Ainda sobre minha primeira viagem para fora do Brasil.
Foi em 1995, para os Estados Unidos, no tempo em que os vistos para entrar nesse país eram – ao menos no nosso caso – de três meses, e o Consulado Americano era no Centro Histórico de Porto Alegre quando ainda não o chamavam de Centro Histórico, algum tempo antes de o consulado fechar e permanecer assim por vários anos, tanto é que tive que ir à São Paulo quando precisei de visto na mesma época em que fui morar no Canadá. Minha primeira viagem internacional, meu primeira experiência de voar.
Lembro que entramos nos Estados Unidos por Miami, onde ficamos uns dois ou três dias antes de seguirmos para Orlando e seus parques. Ficamos em um hotel em Miami Beach, e logo no primeiro dia fomos à praia e alugamos um jet-ski, também minha primeira vez (e única?). Saímos da praia e ficamos um tempo na piscina com hidromassagem... me sentia um privilegiado...
Depois desses talvez dois dias em Miami, seguimos para Orlando pela Florida Turnpike, pedagiada. Eu era o que melhor falava inglês ou, ao menos, eu era quem tinha a ‘cara de pau’ de falar, de interagir, conversar com as pessoas, principalmente em hotéis e restaurantes, meio que uma tradição que continuou por muitos anos em diferentes países e diferentes idiomas, mesmo eu não falando a maioria deles, até ser “substituído” pela Roberta, minha afilhada, no Uruguai em 2022...
Na estrada, entre Miami e Orlando, em um tempo antes dos pedágios automáticos, tínhamos que parar para pagar a tarifa (quando não apenas jogar as moedas em um coletor). Em uma dessas paradas, enquanto fazíamos o pagamento, aproveitamos para perguntar sobre uma direção que tínhamos que seguir, e a resposta que entendi na hora foi um estranho ‘Go to Hell’, o que não gerou uma resposta nossa qualquer, exceto estranhamento e seguirmos em frente.
Foi só depois que nos demos conta que a resposta havia sido ‘Go ahead’, siga em frente, e a confusão havia sido pelo sotaque de quem falou...
Meu inglês melhorou muito desde então...
Até.