Hoje, 31 de maio, eh o Dia Mundial Sem Tabaco.
Voces sabem, o tabaco foi levado da America para a Europa pelos conquistadores europeus. O que ninguem percebeu ainda eh que, muito mais que a maldicao de Montezuma ou a Maldicao da Mumia, a Maldicao do Tabaco eh a vinganca contra quem dizimou povos em nome da civilizacao.
Mas agora esta virando o vento. Mais e mais, a proporcao de fumantes eh maior e ainda aumenta nos paises em desenvolvimento. Lamentavel.
A mensagem de hoje eh, NAO COMECE A FUMAR!
Eh uma atitude estupida. E se voce fuma, existem metodos de fazer voce para enquanto eh tempo. Procure um especialista. E lembre-se: o "estrago" que o cigarro faz no pulmao (para falar so da minha area) NAO TEM CURA.
#
Enquanto isso na Holanda, pedofilos estao se reunindo para formar um partido politico e, entre suas propostas, estao a ideia de diminuir a "maioridade legal" para 12 anos (!) e liberar a pornografia infantil.
Morro e nao vejo tudo...
Ate.
Crônicas e depoimentos sobre a vida em geral. Antes o exílio; depois, a espera. Agora, o encantamento. A vida, afinal de contas, não é muito mais do que estórias para contar.
quarta-feira, maio 31, 2006
terça-feira, maio 30, 2006
Comentario sem acentos no meio do dia
Eu vou participar.

Nao vai dar desde agora porque estou em preparacao para mudanca de volta ao Brasil, terminando projetos, revisando outros, enfim, extremamente atarefado, sem falar na Copa do Mundo…
Em julho, quando a poeria baixar.
Mais informacoes aqui.
Nao vai dar desde agora porque estou em preparacao para mudanca de volta ao Brasil, terminando projetos, revisando outros, enfim, extremamente atarefado, sem falar na Copa do Mundo…
Em julho, quando a poeria baixar.
Mais informacoes aqui.
segunda-feira, maio 29, 2006
Segunda “selvagem”
As pessoas que usualmente dizem que odeiam segundas-feiras hoje tiveram razão para se queixar da vida, ao menos aqui em Toronto: sem aviso nenhum, os funcionários do sistema de transporte público, o TTC, entraram em greve. Assim, inesperadamente.
As estatísticas dizem que, diariamente, entre 700 e 800 mil pessoas utilizam-se dos ônibus, metrô e bondes para ir de casa ao seus compromissos diários. Imaginem só, oitocentas mil pessoas chegarem nas paradas e descobrirem que o ônibus não vai passar. Como estavam falando por tudo, é o caos.
Eu, trinta anos de praia (o que não me serve pra nada) e dois anos de Canadá (isso atualmente é útil…), sempre ligo a tevê de manhã cedo, ao acordar, para ver a previsão do tempo. Dessa forma, estava sabendo da situação quando saí de casa para ir ao hospital. Muita gente foi pega de surpresa ao tentar entrar nas estações. Acabei dividindo um táxi com mais uma pessoa e acabou não saindo tão caro (mesmo assim, MUITO mais do que eu deveria gastar para ir trabalhar.
O dia foi de menos movimento que o normal. Vários pacientes cancelaram pela dificuldade de se deslocar, afinal o trânsito estava insuportável.
A volta para casa teve que ser de táxi novamente porque, ao contrário do previsto, ainda não haviam retornado ao trabalho.
Essa a única desvantagem de não morar em Downtown. Mesmo assim, não troco.
#
Quanto ao que escrevi ontem, várias pessoas interpretaram de várias formas diferentes. Achei que deveria esclarecer que estava falando de mim, e ninguém mais. Não era recado, nem provocação, nem nada. Por mais que possa ter parecido.
Até.
As estatísticas dizem que, diariamente, entre 700 e 800 mil pessoas utilizam-se dos ônibus, metrô e bondes para ir de casa ao seus compromissos diários. Imaginem só, oitocentas mil pessoas chegarem nas paradas e descobrirem que o ônibus não vai passar. Como estavam falando por tudo, é o caos.
Eu, trinta anos de praia (o que não me serve pra nada) e dois anos de Canadá (isso atualmente é útil…), sempre ligo a tevê de manhã cedo, ao acordar, para ver a previsão do tempo. Dessa forma, estava sabendo da situação quando saí de casa para ir ao hospital. Muita gente foi pega de surpresa ao tentar entrar nas estações. Acabei dividindo um táxi com mais uma pessoa e acabou não saindo tão caro (mesmo assim, MUITO mais do que eu deveria gastar para ir trabalhar.
O dia foi de menos movimento que o normal. Vários pacientes cancelaram pela dificuldade de se deslocar, afinal o trânsito estava insuportável.
A volta para casa teve que ser de táxi novamente porque, ao contrário do previsto, ainda não haviam retornado ao trabalho.
Essa a única desvantagem de não morar em Downtown. Mesmo assim, não troco.
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Quanto ao que escrevi ontem, várias pessoas interpretaram de várias formas diferentes. Achei que deveria esclarecer que estava falando de mim, e ninguém mais. Não era recado, nem provocação, nem nada. Por mais que possa ter parecido.
Até.
domingo, maio 28, 2006
A Sopa 05/45
Conversavam duas pessoas sobre mim.
O assunto não era leve, contudo. Falavam sobre um desentendimento que havia acontecido, um mal-entendido que havia motivado um estranhamento entre dois amigos, uma palavra mal posta que não foi entendida como deveria, e talicoisa. Uma coisa leva à outra e havia surgido um silêncio que estava num local onde não deveria estar.
Comentavam elas que, apesar das minhas tentativas de esclarecer a situação, o silêncio continuava. Uma das interlocutoras perguntou se não havia o risco de as coisas “estragarem” de vez, da amizade ficar comprometida definitivamente. Que surgisse uma mágoa grande demais para ser superada. A outra, que me conhece muito bem, foi definitiva: “O Marcelo não guarda mágoas”.
A história é verdadeira, assim como a afirmação a meu respeito.
Tudo tem conserto na vida, nada é definitivo. A única exceção é a morte, o fim de tudo. Antes disso, e para todo o resto, há um jeito de se resolver, um solução, uma saída. E não só isso, não há nada na vida que justifique guardar mágoa, alimentar rancor. Passei dessa fase.
Houve um tempo, e acontece com muita gente, provavelmente com todos nós em algum momento de nossas vidas, em que eu entrava naquilo que defini como ‘Espiral Esquizofrênica’ (EE). A EE é aquela situação em que acontece alguma coisa que nos desagrada, nos deixa chateados, mas não falamos com ninguém, guardamos para nós, e então a situação, que talvez até nem fosse tão grave assim, ganha proporções gigantescas, passamos a revirar o nosso passado em busca de situações que justifiquem nosso mal-estar, vamos alimentando a mágoa e, no final, talvez nem saibamos mais o que motivou tudo, mas estamos tão ressentidos que nem enxergamos direito o que aconteceu. Essas espirais acontecem até que decidimos quebrar o ‘ciclo esquizofrênico’.
Uma das formas de fazer isso é conversando. Colocar em pratos limpos, lavar a roupa suja. Dizer o que incomoda, o que nos desagrada. Adquirindo o hábito de não guardar para nós as coisas que nos ferem, ficamos mais leves. É um processo natural. Até o dia em que percebemos que simplesmente não vale à pena gastar tanta energia com sentimentos negativos. Sei lá, isso dá câncer.
Tudo fica mais leve, então. Não há razão para brigar, não há tempo para isso. A vida é muito curta. Aliás, quem falou algo assim? Quem mesmo?
Ah, só podia ser…
We Can Work It Out
Try to see it my way,
Do I have to keep on talking till I can't go on?
While you see it your way,
Run the risk of knowing that our love may soon be gone.
We can work it out,
We can work it out.
Think of what you're saying.
You can get it wrong and still you think that it's alright.
Think of what I'm saying,
We can work it out and get it straight, or say good night.
We can work it out,
We can work it out.
Life is very short, and there's no time
For fussing and fighting, my friend.
I have always thought that it's a crime,
So I will ask you once again.
Try to see it my way,
Only time will tell if I am right or I am wrong.
While you see it your way
There's a chance that we may fall apart before too long.
We can work it out,
We can work it out.
Life is very short, and there's no time
For fussing and fighting, my friend.
I have always thought that it's a crime,
So I will ask you once again.
Try to see it my way,
Only time will tell if I am right or I am wrong.
While you see it your way
There's a chance that we may fall apart before too long.
We can work it out,
We can work it out.
Até.
O assunto não era leve, contudo. Falavam sobre um desentendimento que havia acontecido, um mal-entendido que havia motivado um estranhamento entre dois amigos, uma palavra mal posta que não foi entendida como deveria, e talicoisa. Uma coisa leva à outra e havia surgido um silêncio que estava num local onde não deveria estar.
Comentavam elas que, apesar das minhas tentativas de esclarecer a situação, o silêncio continuava. Uma das interlocutoras perguntou se não havia o risco de as coisas “estragarem” de vez, da amizade ficar comprometida definitivamente. Que surgisse uma mágoa grande demais para ser superada. A outra, que me conhece muito bem, foi definitiva: “O Marcelo não guarda mágoas”.
A história é verdadeira, assim como a afirmação a meu respeito.
Tudo tem conserto na vida, nada é definitivo. A única exceção é a morte, o fim de tudo. Antes disso, e para todo o resto, há um jeito de se resolver, um solução, uma saída. E não só isso, não há nada na vida que justifique guardar mágoa, alimentar rancor. Passei dessa fase.
Houve um tempo, e acontece com muita gente, provavelmente com todos nós em algum momento de nossas vidas, em que eu entrava naquilo que defini como ‘Espiral Esquizofrênica’ (EE). A EE é aquela situação em que acontece alguma coisa que nos desagrada, nos deixa chateados, mas não falamos com ninguém, guardamos para nós, e então a situação, que talvez até nem fosse tão grave assim, ganha proporções gigantescas, passamos a revirar o nosso passado em busca de situações que justifiquem nosso mal-estar, vamos alimentando a mágoa e, no final, talvez nem saibamos mais o que motivou tudo, mas estamos tão ressentidos que nem enxergamos direito o que aconteceu. Essas espirais acontecem até que decidimos quebrar o ‘ciclo esquizofrênico’.
Uma das formas de fazer isso é conversando. Colocar em pratos limpos, lavar a roupa suja. Dizer o que incomoda, o que nos desagrada. Adquirindo o hábito de não guardar para nós as coisas que nos ferem, ficamos mais leves. É um processo natural. Até o dia em que percebemos que simplesmente não vale à pena gastar tanta energia com sentimentos negativos. Sei lá, isso dá câncer.
Tudo fica mais leve, então. Não há razão para brigar, não há tempo para isso. A vida é muito curta. Aliás, quem falou algo assim? Quem mesmo?
Ah, só podia ser…
We Can Work It Out
Try to see it my way,
Do I have to keep on talking till I can't go on?
While you see it your way,
Run the risk of knowing that our love may soon be gone.
We can work it out,
We can work it out.
Think of what you're saying.
You can get it wrong and still you think that it's alright.
Think of what I'm saying,
We can work it out and get it straight, or say good night.
We can work it out,
We can work it out.
Life is very short, and there's no time
For fussing and fighting, my friend.
I have always thought that it's a crime,
So I will ask you once again.
Try to see it my way,
Only time will tell if I am right or I am wrong.
While you see it your way
There's a chance that we may fall apart before too long.
We can work it out,
We can work it out.
Life is very short, and there's no time
For fussing and fighting, my friend.
I have always thought that it's a crime,
So I will ask you once again.
Try to see it my way,
Only time will tell if I am right or I am wrong.
While you see it your way
There's a chance that we may fall apart before too long.
We can work it out,
We can work it out.
Até.
sábado, maio 27, 2006
sexta-feira, maio 26, 2006
Cinco
Minhas últimas cinco semanas no Canadá.
O tempo voa, mas vou fazendo as coisas uma de cada vez, na boa, como deve ser, tentando controlar a ansiedade de voltar para casa e partir para uma nova fase de vida. Começar de novo.
Bom, minha sexta-feira, a primeira sozinho desde a Páscoa. Um mês e dez dias com visitas, família, e depois congresso. É quase estranho estar sozinho de novo.
Saí do hospital, fui ao supermercado, depois levar umas camisas para a lavanderia, até a academia para avisar que não vou renovar por mais um ano (seria complicado vir comparecer depois de julho e, se nem estando a duas quadras da academia eu tenho ido…). Depois disso, vim para casa.
Sozinho. Mais cinco semanas.
Sirvo um uísque, ligo a televisão.
Até.
O tempo voa, mas vou fazendo as coisas uma de cada vez, na boa, como deve ser, tentando controlar a ansiedade de voltar para casa e partir para uma nova fase de vida. Começar de novo.
Bom, minha sexta-feira, a primeira sozinho desde a Páscoa. Um mês e dez dias com visitas, família, e depois congresso. É quase estranho estar sozinho de novo.
Saí do hospital, fui ao supermercado, depois levar umas camisas para a lavanderia, até a academia para avisar que não vou renovar por mais um ano (seria complicado vir comparecer depois de julho e, se nem estando a duas quadras da academia eu tenho ido…). Depois disso, vim para casa.
Sozinho. Mais cinco semanas.
Sirvo um uísque, ligo a televisão.
Até.
quinta-feira, maio 25, 2006
De volta
Depois de mais de onze horas de trânsito entre chegar no aeroporto de San Diego e pegar o táxi para vir até em casa, finalmente cheguei. Passavam quinze minutos da meia noite, quarta para quinta-feira. Organizei as coisas, tomei um banho, e me preparei para dormir. Apaguei a luz por volta da 1 AM.
Quando passavam quarenta minutos das duas horas, e eu continuava ali, impassível, pensamento voando entre o presente e o futuro – eventualmente até traços de passado apareciam – totalmente insone. Percebi que o dia seria longo…
Estava no fuso horário da Califórnia.
Dormi, acordei no horário e fui para hospital, na esperança que o dia fosse bem tranquilo, afinal todos estávamos voltando de congresso. Ledo engano.
Havia pacientes o dia todo e, pior, os residentes não apareceram.
Resultado: muito café e muito trabalho.
Foi bom, foi bom.
Até.
Quando passavam quarenta minutos das duas horas, e eu continuava ali, impassível, pensamento voando entre o presente e o futuro – eventualmente até traços de passado apareciam – totalmente insone. Percebi que o dia seria longo…
Estava no fuso horário da Califórnia.
Dormi, acordei no horário e fui para hospital, na esperança que o dia fosse bem tranquilo, afinal todos estávamos voltando de congresso. Ledo engano.
Havia pacientes o dia todo e, pior, os residentes não apareceram.
Resultado: muito café e muito trabalho.
Foi bom, foi bom.
Até.
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