segunda-feira, agosto 31, 2009

A Sopa 09/05

Casamento

Há treze anos era sábado. E chovia.

Horas antes, fui até o local da festa, que deveria estar pronto, só que a equipe que ia colocar o som ainda não tinha aparecido. Se eles não aparecessem, seria uma festa de casamento sem música. Depois da igreja, uma festa à capela, pensei. Azar, não havia nada que eu pudesse fazer naquele momento. Fui para a casa.

Em casa, hora de fazer a barba. Com todo o cuidado, “na ponta dos dedos”. No final, um deslize e craw! um talho no meu pescoço. Uma falta de prática ou um condicionamento cósmico, afinal o meu sogro havia tido o mesmo problema no seu casamento? Não importava muito naquele momento.

Cinco meses antes, quando fui marcar a data, o padre ficou surpreso quando eu disse que queria casar em agosto. “Ninguém casa em agosto”, ele disse, “dizem que dá azar”. Respondi para ele que dia trinta e um à noite já era praticamente setembro, e – além disso – a festa ia começar em agosto e ir até setembro, o que só podia ser um bom sinal, afinal de contas.

Quando a vi pela primeira vez, dia 02 de janeiro de 1995, pensei que ela era muita areia para o meu caminhãozinho. Que eu teria que fazer muito para merecê-la, para ser digno de estar com ela.

É o que venho tentando desde então.

E muito feliz.

Muito mais feliz há um ano, desde o nascimento da Marina.

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você


Te amo, Jacque.

Até.

quinta-feira, agosto 27, 2009

Xuxa e o Twitter

Está acontecendo um imbróglio com a Xuxa com relação ao Twitter.

Algo a ver com um erro de português que sua filha cometeu, e gerou grande polêmica.

Acho que é isso.

Pensei em comentar a situação, MAS É TÃO RIDIDULAMENTE SEM IMPORTÂNCIA, que seria um esforço muito grande, e não vale a pena.

Até.

domingo, agosto 23, 2009

A Sopa 09/04

Sempre gostei muito dos versos “... e a rotina crescia como planta, e engolia metade do caminho...” da música ‘Perdidos no Espaço’, do primeiro disco da Legião Urbana, por dizerem algo – em minha opinião – extremamente verdadeiro. Mais ou menos o mesmo que constatar que, ao fazer o mesmo roteiro todos os dias, deixamos de perceber o que há no caminho a espera do destino final. Pode parecer confuso, mas é simples. Ao fazer as mesmas coisas todos os dias – a rotina – passamos a fazê-las mecanicamente, sem pensar. É o lado “ruim” da rotina. Não é o único, contudo. A rotina, em seu lado positivo, traz consigo uma sensação de segurança, de estabilidade.

Foi o que descobri nos meus primeiros dias no Canadá.

Cheguei a Toronto, para um período que seria de um a três anos, em agosto de 2004. Até que tudo se estabelecesse, local para morar, conta no banco, burocracias para receber a licença médica, o trabalho em si, foram cerca de vinte dias. Os dez primeiros foram os piores justamente pela falta de uma rotina, de saber o que, onde e como fazer.

Tudo saiu bem, posso dizer ao olhar para trás e lembrar como foram aqueles dias, e saber que deixei grandes amigos lá que vão me fazer visitar o Canadá de tempos em tempos é um prova disso. A vida aqui mudou por causa do período que passei lá. E eu mudei, obviamente.

Mas eu dizia que cheguei em Toronto numa cinzenta manhã de agosto de 2004. E era dia vinte. Ali um novo mundo descortinou-se para mim, a partir do que fiz e do que (de quem) me tornei após esse período no norte do mundo. Da mesma forma que foi num vinte de agosto, só que há um ano, que outro mundo abriu-se para mim: o nascimento da Marina, minha filha, fez a vida tornar-se mais doce e deu uma motivação e uma força imensas para tocar a vida e encarar as coisas.

Sabia que iam ser boas ambas as experiências, mas não tinha como medir a extensão de seus efeitos, o que ainda me surpreende.

A passagem dos cinco anos desde que fui para o Canadá quase passou em branco, em meio à correria dos últimos dias, em termos de trabalho e de todo o resto. Mas lembrei em tempo, e pude lembrar mesmo que rapidamente de algumas histórias de bons momentos passados, e a conclusão de que, uma vez mais, a vida é isso, histórias para contar.

Até.

sábado, agosto 22, 2009

Sábado (e era domingo há 5 anos)

Toronto, 2004
Ao fundo, a CN Tower. Foto tirada do quarto do New College
Residence, onde fiquei durante a primeira semana da minha
temporada canadense. O dia 22/08/2004 caiu num domingo,
e foi o dia em que visitei a The Canadian National
Exhibition, a The EX.

quarta-feira, agosto 19, 2009