terça-feira, abril 29, 2008

Um mal atávico, mas não sifilítico

Todos temos um lado primitivo.

Quando falo primitivo, estou pensando em primitivo mesmo, não no sentido de selvagem, ou violento ou bárbaro. Falo num sentindo - se é que isso existe - de total primitividade (neologismo?), de se espantar com o fogo, por exemplo. Saca o lance do primeiro homem das cavernas que viu um raio cair sobre a vegetação seca e o fogo que surgiu, e pensou que era algo sobrenatural? É exatamente a esse tipo de sensação que me refiro.

Pode chamar de superstição, se quiser, mas acho que é algo mais profundo, atávico.

Além disso, além de todos termos traços desse sentimento primitivo em nós, ele se manifesta diferetemente em cada pessoa. Muitos canalizam isso para religião, para a crença de que existe um deus que está nós vigiando e que - a qualquer deslize nosso - vai nos punir com a danação eterna, mas que se nos confessarmos no domingo tudo estará perdoado e podemos recomeçar do zero e repetir tudo na semana seguinte. Outros acreditam em discos voadores, em revistas semanais, em horóscopo, em pretos velhos, não importa. As pessoas têm diferentes meios de lidar com o que não entendem e com o imponderável.

Eu, por exemplo, tenho um problemas com fotografias, que piorou muito com o advento da fotografia digital.

Não consigo jogar fotografias fora, nem fotos tiradas com o celular, mesmo ruins e desfocadas, ainda mais se há pessoas nelas. Pior ainda são pessoas queridas a mim. É como se algo ruim fosse acontecer se eu deletá-las.

Pode parecer transtorno obsessivo-compulsivo, mas é só pensamento mágico mesmo.

Até.

Um comentário:

Monique disse...

Fui no Rio 40 graus esse fds e acabei pegando uma das edições do Brasil News, eis quem eu vejo por lá ?! abrçs,