Tempos estranhos, esses.
Já devo ter começado mais de um texto/crônica dessa forma no passado. Quero dizer que ainda me admiro com o mundo, com as coisas (apesar de que "os que se julgam espertos acham que a admiração é um alarmante sintoma de ignorância, e por isso afirmam que só os tolos se admiram..."). Tento - e nem sempre consigo, óbvio - ver o mundo com algum senso de perspectiva. A insignificância da praia perante a grandiosidade do oceano, mais um tema recorrente de antigos escritos.
Ando particularmente impressionado com a necessidade que todos tem de ter opinião sobre qualquer assunto, qualquer fato. Todos viraram especialistas em tudo, e fazem questão de manifestar todas as suas opiniões em público, para que todos ouçam, mesmo que não queiram ou não se interessem em ouvir. As redes sociais são um campo livre para isso, e lá vão as pessoas se posicionar sobre a Criméia, o avião que caiu no Índico, Venezuela, Petrobrás e por aí vai.
Pois é.
O prezador leitor pode perguntar se não é isso o que faço, esse texto sendo um exemplo disso.
Pois é, de novo.
Sim, até o é, mas com um atenuante: eu não estou obrigando ninguém a ler, vem até aqui quem tiver vontade, ou curiosidade. Ao abrir o seu facebook você não dará com a minha opinião em letras garrafais em sua timeline. Pode ser que não faça diferença mesmo.
Pois é, uma vez mais.
O que quero dizer é que não tenho opinião sobre tudo, e cada vez tenho menos certeza das coisas que achava que eu sabia bem. Começo a ter a impressão de que tenho pouco conhecimento (pouca informação sobre os fatos) para ter uma opinião formada. Tudo que sei é que cada vez mais nada sei.
Princípios.
Isso eu tenho.
Acho que basta.
Até.
Crônicas e depoimentos sobre a vida em geral. Antes o exílio; depois, a espera. Agora, o encantamento. A vida, afinal de contas, não é muito mais do que estórias para contar.
terça-feira, março 25, 2014
sábado, março 15, 2014
sábado, março 08, 2014
Sábado (oito de março novamente)
E já são dezenove anos, muito bem vividos...
Bom sábado a todos.
Até.
terça-feira, fevereiro 25, 2014
Ele
O silêncio, que parece ausência.
Ou omissão.
Nada disso: reflexão.
O mundo anda tão complicado. Esse é um tempo de opiniões extremadas, de violência e barbárie, e que vem de todos os lados. Os tiros vem de todos os lados.
O melhor é ficar quieto, pensar, tentar entender o que se passa com o mundo e com as pessoas.
Mas não por muito tempo, não por muito tempo.
Até.
sábado, fevereiro 01, 2014
Sábado (e é verão)
Uma foto antiga enquanto fico aqui protegido do calor extremo no ar condicionado...
Bom sábado a todos.
Até.
domingo, janeiro 26, 2014
Um domingo
Assim é o tempo.
Vai passando, e passa muito rápido quando olhamos para trás, quando pensamos no que foi e no que aconteceu. Ou, melhor, em quem fomos e no que fizemos até aqui.
Pensei nisso ontem à noite ao assistir o filme 'Somos Tão Jovens', que conta a história do Renato Russo e do início da Legião Urbana. Parênteses. Houve um tempo em que parei de ouvir Legião. Como se - em algum momento - houvesse ficado "saturado" e precisasse dar um tempo, pegar outros ares. Isso faz alguns anos. Vinha já em processo de reaproximação, de reconhecimento, quase como fazendo as pazes (comigo mesmo?). Fecha parênteses.
O título, 'Somos Tão Jovens', inspirada na e referência à música 'Tempo Perdido', remeteu-me a outra, 'Sapatos em Copacabana', do Vitor Ramil, ambas mais ou menos da mesma época (final dos anos oitenta) e que diz "Sei que não tenho idade / Sei que não tenho nome / Só minha juventude / O que não é nada mal". A mensagem das duas músicas, aliás. a forma que eu interpretava as duas e as tornava - podemos dizer - minhas, fez com que fossem marcantes. Partes da minha própria trilha sonora.
Lembrei, então, do longo caminho percorrido e de que já não sou tão jovem.
Antes de dormir, passei no quarto da Marina, e a olhei dormindo, profunda e tranquilamente.
Não foi tempo perdido.
Até.
quarta-feira, janeiro 08, 2014
Diário de Viagem
View Larger Map
Estamos voltando para o Brasil amanhã à noite. E estamos bem, óbvio.
Depois dos primeiros dias em Orlando, visitando alguns dos parques, viemos para NY para passar Natal e o Ano Novo. Foram dias tranquilos de passeios e família.
As duas winter storms que passaram por aqui não nos atingiram. Nem Hércules, e muito menos Ion, conseguiram atrapalhar nossos planos. Claro que a primeira grande onda de frio, na semana passada, nos fez alterar um pouco os nossos planos: sairíamos de NY no dia 02, quinta-feira passada, e iríamos em dois dias até Stowe, em Vermont, onde havíamos reservado um final de semana "na neve". Com a chegada de Hércules, decidimos ficar de molho na quinta e na sexta e viajar no sábado, direto, os cerca de 550km até lá (quase na fronteira com o Canadá, a 200km de Montreal).
Foi uma viagem tranquila. Longa, mas tranquila, com céu azul e a estrada seca e neve até o acostamento. Chegamos lá sábado à noite. O hotel, o Green Mountain Inn, é de 1833.
O domingo, então, foi dia de one horse open sleigh...
Até.
Assinar:
Postagens (Atom)