A partir do momento em que a Marina ganhou seu primeiro celular, após vencermos uma resistência dela mesmo, e tínhamos como nos comunicar com ela quando necessário enquanto estivesse fora de casa, longe de nós, descobri, ou me indicaram um aplicativo que mostrava sua (dela, da Jacque e minha) localização em tempo real. Foi um achado, confesso, para aumentar a sensação de segurança, ao sabermos onde andava. Após um tempo, incluímos minha mãe no círculo ‘Família’ de Life360, o aplicativo.
Da mesma forma, quando ela passou a circular de Uber pela cidade, vinculamos a conta dela à uma conta família, que mostra em tempo real a viagem que ela está fazendo. Mais uma forma de aumentarmos essa sensação de segurança, dela e nossa. Tem funcionado bem.
Esses dias, contudo, surgiu em casa a dúvida de que se manteríamos o Life360 ativo quando ela terminasse o ensino médio, após completar dezoito anos. Eu disse que não via problemas em continuar.
Fui chamado de superprotetor, de exagerado.
Honestamente, não vejo problemas e nem exagero em sabermos nós – enquanto família – a localização uns dos outros. Ainda acho uma forma de nos sentirmos mais seguros. Brinquei que quem não deve, não teme.
É óbvio que não é isso o que vai impedir nenhum tipo de atitude ou comportamento seja lá qual for, e que sei que nunca antes na história do mundo houve a possibilidade desse tipo de, digamos, monitoramento. É ruim? Como tudo na vida, sim e não. Depende de como se usa a ferramenta.
E você, o que você pensa disso?