sábado, novembro 07, 2020

Sábado (e um momento filosófico)


                          Ah, pois é...

                          Bom sábado a todos.

                          Até.

sexta-feira, novembro 06, 2020

Crônicas de uma Pandemia – Duzentos e Trinta e Sete Dias

Estava errado. 

Pensei que meu desprezo pela imprensa militante era maior que o que sinto pelo Trump. Que valeria à pena passar mais quatro anos assistindo-o como presidente dos EUA só para ver a cara de derrota e as explicações que esses jornalistas/torcedores daria após verem seu candidato, que davam certo como vencido, ganhar a eleição. Seriam mais quatro anos do mesmo, de ambos os lados.

 

Não vale.

 

Assisti agora há pouco, na televisão, parte de um pronunciamento do (ainda) presidente, dando a entender que não pretende aceitar uma possível/provável derrota eleitoral e chamando os estados de Michigan e da Pensilvânia de politicamente corruptos. Não é uma postura aceitável vinda de um presidente. 

 

Vergonha alheia.

 

Até.

quinta-feira, novembro 05, 2020

Crônicas de uma Pandemia – Duzentos e Trinta e Seis Dias

Maldito Bolsonaro.

Não, não é o que vocês estão pensando. 

Confesso a vocês que não consigo não ficar revoltado com o governo Bolsonaro todos os dias de manhã, quando acordo me percebo o que vivemos. É insuportável uma vida assim.

 

Sem horário de verão.

 

Sempre fui fã do horário de verão, e estou entre as “viúvas”, que lamentam e não perdoam o governo por ter acabado com o mesmo. Mas isso não é o pior. O pior de tudo é muito pior que isso. Pior mesmo.

 

É que o meu relógio biológico está em horário de verão.

 

Acordo, diariamente, antes das seis da manhã, como se fossem sete horas e fosse a hora de acordar. Diariamente. Sábados, domingos e feriados.  Forço o sono para ficar mais tempo na cama, mesmo que os pássaros já estejam cantando lá fora e que o sol já esteja nascendo. Não levanto de raiva.

 

Por quê, por quê?

 

Precisava fazer isso? Acabar com o horário de verão, com os finais de dia de luz mais longos? Quem se importa que a economia de luz não seja grande? Quem se importa com o que pensam os chatos anti-horário de verão?

 

Maldito Bolsonaro. Malditos anti-horário de verão.

 

Até.

terça-feira, novembro 03, 2020

Crônicas de uma Pandemia – Duzentos e Trinta e Quatro Dias

 Política. De novo.

 

Confesso que estou torcendo para o Trump ganhar as eleições americanas.

 

Não que eu simpatize com ele, ou ache ele um ótimo presidente. Não tenho absolutamente nada a favor dele, com exceção, talvez, do potencial bom relacionamento entre Brasil e EUA, e – admito – vários contras. Vários contras mesmo. 

 

Por quê, afinal, estou torcendo para ele ganhar as eleições?

 

Por causa da narrativa.

 

Porque quero ver todos os ‘analistas’ que se dizem isentos, toda a imprensa militante, todos esses que se dizem especialistas, mas que, no fundo, não passam de torcedores, quebrar a cara em suas previsões. Para derrotar mais uma vez a narrativa de que só existe a esquerda boazinha e a extrema-direita. De quem pensa diferente é negacionista ou terraplanista. Para derrotar os chatos. O Trump, vejam só, é o Bolsonaro americano, aquele em que as pessoas deveriam votar para evitar que a esquerda assuma o poder. Sim, porque os Democratas são a esquerda americana, com tudo de ruim que ela representa. São o PT de lá. Não eram, mas se tornaram...

 

De verdade.

 

Para o Brasil, a derrota dos democratas será melhor, por pior que seja a figura de Donald Trump. 

 

Até.

sábado, outubro 31, 2020

Sábado (mas hoje é na rua...)

 



                         Bom sábado (e bom feriado) a todos!

                         Até.

sexta-feira, outubro 30, 2020

Crônicas de uma Pandemia – Duzentos e Trinta Dias

 Política.

 

Estamos há cerca de duas semanas da eleição para prefeitos e, em Porto Alegre, as pesquisas – nunca esquecendo dos vieses que elas possuem – apontam a candidata do partido comunista (sério, de verdade) como a líder das pesquisas, tendo como vice um candidato do partido dos trabalhadores (não riam). Inacreditável. É bem provável que ela esteja no segundo turno e, então, seremos todos os outros contra os comunistas, assim espero.

 

Porque – vamos admitir – não dá para levar a sério alguém que defenda o comunismo (ou socialismo, que seja). São ideologias e sistemas fracassados e que nunca trouxeram bem-estar a quem quer que seja, com exceção de uma pequena casta governante. Nem vale a pena falar sobre isso.

 

E então circulava eu de carro por Porto Alegre, no caminho entre o hospital e minha casa, ouvindo rádio. Gosto de ouvir rádio. Por coincidência, estava sendo entrevistado o eterno (sempre concorre) candidato do partido socialista dos trabalhadores unificado, que prega o socialismo revolucionário, seja lá o que for isso. Tive que ouvir, mesmo sabendo que – por princípio – jamais votaria nesse partido e/ou candidato.

 

Fiquei constrangido.

 

Conselhos populares eleitos nas fábricas, nos sindicatos, nos quilombos e nas regiões mais pobres da cidade, seriam quem decidiria os rumos da administração, trabalhando contra os capitalistas, empresários e bancos. E quanto ao legislativo, perguntou o entrevistador (que são representantes eleitos pelo povo, lembro eu). Ou aceitariam as determinações ou haveria confronto, deu a entender ele, com outras palavras. E o transporte público? Seria municipalizado, e o “patrões” pagariam para que fosse gratuito para os trabalhadores...

 

Não vai ser eleito, claro.

 

Mas me pergunto se ele realmente pensa isso.

 

Não pode ser sério...

 

Até.

domingo, outubro 25, 2020

A Sopa

 (Crônicas de uma Pandemia – Duzentos e Vinte e Cinco Dias)

 

Eu fiz a vacina chinesa. Ou não.

 

Tem sido crescente nas últimas semanas a vontade de escrever a última Sopa desta pandemia, a crônica final do diário do coronavírus. Não que eu esteja afirmando ou mesmo pense que tenha acabado, mas é que cheguei (chegamos) a um ponto de quase esgotamento mental relacionado ao assunto. Em outras palavras, a tolerância está em seus últimos estertores.

 

Porque as pessoas falam muito, e quem fala muito corre o risco de dizer bobagem. Não me excluo disso, também corro esse risco e devo dizer algumas por aí. Paciência, é o risco que corro por me expor.

 

Não assisto a telejornais, seleciono o que vou ler, mas – mesmo assim – não consigo evitar de todo tomar conhecimento das polêmicas criadas diariamente relacionadas ao coronavírus, Bolsonaro, Trump e outras. É cansativo, mentalmente, e não há sinais de que vão diminuir, o que – admito – desanima.  

 

Estamos no final de outubro, o final do ano se aproxima a passos largos, e não há – no momento – perspectiva de que passaremos a virada do ano de forma mais tranquila. O Uruguai, por exemplo, anunciou que vai manter suas fronteiras fechadas durante todo o verão, acabando com uma ideia de férias no final de janeiro. Paciência, digo eu, e reconheço que o que mais eu disse esse ano foi justamente isso.

 

Nunca fomos tão pacientes.

 

Mas também passivos.

 

Diante de diversos absurdos que nos foram impostos durante o ano em nome da “ciência” e que – na realidade – não muitos eram baseados em ciência de verdade, fomos aceitando que nos tirassem a liberdade e a autonomia. Temos sidos vítimas de uma ditadura de pensamento que não admite que se questione nada. A hashtag “Fique em casa”, é só o exemplo mais visível de todo esse movimento, que permite festas em condomínio, abertura de cinemas, mas não querer a volta das aulas presenciais.

 

A hipocrisia, a hipocrisia.

 

E as pessoas acham normal, o que é compreensível, levando-se em conta o pânico criado por aqueles que querem nos manter sob seu controle. Ainda vamos sentir por muito tempo, em termos de saúde pública, os prejuízos causados por essas medidas tomadas a partir de premissas equivocadas. E tudo isso sem em nenhum momento eu querer diminuir a seriedade do momento.

 

Pareço amargo, eu sei.

 

Por isso, penso em ser este o último capítulo desse diário do ano da pandemia. Porque eu não sou assim, e nem vou me tornar uma pessoa pessimista ou amarga.

 

Quero mudar de assunto, só isso.

 

Até.