sábado, fevereiro 28, 2026

Sábado (e mais estudo)

  
E não é bossa nova...
 

Domingo, 08/03.
Espaço 373.

Bom sábado a todos.

Até.


sexta-feira, fevereiro 27, 2026

Hábitos

Lá em casa ainda recebemos o jornal físico todas as manhãs.

 

Parece um contrassenso, eu sei, em tempos de notícias atualizadas em tempo real no telefone celular, manter o custo que não é barato da assinatura de um jornal que é entregue na nossa porta dos todos dias de manhã com notícias do dia anterior. Reconhecemos isso, não sabemos quanto tempo mais ainda irá durar, mas seguimos.

 

Também porque sou (agora falo de mim, especificamente) uma pessoas de hábitos. Como ler o jornal enquanto tomo café da manhã, o que normalmente faço antes das meninas tomarem seu café. Então é um momento de silêncio, de leitura e sem tecnologia, antes de me conectar com o dia que começa.

 

Nos últimos dias, em meio à leitura, incluí fazer as palavras cruzadas que vem nele. Envelheci uns vinte anos desde então. Mas tem sido bem divertido.


Até 

quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Escrevo, Logo Existo

Registro da memória e entendimento das coisas.

 

Depois de um ano e meio em que escrevi diariamente como método, como rotina, decidi me conceder uma folga. Em dois mil e vinte e seis escreveria menos, mais relaxado, talvez com mais tempo por não ter a ‘obrigação’ de escrever todos os dias. Poderia escrever textos mais elaborados, mais bem pensados do que o registro diário (quase) contra o relógio, no começo do dia.

 

Não deu certo.

 

Para mim, ao menos. Senti falta de fazer, do compromisso assumido comigo mesmo de manter a rotina, o hábito. Foi estranho, admito. A ideia é, não sei em qual ritmo, voltar a isso.

 

Escrever, já sabia e tive essa certeza reforçada, é uma forma de terapia para mim. Quando escrevo, verbalizo ali o que penso, o que sinto, o que espero e do que tenho medo. Registrar, colocar no papel, mesmo que virtual, as minhas ansiedades, as torna reconhecíveis, quase palpáveis e dá a devida dimensão a elas, que usualmente são menores do que parecem quando permanecem no campo do pensamento ansioso. Também para registrar o que se passa, o que acontece na (minha) vida.

 

Não só escrever tem esse feito para mim, claro. Conversar, falar sobre o que penso e sinto é – desde que consigo lembrar – uma das melhores formas de lidar com o que acontece, de reagir ao mundo e suas demandas que podem gerar angústia. Me ajudam a colocar as coisa em perspectiva, a retirar o hiperfoco em mim e olhar para o todo. 

 

Mas esse sou eu, o meu jeito. Cada um tem sua forma de lidar com as coisas, com o mundo.

 

Até. 

quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Esse Mês

Fevereiro está longo demais.

 

Estranho isso, essa sensação de que o mais curto mês do ano está mais longo que os meses mais longos, ainda mais porque é verão e deveria tudo ser mais calmo, mais leve. Até que foi, mas não foi.

 

Não foram realmente férias aqueles dias do começo do mês em que não trabalhamos, não por ficarmos em Porto Alegre, mas por fatores já contados aqui. A Hermione – nossa gatinha – estava internada e não se recuperou, exatamente naqueles dias, que foram de visitas ao hospital veterinário, e alguma atividade física.

 

Tive momentos de pensamentos intrusivos que me acordaram de madrugada e tiraram o sono, e um trabalho mental para superá-los. Fantasmas que rondam e tentam me pegar com a guarda baixa para aterrorizar. Não têm conseguido, desde que detectei essas “tentativas”.

 

Tergiverso, contudo.

 

Só quis dizer que esse fevereiro não foi (para mim, para mim) carnaval. Março, por outro lado, será um mês meio de trabalho e meio de fora, por aí, entre reuniões e algum descanso.

 

Start spreading the news...


Até. 

terça-feira, fevereiro 24, 2026

El Inimigo

Não vou falar sobre vinhos.


Convivo com um inimigo na trincheira.

 

Alguém que está volta e meia rondando, esperando qualquer potencial vacilo, qualquer revés, para logo dizer “eu avisei...”. Como se estivesse torcendo contra mim o tempo todo. Um chato. Cansativo.

 

Até lhe dei um apelido, ‘Sabotador’.

 

Já conseguiu me tirar o sono, atrapalhar minha rotina, me irritar. Sou, contudo, obrigado a conviver com ele, não tenho como fugir, infelizmente. Por outro lado, admito que tenho partido para o conflito aberto, o tenho encarado de frente. Dizer seu nome, olhar no olho, mostrar quem está com a razão, ser racional. É um forma de lidar com essa situação.

 

É uma forma de lidar comigo mesmo.

 

Sim, eu muitas vezes sou meu próprio inimigo, aquele que tenta me botar para baixo, quem duvida do meu próprio potencial. Aquele que acha que as coisas não vão dar certo, que olha para o próprio umbigo e pode esquecer de olhar o todo, de perceber o caminho percorrido e a ser percorrido.

 

Minha sorte é que ele (o eu negativo) não está (mais) presente tão frequentemente, e – por esses dias – quando ele surge eu rapidamente reconheço e estou melhor nos meios de anular seus efeitos.

 

Seguimos.


Até. 

segunda-feira, fevereiro 23, 2026

A Sopa

 É como se voltasse no tempo. 

Depois de mais de vinte anos, como foi em seu início, quando a enviava por e-mail para uns poucos “assinantes”, publico uma Sopa em uma segunda-feira de manhã. Ainda antes de ser blog, antes de ir para o exílio e muito antes de ser livro, era nas segundas-feiras em que eu escrevia a sopa semanal, o que inicialmente chamei de ‘Sopa News’, e que – ainda antes de eu ir para o Canadá (celebro vinte anos desde que voltei no dia 30 de junho próximo) – virou o blog ‘A Sopa no Exílio’. Em 2024, em meio aos efeitos da enchente, lancei meu primeiro livro, de mesmo nome.

 

Mudou o mundo, mudei eu, desde maio de 2004, na provável última vez que enviei uma Sopa em uma segunda-feira de manhã. Pessoas entraram e outras saíram da (minha) vida nesse período, circulei por alguns ambientes tóxicos, mas – principalmente – vivi histórias com pessoas que valeram à pena conhecer.

 

Tive momentos em que me senti uma ilha, isolado em meio à multidão. Por outro lado, foram MUITOS momentos em que estive – como dizem – em sintonia com o Universo, onde tudo está bem, e sabemos que estamos no lugar certo com as pessoas certas. Parece um resumo da vida, de qualquer vida, isso, e provavelmente é mesmo.

 

Não sei se vou escrever outras Sopas em segundas-feiras, mas não importa. O que vale é estar com quem realmente importa.

 

Até.

sábado, fevereiro 21, 2026

Sábado (e uma noite de verão)

 

Ramblas, Atlântida/RS


No palco, Pai e Filha...
Que momento!

Bom sábado a todos.

Até.



quinta-feira, fevereiro 19, 2026

O Último

Nem sempre, melhor, quase nunca, sabemos quando será a última vez de algo ou alguma coisa que iremos viver. O último encontro, a última refeição, o último abraço. A última vez que brincamos de esconder ou passamos a noite conversando com amigos esperando o sol nascer.

 

Sempre será a lembrança, a constatação em retrospectiva daquilo que vivemos sem saber que seria uma despedida. Se soubéssemos, talvez não fosse natural, ou talvez tornássemos um ritual, uma cerimônia.

 

O último carnaval com os amigos da praia. O último churrasco ou xis antes de tomarem um rumo diferente na vida.

 

Por isso acho sensacional isso de – bem diferente de quando passei por essa fase da vida – celebrarem o último primeiro dia de aula da escola. Quando vai se iniciar o terceiro ano do ensino médio, as turmas do “terceirão” fazem uma festa na noite anterior, em que passam a noite juntos e, na sequência, vão para a escola para marcar o ‘Último Primeiro Dia de Aula’.

 

Fotos e vídeos. Registros desse momento.

 

Criar memórias, histórias para contar.

 

Fico feliz de acompanhar isso, assim, sem interferir, meio de longe, que a Marina está vivendo por esses dias.

 

Até.

domingo, fevereiro 15, 2026

A Sopa

Eu não gosto de café, descobri recentemente.

 

Confesso que me senti perdido, algo desorientado, meio que sem chão, até. Porque sempre achei que gostasse de café, aquela bebida que tomo várias vezes ao dia, principalmente em dias de trabalho. Isso há muitos anos, de verdade.

 

Começou quando passaram a dizer que eu não deveria adoçá-lo, que era uma heresia, praticamente um atentado violento ao pudor colocar algumas gotas de adoçante, ou um pouco de açúcar no meu cafezinho diário. Que eu deveria tomar o café sem adoçá-lo de nenhuma forma, para sentir o verdadeiro gosto do mesmo. Mais ainda, que o café que eu tomava era um café ruim, não era o “verdadeiro” café. 

 

As pessoas passaram a considerar um demonstração de virtude, isso de tomar café sem açúcar ou adoçante. Acabam por considerarem-se superiores por esse fato. Olham para os reles mortais, tomando seus cafés comuns, com desprezo. E ficam por aí, em redes sociais, clamando sua superioridade moral, quase como os veganos fazem com relação a quem – como parte de uma espécie onívora – come carne. 

 

Se faz bem para ti, por mim tudo bem.

 

Só fica na tua, por favor.

 

Se consideras que o único café que vale à pena é o Kopi Luwak, usando um exemplo extremo, feito com grãos colhidos das fezes de uma civeta, um pequeno mamífero, e que é o mais caro do mundo, ou o Café do Jacu, ave brasileira, que ingere os melhores frutos e, como o trânsito intestinal é muito rápido, o diferencial é a seleção natural da ave por frutos perfeitos, resultando em um sabor frutado, com notas de amora e morango, se achas que são esses os únicos cafés que valem, que bom para você. Gosto é algo individual. Só não fica enchendo o saco dos outros querendo impor regras quanto a isso. 

 

Se não, é você (junto com quem usa vape) que é um jacu.


Até. 

sábado, fevereiro 14, 2026

Sábado (e um rolê aleatório)

(lanche)


Comendo um xis à meia-noite em uma praça em Osório/RS.
Antes de voltar para casa.

Bom carnaval a todos.

Até.

 

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Ainda Sobre Perdas

Ao longo da vida, inevitavelmente nos deparamos com diferentes perdas, que – independente da causa, ou do que perdemos – são dolorosas. E é parte da existência conviver e, na medida do possível, superar. A vida segue seu curso, apesar de tudo.

 

As perdas por morte daqueles que nos são queridos, por mais dolorosas que sejam, e são, entendemos como parte do jogo, sabemos que vai doer e que em algum momento vamos aprender a conviver com ela, que é e sempre foi assim. Nos recolhemos por um tempo, vivemos nosso luto (que é pessoal, em intensidade e tempo) e – não é cruel dizer – bola para frente. A memória, a lembrança, persistem, dos bons momentos. Não sei se comparável, admito, provavelmente sim, mas existe outro tipo de perda que pode ser tão intensa e dolorida quanto às que já falei. 

 

São as pessoas que saem de nossas vidas ainda em vida, as que nos, por assim dizer, abandonam.

 

Pessoas que eram próximas e que por qualquer razão deixam de ser, se afastam, a conexão acaba se perdendo, a sintonia acaba. Relacionamentos amorosos, amizades que eram fundamentais e deixam de ser. Parcerias que morrem. 

 

Triste, mas parte da vida. Fazemos luto, sofremos, e – como é de ser – em algum momento seguimos em frente, ‘tocamos o barco’. 

 

Fica a lembrança, ficam os aprendizados.


Até. 

terça-feira, fevereiro 10, 2026

Nunca Gostei, Depois me Apaixonei

Gatos.

 

Eu nunca gostei e muito menos quis gatos em casa, confesso. Sempre fui, como chamam por aí, ‘cachorreiro’. Minha convivência com animais de estimação (‘pets’) era restrita aos cães, em casa e na casa de meus avós.

 

Bambi, era o nome do cachorro da minha avó materna, em Montenegro, e foi o primeiro cachorro com quem convivi. Depois, quando ganhamos – meu irmão e eu – uma cachorrinha, uma fox paulistinha, a batizamos de Bambina, em homenagem ao cachorro da minha avó. Mais adiante, uma namorada que eu tinha me presenteou com um cocker spaniel dourado, o Calvin, que fugiu de nossa casa na praia e nunca mais o encontramos (sempre imagino que foi adotado por outra família). Por um tempo, fomos tutores do Luke, quando os meus tios Giba e Cíntia se mudaram de Montenegro para São Paulo.

 

Desde que nos casamos, a Jacque sempre insistiu em que adotássemos um gato, mas eu dizia que não queria, pois não gostava. Tinha até nome, Dartagnan. Eu não abria a porta a essa possibilidade. Até que a Marina nasceu, e à medida que foi crescendo, tinha um enorme e infundado medo de animais.

 

Em um primeiro de maio, em 2018, o Gabriel, nosso sobrinho e afilhado honorário, e a Júlia encontraram abandonada na praia uma gatinha com cerca de dois meses de vida. Nos ligaram perguntando se não queríamos adotá-la. Pensando na Marina, em ajudá-la a superar o medo, decidimos que, sim, iríamos adotá-la. 

 

Foi quando a Hermione passou a fazer parte da família.


Mudamos.

 

A Marina deixou de ter medo de animais. Eu descobri que minha oposição a gatos era por não conhecer, por não conviver. Nos encantamos, nos apaixonamos por ela. A vida era muito boa com ela. Dois anos depois, adotamos o segundo, o Bigodinho. Viraram irmãos. Nos tornamos uma grande família. No Natal, cada um de nós tem uma meia com nossas iniciais que fica pendurada à espera do Papai Noel.

 

Ontem, a Hermi nos deixou.

 

Ficou doente, foi internada, a visitávamos todos os dias. Uma semana no hospital. O fígado entrou em insuficiência. Não resistiu. Nos despedimos dela ontem no final do dia. 

 

Foi muito amada.

 

Segue a vida, com ela em nossos corações.


Até. 

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

Pensamentos Intrusivos

Ideias, imagens ou impulsos involuntários, indesejados e recorrentes que invadem a mente, e podem provocar (provocam) angústia, ansiedade. Todos já passamos por isso, em maior ou menor intensidade. É um saco, de verdade. Porque, na maior parte das situações, eles não refletem uma situação real, um perigo verdadeiro.

 

Mas incomodam, e a sensação de que há um peso sobre o peito, esmagando o tórax, tornando a respiração difícil, pode ser (é) bem desagradável. Mesmo que racionalmente saibamos que a motivação não está fundada na realidade, ou em fatos concretos, torna-se difícil evitá-los quando ocorrem.

 

Existem estratégias para lidar com os pensamentos intrusivos quando esses ocorrem, desde técnicas chamadas de “aterramento”, que envolvem respiração diafragmática e atenção plena (mindfulness), terapia, até – sim – tratamentos medicamentosos. Se preciso, procure ajuda médica, evidentemente. Conversar, falar sobre, em muitos casos é um ótimo começo.

 

Para mim, ao menos, é.


Até. 

domingo, fevereiro 08, 2026

A Sopa

As piores férias de verão de todas.

 

Tradição nossa aqui em casa, sempre reservamos as duas primeiras semanas de fevereiro para fazer nosso período de férias para viajar, algumas vezes para o inverno, e nos últimos anos para o litoral norte do RS. Aproveitamos para fechar o consultório e darmos férias para nossa secretária.

 

Esse ano, contudo, por variadas razões, reservamos apenas a primeira semana, que seguiria ao feriado de Navegantes, segunda-feira, dia 02/02. O plano era irmos no meio da semana para o litoral e retornar no domingo dia 08. Fomos nos enrolando, surgiu um workshop de teatro musical que a Marina decidiu fazer justamente nessa semana, então abortamos qualquer ideia de viagem.

 

Foi, por assim dizer, sorte.

 

Sexta-feira, meu último dia de trabalho antes das curtas férias. Estou sozinho em Porto Alegre. A Marina foi passar a semana com as amigas na praia, e a Jacque está em São Paulo a trabalho. Desde o dia anterior, notamos que a Hermione, nossa gatinha de sete, quase oito anos, está mais quieta, mais parada, comendo menos e com a urina de cor bem amarelada. Na sexta de manhã mesmo, do trabalho, marco uma consulta na clínica veterinária para o sábado de manhã. Vou levar a gata para uma consulta ainda antes da Jacque voltar de viagem.

 

À medida que o dia passa, no começo da tarde, decido tentar antecipar a consulta. Reagendo para o final da tarde. Saio do consultório, vou em casa e daí à consulta: está desidratada, coleta exames, recebe soro e um estimulante do apetite. Volto para casa com ela aparentemente mais disposta, reclamando de estar na caixa de transporte. Ainda em casa, toma água e come um pouco. Fico mais tranquilo em esperar pela terça-feira quando deverá fazer mais exames. Sábado pela manhã, ainda come alguns petiscos que dou para ela. 

 

A Jacque retorna de viagem. Em casa, olhamos os exames e está com a provas de função hepática alteradas. Conversamos por mensagem com o veterinário. Nos orienta que, caso ela piore, devemos levá-la para atendimento, mas na clínica eles não tem plantão e nem internação. Ficamos em um dilema sobre levá-la naquele momento ou não.

 

Contudo, nossa atenção muda totalmente de foco porque a mãe da Jacque liga por não estar sentindo-se bem. A Jacque vai até a casa dela para vê-la, fica um tempo com ela, que se sente melhor e retorna para casa. Já tarde, levaremos a Hermione no hospital no dia seguinte, pois ela continua no mesmo estado, prostrada.

 

Quando estamos nos preparando para dormir, o telefone toca. A mãe da Jacque está se sentindo pior. Chamamos o atendimento de urgência e vamos para a casa dela. Lá, em uma primeira avaliação, tudo está bem, mas o mais prudente e adequado é fazer alguns exames no hospital. É transportada para o Hospital da PUC (vou de carro atrás). E é lá que ela e a Jacque passam a noite acordadas entre esperar, fazer e aguardar os resultados dos exames e serem liberadas.

 

Vou buscá-las antes da seis horas da manhã e retornamos – a Jacque e eu – para casa às 6h30. Remédio para dormir, e durmo até as 10h30. De resto tudo igual com a Hermione.

 

Vou almoçar com minha mãe e, na volta, início da tarde, decidimos levar a Hermi para consultar em uma emergência. Lá, é avaliada, e com o diagnóstico inicial de Tríade Felina, é solicitada uma ecografia abdominal que, justamente naquele dia, ele não tem à disposição. Indicam outra clínica, para onde vamos e – após aguardar mais de hora pelo exame – o diagnóstico é confirmado e ela interna, onde está desde domingo. A semana de férias, então, está sendo de visitas diárias a ela, com pioras e melhoras, estada em UTI e tal. 

 

Antes de adotarmos a Hermi, eu sempre dissera que não gostava e não queria que tivéssemos gatos. Adotamos a Hermione quando ela tinha uns dois meses no máximo porque queríamos que a Marina, que tinha muito medo de animais, superasse o medo. Deu certo. Logo depois, adotamos o Bigodinho. 

 

São parte da família desde então e sei que todos que passaram por isso entendem a angústia de ter um familiar (felino, canino, ou não) no hospital, sem ter certeza do prognóstico, de como as coisas vão se desenrolar. De ver o pobre bichinho recebendo soro EV e alimentação por sonda, a sensação de impotência em não poder fazer nada.

 

Como eu disse, as piores férias de verão da história.

 

Até.

 

sábado, fevereiro 07, 2026

Sábado (e férias)

 

Leitura de férias


Uns dias de férias por aqui, que - involuntariamente - têm sido uma montanha-russa de sentimentos (angústia, apreensão, esperança). Em meio a uma emoção e outra, tento arranjar tempo para ler (estudar nesse caso) um pouco.

Bom sábado a todos.

Até.