quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Ainda Sobre Perdas

Ao longo da vida, inevitavelmente nos deparamos com diferentes perdas, que – independente da causa, ou do que perdemos – são dolorosas. E é parte da existência conviver e, na medida do possível, superar. A vida segue seu curso, apesar de tudo.

 

As perdas por morte daqueles que nos são queridos, por mais dolorosas que sejam, e são, entendemos como parte do jogo, sabemos que vai doer e que em algum momento vamos aprender a conviver com ela, que é e sempre foi assim. Nos recolhemos por um tempo, vivemos nosso luto (que é pessoal, em intensidade e tempo) e – não é cruel dizer – bola para frente. A memória, a lembrança, persistem, dos bons momentos. Não sei se comparável, admito, provavelmente sim, mas existe outro tipo de perda que pode ser tão intensa e dolorida quanto às que já falei. 

 

São as pessoas que saem de nossas vidas ainda em vida, as que nos, por assim dizer, abandonam.

 

Pessoas que eram próximas e que por qualquer razão deixam de ser, se afastam, a conexão acaba se perdendo, a sintonia acaba. Relacionamentos amorosos, amizades que eram fundamentais e deixam de ser. Parcerias que morrem. 

 

Triste, mas parte da vida. Fazemos luto, sofremos, e – como é de ser – em algum momento seguimos em frente, ‘tocamos o barco’. 

 

Fica a lembrança, ficam os aprendizados.


Até.