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quarta-feira, novembro 27, 2019

Não vou falar (uma declaração de princípios)


Não tenho vontade de falar de atualidades.

Falar de política, sociedade, esportes, religião. Não quero falar de ideologia de gênero, de direita, esquerda, centro, Brexit, Trump ou Bolsonaro. Mudanças climáticas ou terra plana. Nem da Venezuela, Bolívia, Chile ou Equador. Ou do Flamengo. Muito menos da Ucrânia.

Estou sem paciência.

Quero falar de mim.

Do que penso, do que sinto. De quem é importante no meu mundo que, afinal de contas, é o que importa. 

Claro que estou inserido no mundo (impossível não estar), e muitas vezes, para falar de mim, vou falar de atualidades, do mundo, das pessoas, política, religião, esportes. Talvez até de mudança climática, mas não de ideologia de gênero nem de terra plana, porque são bobagens, mas não é hora de entrar em polêmicas.

Ainda.

Além de falar de mim, de emitir opiniões (não tenho e não almejo ter opiniões sobre tudo) pretendo (desejo) fazer ficção nesse espaço. Ou voltar a fazer. Crônicas do cotidiano. Gostaria de voltar a ver poesia no dia-a-dia. Transformar o tédio em melodia, com diria Cazuza.

Ideias, planos.

Escrita, artesanato.

Até.

terça-feira, janeiro 31, 2012

Depois de cento e cinquenta anos

Final de semana na praia.

Estávamos na orla, minha Mãe e eu, brincando com a Marina de fazer castelos de areia, indo e voltando até o mar para encher de água o baldinho e o regador que eram imediatamente esvaziados no buraco que fazíamos, aquela coisa de praia com criança pequena. Isso até que minha mãe sugeriu que eu poderia dar uma caminhada na beira da praia.

Assim o fiz.

E o que aconteceu foi exatamente como se eu tivesse passado cento e cinquenta anos em coma e voltasse, ou como se eu tivesse ido para uma viagem espacial e tivesse - num enredo de ficção científica - voltado ao mesmo planeta, mas o tempo só não tivesse passado para mim, saca Futurama, a série?  Esse era eu circulando pelas areias do Imbé no domingo.

Não estou dizendo que o tempo não passou para mim. Os seus efeitos estão evidentes para quem me olha e não vê boa parte dos meus cabelos que ficaram pelo caminho. Quero dizer que tive a experiência de passar por um lugar MUITO familiar agora habitado por estranhos.

Não encontrei nenhuma alma conhecida, ao contrário de tempos passados.

Festa estranha, com gente esquisita, mas não no bom sentido.

Culminou naquilo que caracterizei como símbolos do meu passeio: um cidadão com o cabelo descolorido, com um bermudão indo até o joelho, a cueca aparecendo e uma inscrição nela, "Underwear", como se precisasse esclarecer...

E a banda da Brigada Militar, em pleno calçadão, tocando Michel Teló, "Ai se eu te pego".

Certamente eu estava numa dimensão paralela.

Até.


quarta-feira, janeiro 18, 2012

Nada a ver

Rotina de trabalho nova, ainda "engrenando".

Independente de qualquer coisa, uma verdade que não muda: quarta-feira é o melhor dia da semana.

Porque ontem era recém terça e amanhã já é quinta-feira...

Devemos comemorar, então.

Até.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Sociologia

Hoje - mais uma vez - pude pensar e falar na minha teoria sobre a formação do caráter dos povos.

O que define como será - moral, valores, etc - um determinado povo é o clima, sim, mas mais importante ainda é o litoral.

O litoral do RS é a explicação para tudo o que somos.

Para o bem e para o mal, depende do ponto de vista e de quem analisa.

Até.

segunda-feira, julho 25, 2011

Pensamentos de Segunda-Feira

Amy Winehouse

Talvez seja um defeito meu, mas - apesar de reconhecer o talento imenso e a voz poderosa dela - nunca consegui prestar muita atenção ao seu som por causa da sua figura de aspecto (na minha opinião) progressivamente lamentável. Olhar para ela não era uma experiência esteticamente agradável. O mesmo ocorre com a Lady Gaga: não posso dizer que gosto ou não da música que ela produz porque a sua figura não me permite assisti-la. Não julgo comportamento, opção sexual, religião, ou qualquer outra coisa. Nunca julguei, o que me interessa é a música.

Mas no caso delas admito que o visual atrapalhou (e atrapalha) meu julgamento.

PS - deprimentes as "homenagens" feitas a ela na televisão brasileira...

Futebol

O Inter joga amanhã em Munique contra o Barcelona. Vou assistir, claro.

No meio de toda a confusão relacionada à queda do Falcão como técnico do Inter, muito se falou que o Ex-Presidente Fernando Carvalho nunca o quis como técnico, e que com a queda ia voltar ao clube, e que estrava sempre sabendo do que acontecia no vestiário, etc. Fico me perguntando: qualquer coisa que aconteça de diferente no clube tem que chamar o Fernando Carvalho? É só ele que entende de futebol no Inter? Ninguém nunca vai tirar o mérito do seu trabalho no Inter, nas principais conquistas dos últimos dez anos, de ter tornado o Inter o maior vencedor da década na América, mas não está na hora de seguir adiante? De renovar?

Sei lá, apenas reflexões de segunda-feira...

Até.

quarta-feira, junho 24, 2009

O inverno e a espera

As noites não serão mais longas do que têm (perdeu-se 0 acento ou não?) sido. Ficarão, na verdade, mais curtas até o solstício de verão, como sempre foi e sempre será. Nada muda, ano após ano, ou - melhor - nada parece mudar, assim num sentido cósmico (ou cosmológico?). Mas sabemos que, mesmo imperceptivelmente, tudo muda.

Nada do que foi será o mesmo que já foi um dia.

Dia primeiro de julho é uma data esperada, de alívio, independente do que acontecer (e não falo, de forma alguma, de futebol, não sejam tão óbvios).

O inverno traz introspecção. E bons vinhos.

Até.

segunda-feira, outubro 27, 2008

O que dizer numa hora dessas?

Pimenta nos olhos dos outros é colírio.

Ou:

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

Que vistam os respectivos chapéus.

Até.

terça-feira, setembro 02, 2008

O mundo parou

O silêncio toma conta da casa, pois as meninas dormem.

Com as luzes apagadas, olho a rua, que daqui de cima parece silenciosa e calma.

Não tem música, televisão ou telefone que toque.

O mundo parou.

Tudo porque as minhas mulheres dormem.

Até.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Pensamentos soltos ou idéias incompletas

Nova teoria.

Andei pensando, e me dei conta que uma cidade só mostra sua verdadeira face quando chove. Não se pode dizer que se conhece algum lugar de verdade, que se captou o sentido e a alma deste, enquanto não se passou um dia, quiçá alguns dias, com chuva.

Sol, céu azul, temperatura agradável, tudo isso funciona como fator de confusão para se avaliar a personalidade de uma cidade. São meros disfarces ou, melhor, maquiagens que servem para esconder os defeitos, pequenos ou grandes, do local em que se está.