quarta-feira, agosto 12, 2026

Ainda sobre minha bolha (e zona de conforto)

Entre leituras que tenho feito por esses dias, li um texto que dizia que devemos ‘abandonar os locais que nos causam desconforto’. Onde não nos sentimos à vontade, onde não nos sentimos parte do todo. 

 

Contrasta com aqueles que dizem que devemos ‘sair de nossa zona de conforto’, pois estão nos orientando a – justamente – migrar de um lugar onde estamos bem, tranquilos, para um que nos deixa desconfortáveis. Seguindo as duas orientações, estaremos sempre de um lado a outro, do conforto para o desconforto, e vice e versa, num ciclo infinito, em um movimento constante, pendular, entre nos sentirmos em casa e nos sentirmos fora de nosso lugar.

 

Não sei.

 

Eu gosto da minha zona de conforto. É bom, confortável, como o nome diz. Por isso a ideia de sair voluntariamente dela me é estranha. Por que eu sairia de onde estou bem para um lugar que não é bom ou, no mínimo, não é confortável? Prefiro ficar no conforto da minha casa, obrigado.

 

O que não significa estagnação e tédio.

 

Como já escrevi antes, é da minha zona de conforto que vou crescer, vou progredir. Não vou sair da minha bolha, vou ampliá-la para incluir todos aqueles que eu considero significativos e importantes. Se eles não quiserem, paciência. A perda será deles...

 

Até.