domingo, fevereiro 15, 2026

A Sopa

Eu não gosto de café, descobri recentemente.

 

Confesso que me senti perdido, algo desorientado, meio que sem chão, até. Porque sempre achei que gostasse de café, aquela bebida que tomo várias vezes ao dia, principalmente em dias de trabalho. Isso há muitos anos, de verdade.

 

Começou quando passaram a dizer que eu não deveria adoçá-lo, que era uma heresia, praticamente um atentado violento ao pudor colocar algumas gotas de adoçante, ou um pouco de açúcar no meu cafezinho diário. Que eu deveria tomar o café sem adoçá-lo de nenhuma forma, para sentir o verdadeiro gosto do mesmo. Mais ainda, que o café que eu tomava era um café ruim, não era o “verdadeiro” café. 

 

As pessoas passaram a considerar um demonstração de virtude, isso de tomar café sem açúcar ou adoçante. Acabam por considerarem-se superiores por esse fato. Olham para os reles mortais, tomando seus cafés comuns, com desprezo. E ficam por aí, em redes sociais, clamando sua superioridade moral, quase como os veganos fazem com relação a quem – como parte de uma espécie onívora – come carne. 

 

Se faz bem para ti, por mim tudo bem.

 

Só fica na tua, por favor.

 

Se consideras que o único café que vale à pena é o Kopi Luwak, usando um exemplo extremo, feito com grãos colhidos das fezes de uma civeta, um pequeno mamífero, e que é o mais caro do mundo, ou o Café do Jacu, ave brasileira, que ingere os melhores frutos e, como o trânsito intestinal é muito rápido, o diferencial é a seleção natural da ave por frutos perfeitos, resultando em um sabor frutado, com notas de amora e morango, se achas que são esses os únicos cafés que valem, que bom para você. Gosto é algo individual. Só não fica enchendo o saco dos outros querendo impor regras quanto a isso. 

 

Se não, é você (junto com quem usa vape) que é um jacu.


Até. 

sábado, fevereiro 14, 2026

Sábado (e um rolê aleatório)

(lanche)


Comendo um xis à meia-noite em uma praça em Osório/RS.
Antes de voltar para casa.

Bom carnaval a todos.

Até.

 

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Ainda Sobre Perdas

Ao longo da vida, inevitavelmente nos deparamos com diferentes perdas, que – independente da causa, ou do que perdemos – são dolorosas. E é parte da existência conviver e, na medida do possível, superar. A vida segue seu curso, apesar de tudo.

 

As perdas por morte daqueles que nos são queridos, por mais dolorosas que sejam, e são, entendemos como parte do jogo, sabemos que vai doer e que em algum momento vamos aprender a conviver com ela, que é e sempre foi assim. Nos recolhemos por um tempo, vivemos nosso luto (que é pessoal, em intensidade e tempo) e – não é cruel dizer – bola para frente. A memória, a lembrança, persistem, dos bons momentos. Não sei se comparável, admito, provavelmente sim, mas existe outro tipo de perda que pode ser tão intensa e dolorida quanto às que já falei. 

 

São as pessoas que saem de nossas vidas ainda em vida, as que nos, por assim dizer, abandonam.

 

Pessoas que eram próximas e que por qualquer razão deixam de ser, se afastam, a conexão acaba se perdendo, a sintonia acaba. Relacionamentos amorosos, amizades que eram fundamentais e deixam de ser. Parcerias que morrem. 

 

Triste, mas parte da vida. Fazemos luto, sofremos, e – como é de ser – em algum momento seguimos em frente, ‘tocamos o barco’. 

 

Fica a lembrança, ficam os aprendizados.


Até. 

terça-feira, fevereiro 10, 2026

Nunca Gostei, Depois me Apaixonei

Gatos.

 

Eu nunca gostei e muito menos quis gatos em casa, confesso. Sempre fui, como chamam por aí, ‘cachorreiro’. Minha convivência com animais de estimação (‘pets’) era restrita aos cães, em casa e na casa de meus avós.

 

Bambi, era o nome do cachorro da minha avó materna, em Montenegro, e foi o primeiro cachorro com quem convivi. Depois, quando ganhamos – meu irmão e eu – uma cachorrinha, uma fox paulistinha, a batizamos de Bambina, em homenagem ao cachorro da minha avó. Mais adiante, uma namorada que eu tinha me presenteou com um cocker spaniel dourado, o Calvin, que fugiu de nossa casa na praia e nunca mais o encontramos (sempre imagino que foi adotado por outra família). Por um tempo, fomos tutores do Luke, quando os meus tios Giba e Cíntia se mudaram de Montenegro para São Paulo.

 

Desde que nos casamos, a Jacque sempre insistiu em que adotássemos um gato, mas eu dizia que não queria, pois não gostava. Tinha até nome, Dartagnan. Eu não abria a porta a essa possibilidade. Até que a Marina nasceu, e à medida que foi crescendo, tinha um enorme e infundado medo de animais.

 

Em um primeiro de maio, em 2018, o Gabriel, nosso sobrinho e afilhado honorário, e a Júlia encontraram abandonada na praia uma gatinha com cerca de dois meses de vida. Nos ligaram perguntando se não queríamos adotá-la. Pensando na Marina, em ajudá-la a superar o medo, decidimos que, sim, iríamos adotá-la. 

 

Foi quando a Hermione passou a fazer parte da família.


Mudamos.

 

A Marina deixou de ter medo de animais. Eu descobri que minha oposição a gatos era por não conhecer, por não conviver. Nos encantamos, nos apaixonamos por ela. A vida era muito boa com ela. Dois anos depois, adotamos o segundo, o Bigodinho. Viraram irmãos. Nos tornamos uma grande família. No Natal, cada um de nós tem uma meia com nossas iniciais que fica pendurada à espera do Papai Noel.

 

Ontem, a Hermi nos deixou.

 

Ficou doente, foi internada, a visitávamos todos os dias. Uma semana no hospital. O fígado entrou em insuficiência. Não resistiu. Nos despedimos dela ontem no final do dia. 

 

Foi muito amada.

 

Segue a vida, com ela em nossos corações.


Até. 

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

Pensamentos Intrusivos

Ideias, imagens ou impulsos involuntários, indesejados e recorrentes que invadem a mente, e podem provocar (provocam) angústia, ansiedade. Todos já passamos por isso, em maior ou menor intensidade. É um saco, de verdade. Porque, na maior parte das situações, eles não refletem uma situação real, um perigo verdadeiro.

 

Mas incomodam, e a sensação de que há um peso sobre o peito, esmagando o tórax, tornando a respiração difícil, pode ser (é) bem desagradável. Mesmo que racionalmente saibamos que a motivação não está fundada na realidade, ou em fatos concretos, torna-se difícil evitá-los quando ocorrem.

 

Existem estratégias para lidar com os pensamentos intrusivos quando esses ocorrem, desde técnicas chamadas de “aterramento”, que envolvem respiração diafragmática e atenção plena (mindfulness), terapia, até – sim – tratamentos medicamentosos. Se preciso, procure ajuda médica, evidentemente. Conversar, falar sobre, em muitos casos é um ótimo começo.

 

Para mim, ao menos, é.


Até. 

domingo, fevereiro 08, 2026

A Sopa

As piores férias de verão de todas.

 

Tradição nossa aqui em casa, sempre reservamos as duas primeiras semanas de fevereiro para fazer nosso período de férias para viajar, algumas vezes para o inverno, e nos últimos anos para o litoral norte do RS. Aproveitamos para fechar o consultório e darmos férias para nossa secretária.

 

Esse ano, contudo, por variadas razões, reservamos apenas a primeira semana, que seguiria ao feriado de Navegantes, segunda-feira, dia 02/02. O plano era irmos no meio da semana para o litoral e retornar no domingo dia 08. Fomos nos enrolando, surgiu um workshop de teatro musical que a Marina decidiu fazer justamente nessa semana, então abortamos qualquer ideia de viagem.

 

Foi, por assim dizer, sorte.

 

Sexta-feira, meu último dia de trabalho antes das curtas férias. Estou sozinho em Porto Alegre. A Marina foi passar a semana com as amigas na praia, e a Jacque está em São Paulo a trabalho. Desde o dia anterior, notamos que a Hermione, nossa gatinha de sete, quase oito anos, está mais quieta, mais parada, comendo menos e com a urina de cor bem amarelada. Na sexta de manhã mesmo, do trabalho, marco uma consulta na clínica veterinária para o sábado de manhã. Vou levar a gata para uma consulta ainda antes da Jacque voltar de viagem.

 

À medida que o dia passa, no começo da tarde, decido tentar antecipar a consulta. Reagendo para o final da tarde. Saio do consultório, vou em casa e daí à consulta: está desidratada, coleta exames, recebe soro e um estimulante do apetite. Volto para casa com ela aparentemente mais disposta, reclamando de estar na caixa de transporte. Ainda em casa, toma água e come um pouco. Fico mais tranquilo em esperar pela terça-feira quando deverá fazer mais exames. Sábado pela manhã, ainda come alguns petiscos que dou para ela. 

 

A Jacque retorna de viagem. Em casa, olhamos os exames e está com a provas de função hepática alteradas. Conversamos por mensagem com o veterinário. Nos orienta que, caso ela piore, devemos levá-la para atendimento, mas na clínica eles não tem plantão e nem internação. Ficamos em um dilema sobre levá-la naquele momento ou não.

 

Contudo, nossa atenção muda totalmente de foco porque a mãe da Jacque liga por não estar sentindo-se bem. A Jacque vai até a casa dela para vê-la, fica um tempo com ela, que se sente melhor e retorna para casa. Já tarde, levaremos a Hermione no hospital no dia seguinte, pois ela continua no mesmo estado, prostrada.

 

Quando estamos nos preparando para dormir, o telefone toca. A mãe da Jacque está se sentindo pior. Chamamos o atendimento de urgência e vamos para a casa dela. Lá, em uma primeira avaliação, tudo está bem, mas o mais prudente e adequado é fazer alguns exames no hospital. É transportada para o Hospital da PUC (vou de carro atrás). E é lá que ela e a Jacque passam a noite acordadas entre esperar, fazer e aguardar os resultados dos exames e serem liberadas.

 

Vou buscá-las antes da seis horas da manhã e retornamos – a Jacque e eu – para casa às 6h30. Remédio para dormir, e durmo até as 10h30. De resto tudo igual com a Hermione.

 

Vou almoçar com minha mãe e, na volta, início da tarde, decidimos levar a Hermi para consultar em uma emergência. Lá, é avaliada, e com o diagnóstico inicial de Tríade Felina, é solicitada uma ecografia abdominal que, justamente naquele dia, ele não tem à disposição. Indicam outra clínica, para onde vamos e – após aguardar mais de hora pelo exame – o diagnóstico é confirmado e ela interna, onde está desde domingo. A semana de férias, então, está sendo de visitas diárias a ela, com pioras e melhoras, estada em UTI e tal. 

 

Antes de adotarmos a Hermi, eu sempre dissera que não gostava e não queria que tivéssemos gatos. Adotamos a Hermione quando ela tinha uns dois meses no máximo porque queríamos que a Marina, que tinha muito medo de animais, superasse o medo. Deu certo. Logo depois, adotamos o Bigodinho. 

 

São parte da família desde então e sei que todos que passaram por isso entendem a angústia de ter um familiar (felino, canino, ou não) no hospital, sem ter certeza do prognóstico, de como as coisas vão se desenrolar. De ver o pobre bichinho recebendo soro EV e alimentação por sonda, a sensação de impotência em não poder fazer nada.

 

Como eu disse, as piores férias de verão da história.

 

Até.

 

sábado, fevereiro 07, 2026

Sábado (e férias)

 

Leitura de férias


Uns dias de férias por aqui, que - involuntariamente - têm sido uma montanha-russa de sentimentos (angústia, apreensão, esperança). Em meio a uma emoção e outra, tento arranjar tempo para ler (estudar nesse caso) um pouco.

Bom sábado a todos.

Até.

quarta-feira, janeiro 28, 2026

Tava com um Cara que Carimba Postais*

Abri a caixa de correspondência e fiquei melancólico hoje mais cedo. E não foi um sentimento inédito. Não pela ausência de uma carta qualquer, mesmo que uma conta ou um boleto a pagar, porque a isso já nos acostumamos há tempos, mas pela constatação de que estava frente a algo obsoleto, que perdeu seu sentido de ser. Quase como alguém que se definia pela sua função e – ao ficar sem emprego, ou se aposentar – perdeu sua razão de ser.

 

Como moro em apartamento, há no térreo um grande móvel (certamente não se chama assim) onde estão os nichos, fechados por uma portinhola com chave, individualizados por unidade residencial, para depósito das correspondências recebidas. Antigamente, diariamente eu passava para conferir se havia recebido algo. Da mesma forma, quando morava em casa, ia até o portão em frente à casa, para verificar na caixa o recebimento ou não.

 

Não acontece mais, porque não as pessoas não se enviam cartas. Nem as contas a pagar vem pelo correio. Compras online, por outro lado, normalmente são entregues por serviços próprios da empresas, como Amazon ou Mercado Livre. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, além de e talvez por ser ineficiente, é fonte de prejuízos gigantes.

 

Confesso que era legal receber cartas. Eu as recebia eventualmente de amigos que – lá nos anos 80 – não tinham telefone em casa, e morávamos longe, e passávamos algum tempo sem nos encontrar, como nas férias de verão, por exemplo. Era sempre uma surpresa. Escrever crônicas e publicá-las é mais ou menos isso, cartas que escrevo e as deixo no ar, na rede, etéreas, para quem quer que seja o destinatário.

 

Elas lembram de um tempo passado em que a vida não era melhor do que hoje, que fique claro. Era diferente. Se tenho saudades? Lembro bem, tenho respeito pelo que vivi e por quem viveu essas histórias comigo. Mas a vida é muito melhor agora.


Até. 



* E.C.T., Nando Reis

terça-feira, janeiro 27, 2026

Versões

Tenho estudado um determinado assunto não relacionado à medicina como parte de um projeto paralelo, como falei por aqui. Nesse processo, o plano é retroceder até as origens desse assunto para entender o processo como um todo e em todas suas nuances. E isso requer pesquisa de diversas fontes.

 

Inevitavelmente, acabo caindo no tema das diferentes versões da realidade e das respectivas narrativas. De como um história é contada dependendo de que a conta. Das diferentes versões da realidade a partir do observador, que tem sua própria história que vai influenciar a forma de ver e de contar o que acontece.

 

Não posso e não devo esquecer nunca que toda história tem mais de uma versão dependendo do ponto de vista do narrador, e quem escuta apenas uma parte da história evidentemente não tem como ter uma ideia do todo, o que leva a conclusões precipitadas e enviesadas.

 

Sempre é bom ter cuidado ao julgar os outros.

 

Até.

domingo, janeiro 25, 2026

A Sopa

 ‘Quanto mais sei, mais sei que nada sei’.

 

Atribuída ao filósofo grego Sócrates, mesmo não formulada por ele, essa máxima ressalta a humildade intelectual, e sugere que, ao aprender mais, percebemos a vastidão do que ainda há por aprender, o tamanho do que nos é desconhecido. Na mesma linha disso, é aquela que diz que só os idiotas têm certeza de tudo.

 

Vemos isso todos os dias em diferentes aspectos da vida. E mais, quem não tem razão, quem prefere o caminho fácil do não procurar saber e não pensar, é quem grita mais alto. É quem não te deixa falar e quem não quer ouvir. Têm certeza de que sabem tudo e que não existem outros lados em cada questão, em cada tema a ser debatido.  

 

Estou cansado de pessoas assim.

 

Não era disso o que queria falar, para ser sincero.

 

Comecei a estudar um determinado assunto para um projeto paralelo que tenho, e me deparei com o fato de que – à medida que ia aprofundando o assunto – para entendê-lo melhor, ia “abrindo outras abas” de conhecimento que levavam a outras e que ia retrocedendo no tempo ao mesmo tempo em que ampliavam o assunto. Como um fio que ia puxando e revelando outras partes.

 

Passei pela Guerra Civil Americana, que eu nunca tinha estudado a fundo, e praticamente voltei às navegações e ao Descobrimento da América. 

 

Daqui a pouco eu volto.

 

Até.

sexta-feira, janeiro 23, 2026

Sábado (e é dia de Camp)

School of Rock Benjamin


Final de semana de Camp de gravação musical com Alexandre Birck.

Bom final de semana a todos.

Até.



 

quinta-feira, janeiro 22, 2026

Obsolescência

Existe, sabemos, o que se chama de obsolescência programada, relacionada a produtos que seria uma estratégia de fabricantes para limitar a vida útil de produtos para estimular/forçar a troca dos mesmos e, consequentemente, o consumo e o lucro. Eletrodomésticos, computadores, telefones celulares.

 

Vinha eu pensando por esses dias naquilo que se torna obsoleto em nossas vidas, aquilo que uma vez nos foi habitual, corriqueiro, cotidiano, e que ao longo do tempo, mesmo que não de forma consciente, deixamos de – digamos assim – viver. Utensílios domésticos, hábitos, e até pessoas.

 

Como assistir novelas, ou ter interesse pelos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, por exemplo. Houve um tempo em que era hábito assistir novelas na televisão em família, e lá se vão trinta, quarenta anos. Da mesma forma, havia interesse, curiosidade e até curiosidade pelo carnaval do Rio de Janeiro. De assistir até de madrugada alguns desfiles. Por influência da minha admiração pela música do Cartola, torcia pela Estação Primeira de Mangueira. Era legal assistir, depois, à apuração das notas do desfile.

 

Em algum momento, isso se perdeu.

 

O mesmo acontece, ou pode acontecer, com pessoas, devo dizer. A vida vai acontecendo para todos, vamos mudando conforme andamos, e, em algum momento, a sintonia, a conexão, se perdem. Tornamo-nos estranhos. E isso não é bom nem ruim, e não é ‘culpa’ de ninguém. Apenas é. Ponto.

 

Seguimos em frente, ou – melhor – devemos seguir, e sinto que devemos guardar, e honrar, a memória de bons tempos vividos. 


Até. 

quarta-feira, janeiro 21, 2026

Influências

Naquilo que chamo de ‘expandir minha bolha’, procuro ler, ouvir e, principalmente, conviver com pessoas diversas em experiências e pensamentos, e sinto, em maior ou menor grau, a influência dessas pessoas, dessas leituras e do que ouço, quando vou escrever. Sou frequentemente ‘pautado’ pelo que e por quem acabei de ler ou ouvir. Pode ser um site, um blog, um podcast, um livro ou alguém com quem encontrei.

 

Tenho referências que me influenciam.

 

Pessoas que respeito, que admiro, em que me espelho.

 

Pessoas a quem recorro quando preciso de conselhos ou auxílio, mas também para estar junto, conviver. E, por diversas, enriquecem o meu mundo com informações, ideias, visões de mundo. 

 

Sou grato a elas.


Até. 

segunda-feira, janeiro 19, 2026

Sou Assim

Tenho momentos de ansiedade.

 

Pode ser que seja por estar com tempo livre demais para pensar besteiras, e talvez seja essa a causa, não importa. Em um padrão que já é bem conhecido, passo alguns dias com pensamentos que me causam angústia, até que chega o momento em que dou um basta em tudo, quando me dou conta de que tem momentos em que preciso olhar para o geral, em perspectiva. Não apenas para o próximo passo, mas sim para o caminho como um todo.

 

Respiro fundo, então, e sigo adiante.

 

Até. 

domingo, janeiro 18, 2026

A Sopa

Os domingos de chuva despertam dois tipos de sentimentos em mim, desde o acordar, que invariavelmente será por volta das sete horas: a frustração por não poder ir para a rua para a atividade física habitual, que voltou a ser o pedalar, no qual ainda estou recuperando o condicionamento, e uma contida satisfação por poder ficar em casa, tomar café com calma, ler um pouco e escrever essa Sopa de todos os domingos. Como eu disse, sentimentos paradoxais, e um aprendizado antigo, que ensina que na vida nada é 100% bom ou ruim.

 

Não há só o preto e o branco, só o certo ou o errado.

 

A vida é mais complexa do que isso, com suas nuances, suas zonas cinzentas, suas contradições. Por isso é não é o mais prudente ser alguém pleno de certezas, de verdades inquestionáveis. Aliás, poucas são as verdades inquestionáveis na vida. Aceitar isso é o começo para uma boa convivência com os outros. E ouvir os outros lados, as outras versões.

 

Certamente está aí parte da explicação para os radicalismos e discussões e brigas virtuais ou não que vemos por todo lado. As pessoas perderam a capacidade de ouvir o outro, sem querer atacar de volta, sem agredir.

 

As pessoas perderam a capacidade de pensar.

 

Até.

sábado, janeiro 17, 2026

Sábado (e eu, fã)

Momento fã falando com ídolo


Vitor Ramil, Jacque e eu. 

Quarta-feira, 14/01/2026.
Sala Jazz Geraldo Flach

Bom sábado a todos.

Até. 

sexta-feira, janeiro 16, 2026

Somos Tão Jovens?

Há um vídeo que volta e meia aparece para mim que é o George Harrison falando algo como ‘quarenta anos passam muito rápido’, um dia tens 17 e, como em um salto, está com 57 anos. O corpo envelhece, mas a mente, a alma, continuam jovens. Bom, não tenho cinquenta e sete anos ainda, mas estou perto e, sim, a mente continua jovem.

 

Me agradam diversas músicas com referências à passagem do tempo, e as cito com frequência, tanto como reforço de mensagem, de pensamento, quanto para não perder de perspectiva o fato de que o tempo passa e não volta, e devemos viver no presente sempre. Algumas dessas referências falam em juventude e, mesmo que o corpo não seja mais o mesmo, ainda me identifico com ela.

 

Como ‘Sapatos em Copacabana’, do Vitor Ramil, que vinha ouvindo hoje cedo no carro, e que diz ‘Sei que não tenho idade / Sei que não tenho nome / Só minha juventude, o que não é nada mal’. Já tenho alguma idade, e algum nome, eu sei, já vivi muitas estórias, mas mesmo que o espelho nem sempre concorde comigo, ainda me sinto jovem e com muito tempo em frente.

 

Poderia encadear várias outras músicas para marcar meu argumento, mas deixo para vocês pensar nas suas próprias.


Até.    

quinta-feira, janeiro 15, 2026

Trabalho de Verão

Tradicionalmente, o começo do ano, período de verão e férias aqui no Sul do Mundo, é um momento caracterizado por um menor movimento de trabalho no consultório, pois a pneumologia é uma especialidade que tem um significativo componente sazonal. Não me queixo, estou acostumado.

 

Aproveito, então, esse período para trabalhar em meus projetos literários. É hora de reler, selecionar, revisar e reescrever escritos em preparação a um possível novo livro de crônicas.

 

Se penso em escrever ficção?

 

Um dia, um dia, quando estiver (me sentir) melhor preparado.

 

Até.

quarta-feira, janeiro 14, 2026

Superprotetor, Eu?

A partir do momento em que a Marina ganhou seu primeiro celular, após vencermos uma resistência dela mesmo, e tínhamos como nos comunicar com ela quando necessário enquanto estivesse fora de casa, longe de nós, descobri, ou me indicaram um aplicativo que mostrava sua (dela, da Jacque e minha) localização em tempo real. Foi um achado, confesso, para aumentar a sensação de segurança, ao sabermos onde andava. Após um tempo, incluímos minha mãe no círculo ‘Família’ de Life360, o aplicativo.

 

Da mesma forma, quando ela passou a circular de Uber pela cidade, vinculamos a conta dela à uma conta família, que mostra em tempo real a viagem que ela está fazendo. Mais uma forma de aumentarmos essa sensação de segurança, dela e nossa. Tem funcionado bem.

 

Esses dias, contudo, surgiu em casa a dúvida de que se manteríamos o Life360 ativo quando ela terminasse o ensino médio, após completar dezoito anos. Eu disse que não via problemas em continuar. 

 

Fui chamado de superprotetor, de exagerado.

 

Honestamente, não vejo problemas e nem exagero em sabermos nós – enquanto família – a localização uns dos outros. Ainda acho uma forma de nos sentirmos mais seguros. Brinquei que quem não deve, não teme.

 

É óbvio que não é isso o que vai impedir nenhum tipo de atitude ou comportamento seja lá qual for, e que sei que nunca antes na história do mundo houve a possibilidade desse tipo de, digamos, monitoramento. É ruim? Como tudo na vida, sim e não. Depende de como se usa a ferramenta.

 

E você, o que você pensa disso? 

Até.

terça-feira, janeiro 13, 2026

Esses Dias

Avança janeiro, e mesmo não estando em férias, o clima de verão é diferente, e sei também que isso é uma obviedade. É (para mim, para mim) uma época mais leve, reflexo de um menor número de pacientes no consultório (o que não é o ideal, claro). De qualquer forma, e apesar disso, é um momento mais tranquilo.

 

Como venho fazendo e contando por aqui, é um momento de balanço, de arrumar gavetas, armários, olhar para o que não serve mais, sejam papeis, roupas, aparelhos eletrônicos, ou outros. Ainda me impressiona como sou (somos) acumulador(es). 

 

O momento de descartar, então, torna-se uma retrospectiva própria, porque boa parte do que é guardado tem uma história que, se agora não faz mais sentido em manter, em algum momento no passado teve sua razão de ser. Revisitar isso é fazer o que chamo de arqueologia pessoal. 

 

Me sinto como um Indiana Jones em busca do meu Santo Graal. Vou me redescobrindo, me reencontrando, entendendo quem sou hoje a partir de quem fui anteriormente.

 

E sigo.

 

Até.

segunda-feira, janeiro 12, 2026

Ansiedade

Há algum tempo, em conversa com um grupo de amigos e colegas, alguém comentou que “a vida, o mundo, estão piores hoje em dia, quando comparados com o passado”. Fui obrigado a discordar frontalmente.

 

Não é verdade.

 

A vida, em geral, é MUITO melhor nos dias de hoje do que – por exemplo – quando comparada com a vida cem anos atrás. E isso em qualquer critério que utilizemos. Mortalidade infantil, expectativa de vida, saneamento básico, conforto, é só escolher o termo de comparação. Objetivamente. Racionalmente. De verdade, não tem nem graça fazer essa comparação. E não preciso ir tão longe no tempo, mas – se fosse - poderia dizer que vivemos, em média, melhor que reis e nobres da idade média. Existem problemas? Claro que sim, e muito que melhorar, mas o que acontece é também um problema de percepção e – imagino – de falta de visão de perspectiva.  

 

Ansiedade.

 

Vivendo em nossas bolhas restritas, estreitas e sufocantes, mesmo que não percebamos isso, vemos pouco e temos medo de muito. A solução (a minha, ao menos) é ampliar, alargar a bolha em que vivemos, estar aberto a ideias novas e diferentes, conhecer pessoas e lugares que desafiem nossas convicções, para reforçá-las ou – se erradas – nos mudarem.

 

Escutar, dialogar.


Até.   

domingo, janeiro 11, 2026

A Sopa

Ainda no (meu) espírito de final / início de ano, em que venho fazendo arrumações, organizações e descartes de itens que não faz sentido manter em casa, ontem foi momento de redescoberta de itens dados como perdidos. Com um arqueólogo da minha própria história, desencavei o passado. E foi bonito.

 

À tarde, ao voltar para casa do barbeiro, encontrei as meninas na sala com os CDs todos no chão, enquanto os organizavam e a Jacque procurava um em especial. Sentei-me junto a elas e olhei para onde fica a nossa televisão. Logo abaixo dela, há três nichos no móvel onde ela está. O superior é onde fica o decoder da TV a cabo, cada vez menos usado. No nicho intermediário está o aparelho de DVD, também bem pouco utilizado. E, no inferior, fica há certamente mais de quinze anos sem uso um aparelho de videocassete, presente que a Jacque e eu ganhamos no nosso casamento, há quase trinta anos. Sabia o que deveria fazer. Já vinha há algum tempo com a ideia de tentar fazê-lo funcionar novamente para descobrir se antigas fitas VHS ainda funcionariam.

 

Retirei-o do nicho e levei até o escritório, onde tenho um monitor de vídeo em minha área de trabalho, que eventualmente usava como monitor acessório com o meu notebook. Tirei o pó e fui atrás de cabos de força e de conexão com o monitor. Como eu já havia feito uma limpeza e organização no quarto de depósito, sabia onde encontrar. Incrivelmente, consegui ligá-lo! Era hora das fitas VHS.

 

No mesmo depósito, em outro armário, encontrei uma série delas guardadas. Fui testá-las, e as primeiras duas não rodaram. Fiquei em dúvida se o problema era no aparelho ou nas fitas. Voltei ao depósito, em outra parte do armário, encontrei outras fitas, guardadas com mais, digamos, cuidado. 

 

Entre elas, a fita com a gravação do nosso casamento!

 

Coloquei no aparelho e começou a rodar. Evidentemente a qualidade não é aquela maravilha que gostaríamos, mas é uma gravação de trinta anos. Assistimos a várias dessas fitas, desde o início dos anos 80 (vídeos da família da Jacque), apresentações de dança da Jacque aos doze ou trezes anos, entre outras.

 

O nosso casamento na igreja, a festa no salão do Veleiros do Sul, o meu pai bem feliz após vários uísques dançando com minha mãe. Familiares que já não estão vivos há muitos anos. Os padrinhos de casamento, os colegas do hospital, diversos amigos. Me emocionei, confesso. Também as de formatura.

 

Legal foi o comentário da Marina em determinado momento, falando que os iPhones duram três, quatro anos, quando muito, e estávamos assistindo aquilo em um aparelho que tinha trinta anos e ainda funcionava.

 

Depois ainda, encontrei registros da Sopa de Ervilhas Anual do Marcelo e da Banda da Sopa, inclusive quando tocamos uma música autoral, composta por mim no final dos anos 80. Hoje, domingo, vou seguir pesquisando o passado através dessas fitas, e depois procurar um lugar para digitalizá-las e poder guardar melhor como memória.

 

Sinceramente, que legal mesmo!

Até.

sábado, janeiro 10, 2026

Sábado (e de uma dia de sol)

 

Almoço no clube


Domingo passado no Veleiros do Sul.

Bom final de semana a todos.

Até.

sexta-feira, janeiro 09, 2026

Uma Janela Para o Passado

Sextas-feiras, logo cedo, ainda antes das oito horas da manhã, costumo ter uma visão do meu passado. Acontece quando chego no estacionamento da Santa Casa, sétimo ou oitavo andar.

 

Para ser mais exato, o final dos anos oitenta, na escola técnica de comércio da UFRGS. Atrás da Faculdade de Economia. Centro de Porto Alegre. Anos de formação de identidade, de encontro de turma, e de quando se inicia a necessidade da sensação de pertencimento, necessidade essa que vai me acompanhar ao longo dos anos como parte de quem sou. ‘E quem sou?’, posso me perguntar.

 

Um botador de pilha.

 

Essa autodefinição surgiu ainda no século passado, quando percebi que eu era alguém que gostava de reunir pessoas, organizar, promover, participar de encontros, principalmente entre amigos. Era o cara das turmas, dos churrascos, das longas conversas noite dentro, de quando só éramos vencidos pelo sono, e ‘O mundo é do novo / E o novo dos antigos / O mundo é quem sobrar no fim da noite / Dos amigos’*.

 

Ainda sou esse Marcelo?

 

Sim e não.

 

O tempo passa, mudamos, assim como tudo muda, porque ‘O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando’**.

 

Até.

 

* Produção Urgente, Nei Lisboa, álbum Cena Beatnick, 2001

** Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. 

quinta-feira, janeiro 08, 2026

Comunicação

 Não é difícil. 

Somos seres sociais e, para isso, a comunicação é parte fundamental da vida, em todas suas dimensões. Tão importante que deveríamos ser mais cuidadosos com esse tema. E um princípio básico da comunicação, e me refiro aos relacionamentos de toda ordem, é o caráter pessoal dela.

 

Refiro-me às conversas presenciais, entre pessoas, olho no olho, em que aquilo que deve ser dito é dito diretamente, sem subterfúgios, sem desvios. Sem meias palavras. A honestidade, e a sinceridade, são condições essenciais para verdadeiros relacionamentos.

 

Sem tens algum problema comigo, ou com algo que dependa de mim ou eu possa resolver, me fala. Simples assim. Transparente, cristalino. Fica bom para todos. Se o que dizes tem sentido, se somos amigos, é evidente que vou fazer tudo para melhorar a situação. É até melhor que resolvamos isso juntos.

 

A vida fica muito melhor quando somos sinceros uns com os outros. Evita incomodações e paranoias e erros de julgamento. Como falei, não é difícil. Agora, se não é para resolver, não enche o saco, por favor.

 

Até.

quarta-feira, janeiro 07, 2026

Agenda

Ainda não tenho agenda para 2026.

 

No sentido de planner. Você sabe, aquelas agendas físicas, antigas, grandes, com o calendário, um dia por página, onde anoto os compromissos e outras anotações do dia a dia, quase um diário. Há muitos anos uso uma fornecida pela UNICRED, mas segunda-feira quando fui buscar uma na agência no Centro Clínico da PUCRS, fui informado de que elas acabaram mais cedo esse ano. Lamentei.

 

Esse função de diário da vida prática exercida por essas agendas, sempre me agradou e agrada, a ponto de que pretendo comprar uma. Anotar os compromissos à frente, e registrar, mesmo que superficialmente, o que passou (fui em tal lugar, levei e/ou busquei em outro, jantei em determinado restaurante, encontrei tal pessoa) ajuda a preservar a memória, por isso gosto desse tipo de registro.

 

Gosto de preservar a memória e registrar histórias.

 

Tenho o plano de andar com um bloco de notas e uma caneta sempre comigo para registrar ideias e pensamentos que ocorram a qualquer momento, mas ainda não o fiz. Vai acontecer, até porque isso irá me afastar um pouco das telas, o que sempre é bom.

 

E me fará ficar mais atento ao que acontece à minha volta.


Até. 

terça-feira, janeiro 06, 2026

Pré-temporada

O início do (meu) ano de trabalho foi agitado, ontem, com pacientes no consultório, reunião (sem almoço) das 11 às 13h seguida de atividade no Laboratório de Função Pulmonar das 13h às 16h. Meu almoço foi uma banana e uma bolacha Maria. Finalzinho de tarde, contudo, foi de caminhar no Parcão com a Marina. Ao chegar em casa, ainda houve tempo de arrumar algumas coisas e separar e descartar lixo seco.

 

Pareço maníaco, eu sei.

 

Mas é janeiro, é verão, e ainda estou no clima de recomeço de vida que o ano novo traz. Apesar de não estar de férias, é um período de férias em geral, e o plano de inserir novos hábitos segue. Vejo esses primeiros dias do ano como uma pré-temporada, onde estou me preparando física e mentalmente para tudo o que vier no ano a partir de março, ou depois do carnaval, como quiserem.

 

Tenho planos, tenho projetos.

 

Tenho que estar preparado.


Até. 

segunda-feira, janeiro 05, 2026

Iniciou

O (meu) ano começa efetivamente hoje.

 

Falo em termos de trabalho. E começa confuso aqui no consultório, com quedas de luz frequentes aqui no Centro Clínico da PUCRS, o que faz com que a Internet esteja instável, o que resulta na impossibilidade de acessar os prontuários eletrônicos e por aí vai. Ao mesmo tempo, por alguma razão que ainda não entendo, o meu notebook não está carregando a bateria quando ligado na luz (quando há energia, obviamente).

 

Tudo será resolvido, claro.

 

De qualquer forma, isso contrasta com o que foram os últimos dias em casa.

 

CORTE

 

O dia de trabalho começou antes de terminar o texto.

 

Fica para amanhã, fica para amanhã.

 

Até, 

domingo, janeiro 04, 2026

A Sopa

Eu tenho planos para dois mil e vinte e seis.

 

Todos temos, sempre, planos, nem que sejam apenas sobreviver ao dia, ao mês e, por fim, ao ano. Tenho o privilégio de poder ter alguns (bem) mais ambiciosos que isso, apesar de que sobreviver seja o mais básico de todos. Com esse pensamento, tenho evitado atitudes e ações que coloquem em risco esse objetivo.

 

Não salto de paraquedas, faço atividade física, não brigo no trânsito, não bebo e dirijo, não cometo crimes de nenhuma espécie, não apoio nenhum tipo de ditadura, respeito as opiniões dos outros mesmo que não concorde com elas, tenho dúvidas sobre muitos assuntos e mantenho algumas opiniões apenas para mim porque o mundo já tem pessoas demais com certezas demais e com necessidade de gritá-las por aí. Acho que cada um deve ter o direito de ser e viver do jeito que quiser, e não é minha função julgar a correção disso ou não.

 

Após fazer a minha parte para me manter vivo e bem, como eu disse, tenho o privilégio de poder almejar mais, fazer planos. Posso ter objetivos, estabelecer metas, e assim faço.

 

Quero estar ainda mais com as pessoas nesse e nos próximos anos. Quero criar histórias, viver momentos que serão contados depois, histórias que escreveremos.

 

Quero estar presente quando precisarem de mim e ainda mais quando não precisarem, quando pudermos estar juntos apenas por estar, pela companhia, pelo silêncio (ou não), pela paz.

 

Quero, no fundo, ampliar minha zona de conforto...


Até. 

sábado, janeiro 03, 2026

Sábado (e das utilidades da IA)


(meu pai sendo condecorado, UN Peacekeepers)
 

Foto "melhorada" pelo Gemini, assistente de IA do Google.
Acho espetacular o que ele faz com fotos antigas.

Bom sábado a todos.

Até.

sexta-feira, janeiro 02, 2026

Dois de Janeiro

Sexta-feira, e entramos nos últimos dias desse recesso de final de ano. Mesmo assim, mantenho minha rotina desse período, que envolve atividade física como início do dia, indo na academia no pedalando, seguida de trabalho em casa, que envolve a arrumação do depósito que fica onde originalmente seriam as dependências de empregada, algo do século passado.

 

Que é mais ou menos o tempo em que moro por aqui e o período em que não organizava esse ambiente. Então estou há dias nisso, entre retirar o que está guardado, descartar o que necessita ser descartado, aplicar um produto anticupim e esperar um tempo para secar e reorganizar as coisas. É um processo lento e minucioso, e vai longe, pois ainda falta muito para terminar.

 

Estou tranquilo, e satisfeito. É terapêutico, além de obviamente útil. Me sinto conectado com o mundo durante esse trabalho.

 

O ano de 2025 foi – conforme plano – de escrever e publicar todos os dias, de domingo à sexta, e sábado publicar uma fotografia. Consegui.  A ideia é ou selecionar as melhores crônicas do ano ou publicar uma ano inteiro de Sopa no Exílio em livro. Ainda não sei o melhor, está em aberto. Aceito sugestões. 

 

Se vou continuar escrevendo todos os dias?

 

Provavelmente.

 

Até.