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quarta-feira, abril 23, 2025

Imposto

 Eu não gosto de pagar imposto sobre a remuneração do meu trabalho. Aliás, ninguém gosta. Quanto a pagar imposto sobre renda (renda, obviamente, é diferente de salário), eu acho justo. Bem simples.

 

Não quero falar disso, contudo.

 

Dizem que as coisas não funcionam no Brasil, e – em boa parte das vezes – as pessoas têm razão. Temos muito o que melhorar em muitos aspectos, e confesso que não tenho muita convicção se algum dia vamos chegar lá, no mesmo nível de países desenvolvidos. Gostaria, claro, mas não sei mesmo.

 

Preciso dizer que temos alguns nichos de excelência no país que devem ser reconhecidos e, por mais que sejam em setores que de certa forma nos desagradam, devem ser reconhecidos. E não tem como não falar da Receita Federal e do sistema do Imposto de Renda, o famoso Leão. A cada ano fica mais simples o acerto das contas. Para quem nunca sonegou imposto, que declarou tudo o que deveria ser declarado e sempre pagou mais imposto do que gostaria (ninguém gosta, como eu já falei), a vida fica progressivamente mais simples.

 

A declaração já previamente preenchida é uma mão na roda, bastante apenas conferir a correção dos dados. E, a partir desse ano, o fornecimento de recibos online por profissionais de saúde tornou ainda mais fácil a vida do contribuinte.

 

Já que não temos como fugir de pagar impostos, que o sistema seja simplificado para nós, pessoas físicas.

 

Até.

terça-feira, fevereiro 25, 2025

Nas Ruas

Porto Alegre voltou ao normal.

 

Depois do período de férias escolares de verão, desde a semana passada, e em muito maior intensidade desde ontem, tudo voltou ao seu habitual na capital do Rio Grande do Sul. E voltamos a necessitar exercitar nossa tolerância e paciência.

 

Falo, evidentemente, do trânsito.

 

Além do expressivo aumento de carros circulando pela cidade, principalmente no início da manhã e final da tarde, parece que os imprudentes e os imperitos estão de volta às ruas da cidade. Sei que eles nunca nos abandonaram, mas - com menor circulação de carros - eles até passavam despercebidos. Não mais. 

 

Estacionamento em locais não permitidos, mudanças de faixa onde não poderiam, conversões irregulares, paradas em fila dupla, tudo voltou às ruas de maneira bem intensa. Bem em frente a nós, sem nenhum pudor. Potencial irritante máximo.

 

Uns selvagens.

 

Vivo outra fase, contudo. 

 

Há um tempo, por prudência, concluí que era melhor ficar quieto e não reclamar ostensivamente sobre essas irregularidades testemunhadas, afinal não era minha função, mesmo que atrapalhem a vida em sociedade, no caso a circulação pelas ruas. Vai que eu reclamasse de alguém armado e me desse mal? Melhor ficar quieto.

 

Avancei um pouco mais quando – mesmo tendo sempre sabido desse fato – passei a mentalizar que nada disso “era sobre mim”, ou seja, não era pessoal. Não é minha função (ia ser legal se fosse) repreender ninguém sobre seu comportamento no trânsito.

 

Não posso fazer nada, além de cuidar do meu nariz.


Até. 

terça-feira, novembro 03, 2020

Crônicas de uma Pandemia – Duzentos e Trinta e Quatro Dias

 Política. De novo.

 

Confesso que estou torcendo para o Trump ganhar as eleições americanas.

 

Não que eu simpatize com ele, ou ache ele um ótimo presidente. Não tenho absolutamente nada a favor dele, com exceção, talvez, do potencial bom relacionamento entre Brasil e EUA, e – admito – vários contras. Vários contras mesmo. 

 

Por quê, afinal, estou torcendo para ele ganhar as eleições?

 

Por causa da narrativa.

 

Porque quero ver todos os ‘analistas’ que se dizem isentos, toda a imprensa militante, todos esses que se dizem especialistas, mas que, no fundo, não passam de torcedores, quebrar a cara em suas previsões. Para derrotar mais uma vez a narrativa de que só existe a esquerda boazinha e a extrema-direita. De quem pensa diferente é negacionista ou terraplanista. Para derrotar os chatos. O Trump, vejam só, é o Bolsonaro americano, aquele em que as pessoas deveriam votar para evitar que a esquerda assuma o poder. Sim, porque os Democratas são a esquerda americana, com tudo de ruim que ela representa. São o PT de lá. Não eram, mas se tornaram...

 

De verdade.

 

Para o Brasil, a derrota dos democratas será melhor, por pior que seja a figura de Donald Trump. 

 

Até.

sábado, fevereiro 06, 2016

Sábado (e a rua mais bonita do mundo)
















Essa é a imagem de uma semana atrás da chamada "rua mais bonita do mundo", uma quadra abaixo de onde moramos, após o temporal que havia ocorrido na noite anterior. A foto não mostra, mas, à frente disso, havia carros sob os grande galhos e árvores arrancadas pela raiz.

Aqui em casa, foram 90 horas sem luz elétrica.

Tudo o que havia de perecível na geladeira, estragou.

Não ficamos todo o tempo em casa, claro. Por coincidência, viajaríamos de férias no dia seguinte a essa foto, 36 horas sem luz ainda. Viajamos e voltamos, e ainda não tinha luz ou, melhor, estava ligada apenas em meia fase. Minutos após entrarmos em casa, apagou de vez.

Ficamos sabendo que a luz havia voltado na terça-feira, mas durara apenas um dia. Naquele momento, já estavam há 24 horas sem luz, e essa falta duraria ainda mais outras vinte e quatro horas. Chegamos de viagem, não havia nada na geladeira, e não havia luz apenas no nosso prédio. Todo o resto normal, com luz, mas aqui nada.

Acontece. Paciência.

Agora tudo está normal, estamos de volta.

E tem a história do filme de terror, que conto outro dia.

Até.

sábado, janeiro 09, 2016

Vestiário

Histórias de vestiário.

Durante todo o ano passado, exceção feita aos meses de novembro e dezembro, pratiquei atividade física regular, ao menos três vezes por semana. Às segundas-feiras no final da tarde e, às quartas e sextas, de manhã cedo.

Bem cedo.

Acordava nesses dias às 5h15 e pouco antes das 6h da manhã estava entrando na piscina para a atividade matinal antes de começar o dia de trabalho. Fugia do sendentarismo e - bônus - me sentia muito bem pelo fato de às 8h da manhã já ter feito a atividade física do dia. Ganhava duplamente, com o ganho de auto-estima.

Todas as vezes em que chegava no clube para nadar, me divertia em pensar se eu seria o primeiro a entrar na piscina - nos estertores do verão ainda ao ar livre e depois na térmica. Na maior parte das vezes, não o era. Boa parte das vezes era o segundo ou terceiro, algumas poucas estreava a piscina no dia. E ainda tinha a vantagem de - na hora do banho - o vestiário estar vazio e silencioso. Os poucos que chegavam nessa hora pouco falavam, alguns "bom dia" e pouca conversa naquela hora da manhã. Como não conhecia ninguém, a não ser de vista, era - para mim - momento de silêncio e paz.

Corta para a semana que passou.

Por questões logísticas envolvendo levar a Marina da casa dos meus pais - zona sul - para o clube, onde ela participa do projeto verão, mudei minha rotina de sexta-feira: saí da Santa Casa e, ao invés de ir para a PUC para depois ir até a zona sul e de volta até o clube e aí de novo para PUC, decidi ficar perto do Centro e Moinhos de Vento.

Fui nadar.

Tudo certo, tudo bem.

Ao sair da piscina, encontrei o vestiário cheio. Como sempre, em silêncio, fui tomar banho, mas foi impossível deixar de ouvir uma conversa que acontecia animada e em alto e bom som. Conversavam dois amigos enquanto tomavam banho.

Cheguei no vestiário no momento em que falavam sobre o tipo de roupa que as mulheres usavam na noite ("de vadia"), e sobre algumas que haviam conhecido. Até que um disse: "não quero mulher com filho, é complicado", e o outro respondeu que "se é para alguém vir com pacote, que seja só tu, né?". E o outro concordou. Depreendi que ambos era separados e com filhos. E daí, foi ladeira abaixo, sem freios. Um clichê machista após o outro. E outro. E mais um.

Dez minutos de como não se deve pensar o mundo e a vida.

Vou voltar a nadar de madrugada.

Até.  

quinta-feira, julho 16, 2015

Histórias Aleatórias

 Macondo, às vezes, é ali em casa.

Uma antiga ideia, de que a literatura está em todo o lado, com o que etérea, esperando que a reconheçamos e decidamos escrevê-la, tem sido recorrente nos últimos dias. Talvez porque eu esteja mais sensível ao mundo, voltando a conviver com o ofício e tentando recuperar o hábito de escrever. Ou não. Sei lá. Não importa.

O fato é que lembrei do final de Cem Anos de Solidão, do Gabriel Garcia Marquez, que termina de forma sensacional, tanto é que não esqueço, mesmo fazendo mais de vinte anos que li, ainda no início dos anos noventa. Termina dizendo “que as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra”. Nos trechos finais do livro, ainda escreve sobre Aureliano Buendia: “... Não porque estivesse paralisado pelo horror, mas porque naquele instante prodigioso revelaram-se as chaves definitivas de Melquíades e viu a epígrafe dos pergaminhos perfeitamente ordenada no tempo e no espaço dos homens: O primeiro da estirpe está amarrado a uma árvore e o último está sendo comido pelas formigas...”.

Formigas. Pois é.

Lembrei do livro ontem enquanto esperava ser chamado para atendimento numa assistência da Apple aqui em Porto Alegre. Quando o número da senha que eu tinha foi anunciado, fui até o atendente e, quando ele perguntou qual era o motivo da visita ao local, comentei – entre constrangido e divertido – “formigas saem da minha Apple TV...”. Ele me olhou, incrédulo, e eu entreguei a ele o aparelho da Apple, de onde ainda saiam algumas daquelas formigas diminutas, clarinhas, que parecem pequenas aranhas. Como assim?, perguntou.

Respondi a ele que – não tenho a menor ideia de como nem por quê – ocorrera uma infestação desses pequenos animais justamente junto ao DVD e ao aparelho da Apple. Isso que eu moro no sétimo andar! Eliminei-as da cozinha, foram se vingar na sala...

Foi conversar com os técnicos e após alguns minutos voltou com o veredito: não há o que fazer. “Nada?”, perguntei eu. Não... nada, respondeu.  Não tem como abrir o aparelho. As formigas devem ter feito um ninho dentro... Talvez com aqueles venenos em fumaça... O aparelho funciona? Sim, respondi. Então é isso.

Voltei para casa entre frustrado e conformado.

Ao chegar, as formigas ainda saíam da minha Apple TV. Peguei um jornal, estendi no chão da área de serviço do apartamento, depositei o aparelho ali e – com um spray de inseticida – dei um banho de veneno nele. Horas depois, testei: continuava funcionando (mas não sei até quando será assim). Poucos cadáveres de formiga eventualmente ainda aparecem em sua volta, mas estou em vigília quase permanente para o aparecimento de novas.

Ou que elas ataquem em outro local da casa.

Até. 

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Intolerância

Na mesma semana, com poucos dias de diferença, três episódios chegaram ao noticiário por sua estupidez e falta de sentido: duas agressões a médicos em emergências de hospital e o (com justiça muito comentado) atropelamento de mais de uma dezena de ciclistas por um motorista transtornado. Isso tudo faz pensar.

Faz pensar no grau de estresse e baixa tolerância a frustrações que tomou conta das pessoas por esses dias. Não são fatos isolados, certamente, mas sintomas de uma doença maior que afeta a todos: o isolamento, o individualismo extremo, a necessidade de satisfação de desejos/necessidades pessoais aqui e agora em detrimento do respeito e da civilidade. Os episódios refletem o crescimento da barbárie sobre a civilização.

Falando especificamente sobre os fatos.

As agressões aos médicos, atos extremos de desespero de quem procura ajuda e não consegue enxergar quem tenta ajudá-lo como tal, são reflexo de um sistema que mais cedo ou mais tarde iria descambar para isso: o crescimento da população, o encolhimento da estrutura (leitos) hospitalar ao longo dos anos, e a omissão da autoridade de saúde, por descaso ou incompetência. A corda arrebenta no lado mas fraco, quem está na linha de frente. E isso não é novo: há mais de dez anos, quando eu era plantonista em emergências, mais de uma vez fui ameaçado por uma razão ou outra, ou porque priorizávamos os mais graves, com risco de morte, a serem atendidos primeiro, ou porque estávamos lotados e não conseguíamos dar conta de atender a todos. Nunca chegou-se às vias de fato, mas poderia ter acontecido. Agredir o médico é descontar em quem está ao alcance do soco. De qualquer maneira, injustificável.

O lamentável episódio do motorista de um golf atropelando ciclistas em série numa rua de Porto Alegre - evento canalhamente classificado como "acidente" por um repórter de rádio que eu ouvia hoje cedo - mostra uma outra face dessa mesma doença. Alguém que foi "atrasado" em seu roteiro por ciclistas que seguiam pacificamente por uma via da capital gaúcha, após discutir com alguns dos ciclistas (teria tido o espelho retrovisor quebrado) subitamente acelera e passa por cima de quem estava em sua frente. Os vídeos (disponíveis na internet) são claros: as pessoas caíam como pinos de boliche. Não parou para socorrer, e isto até se pode entender: é possível que após atropelar várias pessoas em sequência, ele fosse até linchado. De qualquer maneira, não há dúvida de que foi TENTATIVA DE HOMICÍDIO. Claramente, ao avançar sobre a multidão ele sabia que poderia ter matado alguém.

Como pode alguém em princípio civilizado cometer uma insanidade dessas?

Eu que, por razões profissionais, tenho que circular muito de carro, tanto em Porto Alegre como em viagens semanais a Santa Cruz do Sul, onde dou aulas na Universidade, há tempos decidi que nada - nada - vale o risco de não estar presente na vida dos que amo. Por isso, não importa se o trânsito está complicado, se centenas de ciclistas ou caminhões ou outros carros estejam dificultando a circulação normal, apenas ligo o rádio e desligo das incomodações, enquanto fico atento ao que se passa à minha volta.

No trânsito, assim como em diversas situações da vida, se nao tem solução, não adianta estressar.

É isso.

Até.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Outros tempos

Fosse em outro momento, eu ficaria muito chateado.

Hoje em dia, paciência, essas coisas fazem parte.

Ao meio-dia me ligou a vizinha do apartamento abaixo: vazamento do meu apartamento para o dela.

Suspiro de resignação.

Bola para frente.

Até.

segunda-feira, agosto 09, 2010

O milagre do dia dos pais

Não acredito em milagres.

Dito isso, devo contar um fato ocorrido com esse que vos escreve, caro leitor, no dia de ontem, justamente o dia dos pais. Para situar todos da situação, volto no tempo algumas semanas quando - ao sair do carro ao chegar no trabalho - percebi que não estava com meus óculos escuros. Rapidamente o procurei no local onde o guardo no carro e não encontrei.

Devo dizer que não eram uns óculos quaisquer. Eram óculos Ray-Ban, referência RB3269, que eu havia comprado para repor um anterior que eu tinha ganho de presente da Jacque há um tempo atrás e que havia esquecido sobre o carro quando fui sair do hospital um dia à tarde. Tinha, esse que recém descobrira ter perdido, pouco mais de cinco meses de existência. Por isso, pelo pouco tempo de uso, e por não ser um acessório dos mais baratos,fiquei bem frustrado com a possível perda.

Procurei com calma no carro, sem sucesso.

Como não lembrava exatamente quando tinha sido a última vez que eu o usara, circunstância do inverno chuvoso no sul do Brasil, resolvi procurar em todos os locais em que trabalho: consultório, posto de saúde, universidade em Santa Cruz do Sul, Santa Casa de Porto Alegre, Associação dos Médicos do Hospital da PUCRS. Perguntei em todos.

Nada.

Procurei em casa, nos bolsos de casacos, em gavetas.

Nada, nada.

Até alarme falso houve. Na associação dos médicos, da qual sou tesoureiro, comentaram que um médico havia dito ter perdido os seus óculos e ela haviam encontrado justamente uns óculos. Ray-Ban! Paranóico, pensei em perguntar ao colega se por acaso ele havia encontrado os meus óculos.

Não fui adiante, claro.

Mandei lavar o carro e prometi um bônus se os óculos fossem encontrados.

Nada.

De raiva, até parei de usar lentes de contato e passei a usar óculos, e prometi a mim mesmo que só compraria óculos novamente no verão, quando fosse imperioso. Mas confesso que mantinha uma ponta de esperança que eu o achasse jogado em algum lugar em casa.

Evidentemente, nunca o encontrei em casa.

Ontem, domingo, dia dos pais, fomos almoçar com o meu pai e o pai da Jacque no restaurante do Veleiros do Sul que agora é no Jangadeiros (longa história), que carinhosamente chamamos de almoçar "nas gurias", devido ao ótimo relacionamento que temos com as donas/administradoras , Rose e Maristela. Ao chegar lá, estacionei o carro e, ao pegar as coisas da Marina no banco de trás, misteriosamente os óculos apareceram jogados justamente sobre o banco. Inexplicavelmente sobre o banco.

Recuperei os óculos perdidos.

E não tenho a menor idéia de como aconteceu.

Até.

sexta-feira, julho 23, 2010

Sexta-feira...

... é dia de almoçar em churrascaria boa e barata.

Este blog está aberto a sugestões para a semana que vem.

Até.

quinta-feira, março 18, 2010

Cotidianas

Durante trajeto de carro por Porto Alegre, indo de casa até a escola da Marina para buscá-la, na última segunda-feira, circulava eu pela avenida Sertório, zona norte da capital dos gaúchos. Ao parar num sinal vermelho, ao lado param duas motos. Até aí tudo bem.

De repente, não mais que de repente, ouço o barulho de pneus cantando. Olho no retrovisor e nada. Ao olhar para frente novamente, há um carro da polícia militar atravessado no meio da avenida, bloqueando o meu caminho. Descem dois policiais de pistola em mãos e apontadas no que parece ser a minha direção. Numa fração de segundo me pergunto o que fiz de errado, até perceber que apontam suas armas para dois elementos em uma das motos, que nesse momento já se encaminham a uma parede com as mãos ao alto.

Engato primeira, desvio do carro da polícia, e vou buscar a minha filha.

Estranha sensação, estranha sensação.

Até.