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sexta-feira, março 06, 2009

Pai, perdoa-os porque não sabem o que dizem...

O médico que realizou o aborto na menina de 9 anos que estava grávida de gêmeos, Rivaldo Albuquerque, foi, pela segunda vez, excomungado da Igreja Católica. A primeira excomunhão do médico havia sido em 1996, quando o obstetra participou da criação do Serviço de Atenção a Mulheres Vítimas de Violência Sexual. O serviço faz abortos nos casos previstos em lei no Recife.

Rivaldo Albuquerque, que é católico praticante, disse que não vai deixar de ir à missa por causa disso. "O fato de ter sido excomungado não vai me impedir de pedir a Deus que nos ilumine, tanto a mim quanto a equipe", afirmou o obstetra.

O caso provocou polêmica em todo o mundo. O arcebispo de Recife e Olinda, dom José Cardoso Sobrinho, reafirmou sua posição contrária ao aborto e disse que o padrasto da menina, suspeito de ter praticado o abuso sexual, não está na lista dos excomungados.

"Ele cometeu um crime enorme, mas não está incluído na excomunhão. Porque existem tantos pecados graves... Esse padrasto, primeiro responsável, que estuprou a menina, é claro que cometeu um pecado gravíssimo; agora mais grave do que isso, sabe o que é? É o aborto, é eliminar uma vida inocente", disse o religioso.


As pessoas que são excomungadas pela Igreja Católica ficam proibidas de receber sacramentos como batismo, crisma, comunhão e casamento. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota, nesta sexta, em que destaca o mandamento "Não matarás" e reforça as críticas feitas ao aborto.


Fonte: Terra

segunda-feira, março 02, 2009

Por que voam as pedras?

Há algum tempo, decidi que não ia mais assistir futebol em estádio.

Naquele momento, sócio do Inter, eu tinha acesso gratuito a todos os jogos, e ia com certa frequência. Normalmente, como sócio, ficava na - como o nome revela - social. Próxima ao campo, chegava a reconhecer outros torcedores habituais.

Mas era muito chato.

Primeiro, porque boa parte de quem ia ao jogo estava lá só para reclamar, encher o saco. Os mesmo comentários idiotas, as mesmas manifestações estúpidas, ainda mais em um época em que o Inter ainda não havia sido campeão de tudo, o que não vem ao caso no momento. Logo após parar de ir ao estádio, mudei para o Canadá e, pela mudança, deixei de ser sócio.

Na volta do Canadá, o Inter jogava as semifinais da Libertadores da América, e pensei - estupidamente - que pareceria oportunismo me associar naquele momento. Não o fiz, como não fiz até hoje (o que pode mudar agora em época de centenário). De lá para cá (julho de 2006 até hoje) fui a, se não me engano, três jogos: a final da libertadores em que o Inter foi campeão, a um jogo do campeonato gaúcho do ano passado e, ontem, ao Grenal no Beira-Rio.

Fui por uma circunstância especial: me inscrevi para um sorteio e ganhei o ingresso. E fui sozinho.

Deixei o carro no estacionamento de um hospital próximo e fui a pé até o estádio, evidentemente dominado por torcedores colorados. Já faz um bom tempo em que Grenal em Porto Alegre tem praticamente torcedores de um só time, porque houve casos de violência e distúrbios. Atualmente, a torcida visitante chega e sai do estádio escoltada pela polícia, longe dos torcedores do time mandante, para justamente tentar evitar qualquer problema.

Asisti ao jogo e, assim que terminou (vitória do Inter, mas isso não vem ao caso) saí rapidamente para evitar o trânsito da saída do jogo. Não fui rápido o suficiente para passar antes dos torcedores gremistas...

Após andar parte do caminho, cheguei a um ponto em que não podia mais passar, policiais militares impediam a passagem porque os torcedores do grêmio passariam e queriam evitar o contato entre as torcidas. Fiquei ali, bem na frente do cordão de isolamento, esperando e ouvindo os comentários e entrevistas pós-jogo no rádio (com fones de ouvido) e observando o comportamento dos torcedores (de ambos os times).

Ridículo, infantil, o comportamento.

Xingamentos recíprocos, gestos racistas, toda forma de agressão verbal. Próximo a mim, um mais exaltado segurava um pedra. Andei alguns passos para longe dele, e vi um policial solicitar que ele largasse a pedra. De repente, voa um pedra vinda dos torcedores do grêmio, a atinge um torcedor, que sangra.

Entendo aí como pode descambar para a violência a raiva de uma torcida pela outra.

Respiro fundo, caminho até um bar e bebo um refrigerante.

Após alguns instantes, saio e vou para o carro e daí para casa.

Selvagem, o ser humano é mesmo selvagem.

Até.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Por que no te calas?

Um princípio básico da civilização deveria ser o de "se não sabes do que estás falando, é melhor ficar quieto". Ainda mais quando muita gente está te ouvindo e tuas palavras têm grande repercussão, por mais estúpidas que possam ser. E muitas vezes são.

O nosso Presidente é o melhor exemplo disso.

Desinformação, para dizer o mínimo.

Como quando ele deu a entender - por analogia - que usuários de crack (ou maconha, ou heroína, ou cocaína) deveriam poder consumi-lo em qualquer lugar, afinal "são viciados".

Não acredita?

Leia aqui.

Até.