quarta-feira, outubro 27, 2010

Não é verdade

De repente me dei conta que eu tenho mais me queixado do que qualquer outra coisa, que estou parecendo amargo e desanimado. Chateado com algo, até.

Não é verdade.

Longe disso!

Vivo um dos melhores momentos da minha vida, tanto em termos profissionais quanto da vida pessoal. Tenho trabalhado muito, é verdade, tenho estado fisicamente exausto. De verdade. Mas é um cansaço bom (se é que existe isso), aquele da sensação do dever cumprido. De estar indo no caminho certo e, melhor, sem fazer concessões a nada e nem ninguém.

O caminho até esse ponto foi longo e tortuoso, tenho muito ainda o que percorrer, mas estou certo do rumo.

É isso.

Os ajustes que precisam ser feitos, o tempo que tem faltado para sentar com os amigos e conversar sem compromisso, sobre a vida e as pessoas, esses virão logo, logo.

Até.

domingo, outubro 24, 2010

Questão

Comentaram, esses dias, a meu respeito, que eu havia aderido "ao sistema".

Seja lá o que for o sistema.

De qualquer forma, pensei bastante no assunto, me perguntando se eu havia "me vendido" ao dito sistema. Se aquele garoto que queria mudar o mundo frequentava agora as festas do "Grand Monde" ou, pior, assistia a tudo em cima do muro.

Não, os meus sonhos não foram vendidos.

Talvez o sistema tenha me aceitado.

Sei lá.

Até.

sábado, outubro 23, 2010

sexta-feira, outubro 22, 2010

Sexta-feira

Muito, mas muito cansado.

E as férias, onde estão?

Ainda não as vejo no horizonte, ainda não as vejo...

Até.

quarta-feira, outubro 20, 2010

Eleições

Pode ser que seja eu.

Mas não tenho tido estômago para acompanhar a campanha eleitoral ora em andamento.

O nível de desonestidade intelectual é assustador. A manipulação da verdade em prol da validação de argumentos mancos é um insulto diário à inteligência das pessoas. Pela primeira vez na vida considerei a possibilidade de anular o voto. A arrogância de uns e outros (não apenas candidatos) tira a graça do processo.

Não há discussão de idéias.

Quase fui linchado no domingo porque pedi para eleitores de determinado partido mudarem de lugar em sua manifestação porque estavam importunando e invadindo o espaço onde crianças e idosos faziam fila para visitar o Pulmão Gigante. O argumento era de que a praça é pública. Logo, e por isso, imagino, a selvageria é liberada. Se houvesse alguma chance de votar nessa linha de pensamento até aquele momento, acabou. Para justificar a invasão do espaço, um argumento usado foi de que antigamente "os outros" não se preocupavam com o povo.

Disse que eu não me importava com manifestações políticas, inclusive as achava fundamentais. Só não aceitava o que estava acontecendo (invadirem o espaço que estávamos ocupando). E que se não gostasse, que fosse para o quinto dos infernos. Ah, e apareci com dois oficiais da polícia que me ajudaram a deimitar o espaço para todos.

Hoje, ocorreram agressões a um dos candidatos.

É a isso que chamam de democracia?

Deixa para lá.

Vou até ali vomitar.

Até.