Crônicas e depoimentos sobre a vida em geral. Antes o exílio; depois, a espera. Agora, o encantamento. A vida, afinal de contas, não é muito mais do que estórias para contar.
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sábado, outubro 18, 2014
Sábado (e o fim de uma era...)
Nossa casa da praia foi vendida essa semana.
Uma parte muito significativa da minha vida passei lá, nos verões com a Turma do Muro.
Outra hora escrevo mais.
Até.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
O dia
Mais um dia terminando.
Acordar cedo, calor, paciente, calor, vai para o outro hospital, calor, água, calor, exame, calor, reunião, calor, almoço, calor, volta ao hospital, calor, pacientes, calor, passada em casa, nova reunião, calor, atravessa a cidade, calor, volta para casa, calor.
Raios, trovões, chuva forte.
Calor de novo.
Ar condicionado e caipirinha.
Fim.
Até.
Acordar cedo, calor, paciente, calor, vai para o outro hospital, calor, água, calor, exame, calor, reunião, calor, almoço, calor, volta ao hospital, calor, pacientes, calor, passada em casa, nova reunião, calor, atravessa a cidade, calor, volta para casa, calor.
Raios, trovões, chuva forte.
Calor de novo.
Ar condicionado e caipirinha.
Fim.
Até.
terça-feira, janeiro 24, 2012
Histórias de Verão (um texto antigo)
Verão.
Litoral norte do Rio Grande do Sul. Manhã de sol, brisa amena e água clara, de temperatura agradável. Milhares de pessoas na praia, tomando sol, deitadas ou caminhando. Nós (o Paulo e eu) estamos parados observando as crianças, filhos e sobrinhos, que brincam com as ondas. Correm de um lado a outro sob nossos olhares atentos e vigilantes. Vez e outra um ou outro grita instruções sobre onde devem ficar e para onde não devem ir. No meio disto, conversamos:
- Mudou o ano, hora de mudanças.
- É isso aí.
- Temos que definir quem vamos ser daqui para frente.
- A-hã.
- Estive pensando, e só temos duas opções de mudança.
- Que são...
- Surfistas ou metrossexuais.
- Desenvolva esse pensamento.
- Podemos virar surfistas. Compramos um pranchão, um carro de surfista e... Qual o carro dos surfistas?
- Parati?
- Não, parati não. Isso era nos anos oitenta. Agora deve ser outro.
- Não tenho nem idéia, para mim era ainda parati.
- Deixa para lá. Compramos um pranchão, e vamos pegar onda. Aliás, nem precisa pegar onda, basta ter atitude.
- Mas com esse marzinho de hoje, dá para chegar fácil no outside. Subir na prancha, bom, são outros quinhentos. Mas tem uma coisa...
- O quê?
- Assim, usando sunga, estamos mais para metrossexuais.
- Tem razão, acho que estamos mais para metrossexuais. Mas o que metrossexuais bebem na beira da praia? Qual o drink dos metrossexuais? Não pode ser cerveja...
- Claro que não, e nem caipirinha, que não são bebidas adequadas. Champanhe?
- Não, é coisa de metido à besta. Os metrossexuais são assim, simples mas não simplórios.
- Despojados.
- Isso aí.
- Sabem cozinhar...
- Nós sabemos.
- Curtem ficar em casa, receber a turma, preparam jantares legais, criam um clima legal na casa, com velas...
- Epa.
- O quê?
- Vela não.
- É, vela é coisa de veado.
- Parece que a linha que separa a metrossexualidade da homossexualidade é muito tênue.
- Qual é o preço da parati e da prancha mesmo?
Litoral norte do Rio Grande do Sul. Manhã de sol, brisa amena e água clara, de temperatura agradável. Milhares de pessoas na praia, tomando sol, deitadas ou caminhando. Nós (o Paulo e eu) estamos parados observando as crianças, filhos e sobrinhos, que brincam com as ondas. Correm de um lado a outro sob nossos olhares atentos e vigilantes. Vez e outra um ou outro grita instruções sobre onde devem ficar e para onde não devem ir. No meio disto, conversamos:
- Mudou o ano, hora de mudanças.
- É isso aí.
- Temos que definir quem vamos ser daqui para frente.
- A-hã.
- Estive pensando, e só temos duas opções de mudança.
- Que são...
- Surfistas ou metrossexuais.
- Desenvolva esse pensamento.
- Podemos virar surfistas. Compramos um pranchão, um carro de surfista e... Qual o carro dos surfistas?
- Parati?
- Não, parati não. Isso era nos anos oitenta. Agora deve ser outro.
- Não tenho nem idéia, para mim era ainda parati.
- Deixa para lá. Compramos um pranchão, e vamos pegar onda. Aliás, nem precisa pegar onda, basta ter atitude.
- Mas com esse marzinho de hoje, dá para chegar fácil no outside. Subir na prancha, bom, são outros quinhentos. Mas tem uma coisa...
- O quê?
- Assim, usando sunga, estamos mais para metrossexuais.
- Tem razão, acho que estamos mais para metrossexuais. Mas o que metrossexuais bebem na beira da praia? Qual o drink dos metrossexuais? Não pode ser cerveja...
- Claro que não, e nem caipirinha, que não são bebidas adequadas. Champanhe?
- Não, é coisa de metido à besta. Os metrossexuais são assim, simples mas não simplórios.
- Despojados.
- Isso aí.
- Sabem cozinhar...
- Nós sabemos.
- Curtem ficar em casa, receber a turma, preparam jantares legais, criam um clima legal na casa, com velas...
- Epa.
- O quê?
- Vela não.
- É, vela é coisa de veado.
- Parece que a linha que separa a metrossexualidade da homossexualidade é muito tênue.
- Qual é o preço da parati e da prancha mesmo?
segunda-feira, janeiro 23, 2012
Verão
Que estou gostando da minha nova rotina.
Sim, eu sei que não vai ser assim por muito tempo (aos menos espero que não) e logo estarei correndo novamente. Mas, por esses dias de verão, tem dado para ir levando de maneira bem tranquila.
As atividades na Universidade recomeçaram, mas durante o verão são quinzenais, o que me deixa com uma terça-feira de férias a cada quinze dias até a metade de fevereiro. Amanhã, por exemplo, estou de férias. As demais atividades (autônomas) estão devagar por razões sazonais: no verão as pessoas adoecem menos do pulmão, digamos assim.
Com isso, tenho sido frequente e disciplinado na atividade física.
Por outro lado, é claro que há muito o que fazer.
Projetos científicos, planos de trabalho, aulas, organização do evento de junho da Sociedade de Pneumologia, entre outros. Mas o verão - e conta o fato de eu ter voltado de quase um mês de férias - faz o trabalho ser - sob certo aspecto - mais leve.
Com o ar condicionado ligado, então, melhor ainda.
Até.
Sim, eu sei que não vai ser assim por muito tempo (aos menos espero que não) e logo estarei correndo novamente. Mas, por esses dias de verão, tem dado para ir levando de maneira bem tranquila.
As atividades na Universidade recomeçaram, mas durante o verão são quinzenais, o que me deixa com uma terça-feira de férias a cada quinze dias até a metade de fevereiro. Amanhã, por exemplo, estou de férias. As demais atividades (autônomas) estão devagar por razões sazonais: no verão as pessoas adoecem menos do pulmão, digamos assim.
Com isso, tenho sido frequente e disciplinado na atividade física.
Por outro lado, é claro que há muito o que fazer.
Projetos científicos, planos de trabalho, aulas, organização do evento de junho da Sociedade de Pneumologia, entre outros. Mas o verão - e conta o fato de eu ter voltado de quase um mês de férias - faz o trabalho ser - sob certo aspecto - mais leve.
Com o ar condicionado ligado, então, melhor ainda.
Até.
domingo, janeiro 15, 2012
Fim de semana na praia
Verão.
Ainda não usei protetor solar nenhuma vez.
Foram dois finais de semana em que fomos para a praia, o do ano novo e esse que ora termina. Choveu em ambos. De sexta para sábado, ininterruptamente. Ontem, por volta das 10h30, a chuva parou. Pensando na Marina - louca para brincar na areia - rumamos em direção à beira da praia, de carro. Ao chegar na avenida beira mar, começou a chover fraco.
Não parei o carro.
Voltamos para casa e, quando chegamos, chovia forte. As ruas viraram rios, praticamente uma Veneza do sul. Ao final da tarde, após acordar da siesta, "atravessamos uma lagoa" para chegar num mercadinho e fazer compras para a janta.
Sopa de capeletti e vinho tinto.
Que tomamos contando estórias e olhando fotos de viagem.
Hoje cedo, ao acordar, sol.
Hora de voltar para casa, então.
Final de semana perfeito.
Até.
Ainda não usei protetor solar nenhuma vez.
Foram dois finais de semana em que fomos para a praia, o do ano novo e esse que ora termina. Choveu em ambos. De sexta para sábado, ininterruptamente. Ontem, por volta das 10h30, a chuva parou. Pensando na Marina - louca para brincar na areia - rumamos em direção à beira da praia, de carro. Ao chegar na avenida beira mar, começou a chover fraco.
Não parei o carro.
Voltamos para casa e, quando chegamos, chovia forte. As ruas viraram rios, praticamente uma Veneza do sul. Ao final da tarde, após acordar da siesta, "atravessamos uma lagoa" para chegar num mercadinho e fazer compras para a janta.
Sopa de capeletti e vinho tinto.
Que tomamos contando estórias e olhando fotos de viagem.
Hoje cedo, ao acordar, sol.
Hora de voltar para casa, então.
Final de semana perfeito.
Até.
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
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