Assim, aparentemente do nada, houve dois momentos nos últimos dias em que o tema de conversas em que participei esteve relacionado à aposentadoria e a vida após. É possível que pensem que isso tem relação com a minha idade e a faixa etária das pessoas com as quais convivo.
Sim e não.
É uma discussão um pouco mais ampla, na verdade. Tenho amigos que já se aposentaram e outros que estão se aproximando disso, mas não é essa a razão do assunto ser esse. A primeira foi a partir de um caso de um paciente de um colega que tinha um emprego bom e estável, bem remunerado, e se programou financeiramente para ‘aproveitar a vida’ quando da aposentadoria.
Tudo certo, exceto pelo fato que adoeceu, e ficou cego antes disso...
A segunda conversa foi mais próxima, com um amigo de mais de quarenta anos, e discutimos isso, o problema de quem ‘espera’ para viver, ou aproveitar – independente do que isso signifique para cada um, entre desejos e possibilidades - a vida. Em resumo, o que – ou como – vivemos nossas vidas.
Tenho por objetivo próprio, pessoal, ser e fazer exatamente isso: não esperar um possível futuro, que não existe, e viver intensamente dentro das minhas verdades, do que considere o importante e o melhor para mim. Experiências muito mais do que bens materiais. É um processo, um caminho, esse que percorro.
Tento me desapegar para apenas ser.
Até.