Um dito comum sobre inteligência emocional e desenvolvimento pessoal é o que diz que ‘a vida é 10% o que nos acontece e 90% como reagimos ao que nos acontece’. Encontramos essa afirmação entre os estoicos, ‘não é o que acontece com você o que importa, mas sim a forma como você escolhe reagir’.
Foi Epicteto quem cunhou o conceito de que o mundo, tudo, se divide em duas categorias, o que depende de nós e o que não depende de nós. Devemos focar nossos esforços na primeira categoria, porque tentar controlar o que não tem controle gera angústia e frustração. Simples, em tese.
Fácil falar, nem tanto praticar.
Essa é uma das questões com as quais tenho lidado ultimamente, um balanço entre fazer o que precisa ser feito com relação ao que depende de meus esforços e lidar com o que está fora do meu controle. É o que há para fazer, para todos, mas com frequência isso é, digamos assim, um saco. Cansativo, na verdade. Gostaríamos todos, imagino, de um período de calmaria, com tudo funcionando a contento, e que pudéssemos nos dedicar apenas ao que é importante para nós, sem contratempos ou obstáculos.
Ou sem ficarmos incomodados quando ‘dificuldades’ (que, sim, sabemos que acabarão sendo resolvidas) surgem para tirar nosso foco do que realmente importa.
Até.