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sábado, agosto 01, 2026

Sábado (e minha voz...)

Extensão, tessitura, e...



Avaliação da minha voz.
Julho/2026.

Bom final de semana a todos.

Até.

domingo, julho 12, 2026

A Sopa

Sou das manhãs dessa cidade, na meia estação... cantou Nei Lisboa em ‘Pronta-Entrega’, do álbum Cena Beatnik, lançado no ano de 2000. Fala de Porto Alegre, da Redenção e do pôr-do-sol. Também em maré vermelha a festejar, que pode ser o Inter ou a esquerda, mas não vem ao caso. O tema central aqui – para mim, para mim - são as manhãs. 

 

Sou das manhãs.

 

Desde os meus dezoitos anos, ao menos, independente da hora que vou dormir, sempre acordo e me levanto cedo. Sem sofrimento. Ao contrário, com prazer. Eu realmente gosto de acordar cedo, de aproveitar a manhã. Se for sábado, e tiver sol, então, vocês já devem saber: é o melhor momento da semana.

 

Esses dias – mentira, hoje – acordei um pouco mais tarde do que o meu horário habitual de domingo, no inverno, algo como oito e meia da manhã. Tomei café da manhã como sempre faço, afinal sou um homem de hábitos, e quando me dei conta – ao me sentar para escrever essa Sopa – a manhã já se aproximava do final. Por uma hora a mais de sono, a sensação de uma manhã perdida...

 

O som que toca enquanto escrevo e tomamos chimarrão, a Jacque e eu, tentando evitar que D’Artagnan, nosso gato, consiga derrubar a cuia e derramar a erva pensando que é brinquedo, é um vinil do Neil Young, Comes a Time, e sei que não é, ou foi, uma manhã perdida. Uma manhã de domingo lenta antes da correria e trabalho que começa pouco depois do meio-dia e vai até tarde, porque seremos os últimos a subir no palco, por volta das 23h, no GREZZ, para tocar Beatles encerrando mais um show de temporada da School of Rock Benjamin.


E amanhã, 13/07, Dia do Rock, acordo cedo, médico.

 

Como sempre.


Até. 

segunda-feira, julho 06, 2026

A Sopa

Julho de 2012.

 

Estou no Aeroporto de Carrasco, em Montevideo, aguardando o voo da GOL que me levaria direto para Porto Alegre após o Congresso da ALAT, Associação Latino-Americana de Tórax. Naqueles dias, a PLUNA, companhia aérea uruguaia havia decretado falência (ou algo assim) e muitos colegas que tinha ido para o congresso por essa companhia estavam tendo dificuldades em coordenar sua volta. Eu, não, afinal estava – como falei - voando GOL. 

 

Após realizar o checkin, estava aguardando o momento de embarcar quando vi, comprando um lanche, eu acho, em sua cadeira de rodas, músico Herbert Viana, guitarrista e vocalista dos Paralamas do Sucesso, uma das bandas que escreveu a trilha sonora de minha vida. Ali, muito próximo de onde eu estava. Lembrei que havia lido que eles haviam feito um show em Punta del Este, e certamente esse era o momento da volta.

 

Queria dar um alô, quem sabe tirar uma foto, mas – confesso – fiquei constrangido em parecer muito fã (o que eu realmente era). Então cheguei ao lado, e perguntei para ele, como se fosse um velho conhecido, “Como foi o show em Punta?”, no que ele respondeu que havia sido bom, e acabou ali a conversa. Saí frustrado comigo mesmo, pelo que eu considerei depois uma abordagem ridícula. Nunca mais faria isso.

 

Um tempo depois, não sei quanto, estava na Santa Casa, no Laboratório de Função Pulmonar, quando percebi que quem estava fazendo exame era o Humberto Gessinger, de quem também sou fã e quem também escreveu parte da trilha sonora da minha vida, com os Engenheiros do Hawaii e depois em carreira solo. Dessa vez, agi diferente. Me apresentei a ele e disse o que eu precisava dizer: obrigado por tudo. Só isso, simples assim. Essa, a mensagem.

 

Passa mais um bom tempo, e chegamos ao final de semana dos dias 26 e 27/06 de 2026. Show do Barão Vermelho em Porto Alegre, com a formação original (com o Frejat nos vocais e guitarra). Através de um querido amigo, ganhei dois ingressos cortesia com acesso ao backstage após o show, e fomos a Jacque e eu. Show maravilhoso, e – no final – ficamos lá para conversar (mesmo que por breves instantes) com a banda.

 

A fila terminava no Frejat, quem mais tirava fotos. Enquanto esperávamos, pude conversar rapidamente e tirar foto com o Dé, o baixista, e depois com o Frejat. O que disse a eles, o que precisava dizer a eles? O que eu devia ter dito para o Herbert e disse para o Humberto. “Obrigado, a vida seria menor sem a música de vocês”.

 

Esse é o poder da música, ele torna a vida maior e o mundo melhor.


Até.    

sábado, maio 16, 2026

Sábado (e um dia de trabalho)

Projeto em gestação


De uma manhã de quarta-feira...

Bom sábado a todos.

Até.

 

quinta-feira, abril 09, 2026

Comfort Zone Songs

De tudo o que eu ouvi até hoje, em termos de música, desde que me reconheço como alguém que realmente gosta de música, daquilo que eu ouvia em casa na infância, o que amigos me indicaram, o que descobri por conta própria, de tudo o que passou por mim até hoje, é natural que tenha algumas preferências. Da mesma forma que determinados sons (bandas, músicas) não me causam interesse ou, em um extremo, até me desagradem.

 

Não quero falar de nenhum desses. Ao menos não agora.

 

Venho há dias com uma música, parte de um álbum, tocando em minha mente quase que o tempo todo, e obviamente está relacionada à viagem que fizemos na segunda quinzena de março, para os Estados Unidos, terminando em Nova York. Não é nova, evidentemente, e há anos está presente em meu imaginário, surgindo e ressurgindo de tempos em tempos, em diferentes situações.

 

Posso dizer que o disco em questão é um dos três ou quatro de que eu mais gosto na vida. Estou em uma fase desse tipo de afirmações definitivas, peremptórias. Mesmo que ainda aberto a aprender e (realmente) aprendendo todos os dias, existem – sim – algumas determinações definitivas.

 

‘The Concert in Central Park’, da dupla Simon and Garfunkel, com o registro do show beneficente realizado em setembro de 1981, em Nova York, e lançado em 1982, em que estiveram presentes mais de quinhentos mil pessoas, é esse disco. Escuto esse disco desde o final dos anos 80, quando pegava ele emprestado na discoteca do Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano, onde fazia aulas de inglês.

 

Pensando bem sobre o assunto, posso dizer que esse disco se enquadra em uma categoria de músicas que estou criando e chamando de a ‘trilha sonora da minha zona de conforto’, ou músicas que me proporcionam paz, que me deixam feliz. Aliás, essa é uma categoria que existe no Spotify, aprendi, mas acho essa uma definição mais pessoal. Entram – pensei agora – nas ‘músicas de sábado de manhã’, um categoria (minha) já antiga.

 

Não importa.

 

Esse é um dos meus discos favoritos da vida.

 

E você, qual a(s) músicas da sua vida? Me conta.


Até. 

segunda-feira, março 09, 2026

Mais Um


 

Começo de semana lento após uma noite de pouco sono.

 

Mais um show de temporada, mais um uma vez no palco, ainda a mesma satisfação e realização. Esses momentos servem para reafirmar a permanência no caminho certo, aquele que escolhi também percorrer.

 

Já escrevi e ainda vou escrever sobre isso.

 

Agora não, porque ainda estou cansado da noite pouco dormida.

 

Até.

sábado, dezembro 13, 2025

Sábado (e um material de estudo)

No quadro

Tônica, terça menor, quinta justa.
Tônica, terça maior, quinta justa.
Tônica, terça menor, quinta justa, sétima menor.
Duas vezes.

E assim vai.

Bom sábado a todos.

Até.


 

segunda-feira, novembro 17, 2025

Quem Te Viu, Quem Te Vê

Há alguns anos, fui a um show do Chico Buarque.

 

Uma das lembranças mais antigas que tenho de música brasileira, de MPB, é dos domingos de manhã em que tocava no toca-discos de casa, colocados pelos meus pais, discos de música brasileira e, mais especificamente, Chico Buarque. Não lembro que idade tinha, mas é a origem da admiração que tenho por ele como artista, poeta e cantor.

 

Seus clássicos tocavam direto lá em casa. Desde ‘A Banda’, ‘A Rita’, ‘Roda Viva’, ‘Cálice’ (que muitos anos mais tarde a Marina cantaria belissimamente), até ‘Noites dos Mascarados’, que é a música que me faz ter saudades dos carnavais que não vivi. Fui alimentado por música brasileira, por poesia, pela beleza da língua portuguesa, outra de minhas paixões.

 

Mas falava de um show do Chico Buarque que assisti.

 

Foi mágico, e já era casado na época, ouvir ao vivo as músicas que ouvira desde a infância. Guardadas as devidas proporções, foi uma sensação do tipo que senti quando assisti ao meu primeiro show do Paul McCartney, em 2010, e no ano passado, quando – de novo – estivemos em um show dele, dessa vez com a Marina junto. Não parecia real.

 

O ponto alto, para mim, daquele show do Chico Buarque, e não lembro o ano em que isso ocorreu, provavelmente final dos anos noventa de século passado, foi – para mim, para mim – quando ele cantou ‘Quem Te Viu, Quem Te Vê’.

 

Poesia pura.

 

Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria
Quero que você assista na mais fina companhia
Se você sentir saudade, por favor não dê na vista
Bate palmas com vontade, faz de conta que é turista

 

Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer

 

Poesia pura.


Até. 

segunda-feira, novembro 10, 2025

Por Isso Eu Canto, Não Posso Parar

Música, mais uma vez.

 

Há um tempo, em um momento em que eu definia algumas verdades para mim, após ter estabelecido que o sagu era a melhor sobremesa do mundo, estabeleci (para mim, para mim) que ‘Oceano’ do Djavan, era a mais bela música em língua portuguesa, principalmente pela parte de que diz “Vem me fazer feliz, porque eu te amo / Você desagua em mim, e eu, oceano' . Poesia pura.

 

Além disso, de tempos em tempos, como uma epifania, motivada por diferentes gatilhos, alguma música ressurge em minha consciência, e tenho de ouvi-la e passo os dias seguintes cantando-a mentalmente. E me maravilhando – mais uma vez – pela beleza da língua portuguesa, da poesia, do som, da música.

 

Está acontecendo, desde o final de semana, com ‘Força Estranha’, de 1978, composta por Caetano Veloso e inspirada por uma conversa dele com Roberto Carlos, que disse que ‘artista nunca envelhece’. Ela fala disso, do tempo – um dos meus temas preferidos - e sua relação com a arte, a vida e a imortalidade do artista. A versão gravada pela Gal Costa é a mais famosa e mais linda de todas.

 

Eu vi um menino correndo, eu vi o tempo 

Brincando ao redor do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riacho, e acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei

 

Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte, é a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou

 

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

 

Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista
O tempo não para e, no entanto, ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo do fogo das coisas que são
É o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé e é o chão

 

Eu vi muitos homens brigando, ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
E o sol sobre a estrada
É o sol sobre a estrada, é o sol

 

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

 

Boa semana para todos nós.

 

Até.

 

Ah, espero todos quarta-feira (12/11) na Feira Livro às 19h na sessão de autógrafos do meu novo livro ‘Eu Pai, Eu Filho’. 

sábado, novembro 08, 2025

Sábado (e fazemos shows...)

Halloween POA 2025


Para ensinar música.
School of Rock Benjamin

Bom sábado a todos.

Até.

 


sexta-feira, junho 20, 2025

Ritual

“Pra que sonhar

 A vida é tão desconhecida e mágica

Que dorme às vezes do teu lado

CaladaCalada”

 

Tenho trabalhado por esses dias em um projeto – literário – pessoal que talvez avance ou não, não importa. Junto a isso, como forma talvez de inspiração, tenho mergulhado novamente na música do Cazuza, desde os tempos do Barão Vermelho até depois, em sua carreira solo.

 

É um tipo de viagem sentimental, posso dizer. Um resgate de um tempo passado. É, entre tantas outras, parte da trilha sonora da minha vida. E, vocês sabem, eu tenho um grande respeito pelo meu passado. Que já é passado, está lá atrás, não (mais) interfere no presente, fatos e pessoas.

 

Então, cada vez que começo a ouvir essas músicas, claramente volto ao passado, volto a me sentir exatamente como me sentia quando determinadas músicas estavam relevantes para fatos que aconteciam naquele momento. Volto mais de trinta anos no tempo assim, em um piscar de olhos. É muito louco.

 

Sempre preciso de alguns momentos para voltar ao presente e retomar o trabalho. Pode parecer que me atrapalha, mas não é verdade.

 

É reconfortante.

 

"Ah, pra que chorarA vida é bela e cruel, despidaTão desprevenida e exataQue um dia acaba".

 

Até.

 

segunda-feira, junho 09, 2025

Sobre Sábado e a School of Rock

Quando, em fevereiro de 2022, eu assisti ao show de verão da School of Rock Benjamin POA, com a participação da Marina, fiquei tão emocionado que acabei me matriculando como aluno, e o resto é história, já cantada em prosa e verso por aqui. Hoje, por ser também sócio, tenho – como costumo dizer – dupla militância: em parte pessoa física (aluno) e parte pessoa jurídica (sócio). 

 

Estou dos dois lados do balcão.

 

O que tem vantagens e desvantagens, como em tudo na vida. Enquanto aluno, não busco e não tenho nenhum tipo de privilégio por também ser sócio, exceto, talvez, por ter algumas informações antes do público em geral, digamos assim. De forma alguma eu tento interferir nas atribuições do Diretor Musical, ou influenciar em meu favor ou da Marina.

 

Poderia, por estar “do lado de cá do balcão”, perder o encanto que me fez querer fazer parte da escola. Seria como o fato de conhecer o por trás dos bastidores tirar o encanto da experiência. 

 

Nem perto disso.

 

A experiência de um show de temporada permanece, e se torna mais intensa justamente por fazer parte do todo, porque o senso de pertencimento que é característico da School of Rock só aumenta, junto com a habilidade e o grau de proficiência musical, que são resultados também do esforço pessoal de cada um. Esse senso de pertencimento, que senti desde o início, desde que era apenas pai de aluna, continua forte, e não só para mim.

 

A mãe de um dos novos alunos que estavam no ensaio geral que fizemos uma semana antes do show do último sábado veio comentar conosco que até aquele momento, o do ensaio geral, quando estávamos todos juntos, ela ainda não havia entendido o espírito da escola, mas que agora ela entendia, sentimento reforçado, como ela disse no sábado, com o show que fizeram/fizemos. Ou então de um amigo, que agora é também aluno e que fez seu primeiro show com a gente, que se emocionou vendo os grupos do Performance (dos adolescentes) com integrantes que conhecia (conhecemos) desde bem pequenos.

 

É muito bom ver que o sentimento, o encantamento, continuam o mesmo, e que estou (estamos) no caminho certo.


Até. 

terça-feira, maio 27, 2025

A Caminho do Trabalho

Durante quase dez anos, uma vez por semana eu dirigia cento e cinquenta quilômetros para exercer minha atividade de professor em uma Universidade fora, evidentemente, de Porto Alegre. Eram duas horas, aproximadamente, de estrada (com parada para um café) logo de manhã cedo. E eu ia ouvindo rádio, as notícias e comentários sobre elas. Era divertido, até onde lembro.

 

Com o tempo, porém, ouvir notícias e comentários sobre atualidades logo cedo do dia passou a não ser tão legal assim. Pelo teor das notícias, ou mesmo pelo ‘choque de realidade’ logo ao acordar. Passei a fica mal-humorado logo após acordar. Até que percebi que não valia à pena.

 

Quando voltei a estudar música, e depois com uma imersão nesse mundo, ouvir música durante os deslocamentos de um lugar a outro da cidade passou a ser meio que uma necessidade. E, claro, tornou esses períodos no carro mais agradáveis, e eu uma pessoa mais tranquila, inclusive com relação aos idiotas que não deveriam, mas dirigem...

 

Além de não ser contaminado logo cedo por notícias ruins, esses deslocamentos embalados por música proporcionam memórias, a partir de músicas que evocam lembranças, que me transportam no tempo.

 

Hoje, ao ouvir uma playlist qualquer no modo aleatório, tocou ‘Por que que a gente é assim’, do Barão Vermelho com o Cazuza no vocal, e na hora lembrei de ter ouvido essa música em um dezembro dos anos oitenta, quando eu costumava passar uns dias na casa do meu tio em Montenegro, a casa que havia sido dos meus avós maternos e que – para mim, à época – era como um mundo a desvendar, e lembro da biblioteca que havia sido do meu avô que era médico.

 

Foi uma sequência de lembranças de um tempo distante, desencadeadas por uma música, mais uma vez. Pode ser que eu esteja mais sensível por esses dias, não sei.

 

Ou é porque está chegando o nosso show de temporada e eu entro no modo euforia.

 

Pode ser, pode ser.

 

Até.

domingo, maio 11, 2025

A Sopa

O mundo é muito grande.

 

Ia escrever que sou formado em medicina há mais de trinta anos, mas sinto que sou realmente médico há não tanto tempo assim, mas desisti. Tudo porque vinha ouvindo rádio em um dos meus deslocamentos pela cidade esses dias.

 

Passava pouco das dezenove horas, e liguei o rádio para ouvir um programa de música em especial (‘A Hora do Rush’, com Mauro Borba). E o programa começou com uma música que faria parte de um show que ocorreria em Porto Alegre naquele dia de um artista que – confesso – nunca tinha ouvido falar...  

 

Quando a música começou, eu logo sabia que a conhecia, mas que não era a versão original, e demorei alguns instantes para identificá-la: era uma versão de ‘Modern Love’, do David Bowie. E era linda.  E eu não conhecia. Estou, desde então, ouvindo esse artista argentino nascido no Alaska, quase ininterruptamente. Se chama Kevin Johansen. 

 

Me fez pensar.

 

Claro que nunca perco a noção disso, mas é importante – de tempos em tempos – reafirmar meu encantamento com tudo o que não sei e que potencialmente posso conhecer e aprender. Não quero perder nunca o espírito e a humildade para aprender coisas novas, conhecer pessoas, visitar lugares e criar novas histórias para contar. Se os que se julgam espertos acham que a admiração é um alarmante sintoma de ignorância e por isso afirmam que só os tolos de se admiram*, eu estou bem tranquilo em ser considerado tolo...

 

É ou não é admirável?


Até.

 

* “Tolice Admirável”, do Barão de Itararé, musicado pelo Vitor Ramil (não sei se existe gravação) 

sábado, março 15, 2025

Sábado (e eu DJ)

Ora Felice, no Peppo Cucina
 

Registro da última quinta-feira, em que o Thiago e eu fomos responsáveis pelo som da Ora Felice, happy hour do Peppo Cucina, em Porto Alegre.

Foi divertido.

Bom sábado a todos. 

Até. 

terça-feira, março 04, 2025

Mais uma de Carnaval

Não sinto falta do carnaval, exceto como feriado...

 
Mas já tive, sim, o meu tempo de “folião”. O último baile (isso mesmo, baile) de carnaval que fomos, a Jacque e eu, e não contando os divertidos bailes de carnaval infantil da SOGIPA, em Porto Alegre, em que levamos a Marina junto com a turma da escola nos tempos do jardim de infância, foi há mais de vinte anos, na SAT (Sociedade de Amigos de Tramandaí), em Tramandaí, litoral do Rio Grande do Sul. Em grupo. Não um bloco, mas uma turma. E foi bem legal, ficamos no baile até as cinco horas da manhã e depois terminamos a noite comendo um xis no Pica-Pau Lanches, local que nem existe mais, assim como não existem mais os bailes de carnaval das sociedades de praia...


Ainda antes participei apenas de um bloco de carnaval nos tempos de folião assíduo. Foi o ‘Perversa’, em Imbé, no carnaval de rua na Av. Rio Grande, que hoje se chama Nilza Godoy.

 

Lá no início dos anos noventa, época em que Imbé era o centro da noite do litoral gaúcho, e a Av. Rio Grande era o centro da agitação com seus bares com música ao vivo, decidiram fazer um carnaval de rua que, na verdade, era em um terreno ao lado de um dos bares. Nós, como bloco, fomos para lá. 


No início, o pessoal ficava restrito ao terreno, enquanto carros passavam na avenida. Com o decorrer da noite, e num daqueles ‘trenzinhos’ característicos, que vai aumentando de tamanho à medida que vai passando e mais pessoas vão se juntando, começamos a atravessar a rua e a entrar em outros bares, chamando mais pessoas. E foi uma bola de neve, até que toda a rua foi invadida e carros não passavam mais. Nas noites seguintes e nos anos seguintes, a polícia antecipadamente bloqueava o espaço aos carros.


O evento aumentou em proporções com o passar dos anos, o que implicou – pelo fato de ser de rua e de livre acesso – na presença de grupos dispostos a “esculhambar” muito mais que brincar. Assaltos e brigas foram o último estágio antes de o Imbé perder o posto de centro da noite no litoral para Atlântida, que desde então tem a principal noite do litoral gaúcho. Mas, nessa última fase, já não passávamos o carnaval lá. Nesta fase, já tínhamos nos mudado para os bailes de carnaval da SAT (a mesma que fomos, o Pedro, a Zeca, Jacque e eu, há mais de vinte anos). 


Como costumo falar, sempre fui fã dos carnavais de antigamente, aqueles que não vivi. Os carnavais das marchinhas. Não essas festas de carnaval em que toca música eletrônica e – horror – funk. Sempre pensei que carnaval tem que ter música de carnaval, para o resto do ano temos as outras músicas, menos o funk, que nunca deveria ser ouvido. 

Falando em música, a música de hoje, novamente do Chico Buarque, é outra obra-prima da música popular brasileira, composta em 1966. 


Quem Te Viu, Quem Te Vê
(Chico Buarque)

Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala
Você era a favorita onde eu era mestre-sala
Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua
Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua

Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais esquece não pode reconhecer

Quando o samba começava, você era a mais brilhante
E se a gente se cansava, você só seguia adiante
Hoje a gente anda distante do calor do seu gingado
Você só dá chá dançante onde eu não sou convidado

Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais esquece não pode reconhecer

O meu samba se marcava na cadência dos seus passos
O meu sono se embalava no carinho dos seus braços
Hoje de teimoso eu passo bem em frente ao seu portão
Pra lembrar que sobra espaço no barraco e no cordão

Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais esquece não pode reconhecer

Todo ano eu lhe fazia uma cabrocha de alta classe
De dourado eu lhe vestia pra que o povo admirasse
Eu não sei bem com certeza por que foi que um belo dia
Quem brincava de princesa acostumou na fantasia

Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais esquece não pode reconhecer

Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria
Quero que você assista na mais fina companhia
Se você sentir saudade, por favor não dê na vista
Bate palmas com vontade, faz de conta que é turista

Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais esquece não pode reconhecer 

 

Até. 

domingo, fevereiro 09, 2025

A Sopa

Há três anos, decidi voltar ao mundo da música.

 

Não que eu alguma vez estivesse estado antes, porque nunca estive, mas durante um tempo eu havia ao menos brincado de fazer e tocar música com amigos, além de ter feito pequenos períodos de aulas de pouca disciplina e persistência. Mas foi três anos atrás, aqui nessa mesma praia onde passo alguns dias de férias, que – ao assistir show da temporada de verão da School of Rock Benjamin POA, em que Marina cantava - que tive a epifania de que era aquilo que eu queria para minha vida.

 

Quando conversei, ao final do show, com o Thiago Vitola, proprietário da escola, e perguntei se a escola tinha programas para adultos, e ele disse que sim, e que estariam começando uma temporada Beatles logo depois, em março, e que o final da temporada seria com um show do Sgt Peppers Pub, em Porto Alegre, não tive dúvidas em começar a fazer aulas lá. Era o estímulo que eu precisava para voltar, como falei, à música.

 

Não imaginava, confesso, que meu envolvimento com a música seria intenso a ponto de me tornar sócio da School, e que me traria um mundo de novas relações de amizade, novo senso de comunidade e pertencimento.

 

E percebi que não é algo exclusivo meu.

 

É parte do jeito de ser School of Rock.

 

Sexta à noite, aqui mesmo na praia, ao dar carona para o Benoni após um pequeno ensaio acústico e depois uma pizza, ele, parceiro novo, que ontem fez o seu primeiro show com a School, sua primeira vez no palco, manifestou o mesmo entusiasmo que eu tive desde o início, desde que vi a Marina no palco no mesmo Ramblas em que tocamos ontem.

 

E que mantenho até hoje.


Até. 

sábado, janeiro 25, 2025

Sábado (e hoje tem Jam!)


 

No Ramblas, em Atlântida, a partir das 20h.
Bora lá?

Bom sábado a todos.

Até.



segunda-feira, janeiro 20, 2025

Cinza

É a cor desta manhã de segunda-feira de janeiro.

 

O final de semana foi de bate e volta até o litoral para acompanhar o primeiro de cinco shows de final de semana da School of Rock Benjamin POA no Ramblas, em Atlântida. Saímos ao meio-dia de Porto Alegre, e retornamos após o show. O domingo foi de recuperação de sono.

 

O verão será assim, de finais de semana de shows na praia, mesmo em meio aos dias de férias que serão passados, convenientemente, na mesma praia dos shows. Bem no meio desse período, dia 08/02, anotem na agenda, será a minha vez de estar no palco.

 

Vai ser divertido.

 

Férias e música.

 

Tem coisa melhor?


Até. 

sábado, novembro 09, 2024

 

I wanna rock and roll all nite...


And party every day!

Bom sábado a todos.

Até.