sexta-feira, maio 20, 2005

Uma morte no Brazil

Gosto de livrarias porque gosto de livros. O mesmo acontece com bibliotecas. Em Porto Alegre, houve uma época em que eu não conseguia sair de uma livraria sem comprar algo para ler, no mínimo uma revista. Havia dias em que eu ia almoçar sozinho num shopping center e que, antes do almoço propriamente dito, eu passava e comprava algo para ler durante a refeição.

Aqui em Toronto não poderia ser diferente, exceto pelo fato de eu não comprar tantos livros assim. Esses são tempos de prudência com relação às finanças, principalmente como preparação para alguma imprudência futura. Com esse espírito, muito mais olho os livros do que os compro.

Mas esse dias não tive como resistir. Circulando por entre lançamentos de não-ficção, no meio de diversos livros sobre a guerra no Iraque, a família Bush e alguns outros, chamou minha atenção um livro chamado “A Death in Brazil – A Book of Omissions”. Fui ver do que se tratava. O autor chama-se Peter Robb, australiano que passou os últimos vinte e cinco anos vivendo entre o Brasil, o sul da Itália e a Austrália.

O livro, que comecei a ler hoje, é a história do Brasil contada por alguém que assitiu tudo de perto mas com olhos de estrangeiro, com uma perspectiva diferente. Pesquisando sobre o autor, encontrei uma entrevista que ele deu para uma emissora australiana, em que ele fala sobre um pouco sobre o papel do Brasil da América Latina, sobre o Lula, a violência. É interessante. Quem quiser ler, ela está aqui.

No começo do livro, sobre as cidades do Rio e São Paulo:

Rio on Guanabara Bay sprawls over the habitable parts of the most beautiful site in the world. It was the slave and sugar city of the south, snatched from the French in its infancy and francophile to its marrow, the old capital of imperial Brazil, dazzling in its disease riddled belle époque, reimagined as the marvelous city of flying down to Rio and twentieth-century dreams of beaches, music, football, drugs and sex, ringed and overlooked and now increasingly invaded by its favelas. For the world, Rio goes on being Brazil.

São Paulo lacks Rio’s splendor face but it has the sex and drugs and violence, a lot of money and even more people than money (…) Now twenty million people make São Paulo maybe the fourth biggest human agglomeration on the planet. Rio is huge and lovely and terrifying. São Paulo is huger and more terrifying and not lovely at all…


Vamos ver o que nos reserva o resto. Estou curioso.

Até.

Um comentário:

Ana disse...

Eu to com esse livro aqui em casa agora.
A Death in Brazil
Ele comeca falando do ataque sofrido no ap que vivia, nao e?!
Eu comecei e parei. Beijos