quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Escrevo, Logo Existo

Registro da memória e entendimento das coisas.

 

Depois de um ano e meio em que escrevi diariamente como método, como rotina, decidi me conceder uma folga. Em dois mil e vinte e seis escreveria menos, mais relaxado, talvez com mais tempo por não ter a ‘obrigação’ de escrever todos os dias. Poderia escrever textos mais elaborados, mais bem pensados do que o registro diário (quase) contra o relógio, no começo do dia.

 

Não deu certo.

 

Para mim, ao menos. Senti falta de fazer, do compromisso assumido comigo mesmo de manter a rotina, o hábito. Foi estranho, admito. A ideia é, não sei em qual ritmo, voltar a isso.

 

Escrever, já sabia e tive essa certeza reforçada, é uma forma de terapia para mim. Quando escrevo, verbalizo ali o que penso, o que sinto, o que espero e do que tenho medo. Registrar, colocar no papel, mesmo que virtual, as minhas ansiedades, as torna reconhecíveis, quase palpáveis e dá a devida dimensão a elas, que usualmente são menores do que parecem quando permanecem no campo do pensamento ansioso. Também para registrar o que se passa, o que acontece na (minha) vida.

 

Não só escrever tem esse feito para mim, claro. Conversar, falar sobre o que penso e sinto é – desde que consigo lembrar – uma das melhores formas de lidar com o que acontece, de reagir ao mundo e suas demandas que podem gerar angústia. Me ajudam a colocar as coisa em perspectiva, a retirar o hiperfoco em mim e olhar para o todo. 

 

Mas esse sou eu, o meu jeito. Cada um tem sua forma de lidar com as coisas, com o mundo.

 

Até.