segunda-feira, maio 08, 2006

Asas da Liberdade (ou me tirem desse elevador!)

Era maio. O ano, 1999, último ano de existência do mundo.

Sim, porque todos sabem que o mundo acabou em 31 de dezembro de 1999. As previsões de Nostradamus e dos engenheiros que previram o bug do milênio estavam certas. Isso o que vivemos até esse ano da graça de nosso senhor dois mil e seis nada mais é que um simulacro da realidade. Matrix. Nós somos parte de um software. Um jogo que vem sendo jogado por uma criança mal educada e espírito de porco. Quando a mãe dela descobrir como é esse jogo, acaba a brincadeira, acabamos todos nós.

Bom, em maio de 1999 nós, os Perdidos na Espace estávamos, a partir do dia 10, circulando por estradas européias. Passamos por Bélgica, Holanda, Alemanha, Suiça e, finalmente, França. Nossa primeira parada na França foi em Dijon, de onde fomos em direção ao Vale do Loire, pois queríamos visitar os castelos da região, Chambord, Amboise, Blois, Chenonceau, etc.

A primeira cidade em que paramos foi em Sully-Sur-Loire, pequena e simpática, junto ao catelo de Sully. Procuramos hotel (nem sempre era fácil encontrar hotel para os três casais e a xis-linha - a Beta, minha afilhada, que na época tinha dois anos e meio). Encontramos fácil, e parecia casa de vó. Quartos grandes, com carpete no banheiro (!), um quarto em tom de rosa e o outro em azul.

Tão cara de casa de vó que tinha até o vô.

Quando o mesmo, na manhã seguinte, foi servir o café para nós, foi impossível notar que o vô, apesar de não pode voar, era impressionante o tamanho da asa…

Salto no tempo.

Maio de 2006.

Saio do trabalho e volto para casa. Os dias têm sido muito bons aqui em Toronto na última semana, e está esquentando. Eu achava isso super-bom, até que entrei no elevador. Ao botar o pé dentro, fui atacado por um budum horrível, um cheiro de asa insuporável. Tentei sair, mas a porta fechou. Tive que agüentar subir dezenove andares com um vô com asa. E como vocês podem imaginar, não, ele não podia voar…

Até.

2 comentários:

Mauricio V. Almeida disse...

Cheiro de asa é muita boa. Não conhecia essa ainda.

lu disse...

Jamais confie no correio! Se forem teus livros apenas leve consigo em bagagem extra.