Eu tenho planos para dois mil e vinte e seis.
Todos temos, sempre, planos, nem que sejam apenas sobreviver ao dia, ao mês e, por fim, ao ano. Tenho o privilégio de poder ter alguns (bem) mais ambiciosos que isso, apesar de que sobreviver seja o mais básico de todos. Com esse pensamento, tenho evitado atitudes e ações que coloquem em risco esse objetivo.
Não salto de paraquedas, faço atividade física, não brigo no trânsito, não bebo e dirijo, não cometo crimes de nenhuma espécie, não apoio nenhum tipo de ditadura, respeito as opiniões dos outros mesmo que não concorde com elas, tenho dúvidas sobre muitos assuntos e mantenho algumas opiniões apenas para mim porque o mundo já tem pessoas demais com certezas demais e com necessidade de gritá-las por aí. Acho que cada um deve ter o direito de ser e viver do jeito que quiser, e não é minha função julgar a correção disso ou não.
Após fazer a minha parte para me manter vivo e bem, como eu disse, tenho o privilégio de poder almejar mais, fazer planos. Posso ter objetivos, estabelecer metas, e assim faço.
Quero estar ainda mais com as pessoas nesse e nos próximos anos. Quero criar histórias, viver momentos que serão contados depois, histórias que escreveremos.
Quero estar presente quando precisarem de mim e ainda mais quando não precisarem, quando pudermos estar juntos apenas por estar, pela companhia, pelo silêncio (ou não), pela paz.
Quero, no fundo, ampliar minha zona de conforto...
Até.