sábado, dezembro 19, 2020

Sábado (e Paris numa outra vida...)

 

    Paris, France

    Final do dia. Setembro de 2018.

    Bom sábado a todos.

    Até.
                      

segunda-feira, dezembro 14, 2020

A Sopa

(Crônicas de uma Pandemia – Duzentos e Setenta e Cinco Dias)

 

Um texto não muito bem humorado.

 

O ano civil vai para sua última quinzena.

 

De agora até o início de 2021 serão pouco mais de duas semanas, mas parece que dois mil e vinte não terminará assim tão facilmente. Parece querer se arrastar por mais tempo, manter-nos presos a ele o quanto der, tentando de todo jeito se eternizar.

 

Falo da pandemia, claro.

 

Como havia falado, minha expectativa (esperança, agora sei) de que ao terminar dois mil e vinte tivéssemos superado essa fase maluca de distanciamento, de abraços ausentes e proximidades – quando ocorriam – culpadas, provou ser nada mais que isso, esperança. Continuamos sitiados pelo vírus e pelo medo, vítimas de governantes ou em descompasso com a realidade, negando o óbvio, ou pequenos tiranos tentando impor suas medidas irracionais baseadas “em ciência”. Seguimos ao sabor das ondas, nos cuidando do jeito que dá.

 

Quando se estimula que as pessoas denunciem seus pares por se reunirem, quando “premiam” quem se avança sobre a privacidade dos outros, é sinal de que há algo muito errado. O mais impressionante é que ninguém se espanta ou revolta com isso. A liberdade individual (que pressupõe responsabilidade) é cada vez mais um conceito etéreo, fluido, quando – obviamente - não deveria ser.

 

Eu só saio de casa de máscara desde o início da pandemia.

 

Eu trabalho de máscara e face shield.  

 

Eu tomo todo o cuidado possível, para não me contaminar e não contaminar os outros. Mas não estou histérico, nem fico contando isso como vantagem em redes sociais.

 

Estamos em uma prisão. Pelo vírus, pelo politicamente correto, pelo pensamento único que não admite contraditório. Estamos presos em uma narrativa escrita por quem quer nos dominar pelo medo. Uma hora isto tem que acabar.

 

E, por estar nessa prisão maluca, o jeito é viver um dia de cada vez.

 

Até.

sábado, dezembro 12, 2020

Sábado (e um lugar)

 

     Halifax, Nova Scotia, Canada

     Outubro/2019

     Bom sábado a todos.

     Até


terça-feira, dezembro 08, 2020

Crônicas de uma Pandemia – Duzentos e Sessenta e Nove Dias

 E em meio à pandemia...

Uma noite dessas, não muito tarde, enquanto estávamos tranquilos em casa assistindo televisão, nossa atenção foi desviada por uma gritaria, uma altercação, pedidos quase histéricos de desculpas seguidos por gritos de ‘Eu te amo’, além de ‘não me toque’, e outros com o mesmo sentido. Um barraco, como dizem.

 

O meu vizinho que toca bateria e fuma maconha, evidentemente.

 

Tudo muito alto, todos no edifício certamente ouvindo. Pelo que se escutava, parecia uma briga de casal, aparentemente chegando às raias da violência física, pela progressão dos gritos. Marina com fones de ouvido para não precisar ouvir, eu tinha que tomar uma decisão.

 

Intervir ou não.

 

Como já falei anteriormente em outras situações, o que as pessoas fazem com suas vidas privadas não diz respeito a ninguém mais, exceto quando interferem com a vida em sociedade. Ou seja, quando não coloca o bem estar e a segurança de mais ninguém em risco. E os seus vizinhos estão aí incluídos, naturalmente. 

 

Volto à noite em questão.

 

Liguei para o síndico, que atendeu e fiz apenas uma pergunta: deveria chamar a polícia ou não? Debatemos rapidamente o assunto e (por sugestão dele, que estava mais próximo do evento) e decidimos esperar e observar atentos para um possível escalada violenta nos acontecimentos. Momentos tensos.

 

Tudo acalmou, contudo.

 

Mais tarde, descobrimos o que havia acontecido (ele – o síndico - descobriu, e me contou): separado/divorciado ele (o baterista maconheiro), mas com uma nova namorada, havia sido flagrado com outra pela namorada que chegara em sua casa de surpresa... E as duas ainda se conheciam! Pois é...

 

Outra noite, uns dias após, somos acordados em meio a madrugada por gritos dele dizendo ‘eu te amo’ e ‘agora estás me agredindo’, mas de curtíssima duração, pois logo o silêncio da noite voltou até que os sabiás começassem a cantar e liquidar definitivamente com minha noite de sono...

 

E a corda vai esticando...

 

Até.

domingo, dezembro 06, 2020

A Sopa

 (Crônicas de uma Pandemia – Duzentos e Sessenta e Sete Dias)

 

Uma história do passado.

 

Há muitos anos, quando ainda tínhamos a casa na praia, no Imbé, litoral norte do Rio Grande do Sul, no tempo das casas sem muros e grades, e próximas umas das outras, e quando ainda era tradição a reunião de grandes famílias nos finais de semana, havia – bem ao lado da nossa casa – justamente vizinhos com grande família e que tinham por hábito reunir-se e confraternizar muitas vezes até altas horas da noite. Não necessariamente grandes festas e grandes ruídos, mas – na maior parte das vezes – apenas conversando na área em frente e na lateral da casa.

 

Bem ao lado da nossa, bem onde ficavam os quartos em que dormíamos, o que – evidentemente – atrapalhava o nosso sono quando acontecia. E, claro, irritava.

 

Nunca reclamamos, contudo.

 

Até que uma vez em que isso aconteceu, provavelmente uma festa de aniversário mais animada e que invadiu a madrugada e eu – ao chegar sábado de manhã cedo para passar o final de semana com meus pais e ficar sabendo do ocorrido – decidi que era hora de um retorno: ainda antes das nove da manhã, estacionei meu carro em frente à nossa casa e passei a tocar música, a todo volume possível. AC/DC, Highway to Hell. 

 

Não demorou uma música inteira para alguém na casa ao lado abrir a porta, com cara de muito sono, e – educadamente – perguntar se eu poderia diminuir o volume do som porque queriam dormir. Claro que eu podia. Prontamente baixei o volume, ou mesmo desliguei o som, não lembro mais.

 

Você, caro leitor, pode estar se perguntando por que eu atendi ao pedido se havia muito tempo éramos incomodados pelos ruídos que vinham da casa ao lado em muitas noites de conversas e risadas e festas? Por uma simples razão. Porque nunca havíamos reclamado, nunca havíamos manifestado nosso incômodo com o barulho. Se não manifestamos nossa inconformidade, como saberiam que estávamos incomodados?

 

Voltemos ao presente.

 

Tenho um vizinho maconheiro que toca bateria.

 

Sério.

 

Problema dele, não me diz respeito. Não me incomoda, desde que não interfira na paz da minha casa. Ele faz aulas de bateria algumas vezes à noite, e vai ao limite do horário de silêncio, mas – exceto uma vez – não passa das 22h. Está no direito dele. É o mais adequado, tocar bateria num apartamento sem isolamento acústico? Não, com certeza. Mas se ele não invade o horário de silêncio, está no seu direito, por mais que ninguém goste. 

 

O mesmo com a maconha, cuja fumaça nos atinge algumas vezes se deixamos janelas abertas. É ruim? Eu acho, mas ele está na casa dele, e o que ele faz não me diz respeito, é livre para fazer o que bem entender, desde que não interfira com a minha liberdade e paz. Desde que não avance sobre os meus direitos. Porque se isso acontecer, bom, aí certamente vou reclamar, e muito.

 

Simples assim.

 

Até.

sábado, dezembro 05, 2020

Sábado (e um café)

                         Um café no final da tarde... e uma caminhada pelo bairro...

                          Até.

 

quarta-feira, dezembro 02, 2020

Crônicas de uma Pandemia – Duzentos e Sessenta e Três Dias

Progressistas. 

Não há nenhum valor mais importante que a liberdade individual.

 

Não há nada mais progressista do que buscar, respeitar e valorizar a liberdade individual em todos os momentos. O respeito ao indivíduo, em todas as dimensões possíveis, e - por conseguinte - a todos os indivíduos sem restrições ou condicionantes, é o ideal de uma sociedade.

 

Respeitar a todos individualmente, independente de qualquer condicionante, é o melhor que alguém que se diz progressista deveria fazer e pregar como conduta individual. A forma como cada um escolhe viver não diz respeito a ninguém mais, desde que esse respeito seja mútuo. Se você não respeita a minha individualidade, você não pode exigir que eu respeite a sua. Viva como achar melhor, desde que não interfira com o outro. O velho papo: a liberdade de um acaba quando começa a do outro. Respeitar os limites do outro é (ou deveria ser) a base da civilização. 

 

Aliás, tentar impor a sua verdade aos outros, (tentar) forçá-los a viver o seu modo de vida, é o maior dos desrespeitos. E falo de política, religião, futebol, ou qualquer outra dimensão que possamos pensar.

 

A defesa da liberdade individual é o máximo do progressismo.

 

Coletivismos, seja quais forem, independente a bandeira que levantem, são contra a liberdade individual, e – portanto – uma afronta à ideia de liberdade. A esquerda, que se apropriou de bandeiras consideradas, chamadas progressistas, tem como característica a defesa do coletivo em detrimento do individual, em detrimento da liberdade.

 

A esquerda não é progressista. Nunca foi.

 

É sectária, agressiva e rancorosa.

 

Vamos dar nome aos bois.

 

Até.