Mostrando postagens com marcador escritos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador escritos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, maio 29, 2025

Repetição

Há quase um ano, decidi que eu deveria (tentar) escrever diariamente, como forma de prática, e - também - para aperfeiçoar a minha escrita. É o que sempre (me) digo, que vejo o ato de escrever também como trabalho braçal, artesanato.

 

Só que escrever, evidentemente, não envolve apenas a práxis, o ato mecânico de (hoje em dia) digitar as palavras escolhidas, porque não mais escrevo à mão, caneta ou lápis e papel. Ainda mais importante do que o ato mecânico de escrever, é ter histórias e estórias a contar, e caímos na definição que eu tenho da vida e de quem sou, que são estórias para contar e um contador de estórias, respectivamente.

 

Tenho histórias, conto estórias.

 

Só que escrever todos os dias traz um risco, que é o da repetição. Como minha rotina envolve iniciar o dia escrevendo, e aquilo que está em minha mente no momento que vou escrever, e a não ser que eu já venha com uma motivação prévia, vai ser tema da crônica do dia. Corro o risco, como disse, então, de – apenas após ter escrito e publicado – eu perceber que provavelmente eu já tenha escrito algo parecido anteriormente. 

 

Pode acontecer, sim.

 

Azar.

 

Até.

quarta-feira, julho 17, 2024

Falhei?

 Ontem não publiquei nenhum texto, justamente dois dias depois de ter anunciado em redes sociais que agora estava publicando diariamente. Péssimo timing...

Aconteceu, é da vida.

 

O consultório com suas demandas quadruplicadas pelo inverno úmido e chuvoso e de tosses e secreções, e “bronquites e sinusites”, e pacientes que involuntariamente atrasam e vira uma bola de neve que se estende para o meio da tarde no laboratório de função pulmonar e depois para a carona da Marina para casa e daí ao ensaio das terças-feiras e voltar para casa e a família e quando vi já estava acordando para a quarta-feira e o texto não tinha saído. Paciência.

 

Não é para ser um fardo difícil de carregar, mas também é um trabalho de disciplina, mas, também, artesanato. Como andar de bicicleta (que, como disse, ainda não retornei porque vou fazer uma avaliação médica antes), não dá para parar de pedalar para não perder o equilíbrio. Estou estabelecendo uma rotina de escrita novamente, e esses pequenos “deslizes” (ou desorganizações) ainda podem acabar ocorrendo. É parte do processo.

 

E, também, um motivo para uma pequena crônica no dia seguinte.


Até.

terça-feira, junho 18, 2024

Terça-feira

Recorrentemente, penso que seria útil ter alguns dias em que eu não tivesse nenhum compromisso externo e pudesse ficar em casa, entre minhas coisas, para organizá-las. A tendência dos dias corridos é acumular papéis e cartões, artigos e livros a serem lidos, que vão ficando e se avolumando, e são deixados para um futuro incerto. E, de tempos em tempos, começo uma limpeza que nunca se completa porque os afazeres da rotina não permitem, ou porque me deixo levar por atividades não produtivas não relacionadas, ou mesmo por lembranças despertadas pelo que encontro entre esses guardados... 

 

E lembro, então, da música que diz:

 

“Eu hoje joguei tanta coisa fora

Eu vi o meu passado passar por mim

Cartas e fotografia, gente que foi embora

A casa fica bem melhor assim”

 

Lá fora, o sol não aparece porque não é uma manhã de sábado.


Até.