domingo, setembro 17, 2006

A Sopa 06/09

Domingo à noite.

Final de semana agitado, de múltiplos compromissos. De trabalho e sociais. Chego a essa hora do dia e ainda tenho atividades a cumprir, desde escrever essa sopa de todos os domingos até terminar uns projetos para entregar amanhã. Não me queixo, contudo.

Assim como tenho essas atividades todas a cumprir até o final desse domingo que caminha para seus estertores, assuntos exigem de mim reflexão e silêncio. Com esses, lamentavelmente, tenho estado em débito, envolto que estou num turbilhão de atividades que mostram-se mais urgentes na lista de prioridades com que organizo-me mentalmente. Não sem culpa, ficam para depois, afinal o dia só tem vinte e quatro horas e – não mais morando sozinho – retomo ao meu antigo ritmo de sono de antes.

Aliás, acho que não tem a ver com estar morando sozinho ou não: acredito que haja uma relação direta com o colchão em que voltei a dormir. Não quero compará-lo com o que eu dormia em Toronto, afinal de contas não existe o menor termo de comparação… eu já havia me dado conta, há um bom tempo, que eu só percbia como era ruim dormir no sofá-cama em que eu dormia nas vezes em que dormia numa cama de verdade. Aconteceu cada vez que voltei para casa durante o tempo de exílio e também quando eu ficava em algum hotel. A diferença era tanta que eu ficava sinceramente admirado. Ainda assim, gostava de lá, da rotina de morar sozinho. Foi uma experiência boa, apesar de eu ter sempre tido em mente que, sei lá, se eu tivesse um infarto enquanto dormia, eu morreria lá e só me descobririam morto alguns dias depois quando o cheiro do meu cadáver se tornasse insuportável…

Tergiverso, tergiverso.

Pretendia falar sobre a estupidez do voto nulo, ou de por que acho que o Lula não deveria ser reeleito, ou ainda de que a solução para o Brasil é um pouco de intolerância, mas é domingo de noite e ainda tenho muito o que fazer, além do fato que preciso de mais tempo para refletir sobre esses assuntos e idéias.

Fica para outro dia.

Até.

2 comentários:

Andrea disse...

Interessante como esses pensamentos melancólicos tornam-se hilários quando se percebe que não é o único que pensa essas besteiras!
Take Care!

Monique disse...

Que coisa melacólica...Será que eu ia sentir o cheiro 2 quarteirões adiante?