Terça-feira.
Essa é uma Sopa inédita. Nunca na história desse blog eu publiquei uma Sopa em um terça-feira. Há mais de vinte anos, quando ela iniciou, primeiro em segundas-feiras e depois em seu dia habitual, domingo. Nunca em uma terça-feira. Qual o significado isso?
Nenhum.
Posso dizer que me atrapalhei no domingo, após pedalar de manhã, depois fazer o almoço de família que teve como convidada minha mãe, e uma tarde sonolenta, passou o domingo. E a segunda, da mesma forma, passou correndo entre trabalho e aula de música e ensaio à noite. Aconteceu.
Também não houve uma urgência literária, modo de dizer, algo que se impusesse como assunto a ser discutido e pensado nessas minhas crônicas que já foram diárias e que agora tem tido fluxo e frequência variáveis. Ficou tudo, A Sopa, quero dizer, para uma terça-feira em que os primeiros pacientes da manhã de consultório desmarcaram.
Estive, entretanto, por esses dias com minhas atenções voltadas para a vida digital e seus potenciais problemas. Tive minha conta da Microsoft.com invadida e meu One Drive sequestrado por um usuário com e-mail de origem russa (.ru). Apesar de todas as minhas tentativas de recuperação com a própria Microsoft, não consegui. E dou como perdidos os meus arquivos de backup que estavam contidos nesse drive.
Sim, perdi acesso ao meu drive de backup, com fotos, documentos, entre outros. Fiz boletim de ocorrência na polícia tentar me proteger de um eventual uso de informações contidas nesses documentos e bola para a frente. Eu tinha outro(s) backup(s) de tudo – e até bem mais atualizados – em outra(s) nuvem. Troquei minhas senhas, configurei os acessos aos sites em duas etapas, bloquei meu cartão de crédito.
Como eu disse, bola para frente.
O chato disso é que tirou o meu foco de projetos que eu gostaria de ter tocado desde a semana passada, e que vou tentar dar continuidade essa semana. Como escrever essa Sopa, por exemplo.
Até.