Ciclos.
Assim é feita a vida, de ciclos que iniciam e – em algum momento – devem terminar. Como terminam os dias, os meses, o ano. Assim sempre foi e sempre será.
Por isso eu gosto muito da virada do ano.
Mesmo que todos saibamos que o último dia de dezembro é exatamente igual ao primeiro de janeiro, a mudança simbólica, a sinalização protocolar da passagem do tempo, é um ótimo momento para – mesmo que animicamente – iniciar o novo ciclo, um novo momento. Funcionaria como zerar o cronômetro e, numa alusão ao futebol, colocar a bola no centro do campo e recomeçar o jogo. Eu faço isso sempre, de uma forma ou outra. Depois dos dias de descanso entre o Natal e o Ano-Novo que tradicionalmente fazemos em casa, e após as reflexões trazidas ao fazer retrospectivas do ano que termina, ainda há um tempo para planejar, projetar, estabelecer metas para o ano que virá.
Funciono bem assim.
Ao se aproximar o final do ano, começo a refletir sobre o quê foi feito no ano que termina, os meus atos, suas consequências e o que me aconteceu fruto do acaso. Reviso os caminhos percorridos e as decisões tomadas. Procuro colocar tudo em contexto, em perspectiva, durante a avaliação, se as decisões que tomei estiveram de acordo com o meu plano original ou não, ou, ainda, se o plano original teve que ser revisto porque também fazemos o caminho enquanto andamos, nunca esqueço. Após a retrospectiva do ano que termina, ou junto ou até antes, projeto o que virá baseado nas metas alcançadas e nas não alcançadas no ano que passou, desenvolvo as novas ideias e objetivos que viram (virarão) projetos que surgem (surgiram ou surgirão) ao longo desse período.
Faço planos, penso o futuro, mas não como ente estanque, imutável, mas como uma ideia geral, um caminho a ser desvendado, a ser estabelecido enquanto é percorrido.
E isso que nem falei das pessoas.
Elas são o mais importante.
Falo delas outra hora.
Até.
Nenhum comentário:
Postar um comentário