Excesso de futuro.
Entre as definições de ansiedade, essa é mais uma, e – provavelmente como quase todas – está, de uma forma ou outra, correta. Quando passamos muito tempo preocupados com o que vai acontecer, com a incerteza dos desfechos para o que vivemos agora, deixamos de viver o agora. O sofrimento gerado por um futuro (im)provável nos priva o presente.
Da mesma forma, diz-se que o excesso de passado, com o foco em culpas, mágoas e arrependimentos é sinal de depressão. Seria um outra forma de ‘fugir’ ou não conseguir viver o presente. Ambos seriam, então, fugas da realidade com consequências ruins para quem vive essas condições. Penso que se é para fugir da realidade, que ao menos seja divertido...
Quem me conhece um pouco (não muito) mais profundamente sabe, afinal aparentemente está ‘na cara’, que em mim o pêndulo tende para o lado do excesso de futuro, ou a preocupação com o mesmo, ansiedade. De tempos em tempos, sou ‘atacado’ por pensamentos intrusivos que, se antes não acontecia, recentemente me fizeram despertar (ainda) mais cedo do que o costume algumas vezes.
Aprendi a identificar esses episódios, a natureza irracional deles, e o antídoto a esses momentos. Torno os pensamentos racionais, até os verbalizo para que soem o que são, irreais e sem sentido. Tem funcionado, até o próximo episódio em que tenho que fazer o mesmo trabalho mental para ‘voltar aos eixos’.
E assim vamos.
Até.