O problema do mundo são as minorias barulhentas.
E não estou falando (apenas) de política.
Não tenho nenhuma dúvida que essa sensação ruim que temos com relação às pessoas, esse mal-estar coletivo, ele decorre apenas como reação às minorias barulhentas, que – com suas pautas diversas, que não vem ao caso – acabam dominando o ambiente. Quem grita mais alto ganha mais atenção, pensam.
Só que a maioria não é assim.
Nós, a maioria, nós somos quem respeita os outros, que aceita que as pessoas vivam suas vidas conforme suas crenças pessoais, conforme suas opções, nós que estamos presentes, e sempre no horário marcado, que mantemos a palavra e os compromisso assumidos, nós que respeitamos contratos firmados, nós que não tentamos nos aproveitar da boa vontade das pessoas, nós que pregamos que a liberdade individual é um princípio básico da existência. Somos nós que fazemos o mundo funcionar.
Os que gritam demais, brigam demais, aqueles que tentam levar vantagens pessoais em tudo que fazem, mesmo ou principalmente em detrimento de outros, aqueles que não estão no jogo para todos ganharem, esses – apesar de parecerem ser muitos – não predominam.
Nós, a maioria silenciosa, é quem tornamos a vida boa.
Muitas vezes, corremos o risco de generalizar e pensar que é a maioria que está gritando, e que as pessoas são assim, ruins.
Não é, não são.
Até.
