sexta-feira, junho 10, 2005

Consultório Sentimental do Seu Sopa

Fui deixado na mão.

Sem nenhum outro sentido que vocês possam dar a isto, suas mentes infectas. Acontece que esta coluna, que deveria ter uma freqüência semanal, provavelmente não o tenha, já que o seu autor, cuja indentidade continua protegida pelo singelo (meigo, diria) pseudônimo de ‘Ombro Amigo’, não pode se comprometer com os textos na freqüência previamente combinada. Por quê? Vou deixar que ele explique (transcrição de uma carta escrita de próprio punho, talvez com o papel sobre as pernas), conclusão a que chego pelo dificuldade de compreensão de sua letra:

”Amigo Marcelo, Editor e Ex-Sedentário,

Desculpe utilizar essa forma de comunicação arcaica, em que – para a mensagem chegar – dependemos da morte de árvores que vão resultar nesta folha alva, pura, à espera do contorcionismos desta pena que ora uso para escrever-lhe. Alguém ainda usa pena para escrever? Eu, ao menos, sim, porque me agrada esta relação entre a pena e a folha branca, que será maculada e os rastros deste quase crime ficarão marcados para sempre. Tergiverso, contudo.

Lamento muito, caro amigo, mas penso não ser capaz de cumprir minhas obrigações acertadas contigo e o teu mui valeroso weblog. Eu sei, eu sei, promessas quebradas são como relacionamentos abalados, como o cristal, que, depois de quebrado, até pode ser colado novamente, mas nunca ficará como antes. Mas por que corro o risco de faltar com minha palavra?

Pela única razão pela qual os homens lutam, constroem castelos, impérios até: o amor. L’amour. Já diziam os Beatles, ‘All you need is love’, e Tim Maia, o síndico, ‘Não quero dinheiro, eu só quero amar’. Pois é, meu caro amigo, estou amando de novo!

E como a vida muda quando amamos!

De certa forma, respondo agora a uma das perguntas que me foi feita por uma mensagem eletrônica: como é que eu podia conhecer a alma feminina se eu fora casado três vezes? Isso não seria sinal de fracasso nos casamentos?

Evidentemente que não, cara ‘N’, você que aflita me perguntou isso. O fato de eu ter sido casado três vezes é explicado justamente pelo fato de eu conhecer muito bem as mulheres. E concordo com o dito popular: “A mulher casa com o homem para tentar mudá-lo, e o homem casa com a mulher e não quer que ela mude”. Os dois se frustram, porque o homem não muda e a mulher muda!

Desta forma, resolvi o problema: eu mudo. De mulher…

Mas desta vez é a definitiva. Isabella, nascida argentina mas cidadã do mundo, é o amor da minha vida, ou pelo menos o último dos amores reservados para mim que vou encontrar. Estamos viajando hoje à noite para Paris, onde vamos passar os próximos meses vivendo nosso louco amor, passando tardes discutindo Sartre no Café de Flore e noites de amor no nosso estúdio no Marais.

De Paris, mando notícias, mas não posso prometer quando.

Um abraço sincero de vosso amigo a caminho do aeroporto,

Ombro Amigo”

5 comentários:

ana disse...

hjahahahhahahahahahahahha
ah nao
me desapontei :P

Luh disse...

HAHAHAAHAHAH!

Ô Seu Sopa, eu mandei um invite pra vc entrar no grupo blogueiros no Canada (ou whatever qe seja o nome do grupo, que eu esqueci). é um grupo do yahoo, lá tentaremos organizar os EBS's em conjunto.

Carlos disse...

hahaha... Isso que é vida. Passar o resto do ano em Paris : ) Abraço.

Jacque Rizzolli disse...

Querido editor e marido...na verdade o eternamente passional "ombro amigo" quis me proteger e ocultou meu nome sobre o pseudônimo de Isabella...estou indo para Paris com ele...lamento informar do ocorrido, mas como eu fiquei sem programa para o dia dos namorados e era (tu sabe, né?) Paris...não deu para resistir...
Foi bom enquanto durou... j'taime... Jacque (ex-dona sopa)

Jacque Rizzolli disse...

...vou lembrar de ti quando for jantar na Rue Monge, no La Comedia, comendo um speguetti aux fruit de mer...ou quando caminhar pelas rue Mouffetard no final do dia...
Pensando bem...deixa esse "ombro" prá lá e vem comigo!!!!
SAUDADES... JE T'AIME...QUE DROGA FICAR LONGE DE TI NO DIA DOS NAMORADOS...droga de vida...eu odeio o canadá :(((( Jacquinha (novamente a Dona sopa)