Data: 17/09/2026, a partir das 18h30.
Local: School of Rock Benjamin
Rua Benjamin FLores, 57
Crônicas e depoimentos sobre a vida em geral. Antes o exílio; depois, a espera. Agora, o encantamento. A vida, afinal de contas, não é muito mais do que estórias para contar.
Tradicionalmente, o começo do ano, período de verão e férias aqui no Sul do Mundo, é um momento caracterizado por um menor movimento de trabalho no consultório, pois a pneumologia é uma especialidade que tem um significativo componente sazonal. Não me queixo, estou acostumado.
Aproveito, então, esse período para trabalhar em meus projetos literários. É hora de reler, selecionar, revisar e reescrever escritos em preparação a um possível novo livro de crônicas.
Se penso em escrever ficção?
Um dia, um dia, quando estiver (me sentir) melhor preparado.
Até.
Lancei meu segundo livro em julho passado.
‘Eu Pai, Eu Filho’, seu título, reúne crônicas escritas ao longo dos anos que tratam justamente desse tema: as experiências, as vivências como pai da Marina e filho do Gilberto e da Tânia. Mais uma vez, são reflexões minhas a respeito da vida (a minha, claro) e da passagem do tempo. Já havia sido em parte assim com o ‘A Sopa no Exilio’.
O lançamento, em um sábado de julho em um café aqui perto de casa, foi bem legal, com a presença de amigos queridos que estiveram lá. Está à venda - o livro, não o café - no site da Editora Bestiário, ali na School of Rock Benjamin, na Associação dos Médicos do Hospital da PUCRS e na Amazon.
Pois bem.
Hoje às 19h haverá uma sessão de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre, assim como foi no ano passado. Mais uma vez, vai ser legal, por simbólico. Não imagino – honesta e serenamente - que muitas pessoas estejam presentes, afinal a maioria de quem iria comprar já o fez no lançamento. Quem se fizer presente me fará muito feliz, claro.
Estar lá, na Feira do Livro, autografando mais um livro, o segundo em dois anos, é motivo de uma alegria genuína, pura, mesmo que estejam lá comigo apenas a Jacque e minha Mãe. Não tem problema.
Consegui, consegui.
Até.
Escrever é um ato solitário.
Digo que escrevo sozinho, para mim, eu cá com meus botões, e tenho a escrita como forma de terapia, com forma de traduzir, materializar na folha em branco virtual, expressar sensações e sentimentos e angústias. Minhas, e só minhas. Escrevo sobre mim, na maior parte das vezes. Quem sou e como eu vejo o mundo.
Me exponho. Como em uma vitrine, como se estivesse em um balcão de açougue, com minhas entranhas, minhas vísceras expostas ao público passante. Me disseco em praça pública (exagero, eu sei, mas vale como figura de linguagem...).
E está tudo bem.
Faço isso voluntária e conscientemente, porque sou assim. Só que o confessar, o dissecar e o me expor é também literatura. Ou seja, coloco em destaque, amplifico, algumas vezes dramatizo a vida no papel, e sei que sabem que a vida real, do dia a dia, do prato de comida e do trânsito difícil nem sempre é assim.
Obrigado a você, que me lê.
Mas cuidado com o que você lê...
Até.
“Tem dias em que a gente se sente, como quem partiu ou morreu, a gente estancou de repente, ou foi o mundo, então, que parou”.
A força que determinadas poesias e letras de música têm ainda me impressiona e maravilha. Impactam, perturbam, fazem pensar. Têm o poder de nos fazer parar para, além de escutar, ouvir.
É também por isso que eu tenho verdadeira adoração por determinadas composições em língua portuguesa. A sonoridade, o peso, mas também a doçura que as palavras conferem à obra é tocante. Como, por exemplo, em ‘Oceano’, do Djavan, talvez um dos mais belos versos da música brasileira, que diz:
“Vem me fazer feliz porque eu te amo
Você desagua em mim
E eu oceano”
Eu aprecio muito a palavra, escrita ou falada.
Por isso me deixa muito feliz estar novamente incluindo na minha rotina diária a leitura de literatura, além de textos técnicos relacionados à medicina. Certamente é devido ao MUSICLUBE de Leitura, que está com as inscrições abertas e ocorrerá na School of Rock Benjamin POA, mediado pela escritora e atriz Ana Carolina Machado e por esse que vos escreve.
Vai ser bem legal.
Ainda dá tempo de se inscrever.
Até.
Hoje, com esse pequeno texto comemorativo, esse espaço (blog, se quiserem...) está celebrando a sua publicação de número, como o título do texto antecipa, três mil. Desde junho de 2004, logo antes da minha ida para o Canadá.
Começou, de certa forma, sem muita pretensão, e sua longevidade é – sim – uma surpresa para mim. E motivo de felicidade, claro. Até livro este ‘A Sopa no Exilio’ já virou (tem uma sessão de autógrafos marcada para 04/11 na Feira do Livro de Porto Alegre, contei para vocês?).
Sempre pensei que poderia virar livro, confesso, e era minha intenção, mas que em algum momento foi deixada de lado por fatores outros, até que – com mais de cinquenta anos de idade – pensei, ‘por que não?’, e fui atrás. Deu certo. Mais um momento de felicidade.
A frequência de escritos variou muito ao longo dos anos, desde quando escrevia diariamente enquanto morava sozinho em Toronto até o ano de 2017 em que publiquei algo (fotos, provavelmente) apenas cinco vezes, até julho desse ano de 2024 quando decidi que queria voltar a escrever diariamente, e tenho trabalhado para isso.
Tem sido uma jornada divertida.
Espero que vocês estejam curtindo.
Eu estou.
Até.
Alguns meses antes de me mudar temporariamente para Toronto, então, eu criei o blog, com dois objetivos básicos. Seria uma forma de continuar escrevendo regularmente e, também, uma maneira de me comunicar com o Brasil, dar notícias minhas a quem tivesse o interesse em saber. O exílio da Sopa seria o meu tempo de Canadá. Durante o tempo em que estive lá, consegui ter a disciplina da escrita diária. Contribuiu para isso, evidentemente, o fato de estar lá basicamente para estudar / trabalhar, e morando sozinho.
Após a volta ao Brasil, em 2006, o momento foi de recomeçar a vida profissional e focar o no trabalho. Com isso, a escrita (e o blog) ficaram meio de lado, com alguns “surtos de escrita”, como as histórias de viagem e durante a pandemia, naquele período em que o movimento do consultório caiu muito, e não havia interações sociais. Desde então, tenho procurado manter uma regularidade mínima de escritos, com maior ou menor sucesso. Ao longo de todo esse tempo, porém, permaneceu mais ou menos “no ar” o desejo que eu tinha de publicar um livro, sair do digital e ter uma evidência “física” de que sou um escritor. Em dezembro do ano passado decidi que esse ano seria o ano em que publicaria o meu primeiro livro.
Era chegada a hora.
Criei cronograma de trabalho bem conservador para o ‘projeto livro’.
Iniciei o ano fazendo uma primeira seleção de crônicas e contos que potencialmente entrariam no livro. Meu plano era fazer – durante os meses de janeiro e fevereiro – essa seleção, e, também, a revisão dos textos e reescrita daqueles que pedissem ajustes. Eliminaria aqueles datados, os que eu considerasse inadequados ou fracos, e aqueles que não tivessem mais sentido em 2024.
Seguiria com mais uma revisão em março (planejava imprimir os textos para revisá-los e rabiscá-los se necessário) e apenas depois disso, já em abril, passaria a estudar a forma de publicação. Se faria com editora, se financiaria eu mesmo a publicação ou faria um financiamento coletivo. Imaginava um lento processo.
Não foi.
Selecionei o material (para até três livros, na verdade), organizei, reescrevi o que precisava e, no início de março estava pronto para iniciar a busca pela publicação. Busca essa que durou pouco mais de vinte e quatro horas. Enviei e-mail para uma editora que haviam me recomendado (Ed. Bestiário) e logo me responderam positivamente com relação a publicar meu livro. Confesso que levei um tempo para acreditar que estava acontecendo.
O livro ‘A Sopa no Exílio’ foi lançado no início desse mês de junho de 2024, quase no mesmo dia em que o blog havia sido lançado, em 2004. Quando me perguntaram como a publicação do livro, respondo que foi rápido.
Vinte anos de preparação (ou para tomar coragem de colocar a cara à tapa...).
Até.
A Sopa no Exílio está virando livro!
As crônica selecionadas desses vinte anos de blog reunidas em um livro.
Lançamento em maio/2024 (data a ser anunciada) pela Editora Bestiário.
Bom final de semana a todos.
Até.
(As Ruínas de Gênova uma vez Delimitados os Mais Altos Valores da Bolsa em Conseqüência do Aumento do Consumo de Drogas em Nova Iorque)