terça-feira, abril 21, 2026

E choveu

Feriado.

 

Uma chuva fina caía sobre esse meu canto de Porto Alegre quando acordei, mais tarde que o habitual, mas ainda antes das oito horas da manhã. Tomei o café da manhã com calma lendo o jornal entregue na porta de casa, como faziam os antigos Maias e Aztecas. Agora preparo o chimarrão.

 

Ontem, segunda-feira, entre os atendimentos do consultório e uma reunião no final da manhã, parei na Associação dos Médicos do Hospital da PUCRS, local obrigatório (para mim, para mim) de parada diária, para tomar café, mas, principalmente, para encontrar amigos, colegas, eternos professores e mestres que viraram amigos. Parei para um rápido café antes da reunião e encontrei um deles, professor que virou amigo e que costuma me enviar dicas de música e sons frequentemente.

 

Ele não fizera feriadão, assim como eu.

 

Comentamos um pouco sobre isso, sobre o fato justamente de “termos” de trabalhar enquanto muitos outros descansavam, e que sabíamos que – por outro lado – tínhamos outros benefícios que compensavam trabalhar feriados e muitos finais de semana (o que, confesso, já não faço de forma regular há algum tempo, isso de violar a sacralidade do meu final de semana, mesmo que tenha aberto mão de oportunidades e renda, mas isso é outra discussão). As coisas são como são, e está tudo bem, concluímos.

 

A fase em que me encontro é – como podem notar – de reflexão. Enquanto preparo novos projetos, começo a pôr em prática algumas ideias, reviso os caminhos que percorri, e aqueles que percorro agora. Procuro coerência, mas não para explicar ou justificar para quem quer que seja minhas decisões, mas para me certificar de que continuo no caminho que – mesmo sem em algum momento me desviei - um dia concluí que era o certo para mim. Para o bem e para o mal, quero viver as consequências de minhas escolhas, não de minhas omissões.


Até.