segunda-feira, abril 06, 2026

A Sopa

Cinquenta e quatro anos.

 

Completados ontem, junto com a Páscoa de dois mil e vinte e seis. A última vez que as duas datas – Páscoa e meu aniversário – haviam coincidido foi há onze anos, em dois mil e quinze, quando fomos para Punta del Este para um casamento no dia quatro, e brindamos após a meia noite com Möet & Chandon, em meio à festa do casamento. Foi a única vez que brindei meu aniversário com champanhe...

 

Vivo, quase chegando na metade da década dos cinquenta anos, um certo dilema existencial. Por mais que me afaste a cada minuto que passa do que as pessoas consideram juventude, continuo me sentindo ainda muito jovem, com muito tempo (sei que tenho) pela frente. Mais do que isso, em boa parte das situações – profissionais ou não – sigo me sentindo um aprendiz. Ainda valorizo muito ouvir sobre a experiência dos outros, aprender com os outros.

 

Ao mesmo tempo, em virtude de já ter percorrido muitos caminhos ao longo desses cinquenta e quatro anos, sei que tenho histórias para contar. Vivi boas (e outras nem tão boas assim) histórias, convivi com muita gente, aprendi algumas coisas, já sei aquilo de que não gosto e que não é para mim. Aprendi a dizer não (continuo aprendendo). 

 

Sei, também, de quem quero estar próximo e de quem quero distância, pois não preciso de energia negativa, de pessoas que drenem minha energia. Não quero conviver com gente chata, na medida do possível.

 

Os amigos. 

 

Esses eu quero por perto, pois aí está o sentido da vida.

 

Até.