domingo, setembro 27, 2026

A Sopa

Hoje é sobre política. 

 

Por isso, já se sabe que é um crônica datada.

 

Não, não interessa o que eu penso sobre isso e muito menos em quem vou votar. Quem quiser conversar sobre isso, que fale pessoalmente comigo. Posso ouvir suas razões e posso mostrar meus argumentos, assim, de boa. Ou não, se seu clima for meio bélico quanto a isso.

 

Bom, estamos a uma semana das eleições no Brasil e, no fundo, ninguém tem certeza do que vai acontecer, qual será o resultado, para qual lado vai pender a balança dessa vez. Ambos os lados estão com os nervos a flor da pele que até beijo de novela os faz chorar (referência musical em meio a um assunto sério) e procuram (e até encontram) razões para justificar uma possível derrota.

 

Todos têm a certeza do apocalipse caso a sua linha de pensamento saia derrotada no final do processo, que terá dois turnos. Todos têm a certeza de que a única saída possível é o seu candidato vencer, independente do que o outro lado fale dele, de quem sejam seus aliados, ou cúmplices, se foi condenado ou não, se foi beneficiado por esse ou aquele esquema. Se está do mesmo lado que eu, ignoro tudo que me convém ignorar. Em meio a todo esse debate intenso, às diversas bolhas que não se tocam, uma coisa me impressiona.

 

É ver pessoas extremamente inteligentes, cultas, centradas, que têm minha admiração, com bons e fortes argumentos defendendo suas posições, se posicionarem de um lado e outro do espectro político com convicção admirável, com certezas definitivas. Terem para si a certeza de que sua linha, digamos, ideológica é a única saída possível.

 

E eu, o que penso?

 

Que a “minha bolha” é ampla o bastante para abrigar pessoas e pensamentos muito variados, e que me faz pensar e ver o mundo sob diferentes ângulos no momento de decidir. O que é muito bom, devo dizer.

 

E, se me estressar, vou pescar...


Até.