Não me convidaram para essa festa pobre que os homens armaram para me convencer, a pagar sem ver, toda essa droga, que já vem malhada antes de eu nascer. Sensação comum essa, não?
Pois é.
Esse sentimento de que não somos parte, que não fomos – realmente – convidados para eventos que gostaríamos de participar, de ser da turma, da ‘patota’ (quem é que usa esse termo hoje em dia?!) muitas vezes incomoda. Ninguém que gosta de se sentir excluído, claro. E acontece o tempo todo, com todo mundo, em maior ou menor grau, em diferentes situações.
Comigo também, obviamente, como muitas vezes já contei. E já me senti excluído muitas vezes antes, em locais em que não gostaria de me sentir assim e, pior, em situações em que não estava sendo excluído, era tudo fruto da minha imaginação. E o (meu) trabalho sempre foi no sentido de me sentir parte, me sentir conectado.
O problema era (ainda é?) comigo, eu sei.
A ilha, a ilha...
Estou bem melhor, estou bem melhor.
Até.

