a voz de deus": não se pode ouvir a opinião de torcedor, porque torcedor torce, não entende nada de futebol.
Mas pior que torcedor que acha que entende de futebol são aqueles idiotas que vão nos sites de notícias esportivas comentar notícias sobre o time adversário. Aliás, mais sem ter o que fazer do quem escreve um blog só mesmo que comenta notícias do time adversário.
Em breve, numa segunda-feira qualquer: 'porque a imprensa esportiva age como uma tia velha fofoqueira'; e 'mitos a serem derrubados: porque, apesar da grande torcida, o Corinthians não passa de um clube médio, medíocre, ainda a procura de glória`.
Até.
domingo, abril 05, 2009
A Sopa 08/35
Vem
anda comigo
pelo planeta
vamos sumir!
Vem
nada nos prende
ombro no ombro
vamos sumir!
Não importa
que Deus jogue pesadas moedas do céu
vire sacolas de lixo pelo caminho
Se na praça em Moscou
Lênin caminha e procura por ti
sob o luar do oriente
fica na tua
Não importam vitórias
grandes derrotas, bilhões de fuzis
aço e perfume dos mísseis nos teus sapatos
Os chineses e os negros
lotam navios e decoram canções
fumam haxixe na esquina
fica na tua
Vem
anda comigo
pelo planeta
vamos sumir!
Vem
nada nos prende
ombro no ombro
vamos sumir!
Não importa
que Lennon arme no inferno a polícia civil
mostre as orelhas de burro aos peruanos
Garibaldi delira
puxa no campo um provável navio
grita no mar farroupilha
fica na tua
Não importa
que os vikings queimem as fábricas do cone sul
virem barris de bebidas no Rio da Prata
M'boitatá nos espera
na encruzilhada da noite sem luz
com sua fome encantada
fica na tua
Poetas loucos de cara
Soldados loucos de cara
Malditos loucos de cara
Ah, vamos sumir!
Parceiros loucos de cara
Ciganos loucos de cara
Inquietos loucos de cara
Ah, vamos sumir!
Vem
anda comigo
pelo planeta
vamos sumir!
Vem
nada nos prende
ombro no ombro
vamos sumir!
Se um dia qualquer
tudo pulsar num imenso vazio
coisas saindo do nada
indo pro nada
se mais nada existir
mesmo o que sempre chamamos REAL
e isso pra ti for tão claro
que nem percebas
se um dia qualquer
ter lucidez for o mesmo que andar
e não notares que andas
o tempo inteiro
É sinal que valeu!
Pega carona no carro que vem
se ele não vem, não importa
fica na tua
Videntes loucos de cara
Descrentes loucos de cara
Pirados loucos de cara
Ah, vamos sumir!
Latinos, deuses, gênios, santos, podres
ateus, imundos e limpos
Moleques loucos de cara
Ah, vamos sumir!
Gigantes, tolos, monges, monstros, sábios
bardos, anjos rudes, cheios do saco
Fantasmas loucos de cara
Ah, vamos sumir!
Vem
anda comigo
pelo planeta
vamos sumir!
Vem
nada nos prende
ombro no ombro
vamos sumir!
(Loucos de Cara, Vitor Ramil)
A Sopa no Exílio hoje silencia para saudar o aniversário do seu criador.
Eu.
Até.
sábado, abril 04, 2009
sexta-feira, abril 03, 2009
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