segunda-feira, maio 26, 2014

A Vida

Ah, a vida...

Tem sido - como sempre, queixa frequente - corrida, com as tarefas, prazos e obrigações se avolumando de forma que sempre há a sensação de que falta algo a ser feito ou de que não há tempo suficiente para tudo, trabalho, família, vida pessoal. Não é verdade, claro, as coisas se ajeitam sempre, tudo vai sendo realizado na medida exata de sua necessidade, e seguimos.

Passei por uns dias complicados, muito mais por ansiedade - de novo no corner me esquivando de um inimigo imaginário, na já conhecida metáfora da vida como uma luta de boxe - do que por qualquer outra coisa, mas que dessa vez atrapalhou o meu sono. Nunca havia acontecido antes, me orgulhava de que, seja qual fosse a situação e o lugar, eu dormia muito bem. Passei a dormir tarde e acordar muito mais cedo do que seria necessário, e a sentir os efeitos das poucas horas de sono no resto do meu dia.

Revisei minha rotina, pensei no que poderia atrapalhar meu sono, e decidi tirar o tablet do quarto. Havia pego o (péssimo) hábito de ficar lendo no iPad, na cama, antes de dormir.

Faz uma semana hoje. Voltei a dormir melhor.

O iPad ainda passa um pouco pelo quarto, à noite: é quando a Marina e eu ouvimos música na hora dela dormir. É o nosso ritual quase que diário. Leio um pouco para ela, estamos lendo por esses dias as "Reinações de Narizinho", do Monteiro Lobato. Após a leitura, hora da música.

Começou com a Jacque, há alguns meses, que apresentou para a Marina algumas músicas dos Beatles em ritmo de lullaby. Logo depois, já comigo, instituímos a "Hora Beatle", em que eu apresentava a ela alguns vídeos com as versões originais. Rapidamente, ela pedia as músicas do que queria ouvir. Strawberry Fields Forever, uma das preferidas, entre outras. Até aprendeu a cantar...

Depois, apresentei as músicas do Vitor Ramil para ela, que tem em 'Estrela, Estrela' uma de suas preferidas para a hora de dormir.

É o momento em que - alheio ao mundo lá fora - exercito o meu mais importante papel: o de pai.

Não há nada melhor que isso.

Até.

terça-feira, março 25, 2014

Continuo sem saber muita coisa

Tempos estranhos, esses.

Já devo ter começado mais de um texto/crônica dessa forma no passado. Quero dizer que ainda me admiro com o mundo, com as coisas (apesar de que "os que se julgam espertos acham que a admiração é um alarmante sintoma de ignorância, e por isso afirmam que só os tolos se admiram..."). Tento - e nem sempre consigo, óbvio - ver o mundo com algum senso de perspectiva. A insignificância da praia perante a grandiosidade do oceano, mais um tema recorrente de antigos escritos.

Ando particularmente impressionado com a necessidade que todos tem de ter opinião sobre qualquer assunto, qualquer fato. Todos viraram especialistas em tudo, e fazem questão de manifestar todas as suas opiniões em público, para que todos ouçam, mesmo que não queiram ou não se interessem em ouvir. As redes sociais são um campo livre para isso, e lá vão as pessoas se posicionar sobre a Criméia, o avião que caiu no Índico, Venezuela, Petrobrás e por aí vai.

Pois é.

O prezador leitor pode perguntar se não é isso o que faço, esse texto sendo um exemplo disso.

Pois é, de novo.

Sim, até o é, mas com um atenuante: eu não estou obrigando ninguém a ler, vem até aqui quem tiver vontade, ou curiosidade. Ao abrir o seu facebook você não dará com a minha opinião em letras garrafais em sua timeline. Pode ser que não faça diferença mesmo.

Pois é, uma vez mais.

O que quero dizer é que não tenho opinião sobre tudo, e cada vez tenho menos certeza das coisas que achava que eu sabia bem. Começo a ter a impressão de que tenho pouco conhecimento (pouca informação sobre os fatos) para ter uma opinião formada. Tudo que sei é que cada vez mais nada sei.

Princípios.

Isso eu tenho.

Acho que basta.

Até.


sábado, março 08, 2014

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Ele

O silêncio, que parece ausência.

Ou omissão.

Nada disso: reflexão.

O mundo anda tão complicado. Esse é um tempo de opiniões extremadas, de violência e barbárie, e que vem de todos os lados. Os tiros vem de todos os lados.

O melhor é ficar quieto, pensar, tentar entender o que se passa com o mundo e com as pessoas.

Mas não por muito tempo, não por muito tempo.

Até.

sábado, fevereiro 01, 2014

Sábado (e é verão)



Uma foto antiga enquanto fico aqui protegido do calor extremo no ar condicionado...

Bom sábado a todos.

Até.