terça-feira, fevereiro 17, 2009

Exercício e Filosofia

Estou mais uma vez lutando para vencer o sedentarismo.

Após quase um ano inteiro afastado das atividades físicas, por conta de um problema na coluna cervical que me causou dores memoráveis e a sensação de ter envelhecido vinte anos em poucos meses, agora tento retomar a prática de exercícios regulares. Com cuidado e parcimônia, começo a tentar melhorar o meu condicionamento aeróbico, que anda igual a um senhor de mais ou menos uns setenta anos (sem exageros, claro...).

Tudo isso tem a ver com um cuidado maior com minha saúde que estou me impondo por conta do nascimento da Marina. Sabe como é, não posso deixar minha filha órfã de pai, ou sendo obrigada a – em poucos anos – tomar conta de um sequelado. Confesso, então, que minha motivação é o medo: de não estar presente, de não poder cuidar. A vida muda muito com o nascimento de um filho, não?

Como já não sou mais criança, antes de começar qualquer atividade física que eu pudesse planejar, eu fui consultar um cardiologista. Que agora é o meu médico ou – como ele mesmo me disse – um orientador de saúde, já que não tenho nenhuma doença a ser tratada, tudo será – ao menos por enquanto – prevenção.

E a atividade física se enquadra aí, como parte de hábitos de vida saudáveis.

Após os exames de laboratório e o teste de esforço, me liberou para a prática de esportes, com uma recomendação: em virtude do problema do ano passado e do longo tempo sem me exercitar, deveria começar de leve, bem devagar. E, semana passada, comecei com caminhadas alternadas com a bicicleta ergométrica.

Hoje à tarde, com poucos pacientes no consultório (o verão é de vacas magras para pneumologistas), saí mais cedo e, antes de ir buscar a Marina na escola, fui ao parque para caminhar. Tênis adequado, boné, óculos escuros e o iPod, meu velho companheiro de caminhadas e corridas, que estava meio no ostracismo. Ao invés do ouvir música, fui ouvindo podcasts, da Nature, da American Cientific e de filosofia.

Caminhei ouvindo Schopenhauer em “O Vazio da Existência”.

Duplo exercício, duplo exercício.

Até.

Um comentário:

Rafael Reinehr disse...

Salve amigo! Por aqui, comprei uma magrela e estou pedalando com freqüência (http://reinehr.org/ecologia/bicicletas-ciclismo-e-aventura/18-dias-de-pedalada). Além disso, jogo tênis 1 a 2x/semana e agora vem o Estadual de Tênis, aí os jogos ficam mais intensos (até 4 em 2 dias). Que coisa boa, que sensação agradável se exercitar...

Ah, estou saindo da UNIMED para cuidar mais de mim, da minha esposa e dos cãezinhos... E também preparar o terreno para nosso filho que deverá vir até o ano que vem...