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quinta-feira, maio 01, 2025

Nunca Gostei

Eu nunca gostei da ideia de fazer plantões.

 

Falo como médico, claro. Principalmente noites e finais de semana. A ideia de dormir fora de casa, ou passar um sábado, por exemplo, trabalhando em uma emergência, sempre foi contra o que eu gostaria. E sofria com a ideia.

 

Não com o plantão em si, esclareço. Gostava de estar no plantão. O trabalho era – na maior parte do tempo – bom de se fazer. Isso, aliás, quando trabalhava em locais em que se ofereciam condições mínimas para se exercer a minha função, o que nem sempre aconteceu, já que trabalhei em lugares bem difíceis mesmo. Mas íamos levando do jeito que dava.

 

O que eu realmente não gostava era da ideia de estar de plantão. O pré-plantão, o saber que estaria de plantão em determinado dia e hora. A antecipação era o que me matava. Estar no plantão estava bem, mesmo com noites não ou mal dormidas. O que me matava era a antecipação.

 

Pode chamar de ansiedade, tudo bem.

 

Houve uma época em que fazer plantões era fundamental em termos de renda, não havia a opção de não fazer. Então, muitas vezes os dias se alternavam entre a angústia de saber que estaria de plantão, o plantão em si, o cansaço vindo do plantão e novamente a angústia antecipatória. Era uma fase que deveria ser passada, paciência. Em determinado momento, alguém sugeriu que eu tomasse algum medicamento para reduzir essa ansiedade, essa angústia (o que era uma boa ideia), mas optei por não fazer (bobagem minha).

 

Quando recomecei a vida aqui após voltar do Canadá, há quase vinte anos, optei por não fazer plantões, mesmo que isso significasse que inicialmente minha renda seria bem menor do que poderia. Foi quando comecei a acumular atividades diversas, assumir funções, ‘abraçar’ o que surgisse, para depois, ao longo do tempo, ir selecionando o melhor para mim. 

 

Tem dado certo, afinal. Pelo menos é assim que vejo.

 

E sigo fazendo isso, priorizando, até hoje.


Até. 

domingo, junho 26, 2022

A Sopa

Sobre trabalho.

 

A ideia de ter emprego, estabilidade, trabalhar em horário comercial de segunda à sexta-feira e receber religiosamente no final do mês sempre me agradou muito. Por muito tempo, também a ideia de ser um burocrata foi tentadora. Como eu disse, a estabilidade e o horário comercial sempre pareceram tentações para mim.

 

Só que fiz medicina, o que – de certa maneira – não é compatível com essa prática. Mas até certo ponto, claro, tanto é que já fui funcionário concursado, com horário estabelecido, e dias facultativos. E era bom, confesso. Mas o momento em que virei funcionário público não foi o mais propício porque eu já tinha outras atividades paralelas, o que dificultavam o cumprimento da carga horário prevista, tanto é que – dois anos após assumir o cargo – pedi minha exoneração, dez anos atrás.

 

Na época em que fui médico da Prefeitura de Porto Alegre, além de funcionário público eu tinha o meu consultório, era professor em Santa Cruz do Sul e trabalhava no Pavilhão Pereira Filho, além de fazer parte da diretoria da SPTRS. Por melhor que fosse o trabalho e a ideia de estabilidade do cargo público, não era para mim.

 

Mais adiante, enquanto ainda era professor da UNISC (a 150km de Porto Alegre, e eu ia e voltava uma vez por semana), fui contratado como médico especialista por uma empresa farmacêutica multinacional, e tinha viagens praticamente semanais a trabalho, eventualmente até locais tão distantes como Belém do Pará, por exemplo. Era realmente bom, tive a oportunidade de trabalhar e conviver com ótimos colegas, tanto em nível nacional quanto internacional, e – tão bom quanto – o salário e os benefícios eram ótimos. Por um tempo, mantive o consultório, a Universidade, a indústria e a Sociedade de Pneumologia ao mesmo tempo.

 

Era cansativo, confesso.

 

Por questões burocráticas vistas durante uma auditoria da GSK (e aproveitando um momento propício para isso) acabei rescindindo meu contrato com a Universidade, o que me permitiu um pouco mais de tempo para me dedicar às outras atividades. Estamos nesse momento na metade de 2018. Ao final daquele mesmo ano, por questões diversas e que não vem ao caso, decidi que 2019 seria meu último ano como funcionário da indústria. Que até o final daquele ano eu me organizaria para sair e seguir como profissional liberal. Estava tranquilo e decidido.

 

Na metade de fevereiro de 2019, ao voltar de férias, minha saída da empresa foi antecipada por um corte de vagas, digamos assim. Éramos três médicos especialistas e deveriam ficar apenas dois naquele momento. Como eu era o mais novo dos três na empresa, e o que morava mais longe do Rio de Janeiro, minha vaga foi cortada e rescindiram meu contrato. O pacote de rescisão foi bom, e decidi que o ano de 2019 seria meio que sabático: ficaria apenas no consultório, atendendo pacientes, sem outras atividades. Período sabático esse que duraria até final de fevereiro de 2020, quando voltaria a pensar em outras atividades além do consultório.

 

E veio a pandemia.

 

Mesmo assim, em meio a pandemia, voltei a ser professor de medicina, agora na UNISINOS, em São Leopoldo/RS, região metropolitana de Porto Alegre. Foi bom, porque havia ficado com saudades de ser professor. Ao longo desse período, contudo, acabei vendo que as obrigações que tinha como funcionário já me incomodavam mais do que a segurança do salário certo no final do mês me dava. O fato de não ser completamente senhor do meu tempo (ou a incapacidade de ter essa ilusão, ao menos) começaram a quase me irritar.

 

Foi quando eu vi que estava chegando ao final de mais um ciclo.

 

Que eu deveria fazer uma nova correção de rumo.

 

Estava decidido a sair da Universidade, já contava os dias para isso.

 

Foi quando surgiu um novo projeto, um novo rumo. 

 

Ficou ainda mais fácil dar o passo em frente.


E foi o que fiz.

Até. 

sábado, junho 25, 2022

Sábado (e uma despedida)

Centro Médico Capilé, São Leopoldo/RS


       Ontem foi o meu último dia como professor do Curso de Medicina da UNISINOS, em São Leopoldo. Foram dois anos bem legais, apesar da pandemia que tornou muitas da atividades virtuais e, pior, impedido as confraternizações presenciais (tem colegas - agora ex - que nunca encontrei pessoalmente neste período).

          Meu agradecimento a todos.

          Parto agora para um novo projeto, um novo momento.

          Depois compartilho por aqui.

          Bom sábado a todos.

          Até.

sábado, setembro 26, 2020

domingo, fevereiro 24, 2019

Dormir

Sobre o dormir.

Há muitos anos (muitos, sim, na escala em que medimos a vida olhando os dias que passam em meio às atividades comezinhas - no sentido de caseiras, domésticas - que é o comum e normal, mas não muitos anos de olharmos em perspectiva, na escala de tempo do universo) acordo cedo. Desde os anos em que nos verões do litoral norte do Rio Grande do Sul eu acordava para caminhar na praia logo cedo, antes de ir jogar vôlei de praia para, só depois, encontrar os amigos no final da manhã.

Segui assim, dormindo tarde (nem sempre) e acordando cedo, independente da hora que dormisse, independente do que o dia seguinte fosse exigir de mim. Quando estava com um débito de sono muito grande, compensava com um descanso à tarde, quando possível, claro.

Ao longo do tempo descobri, ainda, que sete horas de sono era o ideal - para mim, caro - para uma ótima noite de sono. Se dormisse mais, melhor, mas esse era o alvo. Sete horas. Acordava recuperado, descansado. Como o horário de acordar era sempre o mesmo, a melhor forma de fazer isso era indo dormir para que conseguisse esse objetivo.

O que quase nunca era possível.

Principalmente nos últimos quase dois anos e meio, de viagens semanais, ou quase, a trabalho. A maioria dos eventos era à noite, aula e jantar após antes de voltar para o hotel. E o dia seguinte era de retorno para Porto Alegre, o mais cedo possível para poder trabalhar ainda. Ou acordava muito cedo par ir ao aeroporto, ou - como fiz algumas vezes - saía do evento para o aeroporto (ou rodoviária) para viajar durante a noite e estar em casa/consultório no dia seguinte logo cedo. Funcionava bem.

Mas o sono certamente ficava prejudicado.

Nem sempre, por exemplo, conseguia chegar de volta ao hotel de um evento e dormir direto. Adrenalina, pensamentos diversos, planos (e preocupações/"encucações") impediam de dormir logo. Virava uma potencial bola de neve de pouco sono e cansaço progressivo.

Claro, havia outros fatores que contribuíam para o deficit de sono (ou qualidade ruim do mesmo), como uso do celular e o tablet antes de dormir, que pioram tudo. Muitas vezes, como em viagens de avião noturnas, fiz uso de medicações indutoras do sono. Funcionava bem, confesso.

E a questão do sono não tinha necessariamente a ver com o trabalho, confesso.

Em férias, a rotina continuava igual.

E a certeza disso se dava pelo monitoramento do sono fornecido pelo relógio, que mostra as horas de sono dormidas, a qualidade do mesmo, frequências cardíaca, etc. O meu déficit de sono, se não era gigante, era maior bem que eu gostaria.

Pois isso mudou.

Desde as férias últimas, agora no início de fevereiro, e descontando a noite noite no avião na volta de Orlando, tenho dormido muito melhor, em termos de horas dormidas e qualidade do sono. Não tenho uma explicação clara e lógica para isso, mas é muito bom.

As mudanças profissionais, com toda a carga de - podemos dizer - incerteza sobre como serão as coisas ao longo desse ano, não tiveram nenhum efeito sobre a qualidade do sono. Pelo contrário, talvez. Quase posso dizer que tenho dormido ainda melhor a última semana.

Sei lá.

Até.

terça-feira, fevereiro 19, 2019

Novo Ano Novo

Dois mil e dezenove.

Sempre me foi simpática a simbologia do novo ano que inicia como momento de renovação e de dar início a novos projetos e ideias. Sempre objetivo ser um novo eu. Aperfeiçoado, melhorado. Nada mais natural, óbvio.

Além disso, o verão - começo de ano no hemisfério sul - é época mais tranquila em termos de trabalho, que reduzo também para dar conta de compromissos familiares. Torna-se o verão - portanto - um tipo de "pré-temporada" preparatória para o ano de trabalho que se desenha à frente. Sem falar nas curtas férias de verão, dez dias, para curtir a família 100% do tempo.

Esse ano foi um pouco diferente.

Fizemos férias em grupo, três famílias cuja ligação inicial foram as filhas, melhores amigas da escola. Foram dez dias de muitas caminhadas, muitos parques, muita diversão. Valeu muito à pena, principalmente pelos laços reforçados e as relações consolidadas.

A volta foi lenta, um início gradual de retorno às atividades que culminou no final da semana passada por um fechamento de ciclo: em virtude de uma restruturação, comum no mundo corporativo, encerrei/foi encerrado o meu vínculo com a empresa multinacional do ramo farmacêutico para qual eu desempenhava a função de Internal Expert, especialista contratado para apoio a atividades científicas e promocionais do laboratório.

Foram dois anos e meio muito produtivos, em termos de crescimento profissional, atualização científica, exposição perante aos pares, convívio com colegas de fora do país, e - acima de tudo - criação e fortalecimento de relações muito legais com colegas com quem tive a chance de conviver. Saí - tenho convicção - deixando pontes e amigos.

Bola para frente, então.

Confesso que já vislumbrava no horizonte essa possibilidade, esse caminho. Imaginava, ainda antes da virada do ano, que era bem possível que dois mil e dezenove terminasse comigo não mais nessa função que exercia. O plano era me preparar para isso. Veio um pouco antes do esperado, mas "vida é o que acontece enquanto fazemos planos", não?

Por isso, também, não foi um choque o que ocorreu.

Lamentei (e lamento) a perda da convivência frequente com pessoas que aprendi a admirar e que viraram bons amigos, mas sei que vez que outra vamos nos encontrar por congressos e eventos e que vai ser legal. Que as relações pessoais não se encerram com o final de um contrato de trabalho.

Por outro lado, confesso - também - uma certa sensação de liberdade, que é muito interessante.

E muitos caminhos em frente, muitas possibilidades.

O ano novo promete.

Até.

quarta-feira, abril 04, 2018

Ciclos

Tenho a tendência a ser conservador.

Explico.

Confesso que - em princípio - sou avesso a mudanças na vida. Costumo gostar das coisas como estão, os arranjos do mundo no que se refere a mim. Isso, estou falando - para variar - de mim. Estou, sim, olhando para o meu umbigo (já falei dele anteriormente, não me repetirei..).

Relações pessoais, de trabalho, amigos com quem convivo de perto, pessoas que fazem parte da vida. As coisas como são ou, melhor, como estão. Se a vida está bem, tenho a tendência a não querer que mudem. Imagino que todo mundo seja mais ou menos assim, mas - como disse - falo de mim.

De tempos em tempos, ocorrem mudanças grandes (e penso nos vírus, influenza, por exemplo, que anualmente tem pequenas mutações que nos fazem precisar nos vacinar sempre, mas que - de tempos em tempos - tem uma mutação maior, o que leva a epidemias e quiçá pandemias).

Essas mudança ocorrem inicialmente contra a minha vontade, claro. Só que quando começa a soprar o que chamarei aqui (para eu me lembrar das minhas origens náuticas) de "o vento da mudança", após um período inicial de angústia e ansiedade, tomo as decisões necessárias rapidamente e volto à tranquilidade da expectativa do que vai ocorrer.

E então quero que ocorra a mudança "para ontem", e volto a ficar ansioso para que tudo se defina rápido, o que nem sempre acontece. E começa o exercício da paciência. E uma vez tomada a decisão, já era. Vai acontecer. Ponto.

Estou em vias de (mais) uma (grande) mudança profissional.

Talvez seja hora de deixar para trás algumas roupas que talvez não sirvam mais.

Em breve, em breve.

Até.

terça-feira, janeiro 16, 2018

O Ano

Terminou 2017, finalmente.

Hoje, há pouco mais de uma hora, pude dar como encerrado, de forma definitiva, o ano que passou. O finalmente acima é, antes de mais nada, um reconhecimento de que dezesseis dias a mais - por melhor que tenha sido 2017, e realmente foi - é um exagero.

Todos os anos, contudo, terminam em uma data variável depois de 31 de dezembro. O que não quer dizer que o ano seguinte não comece em primeiro de janeiro, pois realmente começa. E os primeiros dias (semanas) de cada ano são esse tipo de transição, de passagem de bastão.

Enrolo, enrolo, e não digo a que vim.

Consegui, finalmente, entregar o último relatório de ano que passou.

Estou em dia, olha de novo, finalmente.

Me refiro a relatórios e projetos da Universidade. A cada dois anos, quando se encerra um projeto de pesquisa, preciso entregar o relatório completo do projeto que se encerra e já submeter um novo para aprovação. E agora tem ainda o relatório do projeto de extensão também.

Procuro sempre terminar tudo antes do final de dezembro, para entrar o ano tranquilo, focado apenas no que virá, algum descanso, recarga de baterias. Algumas vezes consigo, ano não deu. Mudaram prazos, criaram novas exigências, deu correria.

Correr.

O que mais faço no meu dia-a-dia, e ainda assim estou sedentário.

Bem resolvida em anos anteriores, no último falhei miseravelmente e não consegui organizar minha rotina para incluir atividade física. Muito, claro, por causa de novas atribuições e atividades.

Vou resolver, juro.

Logo, logo.

Até.

domingo, outubro 09, 2016

A Semana

Trabalho.

A semana, que começa amanhã e que terá feriado na quarta-feira (não para mim, contudo) será o início de uma nova fase profissional. Muita expectativa e ansiedade, como podem imaginar.

Vou contando aos poucos, à medida que as coisas forem acontecendo.

Até.

quarta-feira, setembro 12, 2012

Ônus

Confesso que vou dormir melhor essa noite.

Sim, eu - que durmo sempre muito bem - tive uma noite difícil ontem. Por conta de uma decisão tomada por todo um grupo, cabia (coube) a mim - como representante desse grupo - comunicar aos envolvidos em uma situação que não seria mais da forma estavam esperando/contando. O ônus de ser o representante era esse: falar, explicar e ouvir os prováveis descontentamentos que essa decisão causaria.

Dormi com uma sensação de mal estar, sonhei com a situação, e acordei como o condenado no corredor da morte (um pouco de drama, admito), esperando o inevitável, o inexorável.

Que não veio.

Faltou luz, a corda arrebentou, ou os tiros eram de festim, não importa. Não foi o fim de mundo que eu imaginei que poderia ser. Aliás, foi tranquilo.

Por que os meus argumentos (embasados e suportados pelo grupo) eram irrefutáveis, e porque era a decisão mais correta.

Fiz (fizemos) o que tinha de ser feito.

Durmo tranquilo.

De novo e até o próximo obstáculo a ser transposto.

Até.

sexta-feira, agosto 24, 2012

Estranho

Sexta à noite em casa.

A Marina, a Jacque e eu.

Sábado e domingo de folga, e sem tarefas com prazos exíguos.

Parece férias...

Até.

segunda-feira, julho 02, 2012

Estou aqui, não fui

Trabalho.

Os dias têm sido mais corridos do que normalmente são, e tenho sido atropelado por preocupações além das habituais. Deixa assim, quem sabe um dia me acostumo... Entre um final de semana corrido e outro, teve a Sopa de Ervilhas do Marcelo, que voltou ao Brasil depois de nove anos (a última edição-evento foi em Toronto, no já distante ano de 2005) quando fiz o que chamei de "A Última Sopa de Ervilhas do Marcelo", no mais distante ainda ano de 2003. Tempo, tempo, mano velho...

Voltei ao lugar tradicional da Sopa, o Veleiros do Sul, e me vi num dilema desde o início: quem convidar, ou melhor quem eu não conseguiria convidar, por mais que eu quisesse. Quase uma escolha de Sofia.

Tudo começou no inverno do ano passado, em que fiz a sopa em casa, para a Marina, a Jacque e eu. Nesses tempos de exibicionismo virtual, coloquei fotos dela (a sopa) no Facebook. Assim que publiquei, dois grande amigos - o Xandi e o Rafael - me intimaram: tinha que fazer a Sopa. Fiz. Aqui em casa, e vieram o Xandi e a Carla e o Rafa com a Cíntia e o pequeno Gabriel. Foi bem legal, e no final, a pilha: quem sabe ano que vem?

Passou o tempo, e conseguimos reunir - depois de provavelmente mais de vinte anos - a nossa velha turma da praia (A Turma do Muro) para um churrasco em março desse ano. Foi muito bom mesmo (falei disso aqui no blog) e no final ficou o compromisso de quando seria a próxima. Alguém sugeriu junho, e sugeriu a sopa.

Topei, relutante.

Não tinha certeza de que queria fazer a sopa, ou melhor, A Sopa de Ervilhas do Marcelo, o evento. Talvez o tempo da Sopa (o evento) já tivesse passado. De qualquer forma, consegui a data e reservei o local. Deixei que a coisa esfriasse, talvez esquecessem. Em abril, no meu aniversário, o Xandi botou pilha, e disse que era parceiro na preparação. Continuei em dúvida, até porque se fosse fazer uma Sopa de Ervilhas do Marcelo, o evento, teria que convidar algumas pessoas que não eram da turma da praia (porque Sopa sem elas não seria a mesma coisa).

Até que colocaram mais uma pilha e resolvi fazer. Azar.

Liguei para o Xandi e perguntei se ele era mesmo parceiro na empreitada. Topou na hora. E fomos nós. E foram convidados o pessoal da turma da praia, a família, e alguns poucos que eram parceiros de sopa antigas e que não poderiam faltar. Algo como quarenta convidados. E dessa vez não teria a banda porque - afinal - essa o tempo realmente deixou para trás.

Sábado por volta das 11h30, o Xandi e eu nos encontramos para fazer as compras para a Sopa e para assarmos um churrasquinho enquanto preparávamos o prato principal da noite... Chegamos no clube às 13h30 e, enquanto eu iniciava o preparativos da sopa, ervilha de molho, cortando a carne, etc, o Xandi assava o churrasco, que comemos enquanto preparávamos a sopa. O trabalho em dupla mostrou-se extremamente divertido e eficiente: estava tudo pronto muito antes do primeiro convidado chegar. Claro que para isso também colaboraram (e muito) a Jacque, meu pai e até o Rafa, que estava por perto, apareceu mais cedo para dar um alô e, antes de sair para voltar na hora da sopa, nos ensinou a técnica do padre de picar ovos...

Foi muito legal, mais uma vez, como era quase dez anos atrás. E vai ter novamente ano que vem...

Mas eu falava de trabalho.

Após o final de semana do Encontro dos Pneumologista em Gramado, o seguinte foi o da Sopa e, mal terminado o final de semana, na quarta-feira passada fui para Goiânia, para um evento na quinta e sexta-feira. A volta, na sexta de noite, foi para chegar em casa logo após a meia-noite, e encontrar as meninas dormindo. Amanhecer o sábado em casa não tem preço...

De Goiânia, confesso que não conhecia e ainda não conheço O pouco que vi, edifícios altos, muito verde e - ao contrário do que o meu preconceito dizia - não encontrei uma dupla sertaneja em cada esquina. Claro que não liguei o rádio nenhuma vez... O aeroporto - dito por todos - o pior do Brasil.

Começa mais uma semana, que será curta porque quarta viajo de novo, dessa vez para o sul, ainda a trabalho.

Montevideo.

Depois conto mais.

Até

domingo, junho 17, 2012

De volta

Em casa.

Cansado, mas com a sensação do dever cumprido.

Bola ao centro, e partimos para as próximas etapas.

Até.

sexta-feira, maio 18, 2012

Alívio

Todo o trabalho que havia ficado pendente para o final de semana - prazo de entrega na segunda-feira - foi terminado agora há pouco, sexta à noite. Final de semana sem trabalho, sem pendências.

Eba.

Até

segunda-feira, maio 07, 2012

Sem fim

Eu lembro bem.

Foi um final de semana único, há não muito tempo. Talvez houvesse sol no sábado pela manhã, como sempre deveria ser. O almoço pode ter sido churrasco, não recordo. Acordei cedo, como de costume. Após o café lendo o jornal do dia, chimarrão e arrumação no velho depósito, cheio de passado esperando ser descartado, apesar de não esquecido.

Assim transcorreu até o domingo e começou a nova semana de trabalho.

Foi único.

O final de semana sem nenhuma pendência, sem nenhum prazo a cumprir, sem preocupações.

Espero ansioso pelo próximo, que não sei quando virá.

Até.

domingo, abril 22, 2012

Termina o domingo

Durante cerca de dez anos, trabalhei aos finais de semana.

Não todos, claro, mas uns dois ou três por mês, na época em que fazia plantões em emergências e pronto-atendimentos. Nunca gostei de fazer plantões, principalmente aqueles aos finais de semana. Até que isso acabou.

Já faz tempo, claro.

Foi logo antes de ir para o Canadá, alguns meses antes, quando havia finalmente conseguido ser antigo o suficiente na escala de plantões para poder não fazê-los às sextas à noite, sábados ou domingos. Naquele momento, fazia plantões todas as terças-feiras à noite. Estava bom. Ainda não era o ideal, mas era o melhor dos mundos dentro das possibilidades.

Quando fui para o Canadá, não só não trabalhava aos finais de semana como também não precisava levar trabalho para casa. Era sair do hospital e não pensar em trabalho. O melhor dos mundos, mesmo, esse esquema de trabalho.

Mas voltei ao Brasil.

E, ao voltar, uma decisão: mesmo sabendo que rapidamente estaria ganhando muito bem - às custas de noites e finais de semana trabalhando - como plantonista de emergência, optamos (foi uma decisão familiar) que não o faria. No início não foi simples, levou um tempo até me "estabelecer" novamente, e ter uma certa tranquilidade financeira. A opção por ganhar menos em prol de qualidade de vida - algumas vezes questionada e com algumas noites de pouco sono - foi questão de convicção, de princípios.

Da mesma forma que foi por convicção que briguei (história antiga) com a Secretaria da Saúde de Porto Alegre, chegando até ao gabinete do Prefeito, porque - após passar em concurso público para a minha área - havia sido locado num serviço de atendimento de urgências, em esquema de plantões. A minha certeza de que o meu tempo livre é muito valioso para passá-lo de plantão é muito maior desde que nasceu a Marina. Pois bem, tudo isso para deixar bem claro que não gosto de ter que resolver assuntos de trabalho, burocráticos, aos finais de semana.

Só que é inevitável.

Cheguei na sexta-feira à noite com uma série de assuntos pendentes e urgentes que deveria terminar o quanto antes. Desanimador, até porque a semana que virá será muito corrida, e alguns dos assuntos não podiam esperar. Azar.

Acordei bem cedinho no sábado (o que não é problema para mim, pelo contrário) e pus-me a trabalhar. Metade da manhã de sábado, parte do final da tarde de sábado e parte da manhã de domingo em frente ao computador e - bingo! - tudo resolvido, surpreendendo até a mim mesmo.

Sensação do dever cumprido.

Em dia com os meus deveres.

E que venha a semana!

Até.

quinta-feira, março 22, 2012

Amanhã é sexta

Pois é.

Muita correria antes de consertar o joelho.

Amanhã, São Paulo. Domingo, Roger Waters.

Semana que vem, trabalho normal até quinta, incluída a terça-feira de 350km.

A semana de Páscoa vai ser de muletas e celebrações, afinal não se faz quarenta anos todos os dias...

Até.


segunda-feira, março 19, 2012

Segunda-feira, para variar

O domingo e a segunda ainda foram de rescaldos do sábado, do reencontro.

Mas a semana não podia esperar, e em meio às emoções e lembranças ressurgidas, as obrigações se impuseram, e o trabalho exigiu concentração e dedicação. Terminou tudo bem.

Tarefas executadas.

Deveres em dia.

Adiante, então.

Até.

domingo, março 11, 2012

Esperando

Segunda-feira será intensa.

Definição de provável cirurgia no joelho e audiência na justiça, além das habituais atividades de todos os dias. Sem falar no que devo preparar para o final da outra semana e ainda não consegui fazer.

Um passo de cada vez, um dia depois do outro.

Por aí.

Até.