sexta-feira, junho 27, 2014

domingo, junho 22, 2014

Diário de Viagem (2)





Estamos em Verona.

Depois de San Gimignano, fomos para Firenze, onde ficamos dois dias, tempo suficiente para visitarmos alguns dos pontos turísticos e para a Galeria degli Uffizi.


Firenze, ao fundo a Ponte Vecchio

Ontem pela manhã, saímos de Firenze, fizemos a tradicional vista à Piazza dei Miracoli, em Pisa, e seguimos em direção ao litoral da Ligúria. Em determinado momento, desliguei o GPS e segui pelo caminho que eu imaginava o mais interessante.

Foi uma subida e descida de montanha, longa estrada com curvas muito sinuosas e belas paisagens.

Chegamos em Rapallo ainda com dia claro, a tempo de circular pela orla antes de jantar num dos restaurantes com mesas na rua na avenida em frente à enseada, spaghetti a frutti di mare, música ao vivo, casais com idade média (antes de a Jacque e eu entrarmos na pista) de mais ou menos noventa anos dançando de rosto colado sucessos da música italiana e outros. Foi divertido, como sempre.

Hoje, tentativa de parar em Santa Margherita Ligure e Portofino (sem sucesso) antes de pegar a autoestrada e, em quatro horas, contando com parada para almoço, chegarmos aqui em Verona, ainda com dia claro, a Piazza Brà lotada e muita gente nas ruas no final de domingo. Confirmou minha impressão da última estada aqui (no inverno): é uma cidade com um astral bem legal.

Amanhã, Veneza.

Depois, os Alpes.

Até.


Verona, final de domingo


quinta-feira, junho 19, 2014

segunda-feira, maio 26, 2014

A Vida

Ah, a vida...

Tem sido - como sempre, queixa frequente - corrida, com as tarefas, prazos e obrigações se avolumando de forma que sempre há a sensação de que falta algo a ser feito ou de que não há tempo suficiente para tudo, trabalho, família, vida pessoal. Não é verdade, claro, as coisas se ajeitam sempre, tudo vai sendo realizado na medida exata de sua necessidade, e seguimos.

Passei por uns dias complicados, muito mais por ansiedade - de novo no corner me esquivando de um inimigo imaginário, na já conhecida metáfora da vida como uma luta de boxe - do que por qualquer outra coisa, mas que dessa vez atrapalhou o meu sono. Nunca havia acontecido antes, me orgulhava de que, seja qual fosse a situação e o lugar, eu dormia muito bem. Passei a dormir tarde e acordar muito mais cedo do que seria necessário, e a sentir os efeitos das poucas horas de sono no resto do meu dia.

Revisei minha rotina, pensei no que poderia atrapalhar meu sono, e decidi tirar o tablet do quarto. Havia pego o (péssimo) hábito de ficar lendo no iPad, na cama, antes de dormir.

Faz uma semana hoje. Voltei a dormir melhor.

O iPad ainda passa um pouco pelo quarto, à noite: é quando a Marina e eu ouvimos música na hora dela dormir. É o nosso ritual quase que diário. Leio um pouco para ela, estamos lendo por esses dias as "Reinações de Narizinho", do Monteiro Lobato. Após a leitura, hora da música.

Começou com a Jacque, há alguns meses, que apresentou para a Marina algumas músicas dos Beatles em ritmo de lullaby. Logo depois, já comigo, instituímos a "Hora Beatle", em que eu apresentava a ela alguns vídeos com as versões originais. Rapidamente, ela pedia as músicas do que queria ouvir. Strawberry Fields Forever, uma das preferidas, entre outras. Até aprendeu a cantar...

Depois, apresentei as músicas do Vitor Ramil para ela, que tem em 'Estrela, Estrela' uma de suas preferidas para a hora de dormir.

É o momento em que - alheio ao mundo lá fora - exercito o meu mais importante papel: o de pai.

Não há nada melhor que isso.

Até.

terça-feira, março 25, 2014

Continuo sem saber muita coisa

Tempos estranhos, esses.

Já devo ter começado mais de um texto/crônica dessa forma no passado. Quero dizer que ainda me admiro com o mundo, com as coisas (apesar de que "os que se julgam espertos acham que a admiração é um alarmante sintoma de ignorância, e por isso afirmam que só os tolos se admiram..."). Tento - e nem sempre consigo, óbvio - ver o mundo com algum senso de perspectiva. A insignificância da praia perante a grandiosidade do oceano, mais um tema recorrente de antigos escritos.

Ando particularmente impressionado com a necessidade que todos tem de ter opinião sobre qualquer assunto, qualquer fato. Todos viraram especialistas em tudo, e fazem questão de manifestar todas as suas opiniões em público, para que todos ouçam, mesmo que não queiram ou não se interessem em ouvir. As redes sociais são um campo livre para isso, e lá vão as pessoas se posicionar sobre a Criméia, o avião que caiu no Índico, Venezuela, Petrobrás e por aí vai.

Pois é.

O prezador leitor pode perguntar se não é isso o que faço, esse texto sendo um exemplo disso.

Pois é, de novo.

Sim, até o é, mas com um atenuante: eu não estou obrigando ninguém a ler, vem até aqui quem tiver vontade, ou curiosidade. Ao abrir o seu facebook você não dará com a minha opinião em letras garrafais em sua timeline. Pode ser que não faça diferença mesmo.

Pois é, uma vez mais.

O que quero dizer é que não tenho opinião sobre tudo, e cada vez tenho menos certeza das coisas que achava que eu sabia bem. Começo a ter a impressão de que tenho pouco conhecimento (pouca informação sobre os fatos) para ter uma opinião formada. Tudo que sei é que cada vez mais nada sei.

Princípios.

Isso eu tenho.

Acho que basta.

Até.